quinta-feira, 28 de abril de 2011

[Escatologia] A SEGUNDA VINDA DE CRISTO - Ben Gardner

Mt 26:64

I. Introdução

Há apenas cinco dias nós celebramos, com confraternização, comida, e troca de presentes, a primeira vinda de Cristo. Este evento que tanto celebramos era ansiosamente esperado desde os tempos antigos, predito pela profecia, e ainda desacreditado pelos Judeus. O primeiro advento de Cristo era um tempo precioso - pois seu primeiro advento era um tempo de dar; Deus dando Seu filho para que o mundo não perecesse em razão da condenação do pecado.

Sua vinda era um evento em qual todo mundo - ambos Judeu e Gentio - poderia olhar para o passado em gratidão, porque ele providenciou salvação para todos. Aquele primeiro dia da Era Cristã era um tempo precioso - um dia em que, por um pouco de tempo, os pastores de ovelhas poderiam esquecer as injustiças da vida, a opressão Romana, e olhar maravilhados para o presente de Deus para o mundo - um pequeno e inofensivo bebê.

Talvez sejam por estas razões que nós nos seguramos às tradições vazias do passado - repetindo-as ano após ano. Por causa destes razões, sem duvida, nós colocamos os nossos mentes no bebê na manjedoura, relemos as histórias do seu nascimento com tanta reverencia, e contamos as nossas crianças a história de uma outra criança que em tudo era sujeito a seus pais (Lu. 2:51) - assim como eles deveriam ser!

O primeiro advento de Cristo não promete mal a ninguém; não ameaça ninguém.

O segundo advento de Cristo é um evento também predito pela profecia e esperado ansiosamente por muitas pessoas - mas não pode nem igualar a fama e prestígio de seu primeiro advento. Será por quê?

Primeiramente, será um tempo de tomar, e não de dar. Segundo, a sua vinda não será para todo mundo. É claro, ele voltará para ambos Judeu e Gentio, mas nem todo Judeu e Gentio será o alvo da sua vinda. Para os não salvos, a segunda vinda de Cristo significa ser deixado. O segundo advento marca uma nova fase, talvez mais terrível, na separação da humanidade pecaminosa e Deus santo.

II. Ele Está Voltando.

Cristo está voltando. Como sabemos? Primeiro, temos a testemunha da profecia Velho-Testamentaria - Malaquias 4:1 fala de julgamento e fogo sobre os ímpios. Como ainda veremos, o julgamento do pecado é uma das razões por que Cristo virá.

Temos ainda as testemunhas daqueles que andaram com Cristo aqui na terra. Tiago (Tg 5:8), João (I Jo 2:28), Tito (Tit 2:13), Pedro (I Ped 5:4), e Paulo (I Cor 4:5) todos falaram da vinda dEle.

Os anjos também confirmaram a sua segunda vinda em Atos 1:10, 11.

Todos estes, porém, seriam desacreditados e desqualificados se nós não tivemos a afirmação de Cristo que ele iria retornar (Mt 24:27, 36; 26:64).

Cristo voltará. Nós temos uma testemunha de quatro - aqueles que profetizaram dele, aqueles que andaram com ele, seus anjos, e Si mesmo. A veracidade de seu advento futuro não poderá ser duvidada.

III. Porque Ele Está Vindo

Por que Ele está vindo é talvez uma pergunta que nos perplexa. A resposta para esta pergunta pode ser achada na razão atrás de Seu primeiro advento - João 3:16. “Porque Deus amou” será o suficiente para explicar uma dos razões da sua segunda vinda. Era o amor, o amor de Deus - colocado em ação por Sua graça - que nos assegura a sua segunda vinda. A sua primeira vinda foi colocada em ação porque Ele amou o mundo (Jo 3:16), a segunda porque ele amou os seus (Jn 14:23). Se a sua primeira vinda providenciou a salvação para nós, e com ela cidadania divina, então a segunda, enfim, nos dará o fim das nossas esperanças e desejos como cidadãos do céu (Fil 3:20), mas não morando ali. Tudo isso nos traz a nossa segunda razão - a misericórdia.

O que menos a sua misericórdia nos concederia viver para a eternidade no céu, louvando a Deus e comendo na sua mesa? No pecado, nós odiávamos Deus, o ignoramos (Rom 3:10, 11), e curtíamos viver e rolar na sujeira da iniqüidade em qual nós nascemos. Ninguém merecia a salvação, mas, para aqueles que aceitam o sacrifício de Cristo, Ele estará voltando (He 9:28). Segue o raciocínio que se nós não merecíamos a salvação, conforme Efésios 2:8, então não merecíamos aquilo que veio com a salvação - entre outros, sendo incluído na segunda vinda de Cristo.

Finalmente, Cristo está voltando porque Ele disse! A fé verdadeira não precisa de nenhuma instigação do que o fato que Cristo disse e afirmou tal ou tal coisa. Em Cristo, qualquer coisa menos fé é um afronta á sua santidade (Ro 14:23). Porque Cristo está voltando? Porque ele disse que está! Acredite.

IV. Quando Ele está Voltando?

Matemáticos sem numero e a mesma quantidade de “Estudiosos bíblicos” têm tentado, desde a antigüidade, calcular a data da sua vinda - baseada em princípios matemáticos - ou predizê-la - baseado em revelação “divina” ou inspiração emocional. Todos têm falhado miseravelmente.

As predições mais velhas da sua vinda eram feitas por vários historiadores antigos que calcularam que Cristo voltaria em AD 72 - dois anos depois da destruição de Jerusalém, que eles compararam a Armagedom e o começo simbólico da tribulação. Predições para este século incluem 1911, 1918, 1932, e 1945. Todos têm sido provados errados: mas, novas datas continuam de aparecer. As predições mais recentes incluem 1999, 2000, 2002, e 2005. Parece-me que se todos os matemáticos e estudiosos fossem inspirados divinamente como dizem ser, então teriam algum tipo de concordância entre as datas - mas não há.

Vendo como o homem é falível, devemos prestar atenção somente á o que Cristo, o Filho de Deus, e Deus, diz a respeito de sua própria vinda.

Será repentina - Mt 24:27

O dia e hora são incógnitas - Mt 24:36

O tempo do seu advento será não anunciado (como o de um ladrão) - Apoc 16:15

Na hora em que achamos que Ele não virá, Ele virá - Luc 12:40.

Assim como o homem é errático, e variando muito neste respeito, a Palavra de Deus é firme e não sujeito a influencias que variam. Um aspecto da sua vinda é muito claro - nós não sabemos e não podemos saber o tempo da Sua vinda.

V. Qual É o Propósito da Sua Vinda?

Retribuição - Mt 16:27

Tomar o que é dEle (trono da sua glória) - Mt 25:31

Separar os seus do mundo - Mt 25:32

Julgar - II Tim 4:1

Trazer á luz e manifestar o encoberto - I Cor 4:5

VI. Conclusão

A. Você está preparado para a vinda dEle?

Você está de fato pronto para a vinda dEle? Você está pronto para ser julgado perante o seu Criador. Você está preparado para ter os seus pensamentos internos e as maquinações encobertas do seu coração manifestado para a sua tristeza e vergonha? Como será você, como aquele rei ímpio de Dan 5, quando pesado na balança? Será achado em falta?

Se Deus tem lhe trazido a ver a ser entristecido pelo seu pecado e como o afeta, e quiser escapar da resultante condenação do Inferno - então corre á porta de escape que Ele tem providenciado. Ou seja, salvação pela morte dAquele que há de vir. A formula é simples - confia somente em Cristo, pela fé, para a salvação (Gal 3:26). Apenas Ele pode salvar (Jo 14:6).

B. E Qual deve ser o nosso atitude enquanto esperamos para a Sua Vinda?

Para nós que já estamos em Cristo, o que deve ser o nosso atitude?

Primeiramente, vamos ser apercebidos (prontos) - conforme Mt 24:44. Dois mil anos de aparente inatividade na parte de Cristo pode ter nos feito sonolentos. Já parece que estamos entrando na ultima parte dos últimos tempos. Ao nosso redor guerras matam e mutilam, e desastres, tanto naturais como mecânicos, ocorrem. A terra em si movimenta e grunhida enquanto a própria natureza clama contra os resultados da primeira queda de Adão. Assim são as indicações como Cristo nos revelou que seriam em Mt 24:6, 7 e Mk 13:7, 8. A intensidade das coisas que acontecem ao nosso redor que estamos bem no ultimo tempo da era final. Talvez nós tenhamos entrado na noite do longo e doloroso dia dos últimos tempos, e o próximo acontecimento de porte magnífica vai ser a vinda de Cristo. Mas, no outro lado, talvez não esteja. Talvez em comparação ao tempo em que ele virá nos estamos ao meio dia. Talvez haja muitos anos, milhares talvez, até que Ele vem. Não importa. O que importa é que Cristo está voltando, e Ele voltara subitamente e repentinamente. Nós devemos estar presentes. Não devemos ser achados como as cinco virgens tolas de Mateus 25, inativas e não preparadas.

Devemos estar ao voltar dEle, obedecendo a sua grande comissão, obrando nas suas terras que são brancas para a ceifa (Jn 4:35). Não devemos desperdiçar os nossos talentos, porque, quando Ele as nos deu, Ele nos mandou - “Ocuparem até que venho.”

Finalmente, vamos ser ocupados em viver irrepreensivelmente (I Tess 5:23) e em caridade (não julgar) um ao outro (I Cor 4:5). Como é triste quando um Crente tem medo da vinda de Cristo! Quando Ele aparece nas nuvens vamos não permitir o nosso gozo e prazer em ve-Lo ser inibido por tristeza e culpa pelos nossos pecados pessoais, e pecados para com os nossos irmãos. É verdade, a luz pura da Sua santidade nos iluminará até os nossos almas - e revelará nossas falhas. Não devemos ser desencorajado, portanto. Como Paulo, no fim das nossas vidas ou na vinda de Cristo, devemos poder dizer com certeza, “Combati o bom combate ... guardei a fé.” II Tim 4:7.

Dezembro 1999
Autor: Ben Gardner
Fonte:www.obreiroaprovado.com

domingo, 24 de abril de 2011

[Cristologia] A Ressurreição de Cristo


A Ressurreição de Cristo – Estabelecendo a Importância

A ressurreição de Cristo é a parte principal da fé cristã - o acontecimento histórico sobre o qual a doutrina cristã se firma ou cai. O apóstolo Paulo deixa isso claro em sua primeira carta aos Coríntios: "E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens" (1 Coríntios 15:13-14,19).

De fato, o Novo Testamento insiste que a crença na ressurreição corporal de Cristo é uma condição necessária da fé cristã - que ninguém pode ser salvo longe dessa crença. Esta insistência é encontrada em versos como Romanos 10:9: "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo."

A importância da ressurreição de Cristo é demonstrada também na frequência e entusiasmo com que era pregada à medida que a igreja primitiva crescia (por exemplo, Atos 2:31, 4:33, 17:18, 26:23). Quase todo testemunho público do Evangelho aponta para a ressurreição de Cristo como a esperança de salvação para todos os que desejam ser salvos.

A Ressurreição de Cristo – Simplificando o Assunto

A crença individual na ressurreição de Cristo (ou sua ausência) pode geralmente ser resumida nas respostas a três perguntas:

  1. Será que realmente Cristo morreu na Cruz? Em primeiro lugar, a ressurreição de Cristo é claramente impossível se ele não morreu.
  2. Se Cristo morreu na cruz, o túmulo realmente apareceu vazio? Novamente, a questão aqui é óbvia - sem um túmulo vazio, o conceito da ressurreição não pode se desenvolver.
  3. Se o túmulo estava vazio, como é que sabemos que a ressurreição de Cristo foi o motivo? Houve alguma aparição pós-ressurreição? Se puder ser demonstrado que Cristo morreu e foi colocado em um túmulo que apareceu vazio, é razoável esperar algum tipo de farsa - a menos, claro, que Jesus tenha aparecido a indivíduos ou grupos de indivíduos após o túmulo vazio ter sido descoberto.


A Ressurreição de Cristo – A Defesa

Será que Cristo realmente morreu na Cruz?

Embora a "teoria do desmaio" (que Cristo não morreu na cruz, mas desmaiou e mais tarde reviveu no túmulo) tenha recebido credibilidade em momentos diferentes da história moderna, uma análise cuidadosa da teoria revela suas falhas. Em primeiro lugar, a natureza do espancamento que Jesus recebeu antes de ser pregado na cruz teria sido suficiente para fazê-lo entrar em choque. O chicote de couro trançado --- correias interligadas com bolas de metal e pontas de ossos afiados - usado pelos soldados romanos teria muito provavelmente quebrado e rasgado a pele, penetrando o osso. Jesus estava em uma condição tão crítica que provavelmente sofreu algum tipo de colapso enquanto carregava a Sua cruz ao Calvário - forçando os soldados do governador a pedir que Simão ajudasse Cristo a transportar a sua cruz (Mateus 27:32, Marcos 15:21; Lucas 23: 26). Os soldados romanos eram muito bons no que faziam, e deixar de executar a crucificação devidamente poderia fazer com que perdessem suas próprias vidas. Podemos, portanto, ter certeza de que eles estavam corretos na sua avaliação da morte de Jesus (João 19:33). De fato, um dos soldados "furou o lado com uma lança" (v. 34), a fim de garantir que Cristo tinha realmente morrido.

O último argumento contra a teoria do desmaio baseia-se na resposta dos apóstolos às aparições de Cristo após a Sua ressurreição. Se Ele tivesse apenas desmaiado, e de algum modo reavivado no ar frio do túmulo, ele estaria em condição terrível. Dada a gravidade do espancamento como descrita acima, ele teria necessitado semanas, talvez meses, para se recuperar. Certamente um homem neste estado não teria inspirado os discípulos, assustados e dispersos depois de Jesus ter sido capturado, para pregar sua ressurreição com uma ousadia e coragem que muitas vezes colocaram suas próprias vidas em perigo!

O túmulo de Cristo estava realmente vazio?

O fato de que o túmulo estava realmente vazio é incontestável. O primeiro indicador é a reação das autoridades judaicas quando ouviram dos discípulos que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos. Em vez de produzir o corpo, ou talvez organizar uma busca pelo corpo, eles subornaram os soldados que tinham guardado o túmulo (Mateus 28:11-15). Em outras palavras, em vez de refutar as afirmações dos discípulos, eles simplesmente as rejeitaram. Paulo também defende o túmulo vazio em 1 Coríntios 15:6, quando ele menciona a aparência de Jesus para 500 indivíduos, "dos quais vive ainda a maior parte." Já que as testemunhas oculares ainda estavam vivas, teria sido tolo de sua parte fazer tal alegação se não tivesse certeza de sua veracidade.

Será que Cristo apareceu a mais alguém após a sua morte?

Há muito testemunho bíblico das aparições independentes de Cristo a mais de 500 indivíduos diferentes após a sua ressurreição. Na realidade, as narrativas sobre a ressurreição listam cerca de 12 aparições diferentes de Cristo, começando com Maria Madalena e terminando com o apóstolo Paulo. Essas aparições não podiam ter sido alucinações, devido à variedade de situações e ao número de pessoas envolvidas - não existe tal coisa como uma "alucinação em grupo". Além disso, essas aparições foram de natureza física e tangível, como evidenciado pelas ações de Cristo (por exemplo, comer com os discípulos e sugerir que eles tocassem sua face e mãos). Seu corpo ressurreto, apesar de imortal, foi sem dúvida um corpo físico.

As respostas às perguntas acima têm como o objetivo fornecer provas diretas da veracidade histórica da ressurreição de Cristo. Neste ponto, pode ser útil perguntar se há evidências indiretas a favor da sua ressurreição.

A Ressurreição de Cristo – O Impacto em Seus seguidores

A evidência indireta mais forte da ressurreição de Cristo envolve a transformação de Seus discípulos. No tempo da morte de Jesus, os discípulos estavam dispersos (apenas João esteve presente na crucificação), assustados (Pedro negou Jesus três vezes por medo de tornar pública sua associação com Jesus) e céticos (os dois discípulos na estrada de Emaús duvidaram mesmo quando estavam falando com Jesus; Tomé exigiu provas físicas antes de acreditar). É altamente improvável que um grupo neste triste estado de repente se juntasse para iniciar uma igreja que perdura até hoje; essa transformação é muito mais provável se tivesse sido causada por uma experiência com o Cristo ressurreto. O que mais pode explicar a ousadia e a coragem de um grupo que inicialmente se escondia em segredo (João 20:19)?

Outras evidências indiretas podem ser encontradas na ênfase do ensino apostólico. Em vez de se concentrar em um dos ensinamentos de Jesus do Sermão da Montanha, por exemplo, eles proclamavam a ressurreição de Cristo. De fato, dentro de semanas depois da morte de Cristo, os apóstolos davam "com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus" (Atos 4:33). Encontros repetidos com o Cristo ressurreto proporcionam a melhor explicação do motivo por que esse tema é mencionado tão frequentemente.

À medida que os apóstolos proclamaram a ressurreição de Cristo, a igreja primitiva cresceu rapidamente. Como uma ramificação do judaísmo - uma religião altamente comprometida ao monoteísmo - é surpreendente que eles iriam defender a divindade de Cristo, orar a ele como Senhor e batizar em seu nome! A ressurreição corporal de Cristo, juntamente com a vinda do Espírito Santo, é novamente a melhor explicação para isso.

A Ressurreição de Cristo – Respostas às objeções

Muitas acusações têm sido feitas contra a veracidade das narrativas da ressurreição. Embora algumas delas tenham sido brevemente tratadas no presente artigo, há pelo menos mais uma que é comum o suficiente para justificar um estudo mais atento.

As narrativas sobre a ressurreição se contradizem. Se você já escutou essa acusação, ou se for uma dúvida que você já teve, você pode pensar de antemão em uma ou duas contradições específicas? Se não, tenha em mente que uma oposição sem apoio específico é apenas uma declaração sem provas! Honestidade intelectual requer que uma declaração assim, se for utilizada em debate, deve ser pelo menos sustentada com exemplos.

Supondo-se que esses exemplos tenham sido fornecidos, é necessário uma olhada mais de perto. As principais passagens em questão são Mateus 28, Marcos 16, Lucas 24 e João 20-21, assim como Atos e 1 Coríntios. Um exercício útil, mesmo que você não tenha preocupações em relação à harmonia destas narrativas, é tentar fazer uma reconciliação desses textos depois de uma cuidadosa comparação de cada passagem. Isso deve deixar claro que, enquanto as narrativas sejam diferentes em pequenos detalhes, elas não se contradizem em qualquer sentido da palavra. Na verdade, elas são complementares e parecem concordar e discordar umas com as outras da mesma forma que qualquer outro conjunto de narrativas independentes fariam, se tivessem sido produzidas por testemunhas perturbadas por terem presenciado uma ocorrência tão traumática. Esperamos que um exemplo será suficiente para mostrar a sua natureza complementar. Mateus 28:1 lista Maria Madalena como sendo a primeira a ver o Cristo ressurreto, enquanto Paulo, em 1 Coríntios 15:5, lista Pedro como a primeira testemunha da ressurreição. Esta aparente contradição é facilmente conciliada quando a finalidade da narrativa de Paulo é bem compreendida. Nesta carta em particular, ele está defendendo a ressurreição de um ponto de vista oficial e jurídico e, por isso, ele nos dá uma lista oficial das testemunhas (as mulheres não seriam incluídas neste ambiente cultural, uma vez que seu depoimento não seria permitido em um tribunal). Faz sentido, então, que ele menciona Pedro como a primeira testemunha oficial da ressurreição.

A Ressurreição de Cristo – Conclusão

A discussão anterior é apenas um breve tratamento das evidências a favor da ressurreição e das acusações contra a ressurreição física e histórica de Cristo. Esperamos que nossa abordagem tenha sido útil para lidar com quaisquer objeções que possam surgir (como uma ressurreição não física, ou que as aparições eram apenas visões). Lembre-se que a primeira resposta deve ser uma análise honesta e objetiva das próprias narrativas. Talvez uma abordagem desse tipo o ajudará a dar um passo mais perto de "acreditar em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos"!

Fonte:
http://www.allaboutjesuschrist.org/portuguese/a-ressurreicao-de-cristo.htm
http://www.allaboutjesuschrist.org/portuguese/a-ressurreicao-de-cristo-2.htm

quinta-feira, 21 de abril de 2011

[Família] A ORIGEM DO LAR E O AMOR DO LAR

Deut 6:5-15; Salmo 127:1

Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de “o lar”. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.

Tal lar, tal mundo

Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o qual Deus tem para nós na relação de família.

I. A ORIGEM DO LAR

A. Divina Gên 1:25-27; 2:7-8, 21-25

Gên 1:26, “Façamos”; v. 27, “criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”; 2:7, “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra”; v. 18, “far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.”; v. 22, “E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.”; v. 24.

  • O matrimônio é de Deus (Heb 13:4; Mar 10:6-9). “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á a sua mulher, e serão ambos uma carne.” Mt 19:4-8; Mar 10:1-12. Jesus defendeu e aprovou o caso de Adão e Eva, como um casamento que veio de DEUS. Foi o único exemplo que Jesus citou sobre o casamento. É um casamento “feito no céu” ou aprovado, sim, por Deus. Não existia nenhuma igreja, nenhuma nação. Claro que não existia um cartório. MAS existia uma autoridade que não só estava de acordo com a existência da família, mas também era “responsável” pelo próprio casamento. Todo o casamento na Bíblia foi feito na presença da autoridade existente na época e/ou com a aprovação das famílias envolvidas. (Estudo pelo Pastor Steve H. Montgomery)
  • O lar é muito mais do que de um resultado de duas pessoas entrando numa união socialmente contratada. É algo misterioso e glorioso, criado pôr Deus e permanente que se realiza melhor dentro da estrutura que AQUELE, que o instituiu, estabeleceu. Como casamento não é acasalamento, o lar não é só ajuntamento de duas pessoas que consentem.
  • No começo da criação do nosso mundo, Deus proclamou que não é bom que o homem esteja só, e pelo homem Ele instituiu a família como centro da comunidade humana. Através da transição de culturas várias, a família existiu como uma sociedade natural que tem dado a alma de cada nação que era para ser nutrida e protegida pelo pai de cada família.” (Weldon Hardenbrook, Recovering Biblical Manhood and Womanhood, p.378)
  • Levando em conta que o lar é algo feito por Deus, a responsabilidade de prestar contas a Deus vem junto com o privilégio de participar dele.
  • Podemos ver a ordem que Deus quer no lar. Deus criou um homem e uma mulher. Não foi um homem com duas ou mais mulheres, nem uma mulher com dois ou mais homens, nem homem com homem ou mulher com mulher. Deus fez um casal de um homem e uma mulher e deu um “uso natural” a cada um (Rom 1:26,27). De outra maneira será “torpeza” (Rom 1:27) ou “prostituição” (I Cor 7:2).

CADA PRIVILÉGIO TEM A SUA RESPONSABILIDADE

B. Para a glória de Deus - Sal 19:1; Jer 9:23,24; Rom 11:36; Col 1:16; Apoc 4:11; 5:12

O casal abençoado olha ao casamento como um meio de servir, adorar e dar glória a Deus. A felicidade do homem não é o alvo principal do lar, mas a glória de Deus é. A felicidade pessoal e a do lar é um produto de viver em acordo da vontade de Deus. O lar é o instrumento que uma família usa para dar glória a Deus e a felicidade no lar é dada por Deus quando o lar é feito dirigido em obediência aos princípios com os quais Deus o instituiu.

C. Ordenada

1. Antes de pecado

  • Tinha limitações. Gên 1:28,29; 2:15, 17.
  • Tinha trabalho. Gên 1:26; 2:15.
  • Tinha posições. I Tim 2:10-13.
  • Homem responsável. Gên 2:16,22; 3:6; Rom 5:12.
  • Mulher para ajudar. Gên 2;20-23; I Cor 11:3, 7-9.

2. Depois de pecado

  • As limitações foram amplificadas. Gên 3:17-19, 23.
  • O trabalho era aumentado e obrigatório. Gên 3:17-19.
  • As posições eram modificadas. Gên 3:16; I Tim 2:9-14
  • Homem responsável com suor. I Cor 11:3; Josué 7:22-26; Dan 6:24.
  • Mulher em submissão com dor. I Cor 14:34, 35, 40.

OBS: O Lar, sendo de Deus, e Deus sendo imutável, podemos já ver a necessidade de obediência aos princípios com quais Deus o instituiu. Estes princípios não vão mudar. Enquanto o homem esforça-se para submeter-se aos mandamentos de Deus, ele é abençoado grandiosamente por Deus e Deus está glorificado. Quando o homem, em rebeldia, esforça-se de fazer só a sua própria vontade é quando ele traz para si traumas e problemas sérios. Deus, no julgamento, vai ser glorificado mesmo assim. Essas bênçãos, pôr causa da obediência, ou traumas, pôr causa da desobediência, existem onde quer o homem esteja e assim afetando toda parte da sociedade.

II. AMOR NO LAR I COR 13:4-7

A. O Amor.

Deus é amor (I Jo 4:8), mas o homem não é. Deus manda o homem amar (Mar 12:30,31). Amor é essencial para um casamento, mas o casamento não depende no amor para continuar existente. É o amor que depende do casamento para existir. Casando Bíblica e socialmente retos dá um ambiente estável e permanente no qual pode crescer e amadurecer o amor. Casamento força o casal a serem determinados a vencer os tempos de dificuldade e desenvolverem níveis novos de amor e de entendimento.

Há três palavras distintas no Grego que são traduzidas pela única palavra amor em português popular. Eros significa amor no senso de paixão, sentimento e desejo; nossa palavra “erótico” vem dessa palavra. Essa palavra no grego nunca aparece no Novo Testamento, mas é o significado que é dado para o amor na maioria das vezes no ambiente social. Philía significa amor no senso de afeição, amizade e consideração humana; nossas palavras “filantropia” e “calor humano” vêm dessa palavra. Essa palavra é usada raramente no Novo Testamento e é traduzida “amigos” e semelhantes e nunca ‘amor’. Todos os casos no Novo Testamento que esta palavra grega é usada são os seguintes: Lu 7:6;12:4; 14:12; 15:6,9,29; 16:9; 21:16; 23:12; Jo 15:13-15; Atos 10:24; 19:31; 27:3; III Jo 14. Ágape significa amor que é medido por sacrifício. É essa palavra que é usada na maioria das vezes no Novo Testamento para descrever o amor de Deus e o amor que Ele cria no homem. É usada em Jo 3:16; Rom 5:5 e I Cor 13 entre outros. (The Christian Family, p. 126,127)

O conceito do amor que deve reinar no lar é aquele com qual Cristo ama a sua igreja. Este amor é visto no Seu sacrifício (“a si mesmo se entregou por ela”) e pelo resultado (“membros do Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos.”) O amor verdadeiro terá união e harmonia como o resultado ou efeito. “Serão dois numa carne” significa muito além do ato do casamento. Mostra como serão eventualmente o casal, e os também no lar, emocional, mental e espiritualmente unidos. Mas isso só através do amor verdadeiro que procura ser um “salvador do corpo.” Efésios 5:23,25,30 32.

B. O Amor e o lar diferenciados

  • “No amor se vê só felicidade, no casamento se vê responsabilidade diante do mundo e da humanidade. Seu amor é uma possessão particular ; casamento é mais que algo pessoal, - é um status, um ofício.” Dietrich Bonhoeffer, The Cristian Family, p.9. Amor é o porquê que deseja um lar. Lar é uma responsabilidade assumida por causa do amor. O lar fornece um ambiente seguro para o amor amadurecer. Tudo isso opera para a glória de Deus.
  • Sem o amor verdadeiro, pode houver uma família mas não pode houver um lar. O lar é o que dá o local no qual o amor verdadeiro cresce e amplifica. O amor é um servo do lar. Em Efésios 5:22-6:4, Deus não manda um casal se amarem ou os filhos obedecerem os pais para ter um lar. Ele dá os princípios de amor porque um lar existe já. Então, o amor acha sua expressão madura por causa da existência do lar. No lar é que se vê a necessidade das qualidades do amor expressas em I Cor 13: 4-7. Esforços têm que ser praticados para o amor ser o amor verdadeiro, e o ambiente onde este amor verdadeiro é exercitado é o lar, que por sua vez, requer o amadurecimento do amor verdadeiro, que logo firma a existência do lar mais ainda, e assim continuamente, tudo crescendo para a glória de Deus e o bem da família.

Casando e tendo filhos pode fazer uma família
Amando conforme a Bíblia transforma a família num lar

C. O amor e o respeito mútuo das posições

1. As posições que Deus estipulou para o lar. Essas posições que seguem no estudo existiram antes que o pecado apareceu no mundo entre os homens. Depois que o pecado veio as posições eram modificadas e amplificadas mas não eliminadas.

As posições são perfeitas e ordenadas por serem ordenadas por Deus. Há paz, harmonia e bênçãos abundantes com Deus quando as posições estão implantadas na prática do lar, mesmo hoje, com a presença do pecado.

a. Deus acima de todos

  • Tudo foi feito para a glória de Deus. Rom 11:36.
  • Tudo vem de Deus. I Cor 11:12.
  • Deus é a cabeça de Cristo. I Cor 11:3.
  • Cristo é a cabeça de todo o homem. I Cor 11:3

DEUS COM POSIÇÃO DE DIREITO

Só Deus é onisciente, onipotente, onipresente e juiz e por estes atributos, Ele é além de qualquer outro. Ele, e só Ele, por ele ser o único Deus vivo e verdadeiro, Ele deve ter o temor e obediência de todo o homem , “Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mal” (Ecl 12:13,14).

DEUS COM POSIÇÃO DE LOUVOR

Por Deus ser a primeira causa de tudo (Gên 1:1; Col 1:17), Ele está na posição de ter todo “o poder, e riquezas, e sabedoria, e forca, honra e glória, e ações de graças ... para todo o sempre” (Apoc 5:12,13).

DEUS COM POSIÇÃO DE EXEMPLO

Deus é o exemplo principal para todos seguirem em todas as instâncias, e isso inclui o ambiente do lar. Efésios 5;25 os maridos devem amar a suas mulheres, “como também Cristo amou a igreja”. Em I Pedro 2:21-3:8, no contexto de Cristo padecendo por nós, “deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” as instruções para os do lar e da sociedade. “Semelhantemente, vós mulheres” (3:1), “Igualmente vós, maridos” (3:7) , “E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis” (3:8).

b. Homem sobre a mulher

  • O homem é a imagem e glória de Deus. I Cor 11:7.
  • O homem é a cabeça da mulher. I Cor 11;3; Efés 5:23
  • Como Cristo é a cabeça da igreja, o homem é do lar.

HOMEM COM POSIÇÃO DE EXEMPLO

Cabe ao homem a posição primária de exemplificar o amor no lar em todos os aspectos. Efés 5:25,26; I Jo 4:19. Em Efés 5:25, “Vós, maridos, amai vossas mulheres” é usada a palavra grega Ágape que significa amor que é medido por sacrifício. Então, o homem tendo o mandamento (Efés 5:25) e o exemplo de Cristo (I Jo 4:19; Efés 5:25) de amar na maneira que é vista pelo sacrifício dele para o bem do lar podemos ver o homem na posição de exemplo.

HOMEM COM POSIÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Quando a mulher tomou e comeu o fruto no jardim do Éden, o homem é quem foi responsável por ter responsabilidade por ela. (Gên 3;6). I Timóteo 2:14 diz, “Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” mas em Romanos 5:12 é o homem que trouxe o pecado no mundo. A mulher pecou primeira, mas foi o homem que levou a primeira responsabilidade. Em I Samuel 3;13, Eli foi castigado pelos pecados dos filhos que mostra o pai é responsável pelo lar. OBS: O homem, antes do pecado, já trabalhou (Gên 2:15, 19) mas depois do pecado, o homem tinha que trabalhar para poder comer. O trabalho tornou-se obrigatório. Nisso, podemos ver que o trabalho não é pecado, mas a necessidade de trabalhar veio por causa de pecado. Antes do pecado, o homem não reclamou do trabalho, só depois.

c. Mulher sob o homem


  • Terá o teu desejo para o teu marido. Gên 3;16.
  • Será dominada. Gên 3:16; Efés 5:22,24; I Tim 2:1`1-14.
  • A mulher é a glória do homem e criada por causa do homem. Gên 2;18,22; I Cor 11:7,9.

MULHER COM A POSIÇÃO DE PROTEGIDA

Gên 2:22, “E da costela”. A mulher não foi feita com parte da cabeça do homem para simbolizar o seu domínio sobre ele, nem feita com parte do pé do homem para simbolizar a sua escravização a ele, mas veio ela da costela do homem para simbolizar que ela é protegida pelo homem e próximo ao coração dele.

MULHER COM POSIÇÃO DE REALIZAÇÃO

A mulher tem a posição singular de ser tudo o que é necessário para dar assistência a ele quem foi feito na imagem e glória de Deus e a aquele que é o protetor dela. Quando a mulher faz tudo para ser uma ajudadora ao seu marido, Deus a abençoa com alegria na qual ela sente uma profunda realização. Ela, em submissão, está cumprindo a razão principal de ser criada.

MULHER COM POSIÇÃO DE SEGURANÇA

A posição de sujeição da mulher ao homem pode ser vista como uma bênção. O homem sendo a cabeça, ela não tem a responsabilidade primária do andamento do lar, das finanças, dos filhos, etc. Se ela tem uma cabeça sobre ela não há necessidade para ela preocupar-se a desenhar os traços para os planos futuros das a crianças, levar pessoalmente a conseqüência das decisões grandes ou ter o peso de dirigir o lar. A mulher é a ajudadora em todas estas tarefas, mas o peso da responsabilidade não é dela, é do homem.

MULHER EM POSIÇÃO ABENÇOADA

Deve ser entendida que a posição da mulher ser em sujeição ao homem não foi em conseqüência do pecado e da maldição do pecado. A sujeição existiu antes do pecado. Lembre que a mulher foi criada para ser uma ajudadora idônea ao homem. Nisso, se vê sujeição. Depois do pecado a mulher tem uma natureza pecaminosa e é essa que faz a sujeição ser difícil. Depois do pecado, a sujeição, junto com os outros aspectos da vida, foi multiplicada (Gên 3:16). Então, vendo que a sujeição ao homem não foi uma modificação de Deus por causa do pecado, mas o desejo primário dEle, a sujeição é vista como uma posição abençoada.

d. Os filhos sobre a autoridade dos pais


  • Os filhos têm responsabilidade de obedecer aos pais quando estão no lar. Êx 20:12; Efés 6:1-3; Col 3:20.
  • Os filhos têm responsabilidade de cuidar dos pais se estiverem em aflição. I Tim 5:4.

FILHOS EM POSIÇÃO SEGURA

Os pais responsáveis colocam os limites entre quais os filhos podem viver em segurança. Assim, os filhos têm parâmetros dentro dos quais sentem seguros. As crianças aprendem raciocinar na seguinte maneira, “os pais estão se preocupando comigo, por que então preciso temer algo mal ?” Salomão tinha um pai assim, pois Salomão diz em referência ao seu pai em Provérbios 4:1-4, “Porque eu era filho, tenro na companhia de meu pai, e único diante de minha mãe. E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.” Os pais de Salomão colocava limites para ele como filho.

Esse cuidado por parte dos pais para os filhos envolverá disciplina corporal pois não nasceu criança alguma, exceto de Cristo, que não necessite de correção. Provérbios 22:15 nos diz que a estultícia está ligada ao coração da criança e a Romanos 3:23 nos declara que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Nisso podemos ver que a disciplina corretiva é necessária. A disciplina correta não deixa de ser algo menos que corporal pois Provérbios 22:15 completa isso quando ensina sabiamente sobre a estultícia que está ligada ao coração da criança, “mas a vara da correção a afugentará dela.” É certo que a sociedade já pensa diferente do que a Bíblia, dizendo que qualquer proibição do parte dos pais ou os em autoridade sobre os filhos pode danificar a personalidade em desenvolvimento, auto estimação, a maneira de criatividade e auto expressão da criança. Mas, as autoridades mundanas que se dizem sábias estão sem entendimento (II Cor 10:12; Prov. 21:30). A correção sábia e biblicamente administrada, pela natureza de si própria, “produz um fruto pacífico” (Heb 12:9-11). Verdadeiramente, o filho deixado a si, é a criança maltratada. Ver também Provérbios 23:13-15.

FILHOS COM POSIÇÃO DE PROTEÇÃO EMOCIONAL

De serem os pais responsáveis para os filhos cria um ambiente propício para os filhos. Eles podem desenvolver e crescer sem a quantidade de estresse que pode prejudicar o seu próprio desenvolvimento. Quando os pais são responsáveis para os filhos, e quando os filhos submetem-se ao cuidado dos pais, o tempo necessário para desenvolver as capacidades de raciocínio e de lógica será fornecido. Assim eles podem aproveitar das experiências dos outros pela observação antes de precisar ter as suas próprias.

FILHOS COM POSIÇÃO DE PROTEÇÃO ESPIRITUAL

Os Pais de um lar cristão, pelo exemplo de cultos domésticos e vida particular, ajudam os filhos a formar os hábitos sadios que levam às bênçãos com o Senhor. A necessidade de ter leitura Bíblica diária, contato constante com o Senhor pela oração e ter doutrinas Bíblicas estabelecidas são qualidades que os pais responsáveis e obedientes dão aos seus filhos. (Efés 6:4; Deut 6:6-9; Isa 38:19). Os filhos que são obedientes a tais pais, tenham para si uma proteção espiritual tremenda que torna ser um alicerce firme para suas vidas enquanto caminham nesta terra. Ver o exemplo de Timóteo em II Tim 1:5; 3:15-17

“O marido vive sob a autoridade de Cristo e é responsável a Cristo pela liderança e cuidado que dá à família. A esposa vive sob a autoridade do seu marido, e ela é responsável a ele pela maneira que guia o lar e cuida dos filhos. Os filhos vivem sob a autoridade dos dois pais. A autoridade sobre os filhos, entretanto, continua essencialmente uma. No gráfico acima, a linha que passa do marido pela caixa da esposa, quer mostrar que ela tem autoridade originando do marido. Ela exercita autoridade sobre os filhos em prol e no lugar do marido. Qualquer mudança desta ordem resultará em confusão, da qual não há cura senão um arrependimento que visa a volta à ordem original de Deus pelo lar.” (The Christian Family, p. 18)

OBS: As posições que Deus estipulou para o lar são de níveis diferentes, mas o valor da pessoa não deve ser considerado diferente. A posição no lar não significa o grau do valor do bem ou mal da pessoa. Quer dizer, o homem não tem mais valor do que a mulher por estar acima dela em posição. Há igualdade no Senhor. I Cor 11:11,12; I Ped 3:7.

ALGUNS EXEMPLOS BÍBLICOS DA ORDEM DE DEUS PARA O LAR

Homem responsável para o lar

  • Positivamente · José. Mt 1:20-25; 2:13,14,19-23· Josué. Josué 24:15
  • Negativamente · Eli. I Sam 2;12; 3:13,14· Acabe. I Reis 21:5-7

Mulher em sujeição à sua posição

  • Positivamente· Sara. Gên 18:12; I Ped 3:5,6· a mulher virtuosa. Prov. 31:12
  • Negativamente · Jezabel. I Reis 18:4; 19:2; 21:25

Filhos sob a autoridade dos pais

  • Positivamente · Jesus. Lu 2;51· Timóteo. II Tim 1:5· Abel. Gên 4:4
  • Negativamente · Caim. Gên 4:3· Sansão. I Sam 14:2,3· Filho Pródigo. Lu 15:12,13,29· Lei. Deut 21:18-21

Vendo então as posições que Deus estipulou no lar podemos estudar a nossa atitude diante destas posições.

2. O respeito mútuo

a. O que é:

Respeito mútuo é aquele cuidado que um tem pelo outro em consideração da sua qualidade de autoridade e responsabilidade. Conduza a um exercício de amor verdadeiro visto em ações de respeito.

b. A necessidade de respeito mútuo:

Sem respeito mútuo pela posição da pessoa com qual se está casado, o amor entre o casal deixa de ser algo além de paixão, ou sentimentos imediatos. Com respeito mútuo pela posição da pessoa com qual se está casado, um alicerce firme está feito no lar para agüentar qualquer problema que pode vir enfrentar o lar. Este respeito mútuo das posições que Deus colocou no lar, primeiramente aprendido pelo casal e depois exercitado no lar, logo influencia os filhos que Deus traz para o lar, dando um exemplo de amor verdadeiro e maduro para eles saberem seguir o mandamento de Deus em respeito às posições nas quais Ele os tem colocado.

“Numa família cristã, numa escala menor, deve ser vista a sabedoria e sensibilidade de autoridade, a submissão à obediência, e a harmonia e firmeza de confiança mútua que vai fazer parte da nossa vida celeste” Dr. H.W.J. Thiersh (The Christian Family, p.10)

c. O mandamento do respeito mútuo - I Ped 3:1-7; 5:5

  • Mulheres - v.1, “sede sujeitas aos vossos próprios maridos”
  • Maridos - v. 7 , “coabitai com elas com entendimento
  • Jovens - 5:5, “sede sujeitos”

d. Os benefícios do respeito mútuo - I Ped 3:1-7; 5:5

  • Mulheres - v. 1, os maridos “ganhos sem palavra” - v.5 , ser adornadas.
  • Maridos - v. 7, “para que não sejam impedidas as vossas orações
  • Jovens/todos - 5:5, Deus “dá graça aos humildes.”

e. O respeito em ação - I Ped 3:1-7; 5:5

  • Mulheres - v. 1, “sujeitas aos vossos próprios maridos”
  • Homens - v.7, “dando honra à mulher “
  • Jovens/todos - 5:5, “revesti-vos de humildade”

Este respeito mútuo pode e deve vir dum coração de amor sem dúvida, mas ele deve ser vista no andamento do lar exteriormente nas boas maneiras de um pelo outro. Cortesia, palavras suaves e mansas, reconhecimento de trabalhos feitos ou de beleza física, um ouvido atento são empregados por quem tem respeito pelo outro. O respeito mútuo no lar é realmente ligado ao amor. Rom 12:9-21; Col 3:19.

f. O exemplo do respeito mútuo - I Ped 3:1-7; 5:5


  • Cristo é um exemplo para todos - I Ped 2:21-25. “v. 21, “Cristo padeceu por nós” 3:18, “Cristo padeceu... mortificado, na verdade, na carne...”
  • Mulheres - Sara - I Ped 3:1-6. V. 1, “Semelhantemente” v. 6, “obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor ... fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.”
  • Homens - Cristo - I Ped 3:7. V.7, “Igualmente vós, maridos coabitai com elas com entendimento, dando hobnra à mulher, como vaso mais fraco”
  • Jovens - I Ped 5:5, “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos”

É visto então que o amor que é necessário para todos mostrarem um ao outro no lar é o mesmo amor exemplificado por Cristo na sua submissão em obedecer até a morte para cumprir o desejo do Pai. Isto trouxe glória para o Pai e exaltação para o Filho. Essa mesma união frutificará no lar se as sementes de amor verdadeiro forem espalhadas com zelo e regadas com esforços freqüentes de respeito mútuo por todos no ambiente do lar. Que o amor de Cristo pelos seus eleitos para glorificar o Seu Pai seja evidente grandiosamente pelas atuações de amor e respeito mútuo entre cada participante do lar, em todas as instâncias!



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

[Família] A MULHER DO LAR

Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de “o lar”. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.

Tal lar, tal mundo

Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o qual Deus tem para nós na relação de família.

I. A MULHER DO LAR

A. A mulher do lar e o propósito de Deus Gên. 2:18-24; Ecl. 4:9-12

1. “Ajudadora”

O Hebraico desta palavra significa auxiliar, socorrer ou ajudar; ajudante (#5828 - Strong’s). Esta palavra já vem de uma outra raiz (#5826 - Strong’s) que significa cercar, rodear, envolver; proteger, defender; ajudar. Esta ocorrência em Gênesis 2:18 da palavra “ajudadora” é a primeira vez que ela está usada na Bíblia e é traduzida ajuda também em muitos versículos na Bíblia.

“Ajudar” é o princípio básico para a mulher existir. É a primeira causa de ser criada. O homem é o primeiro formado, a cabeça, o líder e o exemplo do lar. A mulher foi criada para ajudá-lo a preencher todas estas posições e ajudá-lo nestas tarefas. É para ela fazer esta “ajuda” sem usurpar as posições dele e com respeito à posição que Deus o deu no lar.

2. “Idônea”

Esta palavra “idônea”, em conexão com a palavra ‘ajudadora’ é usada só estas duas vezes no Hebraico (v. 18, 20). A palavra é usada para complementar e enfatizar o tipo de ajuda que Deus pretende que a mulher seja para o homem. A palavra significa a mesma de “ajudadora” por isso não é sempre traduzida para português por varias editoras como uma outra palavra separada.

O dicionário Aurélio define a palavra ‘idônea’ como próprio para alguma coisa; conveniente, adequado. Que tem condições para desempenhar certos cargos ou realizar certas obras.(Dicionário Aurélio Eletrônico).

A mulher física, emocional, espiritual e mentalmente tem inteiramente
todas os ingredientes que ela precisa para ser esse auxílio adequado para o homem.

  • O homem não precisa de uma esposa sem opinião, pois ele tem animais de estimação para isso. Ele precisa de conselhos sábios a considerar em decisões. · O homem não precisa casar-se com um objeto sem sentimentos pois ele já tem bens materiais. Ele precisa de uma pessoa sensível com as suas próprias necessidades para respeitar e com a qual ele possa amadurecer. · Ele não precisa de uma cabeça, pois Deus é a cabeça de todo o homem (I Cor 11:3). Ele precisa de alguém com intenções amáveis e construtivas que o encoraje e estimule a ser tudo que Deus o criou para ser.


O mundo animal que Deus criou nos mostra o equilíbrio necessário para ter uma parte do par no lar capacitado diferentemente um do outro. Os machos, geralmente, têm a coloração mais brilhante que a das fêmeas. Isso não é porque os machos são mais importantes mas porque são as fêmeas que ficam nos ninhos, covas e os refúgios para cuidarem dos filhotes. Elas são uma ajuda para o lar sendo de uma coloração que assiste na camuflagem do ninho. São elas que treinam os filhotes a caçarem, se protegerem, etc. Muitos dos machos são coloridos para atrair atenção fora do ninho nas horas de perigo. São eles que trazem alimentação para o ninho. É claro que todas as espécies não funcionam igual, mas podemos observar todas e aprender lições importantes para o nosso próprio lar e o lugar que a mulher tem para ajudar no lar.

3. “Para ele”

A primeira responsabilidade da mulher é “para ele”. Ela foi criada “para ele” e é ‘para ele” que ela deve viver.

As responsabilidades da mulher do lar para com o homem do lar

  • sujeitar-se a ele - Efés. 5:22,24; Col 3:18; Tito 2:5; I Ped 3:1,5
  • o reverenciar - Efés 5:33
  • o amar - Tito 2:4


Sem dúvida, todas as mulheres devem ter seus próprios ideais sobre o que é ser um esposa e mãe perfeita. Todavia, estes ideais devem ser temperados com que o seu marido pensa do assunto. Ela tem a posição de esposa e mãe não para cumprir só o que ela entenda do assunto mas também para cumprir o que ele pense que uma mulher e mãe devam ser.

B. A mulher do lar e o seu domínio Provérbios 31:27. “Está atenta ao andamento da casa” I Timóteo 5:14, “governem a casa” Tito 2:5, “boas donas de casa”

O Domínio da Mulher: A Sua Casa

Por causa do homem do lar ser levado para fora do lar no cumprir das suas responsabilidades de sustentar e proteger o lar, a segunda autoridade do lar (a mulher) tem a tarefa de cuidar da maior parte do lar. E não é só a necessidade e bom senso que determina isso. A própria Bíblia determina que o lar é de domínio da mulher.

A mãe que empenha-se no cuidado de todos no seu lar cuida de algo em importância além de qualquer posição que a sociedade pode dar a ela. Ela cuida da residência de almas imortais. Não há outra ocupação que tenha as tarefas tão desprezíveis junto com as responsabilidades e oportunidades tão elevadas. (Dorothy Patterson, Recovering Biblical Manhood and Womanhood, p. 367)

Para cuidar do lar na maneira que convém, a mulher do lar necessita aplicar a sua atenção numa multiplicidade de tarefas. Veja os exemplos Bíblicos que seguem que nos dão o quadro certo de uma mulher sábia, exemplar e virtuosa:

Provérbios 9

  • v. 1 edificou a sua casa (14:1) lavrou as suas sete colunas
  • v. 2 abateu seus animais misturou o seu vinho preparou a sua mesa
  • v. 3 ordenou às suas criadas nota que o tempo dos verbos é passado.


Provérbios 31

  • v. 1-9 ensina o filho a profecia moral, conduta e sabedoria
  • v. 13 busca lã e linho trabalha com suas mãos
  • v. 14 traz de longe o seu pão
  • v. 15 dar de comer aos da casa distribui a tarefa das servas
  • v. 16 examina e adquire propriedade planta uma vinha
  • v. 17 cinge os seus lombos de força fortalece os seus braços
  • v. 18 Vê que é boa a sua mercadoria sua lâmpada não se apaga de noite
  • v. 19 opera o fuso e a roca (isso é maquina de costurar)
  • v. 20 estende as suas mãos ao necessitado
  • v. 21 cuida da vestimenta dos do lar
  • v. 22 faz panos de linho fino e vende-os entrega cintos aos mercadores
  • v. 27 está atenta ao andamento da casa nota que o tempo dos verbos é presente ou contínuo


I Timóteo 5

  • v. 10 criou os filhos se exercitou hospitalidade lavou os pés aos santos socorreu os aflitos praticou toda a boa obra nota que o tempo destes verbos é no passado
  • v. 14 gerem filhos governem a casanota que a forma dos verbos é no subjuntivo presente, uma forma presente e contínuo

Tito 2

  • v.5 donas de casas Grego: trabalhadoras em casa


Quando a mulher do lar que quer cumprir tudo pela qual ela foi criada e esforça-se ser ativa em todas as áreas que a Bíblia mostra às mulheres sábias e virtuosas ativas, ela vai ver que estas atividades deixam ela abençoada internamente com satisfação plena e abençoada espiritualmente por Deus. É assim porque ela, no esforço de desempenhar se nestas atividades, louva o Seu Criador e O obedece através da observação de todos os Seus caminhos concernentes a ela.

Se a mulher se compromete a trabalhar fora de casa, qualquer número de horas, o cumprimento da sua primeira responsabilidade, o marido e o lar, tem que por necessidade ser prejudicado. Qualquer hora fora do lar com o propósito de servir outro é tempo que ela não é “dona” da sua casa nem “está atenta ao andamento da casa”. Muitas vezes a própria mulher, pelos interesses divididos “derruba com as próprias mãos” o seu lar (Provérbios 14:1).

As limitações físicas dela e as limitações do horário diário forçam uma escolha difícil - ou o lar, ou o trabalho fora (Tiago 1:8). Não deixe de ser enganada com essa conversa que se não pode dar tempo quantitativo aos filhos, pode dar tempo qualitativo a eles. Se a mulher gasta tempo quantitativo fora do lar, o tempo qualitativo não existe mais. A mulher não é como máquina. A mulher tem limites. Há a possibilidade que uma mulher é forçada de trabalhar fora do lar mas essa atividade deve sempre ser vista como uma necessidade triste, nunca como uma prática normal ou natural.

A mulher “louca” da Bíblia é aquela que não fica “atenta ao andamento da casa” mas anda ociosa “de casa em casa” (I Tim 5:13). Isto é uma amostra da mulher que não quer ficar em casa e cuidar do que é da sua competência.

C. A mulher do lar e a submissão Efés. 5:22, 24; Col 3:18; Tito 2:5; I Ped 3:1, 5

1. O Que É?

a. Definida: A palavra grega da qual é traduzida submissão no Português é uma palavra que significa subordinação ou, em reflexo, obedecer. (#5293 - Strong’s). A palavra subordinação no Português significa um estado de dependência ou obediência em relação a uma hierarquia (de posição ou de valores); submissão. (Dicionário Aurélio Eletrônico). A palavra obedecer no Português significa sujeitar-se à vontade de; estar sob a autoridade de; estar sujeito; não resistir, ceder; estar ou ficar sujeito a uma força ou influência; submeter-se ao mais forte; render-se (Dicionário Aurélio Eletrônico).

Submissão é um verbete que significa o ato ou efeito de submeter (-se) (a uma autoridade, a uma lei, a uma força); obediência, sujeição, subordinação e uma disposição para aceitar um estado de dependência. (Dicionário Aurélio Eletrônico).

Quando uma mulher toma voluntariamente a opção de ser submissa por causa da Palavra de Deus e assim sujeitar-se a um estado de subordinação ao seu marido, ela torna a ser uma pessoa dependente. É esta atitude de dependência que é difícil para a mulher aceitar. É nesta colocação que ela necessita que o marido seja tudo o que ele deva ser. Ela voluntariamente se coloca numa posição vulnerável, quer dizer, numa posição de dependência de um outro que pode ou não pode ser o que ela precisa. Se o homem do lar for menos do que ele deve, ela sentirá desamparada, exposta aos perigos e muito insegura.

Desde que submissão tem o aspecto de dependência, a sociedade tem interpretado isso em um ponto de fraqueza e desigualdade na parte da mulher. Há partidos políticos e movimentos na sociedade que visam remover essa dependência. Leis são promovidas para posicionar a mulher ao lado do homem como igual. É claro que esta atitude desafia o propósito de Deus. Ela foi criada para ajudar o homem e não competir com ele. Isso não quer dizer que a mulher é menos capacitada que o homem, mas só que a capacidade dela deve ser direcionada diferentemente que o homem. A capacidade total dela é para ajudar o homem, e a Bíblia mostra quais são as áreas que ela deve empregar a sua ajuda indispensável (veja a tabela anterior sobre O Domínio da Mulher - O Seu Lar).

b. Usada:

Como uma palavra é usada na Bíblia nos mostra melhor o significado. As passagens que relata a responsabilidade da mulher de estar em submissão ao seu marido são: Efés. 5:22, 24; Col. 3:18; Tito 2:5 e I Ped. 3:1,5.

A idéia de submissão é entendida quando comparada a quem deve executá-la. Veja os seguintes casos: · Crianças aos pais: Luc. 2:51, Cristo, “era-lhes sujeito.”; Efés. 6:1, “filhos, sede obedientes a ... pais” · Jovens aos anciãos: I Ped. 5:5, “vós jovens, sede sujeitos aos anciãos” · Servos aos Chefes: I Ped. 2:18; Tito 2:9, “Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores” · Cidadãos aos principados: Tito 3:1, “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades” · Cidadãos às leis humanas: I Ped. 2:18, “Sujeitai-vos, pois a toda a ordenação humana”

  • Crentes a Deus: Tiago 4:7, “Sujeitai-vos, pois, a Deus”
  • Todos uns aos outros: Efés. 5:21; I Ped. 5:5, “e sede todos sujeitos uns aos outros”
  • A criação ao homem: Heb. 2:8, “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés.”
  • A igreja a Cristo: Efés. 5:24, “como a igreja está sujeita a Cristo”
  • A mulher na igreja: I Cor 14:34; I Tim 2:11, “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.”
  • Todas as coisas a Cristo: I Cor 15:27,28, “Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés”
  • Cristo a Deus Pai: I Cor 15:28, “o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou”


Quando a mulher pensa certa sobre a submissão, ela entende que não é só ela que tem que ser submissa. Ela é só uma parte entre muitas que prestam esta honrosa posição. A submissão é exercitada desde o céu onde Cristo submete-se a Deus, à terra onde tudo opera conforme “o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da Sua vontade” (Efés. 1:11).

2. O Que Serve?

Submissão é importante pois funciona como:

  • o fermento que faz crescer a massa
  • o tempero que saboreia a comida toda
  • o prego que fixa a construção
  • o óleo que lubrifica e preserva a máquina
  • o talento que harmoniza a peça musical
  • a cola que adere a peça junta a outra


O ingrediente que facilita a posição do homem e da mulher do lar funcionar satisfatoriamente é a submissão. A atitude e a prática de submissão no lar é o que afasta qualquer competição não saudável entre as posições. A submissão coloca no lugar de competitividade uma ambiente de amor e bem estar. Cabe à mulher adicionar este ingrediente no seu lar pela força da sua posição.

A natureza pecaminosa do homem leva à impossibilidade de sujeitar-se à lei de Deus (Rom 8:7) e por isso o homem procura estabelecer “a sua própria justiça” e não sujeita-se “à justiça de Deus.” (Rom 10:3). Quando vemos que a mulher tem sido influenciada pelo pecado, podemos entender que a posição de ser ajudadora e assim em submissão ao homem tem sido influenciada também. A introdução de pecado no mundo tem pervertido a ordem que Deus primeiramente estabeleceu no mundo. É nesta área de submissão que a natureza pecaminosa na mulher tem transformado em “um espinho” na vida dela. A submissão, no princípio, era para ser uma característica de honra e utilidade. Submissão é o que é tão necessária para a mulher cumprir a razão principal de existir (Gên. 2;18, “uma ajudadora idônea para ele”). A natureza pecaminosa promove orgulho excessivo ao ponto de estimar-se melhor que o outro. No lar, o orgulho excessivo é visto quando a mulher do lar não submete-se à autoridade do homem do lar sobre ela. Este orgulho leva-a ativamente a procurar uma posição igual ou até superior do marido.

Para ser submissa, tem que esforçar-se contra a própria natureza pecaminosa

A Deus, submissão significa dar obediência modesta à autoridade ou poder estabelecido. Ele estabeleceu a posição da mulher para a proteger e para criar harmonia no lar. O exemplo de submissão para todos no lar é o próprio Cristo quando “esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Fil. 2:7,8).

Uma mulher do lar que é submissa ao seu próprio marido é uma mulher submissa a Deus pois ela está sujeita à ordem de Deus. Isto é sabedoria pois ela, no cuidado de ser obediente, é temente a Deus. Submissão é um ingrediente duma “mulher graciosa” e esta mulher para o lar é uma que “guarda honra”, uma mulher comprometida para o bem do lar (Prov. 11:16).

Submissão no lar tem um efeito tranquilizador no lar. Além dum homem do lar que cumpre a suas responsabilidades, é necessário que ele tenha ao seu lado uma mulher do lar submissa. É isso que estabelece o lar. A falta de submissão perturbará o lar. Quem perturba a sua casa “herdará o vento” ou traz para o lar nenhum proveito (Prov. 11:29).

Quando se raciocina bem, a submissão não é uma opção para a mulher do lar que realmente vela para o bem do seu lar. Se ela a aceita como responsabilidade própria ela andará com honra e como um participante ativo no estabelecimento do seu lar. Isto é discrição. Não importando a capacidade da mulher do lar em outras áreas da sociedade, se ela não anda com discrição no seu próprio lar, ela não tem a “formosura” que vem por cumprir a sua primeira função como mulher do lar (Prov. 11:22) A “formosura” da mulher é vista no quanto ela realiza o propósito dela ser criada.

Submissão: A Porta do Caminho das Bênçãos

A força que a submissão no lar tem é vista em que a submissão faz parte duma testemunha que opera para “a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tito 2:5). Se a submissão faz parte deste tipo de testemunha a grande importância dela é vista.

A submissão da mulher para os seus deveres do lar pode operar até para a salvação de um marido descrente (I Cor 7:16). A atitude que ela exemplifica na submissão ao marido funciona como uma pregação constante a ele. A sua ação para com ele força ele considerar a “vossa vida casta, em temor” (I Ped 3:1,2) uma vida que ele deve ter para com Deus. Um comportamento submisso pela esposa aos seus deveres é uma lembrança viva e constante ao marido da palavra pregada de arrependimento dos pecados e obediência a Deus pela fé em Cristo. É assim que ela pode ganhar o seu marido para Cristo sem falar uma palavra, pois a sua vida prega alto.

A submissão é um enfeite que supera qualquer adorno exterior, pois submissão vem do interior, de “um espírito manso e quieto”. Se esta qualidade é preciosa diante de Deus, quanto mais ela deve ser estimada entre as mulheres que velem para o bem estar dos seus amados e para o serviço de Deus (I Ped 3:3-6).

D. A mulher do lar e a virtude Rute 3:11; Provérbios 12:4; 31:10,29

1. Definida

No hebraico essa palavra, virtuoso, significa uma força, que seja de homens, meios, valores ou de outros recursos. Essa mesma palavra tem sido traduzida: · capazes (Êx. 18:25) que têm uma idéia de competência, aptidão e honra séria. · força (II Sam 22:33; Sal 18:32,39; Provérbios 31:3) que significa energia moral ou física, influência, intensidade de valor · forte (Ecl. 12:3) que significa ter força, vigor, ser robusto seguro e ativo · valoroso (Juízes 11:1) que é definida como tendo valor, coragem e sendo enérgico, ativo e forte · valentes (II Sam 13:28) que mostra valor ou valentia, audácia, coragem, rijo e resistência

No Novo Testamento a palavra “virtude” não é usada em referencia à mulher mas em referência a todos nós na qualidade de excelência ou masculinidade, virilidade ou valor, brio e coragem como também de ter nobreza e dignidade. (Novo Michaelis, Inglês - Português sobre a palavra em inglês “manliness”); Fil. 4:8; II Ped 1:3, 5.

2. Usada em relação à mulher

Quando a Bíblia diz em Rute 3:11 “pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa” significa que Rute era moralmente forte, que tinha uma influência de valor e resistência e tinha mostrada competência e honra séria. Essa virtude na parte da Rute era mostrada em que ela tinha a fortaleza de espírito de deixar o seu país e operava com humildade em se sacrificar no cuidado da sua sogra na sua aflição. Ela há tempo já havia sido constante no trabalho árduo no campo para suprir as necessidades que elas tinham em casa e a sua dedicação à Noemi em obedecer as suas orientações mostrava honra e dignidade. A sua pobreza não cobria a sua competência mas contrariamente, a sua competência apagava qualquer desdém que a sua pobreza provocava.

3. A Utilidade de virtude

Virtude é algo além de aparência. Há milhares de mulheres que aparentemente são as melhores vizinhas, as mais eficientes na limpeza de casa, gloriosamente sábias no vestir e perfeitamente aptas na conversa. Essas mesmas, muitas vezes não têm a menor idéia de como treinar os filhos a temer a Deus, amar os seus filhos e maridos ou adorar a Deus em espírito e em verdade. São cheias dos louvores do mundo mas vazias do conhecimento de Deus e a satisfação interna que vem por cumprir aquela por qual foi criada. Virtude é o que separa as verdadeiras das de aparência só.

A virtude para a mulher é:

  • A Sua Honra - Rute 3:11, “toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa.”
  • O Seu Louvor - Prov. 12:4; “a coroa do seu marido” Prov. 31:28, 29, “seus filhos chamam-na bem-aventurada; seu marido ...a louva” “mas tu és, de todas, a mais excelente!”
  • A Sua Distinção(Caráter) - Prov. 31:10, “quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.” (Ecl. 7:28)
  • O Seu Adorno - I Ped 3:1-6, “o homem encoberto no coração, no incorruptível traje de um espírito manso e quieto”


E. A mulher do lar e as suas mãos Provérbios 31:13, Mulher virtuosa ... “trabalha de boa vontade com suas mãos”

A palavra mão é usada em muitas maneiras pela Bíblia. Pelo uso podemos ver que as mãos, muito além de ser só uma parte da anatomia do corpo, representa outras idéias. Essas idéias que as mãos representem são:

  • ânimo - Neemias 6:9
  • obras em obediência - Sal 24:4
  • nosso labor - Sal 90:17
  • atividade boa - Deut. 24:19
  • atividade má - Prov. 6:17
  • preguiça - Prov. 6:10; 21:25
  • atitude - Prov. 31:13


Para ter um estudo mais completo e ver mais claramente a importância da atividade que a mulher tem com as mãos convém estudar Provérbios 31:10-31 e ver quais atividades mencionadas se fazem com as mãos.

Tudo o que temos estudado até agora sobre a mulher do lar (O propósito de Deus para a mulher, o seu domínio, a submissão e a virtude da mulher do lar) é visto melhor pela atividade que as mãos da mulher estão ocupadas.

Pelas mãos ativas da mulher do lar ela:

  • serve a família - Gên. 24:13,14 (Rebeca, água para os animais e lar; Êx. 2;16); 29:9(Raquel, pastora)
  • é boa dona de casa - I Tim 5:14 (“governem a casa”); Tito 2:5 (“boas donas de casa”) - atividades de cuidar do lar e de todos nele.
  • serve ao Senhor na obra - Rom 16:1-4,6,12 (v.1, “serve na igreja” - limpeza, preparação para os cultos, ajuda aos que servem na obra: roupa, comida, etc.; v.2, “hospedado a muitos” - cozinhar, lavar roupa, limpeza de casa; v.6, “trabalhou por nós” - talvez com a renda supriram as necessidades dos outros na obra, cozinhar, cuidar, etc.; v.12, “trabalhou no Senhor” - limpeza, cozinhar, preparação de roupas ou lugar dos cultos, oração, ministrarão às mulheres e crianças, etc.)
  • ungiu o corpo de Cristo para a sepultura - Marcos 14:7-9 · mostra a virtude - I Tim 5:25; Rute 2:2,3,23; 3:11 (Rute); Atos 9:39 (Dorcas); I Tim 5:10 (as viúvas) · mostra a sabedoria - Êx. 35:25 · ama o marido e filhos - Tito 2:4 (cuidar, cozinhar, medicar, lavar, servir)
  • deixam testemunho contínua - Atos 9:39 (Dorcas); Apoc 14:13
  • evita a maldição de não ser ativa nas suas responsabilidades - Prov. 6:10; 14:1; Isa. 3:16-24; II Tess. 3:10-12


Mulher do lar, quais são as atividades das suas mãos? Mostram virtude ou a falta dela? Estão servindo o Senhor ou as obras mortas da carne? Estão deixando uma testemunha viva e piedosa ou nada para instruir as que a seguem? Verifique que as mãos sejam ativas no que honra a sua posição e o propósito de Deus de ter te criado.

F. A mulher e a sua boca Prov. 4:24; 31:26; II Pedro 1:5-8

Pronto para ouvir, tardio para falar - Tiago 1:19

A boca, como as mãos, mostram o que está no interior de uma pessoa. O que se pensa, logo está expressada por palavras e ações (Mat. 12:34). Por isso, vale a pena estudar o assunto da boca em geral e ver como a mulher do lar se enquadra neste assunto.

1. O Perigo

A Bíblia usa palavras fortes para descrever o perigo da língua na boca de qualquer um. Tiago diz que a língua “é um fogo; como mundo de iniquidade”, “inflama o curso da natureza e é inflamada pelo inferno” e “é um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.” (Tiago 3:2-12). Já vendo o que a língua é, somos instruídos de usá-la cuidadosamente e infreqüente. Quando Tiago diz que a língua inflama o curso da natureza ele quer dizer que pela língua a natureza pecaminosa do homem pode ser incentivada ou provocada. Há poder na língua, tanto para o mal quanto o bem (Prov. 15:1). Uma mulher que reverte a uso do poder da língua para manipular astuciosamente os ao redor dela será alvo de outros usando a mesma tática para com ela; ela comerá do seu fruto (Prov. 18:21). Esta mulher é definida na Bíblia como alvoroçadora, louca e marca das que sabem nada (Prov. 9:13) e as de má fama (Prov. 7:11). Alvoroçadora significa fazer um som barulhento; estar em grande comoção ou perturbação; tumulto (Strong’s Heb. - #1993). Uma língua não usada para a glória de Deus torna logo numa língua mentirosa ou testemunha falsa e que semeia contendas entre irmãos, coisas que são abominação ao Senhor (Prov. 6:16-19).

2. A Testemunha

A língua mostra se somos íntegros ou não. A língua, conforme o controle dela, é uma verdadeira testemunha pública de nós e de nossa religião (Tiago 1:26). Uma das marcas de falsos profetas é a sua fala (II Ped 2:18). A verdade é que “pelo fruto se conhece a árvore” se for palavra ociosa para sua condenação ou se for palavra sã para sua justificação (Mat. 12:33-37). Que tipo de palavras saem da sua boca? Palavras que “destilam favos de mel” e “mais suaves do que o azeite” são palavras que são covas profundas. Estas saem dos lábios da mulher estranha (Prov. 5:3; 22:14). Palavras de sabedoria e da beneficência estão na língua da mulher virtuosa (Prov. 31:26); a língua do justo fala do juízo (Sal. 37:30). Qual é a sua?

3. A Utilidade

A boca, como qualquer dádiva de Deus, pode ser usada numa maneira honrosa ou desonrosa. Olhando pela Palavra de Deus podemos ver que há muito a dizer sobre a boca, a fala e a língua. Podemos categorizar estes versículos em duas colunas. Uma mostra o bem que a língua pode estimular e a outra, o mal. Qual coluna figura a sua boca?


4. O Reparo

Temos visto que a boca pode ser usada tanto para benção quanto maldição. Quando usada para benção há nada a consertar, mas quando a boca tem sido usada para maldição, pode ser que há muito para corrigir. A Bíblia mostra como remediar este problema.

  • Pare - “leva a mão à boca” (Prov. 30:32; Prov. 17:28, veja o exemplo de Jó 40:3-5). Não há nada pior que desajeita a insensatez do que expressar palavras loucas continuamente depois que já ficou clara a loucura de ter falado mal. Se não parou antes que falou, pelo menos pare de espalhar destruição assim que se perceber que tenha falado com a falta de discrição. Se não estanca a profusão de palavras sem sabedoria, é certa que a boca continuará derramando a estultícia (Prov. 15:2). Palavras sem sabedoria resultarão em contendas e ira. Veja o exemplo de Jezebel que continuou a estultícia, dando expressão do seu coração imundo em I Reis capítulos 16-21.
  • Confesse - “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” I João 1:9. Depois de reconhecer o erro é necessário falar a Deus do assunto confessando o pecado de não ter usado os lábios para a glória de Deus.
  • Conserta - “importuna o teu companheiro” (Prov. 6:1-5). Reconheça o teu erro com o qual falou o erro. Faça o possível de pôr em boa ordem o relacionamento outra vez. Prevenir é melhor que remediar, mas não sempre prevenimos. Temos que fazer força para restaurar a convivência dos ao redor de nós quando temos danificado a ligação de amizade. Como consertar os problemas na igreja pode corrigir também o erro de falar mal (faça toda tentativa de emenda “entre ti e ele só” antes de levar adiante, Mat. 18:15-20). Veja a exortação de Tiago 5:16. Não seja levado pelo pensamento que raciona que se já parou a estultícia e confessou-o a Deus não há necessidade de consertá-lo com o meu “companheiro”. Se alguém amassou o seu carro sem querer, parou de danificá-lo, confessou o erro a Deus mas não te pagou pelo conserto, o erro ainda seria em aberto. Quando trata de um pecado que machucou um outro é necessário consertar junto com o nosso semelhante o que confessamos diante de Deus.


Há conserto quando entramos na destruição de palavras torpes, iradas, contenciosas ou menos que suaves e puras. “Fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (I Cor 10:13). Mas, se não aproveitamos da graça de Deus nem o escape que Deus nos dá, precisamos voltar atrás e reparar o mal que fizemos. Graças a Deus que há maneira de consertar o erro!

5. O Conselho

A Bíblia não é silenciosa acerca de bons conselhos. Ela nos orienta acerca da boca também tanto quanto as outras áreas das nossas vidas. Se faltamos sabedoria somos aconselhados de pedir “a Deus, que a todos dá liberalmente” ( Tiago 1:5; Sal 81:10). Só tendo a sabedoria “que do alto vem” podemos ter a profusão de palavras pacíficas, moderadas, tratáveis, cheias de misericórdia e de bons frutos; palavras “sem parcialidade e sem hipocrisia” (Tiago 3:17).

Para ter a certeza de que tudo que sai da sua boca seja “verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama e com virtude” então pensai nestas coisas (Fil. 4:8,9). Se tem um coração e mente em paz, as palavras serão com paz também.

Um conselho que sempre convém é achado em Tiago 1;19-20 que diz, “todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.” Sempre é propício uma pausa antes de falar algo que pode ser mal interpretado. A nossa fala seria mais agradável se fosse salpicada com o sal da graça de Deus. Tendo uma pausa antes de falar nos dão tempo a orar para que a nossa “palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.” (Col 4:6). O sal se refere ao ingrediente em nossa conversa que preserva boas maneiras, conserva virtude e purifica as má intenções, este ingrediente sendo a sabedoria de Deus.

6. O Alvo para Atingir

É sempre uma ajuda ter um destino delineado se esperamos atingir a possessão de uma boca que é sempre uma benção. O Salmista orou ao SENHOR expressando este desejo (Sal 19:14) e é aí que devemos começar. Devemos procurar de Deus o controle necessário pois é certo que “nenhum homem pode domar a língua”(Tiago 3:8). Se somos sondados por Deus (Sal 139:23) é certo que sabedoria fará parte da nossa conversa mais usualmente. “Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.” (Tiago 3:18).



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

terça-feira, 12 de abril de 2011

[Família] O HOMEM DO LAR

Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de “o lar”. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.

Tal lar, tal mundo

Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o qual Deus tem para nós na relação de família.

I. O HOMEM DO LAR

A. Homem foi o primeiro criado

1. A realidade Gên 2:7-8, 18-22, v.18, “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.” v. 22, “E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher” I Tim 2:13, “Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.”

2. A responsabilidade

· De ser primeiro formado como Adão, ou por ser o primogênito como Rúben ou Esaú e outros, trouxe privilégios e responsabilidades (Lei - Deut 21:15-17; veja os exemplos com Rúben ,Gên 49:3; Esaú , Gên 27:19 e na parábola de Lu 15:11-32).

· O homem foi feito por Deus e assim Deus tem autoridade sobre o homem. A mulher foi formada do homem e ele tem autoridade sobre ela. As crianças vêm dos pais e assim os pais têm autoridade sobre os filhos. · O exemplo de Cristo: Col 1:15-19, “E ele é antes de todas as coisas, ... E ele é a cabeça do corpo ... toda a plenitude nele habitasse” · No jardim do Éden, depois do pecado, Deus veio chamando Adão e não Eva para explicar o que tinha acontecido. Deus falou com Adão como cabeça do lar e responsável pelas ações do lar. Gên 3:9. · Foi Adão que respondeu pelas ações da família como o responsável do lar. Gên 3:10-12. · Adão não procurou essa posição, como nenhum homem a procura, mas foi desde o princípio “conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” (Ef 1:11; I Cor 4:7).

Seqüência de aparecimento

Deus + Cristo + Homem + Mulher + Crianças = ordem de autoridade e responsabilidade

· Na igreja, é o homem que tem responsabilidades várias. I Tim 2:12; 3:1-13.

· No lar, é o homem que tem o mandamento de iniciar o amar em todos os aspectos. Em Ef 5:25, “Vós, maridos, amai vossas mulheres” a palavra amai vem da palavra grega Philía que significa amor que é medido por sacrifício. Então o homem tem primeiro essa responsabilidade de amar todos no lar na maneira certa por ser o primeiro formado.

Então, pelo homem ser primeiro formado no jardim do Éden, Deus mostrou a sua vontade para o homem ter uma posição primária no lar. Essa posição, de ser formado primeiro, traz com ela responsabilidades intransferíveis das quais ele tem que dar conta diante de Deus (Gên 3:9; I Sam 3:13) e que a falta de levá-las sério, pode ter um efeito intenso sobre a sua comunhão com Deus (I Ped 3:7).

OBS: Há os que argumentem deste fato do homem tendo autoridade sobre a mulher e da família por ser formado primeiro dizendo que as árvores devem então ter autoridade sobre o homem pois elas eram primeiras. Neste argumento é negado o fato que foi o homem feito na imagem de Deus e não as arvores e qualquer parte outra da criação. O homem tem supremacia da criação por ser criado na imagem de Deus.

B. Homem é cabeça do lar

1. A posição

I Cor 11:3; Ef 5:23

2. A responsabilidade

  • A posição de cabeça não é para ser vista como o mundo vê, pois o mundo vê o homem como um ditador que reina sobre um país, um senhor que governa um castelo, ou o galo que manda no galinheiro.
  • A autoridade que o homem do lar tem, não é da sua origem.(I Cor 4:7, “Porque, quem te faz diferente?”) É uma autoridade que Deus confia no homem do lar. O homem exercita esta autoridade com firmeza e sabedoria, mas é Deus quem a mantém e a estabeleçe.( The Christian Family, p. 133 )
  • Como Cristo é a cabeça da igreja, o homem é a cabeça da mulher e do lar.


Como foi, podemos perguntar, que Cristo mostrou a sua posição de cabeça? Ele mostrou a sua posição de cabeça da igreja quando “a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5:25). A maneira de ser a cabeça está vista no seu amor. O seu amor está visto no seu sacrifício. Lembramos o significado da palavra ágape que é um amor medido pelo seu sacrifício. O homem tem essa responsabilidade de amar com sacrifício pois o mandamento é, “Vós, maridos, amai vossas mulheres”. E o homem há de amar ela como Cristo amou a igreja (Ef 5:25) e como a seus próprios corpos (Ef 5:28). Em I Ped 2:21- 3:18, o exemplo de Cristo padecendo pelos outros, (“pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.” 2:21, e “o Justo pelos injustos” 3:18), é o exemplo para mulheres (3:1), para maridos (3:7) e, finalmente, para todos (3:8).

Como Cristo é a cabeça da igreja, o homem é da mulher.

Pelo homem ser a cabeça da mulher e do lar, a maior parte do sustento do lar deve vir dele (I Tim 5:8). O corpo do homem dá evidência que é para ele suportar o esforço do trabalho físico do lar. O homem tem uma capacidade natural de agüentar o estresse mental que vem em administrar as necessidades do lar. Deus fez o homem se desanimar no coração menos fácil e isso facilita a sua posição de ser a cabeça do lar. Como a igreja deve olhar só a Cristo para seu sustento material e cuidado espiritual, a esposa e a família devem olhar à cabeça do lar para o sustento material, e o cuidado moral e espiritual (Ef 5:25-28).

É da cabeça do lar que deve vir o padrão de iniciativa maior nos assuntos de espiritualidade e moral no lar (Êx 10:2; Deut 6:7-9; Sal 78:5,6; Prov. 13:22,24; Isa. 38:19; Efe. 6:4). Se a cabeça do lar estiver presente não deve ser alguém outro no lar que toma a iniciativa de ter orações nas refeições do lar ou de ter a família incentivada e pronta para os cultos públicos ou de decidir quais serão os limites morais do lar. Outro pode participar neste incentivo, mas é a cabeça que deve ter a responsabilidade geral deste padrão de iniciativa.

É lógico que esta posição serve de modelo de comportamento diante das mulheres dando honra para ser imitado ou copiado por todos no lar. É o marido que Deus instrua “Igualmente vós, maridos, coabitai ... dando honra à mulher, como vaso mais fraco” (I Ped 3:7). Se o homem não está dando honra à sua mulher ele está em desobediência direta. Se ele permite que os filhos desrespeitem a sua esposa, as irmãs deles, a professora na escola ou a vizinha, ele está em desobediência indireta por eles. Ele é a cabeça, o responsável diante de Deus pelo que transcorra por todos no lar ou na sua presença ou na sua ausência. · O homem, para ser a cabeça que deve ser, vai precisar aumentar o conhecimento sobre as suas responsabilidades, as necessidades da sua esposa como mulher, e uma certa sabedoria pedagógica para cuidar dos seus filhos. “Vós maridos, coabitai com elas com entendimento” (I Ped 3;7) traz para o homem responsabilidades de agir com compreensão, percepção e experiência em vez de altivez, emoção, essentimento ou só aquelas ações e atitudes a sociedade aceita. · O Pastor da igreja tem responsabilidades espirituais na igreja e tem que “dar conta” (Heb 13:17), também o marido é responsável por todos sobre quais ele tem responsabilidade e deve responder pelo que se faz na mesma maneira. Eli em I Sam 3:11-14. Eli, sabendo do comportamento dos seus filhos , “não os repreendeu”. O julgamento veio então, não só sobre os filhos, mas sobre Eli, como pai e responsável pelo lar. Por Acã pecar, a família foi destruída, mostrando em parte a influência que Deus coloca na posição do pai. Pelo pai pecar, a semente deste pecado seria prolongado nas ações da família. Josué 7:1-26. A mesma foi repetida em Daniel 6:24.

Pensamos do fato que talvez a mulher ou os filhos não aceitem o homem assumir a sua posição. É capaz que o homem por anos não tem exercitado bem a sua posição. Essa falta de se declarar tem resultado hábitos maus no lar influenciando a esposa que por sua vez tem que tomar uma liderança, e os filhos que por sua vez não têm acostumado de a submeter-se à autoridade do pai. Quando este é o caso, anos de normas que têm criados automaticamente pela falta de cabeça ativa no lar, não podem ser esperado que todos mudem tudo num momento para outro. Se o homem tem reconhecido o fato que ele não desempenhou satisfatoriamente a sua posição, é necessário que ele confesse tal pecado a Deus e procure a sua graça de colocar tudo em ordem no seu lar, sabendo que leva tempo e amor constante até que todos sigam as determinações dele como cabeça do lar. Temos o exemplo de Deus para conosco (I Jo 4:19) e a promessa da Palavra (I Cor 13:8, “O amor nunca falha”) para nos encorajar nessa tarefa admirável.

Em resumo e em resposta à solicitação dos maridos e pais interessados em saber o que podem fazer para agirem na maneira que a posição pede, estas sugestões estão aqui dadas. Dar atenção à família (brincando ou fazendo obras manuais com os filhos, lendo livros a eles, dando ouvido à esposa e aos filhos, passeando ao parque ou centro com todos da família, conversando dos assuntos que eles puxam, etc.); ser atento às necessidades da família (roupa, alimentação, escolaridade, medicamento, conselhos, bem estar mental e emocional); proteger a família de qualquer situação que prenuncia um mal seja de amigos, hábitos, musicas, vizinhos ou parentes; instrua sobre hábitos saudáveis de higiene pessoal, alimentação, boas maneiras, conversação, etc.; ser um exemplo do bem, da Bíblia e de comportamento.

C. Homem é líder do lar

1. O privilégio

Gên 18:19; 35:2: Josué 24:15; Atos 10:2

2. A responsabilidade

· A posição de cabeça mostra que o homem tem autoridade no lar; a posição de líder mostra que o homem é o dirigente ou orientador do lar. Sendo cabeça, o homem tem a posição de agir. Sendo líder, ele tem a responsabilidade de agir.

· Liderança envolve a responsabilidade de agir para o beneficio de um outro, não o direito de mandar os outros a lhe servir. O homem responsável do lar nunca deve pensar da autoridade que ele tem fora do contexto da responsabilidade que ele também tem. Luc. 22:24-47.

· Liderança no lar, é um poder intransferível que Deus tem estabelecido para o homem do lar ter. O homem não deve se esconder desta função, nem procurar se desculpar desta obrigação por achar que não tem uma personalidade forte, experiência adequada, etc. Ele deve aprender cumprir a sua posição pedindo de Deus a sabedoria necessária (Tiago 1:5).

· Liderança envolve também a necessidade de delegar autoridade aos outros. Se ele não transmite poderes transferíveis aos outros capazes, todas as decisões e ações têm que por necessidade ser feitas por ele. Isto exaustará o líder por ele tentando ser um sabe-tudo em todos os lugares. Assim a família logo sentiria alienada dele, e assim ele será responsável de destruir e amarrar os relacionamentos no lar.( p. 240, Man and Woman in Biblical Perspective). Como ela respeita o andamento e limites da responsabilidade do marido, o marido deve respeitar os limites da responsabilidade da esposa não interferindo desnecessariamente na administração que ela dá no lar.

Cristo trata a igreja como esposa e não como uma filha.

· Liderança envolve o líder procurando conselhos e ajuda dos outros. Isso não enfraqueçe a sua posição de líder mas contrariamente, garante a realização da sua posição. Prov. 15:22, “Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam.” (Prov. 11:14; 24:6). “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente” Tiago 1:5. Salomão foi abençoado por Deus quando ele pediu um coração entendido em vez de pedir muitos dias, riquezas, ou a vida de seus inimigos. (I Reis 3:5-15).

· Deus tem posto ordem no mundo. Na realidade, tudo na criação, até o lar, pede este arranjo para ter paz. Se o fundo do coração da esposa e dos filhos pudessem ser vistos, se poderia ver que eles desejam intensamente que o homem do lar tome a atitude de líder. Quando o líder é submisso a quem não deve ser líder, confusão e espanto no lar é criado, senão visivelmente, nas emoções. A natureza pecaminosa de todos os participantes do lar causa os que devem ser submissos a desafiarem a liderança. Mas, no fundo de tudo, há o desejo de ter a ordem que Deus tem posto no lar. Cristo é a cabeça e o corpo é bem ajustado (Efes. 4:16).

· O desejo para ter paz no lar não deve superar a responsabilidade de liderar no lar. A prática de sacrificar o que o homem do lar vê como saudável, certo e justo só para ter unanimidade no lar não é aceitável. Não há razão por ele aceitar o que é danoso e ofensivo entre os por quem ele é responsável e comprometido a amar e proteger. Deus leva ele como o que tem que dar conta por tudo que ele permite ocorrer no lar. Lembre-se do caso de Eli (I Sam. 3:13,14).

· Por ser líder, não quer dizer que tem que ser rude, duro ou áspero. Um líder pode ser, e deve ser, manso, culto e meigo. Moisés foi um líder de uns três milhões de pessoas por mais de quarenta anos, e é dito “E era o homem Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Núm. 12:3). Cristo também, o modelo para o homem do lar, tinha do Pai, todas as coisas depositadas nas suas mãos, mas ... “Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se”... e assim ... “começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.” (Jo 13:3-16).

· O verdadeiro líder é primeiramente um líder consigo mesmo. Ele já pratica autocontrole com os seus desejos, ânimos, e apetites. Ele já proporciona bem o seu tempo entre seu trabalho e descanso, e seu prazer e dever. Só depois de ele saber de si controlar, pode ele ser um líder capaz dos outros. (Veja este principio na relação de pastor - igreja, I Tim. 3:4,5; professor - aluno, II Tim. 2:2).

· O homem do lar, interessado em cumprir a sua posição de líder para a glória de Deus e em obediência à Palavra de Deus fará tudo necessário até mesmo de se humilhar diante dos do lar quando errar pedindo lhes perdão. Assim estará seguindo o exemplo de Cristo que foi obediente em tudo (Fil. 2:8).

D. Homem é exemplo no lar

1. O modelo

O Pai com seu povo. Lev 19:2; Mt 5:48; Lu 6:36.
Cristo com a igreja. Lu 22:26; João 13:1-17; Ef 5:23; I Ped 2:21.
Não há melhor ou mais completo modelo para o homem seguir no seu respeito de ser o que deve no lar do que o exemplo de Cristo para com o Seu povo. O amor de Cristo que levou-se a se entregar pelos Seus não obstando o preço da sua morte é para o homem um modelo de amar a sua esposa e lar não importando as inconveniências que podem vir. Vamos ver Cristo e o Seu Pai.

Exemplo de Cristo
  • Amoroso - Mar 1:11; Jo 13:1.
  • Iniciante no amor - Jo 3:16; Fil. 1:6; I Jo 5:19.
  • Levou peso do outro - I Cor 13:7; Heb 12:2.Iniciou a união - Col 3:14.
  • Sacrifício - Jo 3:16.
  • Zeloso - Zac. 8:2.
  • Exemplar - Jo 14:9.

Lição para o Homem do Lar

  • Seja ativo; não desinteressado, com apatia.
  • Seja valioso à sua família
  • Encare os problemas; não abandone a família.
  • Não seja satisfeito com a destruição da família.
  • Renunciar-se voluntariamente; não seja egoístico
  • Não fique com sentimento morno
  • Não seja vergonhoso, mas algo de orgulho à família.


2. A prática - Jo 13:17

Para o homem do lar ser um exemplo que faz uma diferença para o bem dos filhos e outros no lar, ações precisas têm que ser feitas. I Cor 8:1, “A ciência incha, mas o amor edifica.” Sabendo o que deve ser não é suficiente sozinho, tem que ser posto em ação. (Tiago 1:22-27, v. 25, “Aquele, porém, que ... não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.”, Mat. 7:24; João 13:17) Reconhecimento do fato que o seu comportamento, atitude, e prática pesam muito no comportamento, atitude e prática dos que estão sob a sua autoridade já é um ponto de partida. Procurando a sabedoria de Deus em ser conformado à imagem de seu Filho é a prática diária necessária para o homem do lar que quer cumprir a sua posição para o bem. Tiago 1:5

O homem do lar, pela posição que Deus lhe tem dado, automaticamente, e muitas vezes inconscientemente, influi com intensidade nas maneiras de pensar e agir que todos do lar vão adotar nas suas próprias vidas particulares.

  • O que os pais ensinem aos filhos pode ser como adornos à vida dos filhos: Prov. 1:8,9.
  • Somos influenciados pelos outros: Prov. 13:20; 22:24,25; Rom 14:7;I Cor 15:33; I Tess 1:6,7; Heb 10:24; II Ped 2:7,8.
  • O exemplo do homem do lar cria raízes em todos os participantes do lar a praticarem nas suas vidas involuntariamente o mesmo comportamento, e os mesmos costumes, hábitos, morais ou crenças, seja para o bem ou para o mal, que eles têm visto pelo exemplo do homem do lar
  • Não é o que ele diz que produz tal impressão, mas o que ele inspira diariamente, pela sua prática, no decorrer dos anos.

O exemplo do homem do lar tem um efeito longo nos que presenciam o seu exemplo íntimo e continua no lar. Os filhos vão repetir, muitas vezes exagerando, os pecados que o pai reservou só para si. Veja o exemplo do Davi que reservou para ele o prazer da carne com Bate-Seba (II Sam 11:4) que logo seguiu cometer homicídio (II Sam 11:15-17) e levou ela para si. Nos filhos de Davi repetiu estes mesmos males entre eles mesmos. Amnon, filho de Davi, fez incesto com sua irmã Tamar (II Sam 13:11-14). Absolão, filho de Davi, resolveu vingar o mal que Amnon fez à Tamar, e matou Amnon (II Sam 13:23-29,32). Absolão, em tempo, então furtou os corações dos homens de Israel (II Sam 15:6) e assim tirou o reino de Davi. Mais tarde, Salomão, filho de Davi, tinha grande número de esposas, que foi instrumental para afastar o seu coração de Deus (I Reis 11:1-8). Assim prosseguia mais e mais violentamente nos filhos o mal que Davi reservava por si. Este foi para a grande tristeza da sua vida em particular e as da sua família, cumprindo assim a palavra do Senhor, “não se apartará a espada jamais da tua casa” (II Sam 12:10).

Lista parcial do que o exemplo dum pai pode influir sobre os no lar
  • hábitos pessoais de higiene no lar e em publico
  • modos de conduta no lar, igreja e na sociedade
  • atitudes sobre as leis do lar, igreja e da sociedade
  • maneiras de adorar Deus particular e publicamente
  • a importância dada à Bíblia· a reverência dada a Deus
  • procedimentos de trabalhar· responsabilidade no emprego
  • preferências de alimentação
  • opiniões políticas
  • opiniões religiosas
  • conceitos de vestimenta
  • uso de palavras e expressões
  • modos de conversar
  • atitudes sobre substâncias nocivas
  • cuidado dos enfermos, deficientes e pobres
  • o trato de mulheres
  • boas maneiras
  • morais: honestidade, justiça e fidelidade à sua palavra
  • uso do dinheiro· firmeza e liderança
  • padrões de pensamento e raciocínio
  • auto-estima
  • seriedade dada aos estudos
  • profissão
A Bíblia mostra o homem em posições de liderança nas quais são exemplos para os outros:
  • na igreja (profeta, pastor, diácono) I Tim 2:12; Atos 20:28,29; I Ped 5:1-3; Ef 4:1,12; I Tim 3-13
  • na sociedade (rei, governador) Rom 13:1-3
  • no lar (pai, marido, cabeça) I Cor 11:3; Efes. 5:23; 6:4
3. As bênçãos

Uma geração que ponha a sua esperança em Deus - Sal 78:5-8.

Filhos que admirem os pais - Mal 4:5,6.

E. Homem e a Responsabilidade

1. O Princípio

Bíblico Responsabilidade Pessoal: Eze 18:20; Jo 12:48; Gal 6:5,7
Posição de responsabilidade requer atenção e ação: Eze 33:1-6
Capacidades dadas aponta a responsabilidade de usar para o bem: Mt 25:14-30
Bênçãos vem em proporção de obediência: I Cor 3:8
I Tim 6:20, “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado”

2. A Prática

A base primordial de ser pai é vista na idéia de responsabilidade. Sendo consciente do seu senso de responsabilidade do bem estar material e espiritual de outros é a marca distinguidora de um verdadeiro pai. (Weldon Hardenbrook, Recovering Biblical Manhood and Womanhood, p 378).

Por causa do pai ser ausente constantemente da sua posição no lar, seja por profissão ou vontade, tem tornado aceitável pela sociedade que o homem não precisa ser mais participante ativo nas suas famílias. Mesmo que este tem sido aceitável pela maioria, de jeito nenhum deve ser visto como digno de aceitação pelo homem do lar que queira cumprir tudo que Deus deu a ele fazer.

O pensamento que o homem não precisa ser um participante ativo na sua família fere o propósito do homem ser criado primeiro; está em oposição ao princípio do homem ser a cabeça do lar; é contraproducente para o homem ser um líder no lar; é irresponsabilidade na parte do homem se ele é a causa disto, ou se ele se acomoda e deixa isso desenvolver ou permanecer onde que ele tem autoridade. · Para um pai ser o que deve diante da sua esposa e com seus filhos leva coragem. Se ele não mostrar este ingrediente importante, mesmo em pouca quantidade, ele será considerado um vencido, derrotado, aquele que não tem ânimo para enfrentar as dificuldades ou sofrimentos da vida.

Os filhos tomarão o seu exemplo e multiplicarão esta prática para as gerações futuras. Assim logo tem uma sociedade de homens sem garra (pelo menos fora do campo de futebol), faltando convicção própria, e sem princípios pessoais. Isso será visto claramente na administração do país, dos estados, das cidades, e das igrejas. Mas o inverso acontecerá se o pai, em temor a Deus e amor pela família, toma a seriedade de dar importância à sua posição que Deus tem dado a ele e, pela graça de Deus, busca obedecer os princípios da Palavra de Deus, mesmo que isto lhe custe conveniência particular, conforto físico, sentimento de segurança interno ou um estilo menos ambicioso de vida. · O homem do lar faz a sua esposa ser sensível, compassiva e atenciosa pela atenção e amor que ele determina a ela. O homem responsável no amor e estimação à sua esposa e aos seus filhos traz para si amor e estimação vindo da sua esposa e dos seus filhos (Efes. 5:28, “Quem ama a sua mulher, ama-si a si mesmo.”)

Tal homem, tal lar

F. O Homem do Lar e o Seu Tempo

1. O Modelo Mat. 28:20; Heb 13:5

Deus com Seu povo e Cristo com a Sua igreja.

2. O Mandamento Geral

Ecl 9:10; 12:13; Efes 5:15-17; Col 4:5

Todos os crentes devem remir o tempo desfrutando dele da melhor maneira para a glória de Deus enquanto estiveram na terra.

3. O Mandamento Particular

Como homem do lar, há uma responsabilidade particular para ele usar o seu tempo com sabedoria junto à família: Gên 2:23,24; Ecl. 9:9; Mat. 19:3-6; Efes 5:28, 29.

4. A Prática.

Em um único ano, há 8.760 horas, 522.00 minutos e 31.320.000 segundos. Quantas delas estão sendo empregadas na vida do lar?

A responsabilidade do homem diante de Deus é de usar o tempo para melhor proveito para a sua glória (Ecl 12:13; Col 4:5).É sempre um desafio ao homem empregar o seu tempo numa maneira adequada, pois os dias são maus (Efe. 5:16).Como seria para nós se Cristo estivesse nos protegendo o tanto quanto que protegemos os da nossa família?

A “porção” do homem é de gozar a vida com a mulher que ama (Ecl. 9:9). Se ele usa o seu tempo desproporcional, até com coisas dignas, ele perde a sua “porção”, quer dizer, a benção principal de ser casado. Para “andar com sabedoria” (Col 4:5) é necessário empregar o tempo, cada minuto, para a glória de Deus. Pois o homem tem que responder pelo que se faz com o que Deus o dá (Ecl. 12:14; Mat. 25:14-30).

Uma vez usado o tempo por um propósito,
ele nunca voltará para ser usado por outro propósito.

Ser algo importante na sociedade e ser bem sucedido na vida com bens materiais não pode preceder a importância de obedecer a Deus ou ser responsável com a família. A vida conjugal e o fruto que vem desta união é recompensa suficiente para o homem que quer glorificar Deus com a sua vida (Ecl 9:9).

É crueldade para com a família e desobediência diante de Deus para o homem do lar se separar fisicamente desproporcional do lar por causa da sua paixão de ter louvor na sua profissão, prazer pessoal ou pela corrida de ser rico e famoso. Quando um homem do lar dá mais tempo à outra coisa do que aos do lar, os membros do lar sentem menos prezados, pouco importantes e deixados ao lado. Isto é crueldade que vem justamente da pessoa que publicamente, diante de Deus e o homem, prometeu que estes ele protegerá, cuidará e amará.

Não há segredos ou mágica ‘cortar caminho’ ou criar um substituto que preencha o que um homem responsável, amável e atencioso pode ser e deve ser para o lar senão, gastar tempo em quantidade e qualidade no lar. Uma quantia de dinheiro, um tio, um amigo, um vizinho, ou sogro e sogra não são tão importantes ao lar quanto a presença física e atenção amorosa do homem do lar.

Não pode ser cabeça, líder, exemplo e responsável e ser também ausente a maior parte dos dias.
Ou é um, ou é outro

O homem do lar deve ter a glória de Deus como o alvo principal da sua existência. Isso é conseguido só através de obediência à sua palavra em todas as áreas da sua responsabilidade. Se um homem do lar tem um sucesso na sua vida profissional, mas tem um fracasso no seu lar, tem errado o alvo. Como pode um homem glorificar a Deus sem ser responsável naquilo que Deus estabeleceu antes de qualquer outra instituição - quer dizer, o lar?

Quanto tempo obediente no lar, tantas bênçãos no lar

Em Gênesis 2:24 o princípio de preeminência que o homem deve dar para o lar e a harmonia e a união que o lar há de ter é mostrado nas palavras “deixará o homem o seu pai e a sua mãe”, “e apegar-se-á à sua mulher”, “e serão ambos uma carne.”
  • Se o homem do lar depende dos pais, ou até outros membros da sua família, para cuidar, financiar, aconselhar, transportar, ministrar, proteger, etc., os de quem ele é primeiramente responsável, como pode ser dito que ele deixou o seu pai e a sua mãe? Se ele está dependendo dos outros para fazer o que ele mesmo deve, ele ainda não “deixou” os laços da sua vida anterior para criar uma nova união.
  • Se um homem está fora do lar a maior parte do tempo, mesmo fazendo o que é digno, como pode ele “apegar-se à sua mulher” ou a sua família, que dizer, ter união e harmonia como uma unidade? Se os membros do lar não estão juntos para planejar os projetos do lar e das vidas de cada um, o lar não terá união ou harmonia nenhuma.
  • Como é que um homem pode ser uma carne, quer dizer, promover harmonia e união íntima na família, se ele não está presente para resolver os contra tempos e problemas que surgem no dia-a-dia com os membros do lar?
O Homem sem Tempo para o Lar é o Homem sem Tempo para Obedecer a Deus

Hábitos entre os membros do lar estão automaticamente criados quando repete um acontecimento pelo menos três vezes. Se o homem do lar estiver fora quando decisões devem ser feitas sobre o dia a dia da família, logo a outra autoridade que é presente na sua ausência resolve os problemas na melhor forma possível. Assim um hábito é formado. Então, quando o homem do lar estiver presente, e ele determinar de ser a cabeça ou líder da família, ele vai entrar em choque com os costumes que a sua própria ausência criou. Dificilmente, de uma hora para outra, ele transformará os costumes feitos e praticados por dias. Ele sendo presente com tempo proporcional procurando ser o que Deus quer que ele seja, cria hábitos saudáveis entre todos no lar. Assim os do lar terão hábitos de seguir o seu exemplo, considerar o seu conselho e respeitar a sua liderança constantemente.

Todos os homens têm dificuldades para enfrentar, interesses pessoais para organizar e desafios na vida para vencer mas em nenhum tempo é aceitável deixar de obedecer os princípios do lar que Deus estipulou (Ecl. 12:14). Se o homem responsável quer sabedoria para equilibrar emprego, lazer, lar, desafios, etc., pode pedi-la de Deus, “que a todos dá liberalmente”. É necessário que este homem peça-a com fé, “em nada duvidando”, significando que ele deve ter prontidão para colocar em prática a sabedoria que Deus dá. (Tiago 1:5,6).

Não pode desprezar o tempo em serviço a Deus no lar. O que o homem do lar presta às suas responsabilidades, ele está prestando a Deus no mesmo tempo. Mat. 25:40, “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”

Se Deus instituiu o lar, e se Deus estipulou as posições para todos no lar, e se Deus revelou a sua vontade para todos no lar obedecerem, pode então saber que “há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ecl 3:1). Levará coragem pessoal, amor que é medido pelo sacrifício, e a sabedoria divina. Qualquer homem pode obter tudo o que Deus programou para seu lar (Mar 8:34-37; Fil. 4:13).

“Há tempo para todo o propósito debaixo do céu”



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

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