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segunda-feira, 3 de julho de 2017

[Vida Cristã] CRISTÃO AUTÊNTICO: QUANDO AS ATITUDES NÃO TRAEM AS PALAVRAS

Texto básico: Atos 16. 6-34

Textos de apoio:

– Gênesis 12. 1-3
– Deuteronômio 8. 11-18
– Isaías 42. 1-9
– João 8. 31-32
– Romanos 10. 5-15
– Filipenses 2. 1-11

Introdução

Autenticidade – a qualidade de ser autêntico -, é uma virtude muito importante para quem deseja ser e fazer discípulos de Jesus Cristo. Ser autêntico implica ser transparente – permitir que se veja através de você, como uma janela que costuma ser limpa com regularidade. E, nesse caso, uma transparência que permite ver, no seu interior, a presença de Jesus.

O testemunho do discípulo autêntico é também coerente: suas ações não traem suas palavras. Ele procura viver o que prega. E nesse processo, claro, não há espaço para fingimento ou qualquer falsificação de sentimentos. A dor não deixa de doer, o sofrimento não deixa de machucar, a tristeza não deixa de produzir lágrimas. Porém, a autenticidade possibilita o exercício coerente da fé, que não mascara a realidade difícil, mas permite uma relativização do “poder” das adversidades. Assim, sendo Deus soberano sobre a história, nossa e da humanidade, é preciso relativizar qualquer outro “senhorio”, venha ele de onde vier; nossas atitudes e posturas serão determinadas por nossa confiança em Deus.

Será que nossa postura diante das adversidades e sofrimentos poderá “trair” nosso testemunho verbal sobre a soberania de Deus? Por outro lado, a negação de nossas fragilidades e fraquezas humanas não produzirá também um testemunho distorcido do Evangelho? É possível encontrar um equilíbrio que nos torne testemunhas autênticas de Jesus?

Para entender o que a Bíblia fala*

1. Como Paulo e seus amigos são dirigidos acerca do lugar para onde deveriam ir (vv. 6-10)? Que princípios de “orientação” você percebe nestes versos?

2. Medite sobre como este incidente, em que a mensagem do Evangelho atravessa o Mar Egeu para chegar ao continente europeu, afetou sua história pessoal e do mundo todo.

3. Paulo e os companheiros responderam imediatamente ao que entendiam ser uma mensagem de Deus. De que forma a obediência deles foi confirmada ao desembarcarem na Macedônia (vv. 11-15)? 

4. Os donos da jovem escravizada desencadearam a prisão de Paulo e Silas (vv. 16-24). A resposta dos discípulos, depois de serem açoitados e presos (injustamente), foi orar e cantar hinos a Deus (v. 25). Descreva os eventos que antecederam e geraram a pergunta do carcereiro: “Que devo fazer para ser salvo?” (vv. 23-30).

5. Fica claro no livro de Atos que Deus está interessado no mundo e nas nações sendo alcançadas pelo Evangelho. Mas ele também está preocupado com pessoas, individualmente. Quais pessoas foram afetadas pela obediência de Paulo à direção de Deus (vv. 14-15, 18, 30-33)?

Para Refletir

Recontando a história, ouso incentivar o leitor que leve este evangelho de Jesus para casa, o lugar mais próximo, leve, acessível e íntimo de cada um de nós. Deixe o abalo, que sacode aquilo que precisa ser sacudido, abrir portas, escancarar janelas e destravar trancas. Pense em encher o seu lar com compromisso pessoal e familiar com o evangelho de acordo com o batismo e a identidade que ele nos traz; momentos simples de oração e leitura da Palavra de Deus; acolhimento de portas abertas ao vizinho, ao amigo e até ao estrangeiro; cuidado bondoso e criativo com as próprias mãos ao que necessita; e, por fim, mesa posta colocada no centro para refeições calmas e sem pressa. (Jony W. De Almeida) A comunhão não é o fim. A missão é.

A comunhão, aquela intimidade sagrada com Deus, não é o último momento da vida cristã. Nós o reconhecemos, mas esse reconhecimento não é apenas para ser provado ou mantido como um segredo… ‘Vá e diga’. Essa é a conclusão da celebração da Comunhão. Esse também é o último chamado da vida cristã: ‘Vá e diga. O que você ouviu e viu não é apenas para você… Vá, não demore, não espere, não hesite, mas ande agora e volte para os lugares dos quais você veio, e faça com que aqueles que você deixou para trás em seus refúgios saibam que nada há a temer, que Ele ressuscitou. Ele de fato ressuscitou’.(Henri Nouwen, Meditações com Henri Nouwen, Danprewan, 2003)

Para Terminar

1. Paulo e Silas falaram do Evangelho assim como o demonstraram em sua vida. Como tem sido sua experiência com este duplo desafio de testemunhar sobre Jesus com suas palavras e com seu viver?

2. Existe alguma pessoa ou tarefa para a qual Deus está chamando você? Que passos você precisa desenvolver para uma obediência imediata e sem reservas a este “chamado”?

Eu e Deus

Quero ser um bom testemunho a ti, Senhor Deus, para que não falte a ninguém entre meus familiares, amigos ou vizinhos o convite de minha parte a entrar em tua presença e sair da violência, do esquecimento ou do egoísmo. Amém.”(Eugene Peterson, Um Ano com Jesus, Ultimato)

*Adaptado de “Quiet Time Bible Guide: 365 days through the New Testament and Psalms”, ed. Cindy Bunch, InterVarsity Press, 2005.

Autor do estudo: Reinaldo Percinotto Júnior
Este estudo bíblico foi desenvolvido a partir do artigo “Abalo sob medida”, de Jony Wagner de Almeida, publicado na edição 366 da revista Ultimato.

terça-feira, 2 de julho de 2013

[Estudo Bíblico] RECONCILIAÇÃO: QUEM DEVE TOMAR A INICIATIVA?

Texto básico

Cl 3.12-17
Textos de apoio
Mt 5.21-26
Mt 18.15-17, 21-35
Rm 12.9-21
I Co 6.7-8
II Co 5.18-20
Cl 1.19-22

Introdução
Deus tomou a iniciativa de reconciliar consigo o mundo. Ele imputou a Jesus Cristo as ofensas dos homens; fez o Filho morrer em nosso lugar; pagou, com o sangue de Jesus, a nossa dívida; entregou o inocente para declarar paz aos culpados. Dessa maneira, em Cristo, Deus oferece o perdão dos pecados a todo homem.
Assim como todo dom, essa graça é, não só uma oferta, como também uma demanda. Afinal, o perdão de Deus não só perdoa, como também capacita o perdoado a perdoar. Nesse sentido, a reconciliação é, não só uma obra de Deus, como também um ministério para o qual somos chamados. Deus espera que os que foram reconciliados pela fé em Cristo vivam perdoando, assim como são perdoados.
Mais do que isso, Ele espera que o imitemos, como filhos amados, tomando a iniciativa da reconciliação com o nosso próximo. Se ofendemos, devemos procurar nos reconciliar com o ofendido, como se tivéssemos ofendido a Cristo. Se fomos ofendidos, devemos procurar nos reconciliar com o ofensor, como Cristo fez para conosco. Portanto, ofensor ou ofendido, devemos reconceber nossas relações humanas em relação a Cristo, por meio de quem Deus nos reconciliou consigo mesmo.

Para entender o que a Bíblia fala
  • Qual é a motivação para o cristão tomar a iniciativa da reconciliação com o próximo (Cl 3.12-13)?
  • Quais são as atitudes que fornecem o contexto adequado para uma iniciativa de reconciliação (Cl 3.12; veja também Gl 5.22)? Delas, qual é a principal (3.14; ver também I Co 13.1-7)? (De acordo com Hb 13.1 e 3, qual é a essência dessa atitude? Nesse sentido, o que significaria praticá-la em uma situação em que alguém está se sentindo ofendido?)
  • O que caracteriza o coração do cristão que procura manter-se vinculado com o próximo em reconciliação (Cl 3.15-16)? Por contraste, o que deve ocorrer no coração daquele que mantém uma inimizade?
  • O que significaria falar e agir como representante do Senhor Jesus (Cl 3.17) em uma situação de ofensa e inimizade (Cl 3.13)?
Hora de avançar
“(…) toda ira, separação ou ruptura assumem uma dimensão triangular: eu, meu irmão (ou inimigo) e Deus.”

Para pensar
Nosso pecado ofende a Deus e, assim, coloca-nos em grande dívida para com Ele. Contudo, Ele mesmo pagou a dívida e sofreu a vingança da ofensa na pessoa do Filho, o qual derramou seu sangue na cruz por nós. Somos perdoados! Deus tomou a iniciativa de se reconciliar conosco, mesmo sendo Ele o ofendido.
Como devemos viver em resposta a esse perdão? Como não ser gracioso, tendo recebido tamanha graça? Deus nos convida a imitá-lo; a vencer o mal com o bem; a sofrer a injustiça, encomendando as nossas almas a Ele, o Justo Juiz. Quando nos sentirmos impelidos a julgarmos o próximo, que possamos nos ver como réus que foram por Deus absolvidos. Quando formos condenáveis, que possamos ser prontos a nos arrependermos e a pedirmos perdão. Em toda a nossa vida, como ofendido ou como ofensor, que a misericórdia triunfe sobre o juízo; que a reconciliação seja a nossa experiência em relação a Deus e a nossa iniciativa em relação ao próximo!

O que disseram
  • “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (I Jo 3.18)
  • “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (I Jo 4:20).
Para responder
  • Você tem perdoado como Cristo o perdoou? Quão difícil tem sido para você perdoar/pedir perdão? Como sua facilidade/dificuldade se relaciona com a sua percepção do perdão de Deus oferecido a você?
  • Quando você tem pedido perdão ou perdoado, você tem tomado essa iniciativa de reconciliação com as atitudes que devem acompanhá-la? Ou a reconciliação tem consistido em palavras e ações isoladas, mecânicas?
  • De boa consciência, você pode dizer que tem o coração dominado por paz e gratidão quando pensa nas pessoas com quem convive? Ou sentimentos de “guerra” e reclamação enchem seu coração ao pensar em alguém do seu convívio?
  • Você poderia dizer que você tende a falar e agir como um representante de Cristo em iniciativas de reconciliação?
Eu e Deus
Ninguém pode dar o que não recebeu. Exponha-se ao amor e perdão de Deus, manifesto em Jesus Cristo, como registrado na Palavra. Deixe-se encher pelo Espírito, para que ele produza o seu fruto, gerando paz com Deus e com o próximo. Seja um mensageiro da graça do perdão. Perdoe como Cristo perdoou e peça perdão como se tivesse ofendido a Ele. E, então, sinta a paz encher seu coração e testemunhe novidade de vida nos seus relacionamentos.

Autor do Estudo Bíblico: Jonathan Simões Freitas

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