terça-feira, 2 de julho de 2013

[Estudo Bíblico] RECONCILIAÇÃO: QUEM DEVE TOMAR A INICIATIVA?

Texto básico

Cl 3.12-17
Textos de apoio
Mt 5.21-26
Mt 18.15-17, 21-35
Rm 12.9-21
I Co 6.7-8
II Co 5.18-20
Cl 1.19-22

Introdução
Deus tomou a iniciativa de reconciliar consigo o mundo. Ele imputou a Jesus Cristo as ofensas dos homens; fez o Filho morrer em nosso lugar; pagou, com o sangue de Jesus, a nossa dívida; entregou o inocente para declarar paz aos culpados. Dessa maneira, em Cristo, Deus oferece o perdão dos pecados a todo homem.
Assim como todo dom, essa graça é, não só uma oferta, como também uma demanda. Afinal, o perdão de Deus não só perdoa, como também capacita o perdoado a perdoar. Nesse sentido, a reconciliação é, não só uma obra de Deus, como também um ministério para o qual somos chamados. Deus espera que os que foram reconciliados pela fé em Cristo vivam perdoando, assim como são perdoados.
Mais do que isso, Ele espera que o imitemos, como filhos amados, tomando a iniciativa da reconciliação com o nosso próximo. Se ofendemos, devemos procurar nos reconciliar com o ofendido, como se tivéssemos ofendido a Cristo. Se fomos ofendidos, devemos procurar nos reconciliar com o ofensor, como Cristo fez para conosco. Portanto, ofensor ou ofendido, devemos reconceber nossas relações humanas em relação a Cristo, por meio de quem Deus nos reconciliou consigo mesmo.

Para entender o que a Bíblia fala
  • Qual é a motivação para o cristão tomar a iniciativa da reconciliação com o próximo (Cl 3.12-13)?
  • Quais são as atitudes que fornecem o contexto adequado para uma iniciativa de reconciliação (Cl 3.12; veja também Gl 5.22)? Delas, qual é a principal (3.14; ver também I Co 13.1-7)? (De acordo com Hb 13.1 e 3, qual é a essência dessa atitude? Nesse sentido, o que significaria praticá-la em uma situação em que alguém está se sentindo ofendido?)
  • O que caracteriza o coração do cristão que procura manter-se vinculado com o próximo em reconciliação (Cl 3.15-16)? Por contraste, o que deve ocorrer no coração daquele que mantém uma inimizade?
  • O que significaria falar e agir como representante do Senhor Jesus (Cl 3.17) em uma situação de ofensa e inimizade (Cl 3.13)?
Hora de avançar
“(…) toda ira, separação ou ruptura assumem uma dimensão triangular: eu, meu irmão (ou inimigo) e Deus.”

Para pensar
Nosso pecado ofende a Deus e, assim, coloca-nos em grande dívida para com Ele. Contudo, Ele mesmo pagou a dívida e sofreu a vingança da ofensa na pessoa do Filho, o qual derramou seu sangue na cruz por nós. Somos perdoados! Deus tomou a iniciativa de se reconciliar conosco, mesmo sendo Ele o ofendido.
Como devemos viver em resposta a esse perdão? Como não ser gracioso, tendo recebido tamanha graça? Deus nos convida a imitá-lo; a vencer o mal com o bem; a sofrer a injustiça, encomendando as nossas almas a Ele, o Justo Juiz. Quando nos sentirmos impelidos a julgarmos o próximo, que possamos nos ver como réus que foram por Deus absolvidos. Quando formos condenáveis, que possamos ser prontos a nos arrependermos e a pedirmos perdão. Em toda a nossa vida, como ofendido ou como ofensor, que a misericórdia triunfe sobre o juízo; que a reconciliação seja a nossa experiência em relação a Deus e a nossa iniciativa em relação ao próximo!

O que disseram
  • “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (I Jo 3.18)
  • “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (I Jo 4:20).
Para responder
  • Você tem perdoado como Cristo o perdoou? Quão difícil tem sido para você perdoar/pedir perdão? Como sua facilidade/dificuldade se relaciona com a sua percepção do perdão de Deus oferecido a você?
  • Quando você tem pedido perdão ou perdoado, você tem tomado essa iniciativa de reconciliação com as atitudes que devem acompanhá-la? Ou a reconciliação tem consistido em palavras e ações isoladas, mecânicas?
  • De boa consciência, você pode dizer que tem o coração dominado por paz e gratidão quando pensa nas pessoas com quem convive? Ou sentimentos de “guerra” e reclamação enchem seu coração ao pensar em alguém do seu convívio?
  • Você poderia dizer que você tende a falar e agir como um representante de Cristo em iniciativas de reconciliação?
Eu e Deus
Ninguém pode dar o que não recebeu. Exponha-se ao amor e perdão de Deus, manifesto em Jesus Cristo, como registrado na Palavra. Deixe-se encher pelo Espírito, para que ele produza o seu fruto, gerando paz com Deus e com o próximo. Seja um mensageiro da graça do perdão. Perdoe como Cristo perdoou e peça perdão como se tivesse ofendido a Ele. E, então, sinta a paz encher seu coração e testemunhe novidade de vida nos seus relacionamentos.

Autor do Estudo Bíblico: Jonathan Simões Freitas

segunda-feira, 1 de julho de 2013

[Estudo Bíblico] O QUE SIGNIFICA SER DISCÍPULO?

Texto básico

Mateus 10.1-42

Textos de apoio

Lc 14.33
Lc 22.39
Jo 8.31
Jo 13.35; 15.8
Gl 4.19
Ef 4.13

Introdução

“Você quer ser igual a mim?” Na tradição judaica, quando alguém era convidado por um rabino para segui-lo era como se ouvisse esta pergunta instigante. Teria sido esta a mesma questão que ressonou na mente e no coração dos doze primeiros discípulos de Jesus? E, um pouco mais tarde, na mente e no coração do apóstolo Paulo? Para eles, sem dúvida, tratava-se de um chamado radical – imitar o rabino Jesus. Quais eram as exigências, os deveres, os estímulos, as dificuldades e as recompensas de ser um discípulo de Jesus? É o que vamos estudar a seguir.

Para entender o que a Bíblia fala

a) Em Mateus 10.1, Jesus dá autoridade àqueles que ele havia chamado para ser seus discípulos. Que tipo de autoridade era esta e para que servia?
b) Logo a seguir, Jesus afirma que “o discípulo não está acima do seu mestre” e que “basta ao discípulo ser como o seu mestre” (versos 24-25). Como podemos ser iguais a Jesus? Veja também 1 Coríntios 11.1 e Gálatas 4.19
c) Que dificuldades enfrenta um discípulo de Jesus? Veja os versos 34 a 39 e Lucas 14.33. Quais dessas dificuldades você já enfrentou? Compartilhe com o grupo.
d) Como você entende as recompensas do discipulado de acordo com os versos 40 a 42?
e) Um discípulo é alguém que permanece na palavra do seu Mestre Jesus (Jo 8.31), tem amor aos outros discípulos (Jo 13.35) e dá muito fruto (Jo 15.8), até chegar à maturidade, à plenitude de Cristo (Ef 4.13). Como e em que grau estas características têm marcado sua jornada de discipulado?

Hora de Avançar

“O que é seguir, senão imitar?” – Santo Agostinho

Para pensar

Mateus 10 talvez seja um dos capítulos da Bíblia mais importantes sobre o que significa ser um discípulo de Jesus. O capítulo começa com Jesus tomando a iniciativa, convocando os doze primeiros discípulos, investindo-os de autoridade para fazer as coisas que ele, o Mestre, fazia (versos 1-4). Após o convite para vir a ele, segue-se o envio, com diversas instruções (veros 5-15). Paul Bendor-Samuel comenta que “o fato de o convite para vir preceder a ordem para ir é um lembrete de que o ministério flui da intimidade”. Depois Jesus dá a eles alguns conselhos e palavras de encorajamento (versos 16-33), que serão essenciais diante das dificuldades por que passarão (versos 34-39). E fecha com a promessa das recompensas – a vida (v. 39) e o galardão, que nunca se perderá (versos 40-42). O início do capítulo seguinte também é muito interessante, porque relata que Jesus passou a ensinar e pregar nas cidades daqueles discípulos (Mt 11.1). Que privilégio!

O que disseram

“Não se trata simplesmente de um estado ontológico, uma questão de ter tomado uma decisão em um dado momento e pronto. Ser discípulo é um estado ativo de aprendizado e crescimento.” (Paul Bendor-Samuel, em Ultimato, set.-out. 2012, p. 50.)
“A razão de quase todas as nossas falhas é a facilidade que temos de esquecer nossa identidade como discípulos.” (John Stott, em O discípulo radical, Editora Ultimato)

Para responder

> Se Jesus aparecesse pra você agora e lhe fizesse a pergunta-convite, “Você quer ser igual a mim?”, o que você responderia?
> A que você tem renunciado para ser um discípulo de Jesus? Compartilhe sua resposta com um amigo ou com o grupo.
> Como a esperança de se tornar um dia 100% igual a Jesus o encoraja a prosseguir na caminhada cristã?

Eu e Deus

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.” (Mt 4.18.)
“Segue-me!” (Mt 9.9)

Autora do Estudo Bíblico: Délnia Bastos

quarta-feira, 26 de junho de 2013

[Estudo Bíblico] QUANTO VALE A ORAÇÃO?

O autor da Carta aos Hebreus afirma que “durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão” (Hb 5.7). A nós, não custa lembrar: “Deus espera por nossas orações”.
Texto básico:
Lucas 11.1-13

Textos de apoio

Mc 1.35-39
Lc 5.12-16
Lc 6.12-16
Lc 9.18, 28-36
Jo 17.1-26
Mt 26.36-46

Introdução

“Quanto vale a oração?” Para refletir nesta pergunta, vamos estudar o valor da oração na vida de Jesus. Se para ele, que era um com o Pai (Jo 10.30), a oração tinha profundo valor, quanto mais deve ter para nós! Os críticos dizem que a oração é válida porque é emocionalmente saudável para quem ora. Seria este o único valor da oração para Jesus? O autor da Carta aos Hebreus afirma: “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão” (Hb 5.7, NVI). Certamente que, para Jesus, a oração não somente proporcionava o benefício emocional, mas produzia efeito concreto em sua vida e na vida de outros. Deus o atendia, respondendo, de fato, às suas orações.

Para entender o que a Bíblia fala

a) O exemplo sempre vem primeiro. Porque viram Jesus orando, os discípulos pediram que ele os ensinasse a orar (Lc 11.1). Que assuntos devem ser abordados quando oramos, de acordo com a oração-modelo deixada por Jesus (Lc 11.2-4; cp. Mt 6.9-13)?
b) Logo a seguir, Jesus continua seu ensino sobre a oração contando uma instigante parábola (Lc 11.5-10). Como devemos interpretá-la? [Lembre-se de que Jesus também insistia em suas orações. No cenáculo, ele orou repetidas vezes por seus discípulos (Jo 17.9, 11, 15, 17, 20-21). No Getsêmani, fez o mesmíssimo pedido três vezes (Mt 26.44).]
c) Como os versos 9 e 10 de Lucas 11 explicam o sentido da parábola? (Recorra a mais de uma tradução para entender melhor o texto.)
d) Jesus termina seu ensino sobre a oração, comparando o pai terreno com o Pai celestial (Lc 11.11-13). Eugene Peterson contemporiza assim o texto: “Não barganhem com Deus. Sejam objetivos. Peçam aquilo de que estão precisando. Não estamos num jogo de gato e rato, nem de esconde-esconde. Se seu filho pedir pão, você o enganaria com serragem? Se pedir peixe, iria assustá-lo com uma cobra viva servida na bandeja? Maus como são, vocês não pensariam em algo assim, pois se portam com decência, pelo menos com seus filhos. Não acham, então, que o Pai que criou vocês com todo amor não dará o Espírito Santo quando pedirem?” Que exemplos podemos ver de boas e objetivas respostas de Deus aos pedidos de oração de Jesus? Consulte os textos de apoio.

Hora de Avançar

“Deus espera por nossas orações!”

Para pensar

Deus atendeu a oração de Jesus, antes de ele sair para pregar em outros lugares (Mc 1.35-39), depois da cura do leproso (Lc 5.15-16), antes de escolher os doze companheiros de ministério (Lc 6.12-13), durante a incrível experiência da transfiguração (Lc 9.28-29), antes de ensinar sobre a oração (Lc 11.1-2) e antes da agonia da cruz (Mt 26.39-44). Deus também ouviu a intercessão de Jesus por seus discípulos – tanto os contemporâneos dele quanto nós, que viemos a crer depois. Esta foi sua maior oração registrada, conhecida como “a oração sacerdotal de Jesus” (o capítulo inteiro de João 17). Finalmente, voltando ao texto de Hebreus (5.7), Deus não o livrou de passar pela morte, mas o ressuscitou em corpo glorioso, o que foi uma resposta de oração incomparavelmente mais poderosa e sublime.

O que disseram

“Não se aflijam com nada; ao invés disso, orem a respeito de tudo; contem a Deus as necessidades de vocês, e não se esqueçam de agradecer-lhe suas respostas. Se fizerem isto, vocês terão experiência do que é a paz de Deus, que é muito mais maravilhosa do que a mente humana pode compreender. Sua paz conservará a mente e o coração de vocês na calma e tranquilidade, à medida que vocês confiam em Cristo Jesus.” (Fp 4.5-7, BV.)
“A oração produz resultados psicológicos (paz de espírito, tranquilidade), espirituais (maior sentido de vida) e concretos (atendimento real do pedido feito).” (Elben César, em Práticas Devocionais)

Para responder

> Para você, quanto vale a oração? Quais os benefícios desta prática em sua vida?
> Como você seguirá o exemplo de Jesus como alguém que sempre praticava a oração?
> Em relação ao seu tempo e à sua agenda, que decisões você tomará hoje para colocar isso em prática?
> Compartilhe com um amigo ou com o grupo uma resposta concreta de Deus a algum pedido de oração específico que você tenha feito.

Eu e Deus

“Bem cedinho, de manhã, faço a minha oração. Tu, Senhor ouves a minha voz. Faço a minha oração e fico esperando, vigiando com atenção para descobrir a tua resposta.” (Sl 5.3.)

terça-feira, 25 de junho de 2013

[Estudo Bíblico] NEM SEMPRE DEUS FAZ (OU DESFAZ) O QUE QUEREMOS

Texto básico: Salmo 107 e Lamentações 2
Textos de apoio
Mt 26.36-39, 42, 44; Is 53.10-12
Lc 9.23-25; 14.27, 33
Hb 12.5-13
Tg 4.1-4
Tg 1.2-4, 12; 5.7-11
II Co 4.7-11, 14-18

Introdução
Podemos não ter a nossa vontade realizada por vários motivos. O que nos incomoda, no entanto, é que tendemos a experimentar sofrimento quando o que queremos não ocorre.

Nesse sentido, é importante lembrar que, em última instância, o sofrimento é conseqüência do pecado que entrou no mundo (Gn 3.16-19; Rm 5.12). Isso não significa que sofrimentos específicos sempre possam ser associados a pecados específicos (Jó; Jo 9.1-3). Antes, significa que, se o que queremos é nos ver livres do sofrimento, o caminho não será tentar absolutizar nossa vontade, em si corrompida pelo pecado. Mas, sim, olhar “para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hb 12.2).
O querer do Filho sacrificado pela vontade do Pai (Mt 26.36-39, 42, 44) levou-o a alcançar a glória suprema de Deus e o bem supremo para o homem (Is 53.10-12)! Olhando para Ele, portanto, neguemos a nós mesmos e tomemos também a nossa cruz (Lc 9.23-25; 14.27, 33). Afinal, se nos identificamos com Ele em seus sofrimentos, é porque em breve nos identificaremos com Ele também na sua glória (Fp 3.8-14, II Tm 2.11) – na qual “não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor” (Ap 21.4)!
Para entender o que a Bíblia fala
Em Lamentações 2, e mesmo no Salmo 107, qual é a justificativa apresentada para as correções de Deus sofridas pelo povo (Lm 2.14a; Sl 107.11, 17)?[1]
Em ambos capítulos, qual atitude do povo é esperada por Deus diante da correção aplicada (Sl 107.6, 13, 19, 28; Lm 2.18-19)?[2] Com base nesses textos, o que o clamor revela sobre o coração do que clama?
De acordo com Hebreus 12.5-13, como devemos ver essas correções que recebemos da parte de Deus?
Nesse contexto, de acordo com Tiago 4.1-4, por que nem sempre Deus faz o que queremos?
Em outros casos, não estamos sofrendo uma correção, mas uma provação/tribulação. De acordo com Tg 1.2-4, 12 e II Co 4.7-11, 14-18, por que é necessário passarmos por esse tipo de situação adversa?[3] Como a passagem de Tg 5.7-11 procura nos encorajar nesse sentido?[4]
Olhando para o caso de Jesus (Mt 26.36-39; Is 53, em especial 53.10-12), o que podemos aprender sobre a razão de Deus nem sempre fazer o que queremos?
Hora de avançar
“Assim como o leitor de um romance não se assusta com a complicação e confusão do enredo, na certeza de que no final o autor vai deixar tudo esclarecido, os cristãos confessam que não têm sabedoria suficiente para acompanhar Deus, porque ele é muito maior, e confiam nele.”
Para pensar
Se Deus é todo-poderoso e todo-bondoso, por que o que queremos nem sempre acontece?
Várias respostas são possíveis. A mais simples se aplica quando queremos mal: Deus não atende ao nosso pedido a fim de nos livrar do mal (Tg 4.3) – a tragédia, nesse caso, seria Ele nos entregar aos nossos desejos corrompidos (Rm 1.18-32). De fato, mesmo quando queremos bem, Deus pode ter outro plano que considera melhor (At 16.6-10).
Outra possibilidade é estarmos passando por uma correção de Deus, dada a fim de que nos arrependamos, voltando para ele para sermos curados (Lm 1-5; Rm 11.22; Hb 12.5-13). Alternativamente, podemos estar passando por uma provação, dada a fim de manifestar o nosso coração e o purificar, para o nosso bem e para a Sua glória (Tg 1.2-4, 12; I Pe 1.6b-7; 4.12-13; II Ts 1.4-12).
Em qualquer caso, contudo, podemos crer que, apesar de nunca ter desejado o mal, Deus tem controle sobre ele (Jó 34.10-15; Lm 3.37-38). Assim, em seu amor que excede todo entendimento (Ef 3.19), Ele usa a nossa experiência do sofrimento para cumprir, de maneira incompreensível, o seu bom propósito – do qual pode(re)mos alegremente participar como o seu povo (Lm 3.31-33; Jó 42.5, 10-17; Tg 5.11; Gn 50.20; Rm 8.32)!
O que disseram
“…quando é preciso suportar a dor, um pouco de coragem ajuda mais que muito conhecimento, um pouco de simpatia humana tem mais valor que muita coragem, e a menor expressão do amor de Deus supera tudo.”
“Deus nos sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas brada em nosso sofrimento: o sofrimento é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo.”
(C.S. Lewis, no livro “O problema do sofrimento”)
Para responder
1. Quais têm sido os seus principais anseios, desejos, sonhos? Olhando para eles, o que você conclui sobre as motivações que têm guiado o seu querer? Com base na Bíblia, você diria que elas têm sido agradáveis a Deus?
2. O que você gostaria que estivesse acontecendo? Com base neste estudo, refletindo em oração, por que você acha que expectativa não está sendo atendida?
3. Refletindo em oração, você pode reconhecer alguma raiz de amargura contra Deus em seu coração que nasceu por você considerar que Ele o(a) deixou passar por uma situação adversa, de sofrimento? Ciente da mensagem dos textos que você leu neste estudo, o que você gostaria de dizer a Deus a esse respeito, em oração?
4. Refletindo sobre as suas atitudes, qual é o peso que a expectativa da glória tem tido na balança do seu coração, em relação aos sofrimentos presentes? Quanto você tem deixado as adversidades atuais ofuscarem o incomparável tesouro da sua salvação eterna, prestes a ser plenamente consumada? O que você gostaria de fazer a esse respeito?
Eu e Deus
O sofrimento momentâneo precede a glória permanente. Portanto, atentemos “não nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (II Co 4.17-18). Sejamos perseverantes, com alegria, porque a glória é certa e a sua manifestação, próxima!
Autor do Estudo Bíblico: Jonathan Simões Freitas


[1] Sugestão: leia, também, Lm 1.5, 8-9ª, 14, 18, 20ª, 22ª; 3.34-36, 39, 42, 64; 4.6, 13, 16, 22; 5.7, 16-17.
[2] Sugestão: leia, também, Lm 3.21-33, 40-42, 55-58; 5.21.
[3] Sugestão: leia, também, I Pe 1.6b-7; 4.12-13.
[4] Sugestão: leia, também, Hb 10.35-39 e o Salmo 37.

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