quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estudo Bíblico - POR QUE O EVANGELHO DE JOÃO?

Para Estudo: João 1:6-13; 17; 20:30-31; 21:24-25
Leitura Devocional: João 1:29-34
Texto da Lição: João 20:30-31; 1:6-13; 17:1-5

TEXTO ÁUREO: Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. - João 20:31
PROPÓSITO: Inspirar-nos a depositar a nossa fé em Cristo como Filho de Deus e, obter assim, vida eterna em Seu nome.
PARA DISCUSSÃO E ESTUDO:
1. Que quadro do Pai nos revela Jesus Cristo através de Sua vida? Discuta.
2. Como dá Cristo vida a Seus seguidores por meio da fé? Explique.
3. Que quadro nos pinta João, do Cristo pré-existente? Comente.

EXPOSIÇÃO

INTRODUÇÃO
O Evangelho de João é diferente dos outros três, chamados Sinópticos (por apresentarem a vida de Cristo sob o mesmo ponto de vista geral). João dá ênfase especial à divindade de Cristo, narrando o que Ele disse de preferência ao que fez. Os outros se preocupavam em registrar; João, em interpretar. João propõe demonstrar (1) que Jesus de Nazaré é Deus encarnado, (2) que todo aquele que receber a Cristo e crer no Seu nome se torna filho de Deus (1:12; 2:11, 22; 3:15, 36; 4:39, 41,42).
João quer que os leitores conscientemente respondam à pergunta: "Que pensais vós do Cristo? De quem é filho?" (Mateus 22:42). Está interessado em realidades históricas; mas, especialmente, em interpretar a Pessoa e obra do nosso Senhor. Através do Seu Evangelho, Jesus Cristo será visto e conhecido como a Luz, a Vida, o Amor de Deus: o Verbo feito carne para salvar o mundo.

I. O PROPÓSITO DO EVANGELHO DE JOÃO
João 20:30-31

De que maneira quer João convencer os seus leitores que Jesus é o Cristo?

A. "Estes foram escritos" (v. 31)
João escolheu os acontecimentos, as palavras e os eventos mais adequados para confirmar o seu plano: Comunicar-se com duas classes de leitores, os judeus e os gregos. Aos judeus queria provar que Jesus de Nazaré era o Messias, o Filho de Deus. Aos gregos, que Jesus é Deus.
No prólogo, 1:1-14, João apresenta a tese de que o "Verbo se fez carne e habitou entre nós... cheio de graça e de verdade". Depois, o Apóstolo apela para vários testemunhos e provas históricas que, se fossem escritas, enche¬riam tantos livros que não caberiam no mundo (21:25).

B. "Muitos... sinais" (v. 30)
O Evangelho de João não é apenas "história". O seu impacto é mais espiritual que intelectual. Este é o "Evangelho espiritual", como era chamado pêlos fiéis da Igreja Primitiva. O impacto irresistível é o caráter duma Pessoa. Sua intenção é apresentar o espírito e a alma de Jesus, em vez de oferecer a cronologia precisa e clara do divino e amado Mestre. Empenha-se em interpretar eventos, mostrando o coração dos Evangelhos. O fundamento da sua mensagem é: N’Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens" (1:4).
O quarto Evangelho é história, com a grande diferença de que, sob os acontecimentos relatados, especialmente os milagres de Jesus, há significados de valor eterno. Os milagres são assinatura do Deus encarnado. Parece que João vê mais com os olhos do coração; por isso, através do Apóstolo, vivemos intimamente o pensamento do Senhor Jesus. João desconfia da fé que descan¬sa em milagres; a fé deve estar firmemente cimentada no Verbo, Jesus Cristo, o Filho de Deus (4:48).

C. "Para que creiais" (v. 31)
O propósito de João é nitidamente evangelístico: propõe ganhar os homens para Cristo, o Filho de Deus. Para ele, a palavra "crer" significa muito mais que concordar ou aceitar uma certa evidência, mas aceitar a verdade e deixar-se guiar por ela. A palavra "crer" de João equivale ao que Paulo chama "fé". João quer que creiamos que Jesus é o Filho de Deus e Lhe entreguemos as nossas vidas.

D. "Tenhais vida" (v. 31)
Outra palavra que sobressai neste Evangelho é "vida". Usada quase 30 vezes, e mais de dez descrita como vida eterna. Os homens sem Cristo estão mortos para Deus. Mas no Verbo Encarnado há vi da espiritual; Ele põe a vida de Deus na alma de todo aquele que crê que "Jesus é o Cristo, o Filho de Deus" (3:15-17).

II. O ARAUTO DO EVANGELHO
João 1:6-8

Como descreve João a entrada de Cristo no cenário da história?

A. "Houve um homem" (v. 6)
João Batista, chamado de "porteiro dos Evangelhos", está no princípio de cada um deles. Parece que foi João, o filho de Zebedeu, quem conseguiu penetrar o lado terno e gentil da personalidade e o caráter santo de João Batista.

B. "Veio para testemunho" (v. 7)
João Batista ocupa lugar central no inspirado prólogo deste Evangelho. Como subordinado ao Verbo Encarnado, foi "um homem enviado de Deus". Sua missão especial era ser testemunha d'Aquele que é Luz verdadeira (vs. 4,9,5). O Senhor o honrou dizendo: "Ele era a candeia que ardia e alumiava" (5:35). Instrumento que teve de ser limpo, cheio e iluminado, o Batista cumpriu a sua tarefa com perfeição. A sua luz só foi ofuscada pela "Luz do Mundo". A aspiração máxima do homem deve ser a de iluminar as vidas de outros homens com a Luz do Cordeiro de Deus.

III. A RESPOSTA AO EVANGELHO
João 1:9-13

Em que sentido este texto contém as passagens mais tristes e as mais alegres do mundo?

A. A verdade mais triste (v. 10)
A Luz Eterna que era o Verbo, a Palavra Criadora, que dava ao mundo Luz e Vida, não foi reconhecida pela maioria; o príncipe deste mundo cegou os olhos espirituais dos homens. Quando veio em Pessoa para os que havia criado, foi repelido pelo Seu povo que "Crucifica-O" (19:6-15). Para João, esta foi a maior tragédia da humanidade; que a gloriosa Luz de Deus tivesse vindo e "os homens amado mais as trevas que a luz", porque eram más as suas obras e a luz manifestou a sua maldade.

B. A verdade mais alegre (vs. 12-13)
Os que aceitaram o Verbo, tiveram o privilégio de sair das trevas. Entre esses estavam Maria, Sua mãe, o Seu arauto (João Batista), Simeão e Ana, André, João, Filipe, Natanael, etc. Além de aceitarem a Luz, encontraram a Vida, por meio de Jesus Cristo que os fez "filhos de Deus". E ainda hoje, Jesus tem poder de transformar pecadores em filhos de Deus.

C. "Deu-lhes poder" (v. 12)
Jesus Cristo trouxe novidade de vida, o dom da graça, que Ele mesmo conseguiu para o homem (v. 17). Além disso, Jesus dá "poder”, privilégio ou direito de sair do estado em que o homem se encontrava antes de O receber como Senhor e Salvador. Jesus Cristo concede este poder ou direito de chegarem a ser filhos de Deus, a todos quantos crerem em Seu nome. A palavra de João ensina que os homens compartilham a natureza de Cristo por meio da fé, quando nascem de novo (3:15 e I Pedro 1:23).

IV. O CORAÇÃO DA MENSAGEM EVANGÉLICA
João 17:1-5

Como descreve João a mensagem da Encarnação?

A. O Cristo pré-existente (v. 5)
João apresenta a Cristo que tem existido com Deus por toda a eternidade (v. 5). Por isso o nosso conhecimento de Deus Pai sempre dependerá da reve¬lação de Jesus Cristo, o Filho, por meio do qual Deus vem aos homens, e por cujo poder e autoridade temos vida eterna quando cremos. Este conhecimento e experiência não se recebem por via intelectual, nem por meio de investigação ou descoberta, mas por meio da revelação de Deus.

B. Vida! Vida Eterna!
O que o Filho de Deus chamou "vida abundante", João o apresenta como a única resposta às necessidades (fome, propósito e plenitude) na vida do homem. Esta vida é tão completa como as possibilidades da graça divina. Esta vida é a corrente da eternidade no tempo, a vida de Deus entrando na alma do homem.


POR QUE O EVANGELHO DE JOÃO?

1. O Verbo Se Fez Carne - João 1:6-13
João tomou o termo "logos" e disse: "É isto que Jesus é. Ele é "Logos". É a mente de Deus que veio ao mundo. Se o ouvirem e virem, estão ouvindo o que o próprio Deus disse. É a expressão pessoal de Deus para a humanidade. O Verbo, "logos", é Deus encarnado, Deus feito homem, que existiu com Deus no princípio de todas as coisas.

2. N’Ele Estava a Vida
João fala da vida e especialmente da "vida eterna". Cristo veio para que tenhamos vida abundante. E que espécie de vida é esta vida eterna e abundante que Cristo oferece, segundo João?
O homem natural, no seu estado pecaminoso, não pode romper as limitações da sua própria natureza. Mas em Cristo, qualquer homem pode chegar a ser uma nova criatura. Todos sabemos que há insetos que se arrastam pelo solo e não têm atrativo algum; mas passando por um processo por meio do qual lhes crescem as asas, transformam-se em belas borboletas capazes de se levantarem do solo e voar.
Cristo transforma a vida de um vil pecador numa vida preciosa, abundan¬te e eterna. Através de todo o evangelho de João notamos esta ênfase na vida que Cristo oferece e que só é possível obter por intermédio d'Ele. Não podemos deixar de recordar o versículo clássico que encerra a própria essência do evangelho: João 3:16.

3. Para que creiais... - João 20:30-31
Não há dúvida que João possuía um vasto conhecimento da vida e feitos do Senhor Jesus e, por tal motivo, escolheu cuidadosamente o que escreveu ao apresentar milagres, discursos, diálogos, etc., que não se encontram em nenhum outro evangelho. Além disso, a forma tão especial que ele usa para narrar os fatos de Sua Paixão e morte, parece indicar que o fez com um propósito específico em mente: para que creiamos.
Crer é ter fé. João realça que o propósito com que ele escreveu foi para que tenhamos fé no Senhor Jesus. A fé, neste sentido, é a resposta do nosso ser inteiro à chamada do Senhor Jesus. Fé é um passo que se dá completa, consciente e deliberadamente; é um modo de vida. Diz-se que a fé é algo que Deus nos dá, e é verdade, pois Ele nos deu a possibilidade de crer. Nossa oração devia ser: Senhor ajuda-me a usar esta possibilidade que Tu me tens dado, para responder de uma forma completa à Tua chamada revelada em Tua Palavra.

Um comentário:

  1. gostei muito do que li...a partir de agora ararei dessa maneira...senhor ajuda-me a usar esta possibilidade que tu tens me dado,para responder de uma forma completa à tua chamada revelada em tua palavra.... aleluiaa

    ResponderExcluir

Compartilhe

Leia também

Related Posts with Thumbnails