quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Hamartiologia - O PECADO NA VIDA DO CRENTE - Parte 2

O QUE ACONTECE QUANDO O CRENTE PECA?

Temos estudado até este ponto as belezas de ser conhecido por Deus através do Seu Filho Jesus Cristo. As bênçãos de tal relacionamento gracioso são maiores do que a condenação que qualquer ação pecaminosa pode trazer na vida. Mas estas verdades só confortam os Cristãos verdadeiros. De maneira nenhuma devem desculpar o domínio do pecado na vida de qualquer. Para a pessoa que quer andar com o nome de Deus na boca, mas quer amar o pecado no coração, estas verdades estudadas não têm nenhuma colocação. Se tal pessoa pode amar o pecado, sem ter a mão pesada de Deus castigando-a, a verdade plena é que tal pessoa não conhece Deus verdadeiramente. Essa pessoa não deve se iludir. Se uma pessoa não tem uma nova natureza (II Cor 5:17), que é testemunhada através do Espírito Santo morando e transformando a sua vida à imagem de Cristo (Rom. 8:11-14, 29), então essa pessoa não é nada de Deus. É a necessidade de ser nascido de novo, do Espírito (João 3:5-8).

O Cristão está seguro eternamente em Cristo, mas essa segurança não deve ocultar a verdade de que o pecado tem efeito na sua vida terrena. O estudo que segue considerará essas verdades.

A Comunhão com Deus está Quebrada

A natureza de Deus é santidade, (I Sam 2:2; I Pedro 1:13-16; I João 1:5, "não há trevas nenhumas") e dos Seus filhos também (I Pedro 1:14-16). O propósito da salvação é tornar o que era filho da desobediência em filho de Deus (Efés. 2:2; I João 3:1,2); o que era perdido, achado e salvo,(Luc 19:10) e o que era longe, perto (Efés. 2:13). Por Cristo, a natureza do pecador que se inclinava para a morte, pela carne, é feita nova para a vida em paz pelo Espírito por causa de Jesus Cristo (Rom. 8:3-10; II Cor 5:17). Pelo pecado, o homem natural é separado de Deus (Isa 55:1,2), mas por Cristo a parede de separação que estava no meio é derrubada e uma união de paz é feita onde a ira antes reinava (Efés. 2:13-16). Nessa vida nova, a comunhão é incentivada pelo Espírito Santo (Rom. 8:15) pois, na conversão, temos a mente de Cristo (I Cor 2:16) e vida nova com Deus.

Quando o Cristão peca, a correção é imediatamente aplicada (Próv. 3:12; Heb 12:5-9) e parte dessa correção é uma quebra de comunhão com Deus (Sal 39:10,11; 51:1,10-12). A quebra de comunhão como correção não deve ser uma surpresa, mas entendida como sendo uma conseqüência normal (Amós 3:1-3). Por isso, quando os filhos de Israel praticaram o pecado, não cessaram de ser filhos, mas a vara de correção foi aplicada muitas vezes em uma comunhão quebrada, e eles clamaram ao Senhor para ter de novo essa comunhão. Essa comunhão quebrada pode existir por anos, e como podemos entender pela história de Israel, trouxe efetivamente os filhos de volta a clamar pela relação íntima que Deus desejava (Êx. 3:7,8; Juízes 3:9-11, etc.). Deus é o mesmo hoje (Mal 3:6).

A quebra de comunhão é eficaz, pois o Cristão, pela vida nova, não se associa bem com o mundo, pois o mundo aflige a sua consciência (II Pedro 2:7). Quando, pelo pecado, a comunhão com Deus é quebrada por entristecer o Espírito Santo, o Cristão está mesmo em apuros. Ele não pode recorrer ao mundo e nem tem liberdade com o Senhor Deus. Pode ser parte da razão por que Pedro chorou amargamente (Mat. 26:75). Aquele que conhece a comunhão íntima com Deus sabe como a quebra de tal é uma vara de correção eficaz.

A única solução é a confissão e o abandono do pecado (II Crôn. 7:14,15; Sal 51:1-4; Prov. 28:13; I João 1:9).

O Poder para Ser Servo Fiel é Destruído

Para se ser um servo fiel para a glória de Deus são necessários as Suas bênçãos. Ser um servo fiel não é fruto da carne. Na carne não habita bem algum (Rom. 7:18). Só as bênçãos de Deus em uma vida produzem fruto que convém ser visto publicamente (Gal 5:22). Mas quando há presença de pecado na vida, como podem as bênçãos de Deus ser esperadas? Não podemos servir a dois senhores (Mat. 6:24). Se servimos ao pecado estamos contra o Senhor (Mat. 12:30; Rom. 6:12,16). Se atendermos à iniqüidade em nossos corações, O Senhor não nos ouvirá (Sal 66:18). Devemos esperar o poder do Senhor em nossas vidas quando o Senhor não é agradado por nós? Devemos esperar força para obedecer quando estamos vivendo contra o Senhor? Se Deus não nos ouve, devemos estar seguros em nossas vidas espirituais? Sem tais bênçãos, sem a força de Deus e de Seu ouvido nos dando atenção, podemos realmente esperar poder ser um servo fiel?

O servo fiel tem algo para ministrar aos outros. Ele continuamente conhece a beneficência, o juízo e a justiça na terra. Ele conhece que o Senhor é O Senhor (Jer 9:23,24). Ele tem constantemente a alegria e o gozo no seu coração que a Palavra de Deus produz (Jer 15:16). Ele bebeu naquele dia da fonte da água, que salta para a vida eterna e por isso tem o poder de Deus na sua vida (João 4:14; Atos 1:8). Este crente tem um relacionamento vivo que emana do seu andar com Deus. Mas, se o servo está praticando pecado, se tem mãos sujas, se não tem comunhão viva com o Senhor, como é que ele vai ter algo para proclamar ou pregar? Como é que o crente vai ser um servo fiel quando o céu parece fechado (Sal 34:16), o espírito parece morto (Sal 32:3,4) e as suas experiências estão confusas? Esse servo de Deus tem problemas sérios com ele mesmo, com o seu Deus e, conseqüentemente, com o mundo.

A solução é confessar o pecado (Sal 32:5) e ter uma vida íntegra com o Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por se dividir a adoração de Deus com o louvor do mundo, o poder de Deus na vida é destruído, então, uma vida reta para com Deus é o que deve ser procurada para remediar a situação (Sal 15:1-5). A possibilidade de o crente ter a glória de Deus na vida e ter o poder para ser um servo fiel somente é conhecida com atenção exclusiva à Palavra de Deus (Josué 1:7,8). Tendo um coração restrito a Deus e limpo de pecado, ânimo e poder de ensinar aos outros é lhe dado. (Sal 51:10-13). Apenas quando o crente busca primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, é que tem o de que necessita tanto na sua vida terrena quanto na sua vida espiritual (Próv. 2:1-9; Mat. 6:33).


O Seu Testemunho Cristão é Danificado
I Tim 1:19; Tiago 3:13-18

A ciência nos diz que a luz (com uma velocidade de 299,792 km/seg.) da estrela mais perto da terra, "Próxima Centauri", a uns 32 milhões de quilômetros, leva 3.3 anos para chegar à terra. A distância média das estrelas é uns 65 anos-luz (Enciclopédia Multimedia da Grolier, Ver. 8.01, 1996 - assunto ‘estrelas, distancia’ e ‘ano-luz’). A nossa vida espiritual é semelhante à luz de uma estrela. O brilho da nossa vida é visto e eficaz somente depois de muito tempo. Se algo entrasse entre a estrela e nós o brilho dela não mais seria visto por nós. Também, quando o pecado entra na vida do crente, esse brilho é interrompido ou, como acontece muitas vezes, é destruído completamente.

Conforme Mateus 5:14, nós somos "a luz do mundo". Isso quer dizer que nós refletimos Cristo, que é a Luz (João 8:12), ao mundo através das nossas vidas. Verdadeiramente o que os outros sabem de Cristo é conhecido pelas testemunhas que somos (Tito 2:5; Tiago 3:13-18; I Pedro 3:1,2). Por isso somos chamados "a luz do mundo", a candeia no velador e a cidade edificada sobre um monte (Mat. 5:14-16). Quando o pecado faz parte das nossas vidas cotidianas, o brilho de Cristo é diminuído, ou seja, o nosso testemunho de Cristo é danificado. O pecado é igual a algo que está entre nós e uma estrela. O brilho de Cristo não é visto mais.

Nosso corpo individualmente é o templo do Espírito Santo (I Cor 3:16,17; 6:19). O corpo somente pode manifestar, o que está por dentro dele. Se tiver pecado praticado por dentro, uma vida suja vai ser manifesta e não mais a glória de Deus. Um outro problema já é desencadeado com uma vida suja no mundo. Representamos mal o nosso Salvador ao mundo. Começamos por provocar confusão a todos ao redor de nós. Dizemos que somos Cristãos, mas vivemos em pecado. Dizemos que Cristo é poderoso para nos salvar dos pecados, mas vivemos caídos no pecado. Assim como um instrumento musical dando um som estranho, nós provocamos confusão (I Cor 14:7,8). O mundo ouve o que dizemos, mas examina as nossas vidas diárias. O mundo pensa, por causa dos nossas vidas, que Cristo é falho.

Nós, como membros de uma igreja verdadeira, coletivamente, somos feitos o corpo de Cristo (Efés. 1:23). Se os membros da igreja estão com pecado não confessado e abandonado, como é que Cristo vai ser visto pelo mundo como santo na assembléia? O mundo não precisa de uma testemunha com testemunho danificado. O mundo precisa ver a palavra de Deus representada através de uma vida santa para saber o que realmente significa a nossa pregação verbal. Por causa do dano que uma vida pecaminosa faz de Cristo, a correção de Deus pode ser exercitada com dureza (I Tim 1:19,20; I Cor 11:30), mesmo que a alma seja salva (I Cor 3:15,16).

A solução de pecado na vida é arrependimento a Deus. Isso inclui tristeza e abandono completo do pecado. Uma vez que o pecado é abandonado, o poder de Deus deve ser procurado para poder vencer o mal e para poder viver em submissão à vontade de Deus (Sal 139:23,24). Isso é o que o Apóstolo Pedro fez tornando-se um servo fiel (Mat. 26:75; João 21:17,19).

Se o pecado for contra um irmão, um arrependimento para com aquele irmão convém para consertar o testemunho diante do mundo e ser perdoado por Deus (Jó 42:8; Mat. 5:23,24)

Se o pecado for público, convém um arrependimento público. Somente assim terá um testemunho público restaurado (Zaqueu, Luc 19:8)

Para viver um testemunho depois de o danificar, cuide bem com a sua submissão à Palavra de Deus.

"Com que purificará o jovem o seu caminho?
Observando-o conforme a tua palavra."
Sal 119:9.

A Sua Posição no Céu é Determinada
Heb 11:32-35

Se alguém for para o céu, será somente pela graça de Deus (Rom 5:15; 9:15,16; 11:6; Efés 2:8,9). Essa graça é motivada pelo amor de Deus por Seus eleitos (Jer 31:3; Efés 2:4-7). Quando falamos do céu, devemos enfatizar que o importante é conhecer Jesus Cristo no coração (João 14:6; Atos 4:12; I Cor 3:11; I Tim 2:5,6). Nenhum Cristão pode receber mais Cristo ou mais Espírito Santo do que qualquer outro Cristão. Os Cristãos podem ter responsabilidades diferenciadas e serem usados de forma variada durante o seu tempo na terra, mas todos os crentes em Jesus Cristo receberão o céu de igual forma.

Todavia, a Bíblia revela que existem posições no céu (Mat. 19:30; I Cor 3:12; 15:41,42; Heb 11:35, "uma melhor ressurreição) tanto quanto há no inferno (Mat. 10:15; Apoc 20:13).

No céu, essas posições são entendidas pela diferenciação dos galardões. Os galardões podem ser ganhos ou perdidos. Os galardões são coroas. Existem coroas da justiça (II Tim 4:8), da vida (Tiago 1:12), da glória (I Pedro 5:4; I Cor 9:25) e são para serem lançadas aos pés de quem está no trono (Apoc 4:9-11). Também entendemos que os Cristãos terão as suas obras julgadas pelo julgamento diante de Cristo (Rom 14:10; II Cor 5:10). Este julgamento não é o julgamento geral dos incrédulos, mas é o julgamento em que as obras feitas pelo Cristão em vida serão julgadas.

A posição no céu é determinada pelo serviço a Cristo durante a sua vida terrestre (Heb 11:26, 35). As obras determinam as coroas que temos e nossa posição no céu (I Cor 3:11-15). As obras feitas na força da carne findam-se em palha, feno e madeira, e serão queimadas ou perdidas. Perdendo os galardões, a posição no céu é determinada. As obras feitas na força de Deus para a Sua glória em amor nos dão ouro, prata e pedras preciosas e os galardões permanecem. Devemos ter cuidado para que ninguém tome a nossa coroa (II João 8; Apoc 3:11), tal perda será causa de choro (Apoc 21:4).

A perda das coroas, pela infidelidade do Cristão na vida terrena, confunde muitos. Pela perda das coroas, muitos entendem a perda da salvação. Mas a salvação é pela obra de Cristo e por isso é segura eternamente. As coroas são ganhas pela operação da graça de Deus em nossa vida Cristã na terra e determinam a nossa posição no céu. Podemos perder as coroas (I Cor 3:15; Apoc 3:11), mas nunca podemos perder Cristo ou o céu (João 10:27-29). O Cristão nunca será separado de Deus (Rom 8:35-39).

A solução para não perder os galardoes é não andar pela carne na vida Cristã (Gal 2:20). Uma vida piedosa "para tudo é proveitosa" (I Tim 4:8), e é a maneira pela qual fazemos as boas obras (Efés 2:10; Tito 3:8). Vivendo no Espírito (Gal 5:16), aplicando-nos mais e mais para viver conforme a Palavra de Deus, é viver segundo o poder de Deus em Cristo, Quem nos apresentará diante de Deus irrepreensíveis (Judas 24).

A Sua Vida Terá o Castigo de Deus
Heb 12:5-11

Castigo, para muitos, é uma palavra feia. No contexto bíblico, em referência a uma ação de Deus para com os seus, ou dos pais para com os seus filhos, é uma ação de amor. É amor tanto para com a pessoa corrigida quanto pelos princípios de justiça e santidade mantidos em alto respeito. O castigo aplicado por Deus, para com os Seus, jamais é uma ação de rancor, malícia, ódio ou outra manifestação que emana de uma falta de amor.

A condenação dos pecados precisa ser feita (Ezequiel 18:20, "A alma que pecar, essa morrerá"). Os que não têm os seus nomes escritos no livro da vida, os que nunca foram regenerados para serem filhos de Deus por Jesus Cristo, terão os seus pecados castigados no tempo do porvir no lago de fogo (II Tess 1:8-9; Apoc 20:11-15). Os que já foram regenerados por Deus têm seus pecados já castigados em Cristo (Isa 53:4-6; Rom 5:6-8; II Cor 5:21). A condenação eterna dos seus pecados foi levada em Cristo (Rom 8:1). Mas, mesmo assim, estes têm a sua desobediência corrigida em vida (Heb 12:5,6).

Este castigo (repreensão) dos filhos de Deus é para correção, e é marca de que é filho de Deus (Heb 12:7,8). Estes açoites vêm do Senhor (I Cor 11:32) e vêm para o bem (Rom 8:28, "para o bem"; Heb 12:10, "para nosso proveito, para sermos participantes da sua Santidade."). Deus pode usar os outros para estender a Sua correção (Mat. 18:15-17 - a igreja; Núm. 21:6 - situações; Juízes 3:3, 4 - pessoas que não conhecem a verdade) mas sempre vêm com a Sua direção. O castigo do Senhor é com o intuito de revelar o Seu amor (Prov. 3:12; Apoc 3:19, "Eu repreendo e castigo a todos quantos amo"), e de limpar os Seus para Ele (Efés 5:26,27; Heb 12:9,11).

TANTO MAIS SUJEIRA FAZ, MAIS "CORREÇÃO" LEVA

A solução é andar reto conforme a Palavra de Deus. Quando pecares, confessa-o (I João 1:9) e volta a observar os princípios deixados de obedecer (Sal 119:9; Apoc 3:19, "sê pois zeloso, e arrepende-te).

A Sua Vida na Terra Pode Ser Encurtada
João 15:1-3

Brincar com Deus nunca foi saudável. Deus deve ser obedecido com temor e reverência (Ecl 12:13). O homem que peca, seja filho de Deus ou não, conhecerá a mão pesada de Deus. O filho de Deus conhecerá o castigo para trazê-lo à correção (Heb 12:5,6). Quem não é filho de Deus não conhecerá a correção, mas conhecerá a punição eterna que leva à glória de Deus por Jesus Cristo (Fil. 2:10,11; Luc 16:27,28). Podemos procurar esconder as nossas ações de pecado pelas desculpas, boas intenções ou pela ignorância, mas Aquele que conhece os corações agirá com justiça e Ele não depende de nossas explicações. A correção de Deus para quem está em Cristo e insiste no pecado, pode resultar em morte ‘precoce’ (João 15:2, "Toda a vara em Mim, que não dá fruto, a tira"). A punição para quem não está em Cristo não é outra; "será lançado fora, como a vara, e secará; e a colhe e lança-a no fogo, e arde." (João 15:6). Em vez de brincar com pecado, devemos arrepender-nos dele e correr à misericórdia de Deus, que foi revelada em Cristo.

Há casos bíblicos de morte de crentes que insistem no pecado. Em Eféso, onde Timóteo estava pastoreando (I Tim 1:3), Hemeneu e Alexandre foram dois que não conservaram a fé e a boa consciência e fizeram naufrágio na fé. Eles foram entregues a Satanás "para que aprendam a não blasfemar" (I Tim 1:19,20; II Tim 2:16-19; II Tim 4:14). A instrução do Apóstolo Paulo para os crentes em Corinto, que insistiram no pecado, era para serem entregues a Satanás, não para a destruição da alma, mas, sim, do corpo (I Cor 3:12-16; 5:1-5). Há o caso dos crentes que não procuraram o perdão para serem sérios na prática da sua confissão e foram afligidos com doenças e até alguns morreram (Atos 5:1-10; I Cor 11:28-31).

Deus quer que Seu povo seja santo. Aquele que está oprimido pelo seu pecado e cansado dele, está instruído a tomar o jugo de Cristo e a aprender dEle (Mat. 11:28-30).

"Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem?

Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano.

Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a." Salmos 34:12-14

COMO TER A VITÓRIA DO PECADO

Por vivermos em um mundo onde o astuto Satanás é o príncipe das potestades do ar (Efés. 2:2); por não temos que lutar contra a carne e o sangue (Efés. 6:12); por termos um coração enganoso mais do que podemos conhecer (Jer 17:9) e pelos efeitos destrutivos que o pecado faz na vida do crente, (nos estudos acima) devemos ser perspicazes sempre.

Devemos ser atentos. Em toda hora temos que estar cuidadosos, pois o diabo não cessa de perturbar os retos caminhos do Senhor (Atos 13:10). Ele é como um leão faminto, buscando a quem possa tragar (I Pedro 5:8) destruindo com mentiras e homicidas desde o começo (João 8:44). Quando deixamos de ser prudentes como devemos (Mat. 10:16), ou quando cessamos de olhar e vigiar em oração (Mat. 26:41; Mar 13:33; I Tess 5:8; I Pedro 5:8), deixamos de sair pelo escape que Deus dá justamente para podermos suportar as tentações e ardis de Satanás (I Cor 10:13). O Pedro deixou de ser atento em uma só ocasião e caiu na tentação de confiar na carne (João 13:37; 18:17,25-27). Esta única vez por não vigiar bem trouxe para ele um choro amargo naquela hora (Mat. 26:75) e um testemunho mau que dura até hoje. Por causa da natureza sutil, enganosa e destrutiva do pecado, não temos opção nenhuma para ter a vitória senão de sermos atentos em todo o tempo.

Devemos ser experientes também. Não devemos dar-nos o luxo de pensar que o que aconteceu uma vez não pode acontecer outra vez. Cada um de nós tem "o pecado que tão de perto nos rodeia" (Heb 12:1), ou seja, uma tentação que Satanás usa repetidas vezes em nossa vida para nos fazer presa dele. Talvez, pela graça de Deus, tenhamos a vitória em vários casos de tentação neste pecado, mas, para continuarmos a ter a vitória, devemos lembrar que Satanás não dorme, e somos aconselhados a não dormir também (Luc 21:34-36). O ato de Abraão mentir sobre a mulher várias vezes (Gên. 12:10-20 - 20:1-5,12,13) é prova que devemos ser experientes. Pedro negou não uma vez somente, mas três vezes (João 13:37; 18:17, 25-27). Cabe a nós reconhecer os sintomas e não sermos ingênuos. O que aconteceu a um outro, pode acontecer conosco também. As tentações são humanas (I Cor 10:13). O que aflige nossos irmãos cristãos, pode nos afligir também (I Pedro 5:9). O que aflige os do mundo pode nos afligir também, pois temos corações enganosos e as mesmas paixões (Atos 14:14,15). Cristo instruiu os discípulos a lembrar-se "da mulher de Ló" (Luc 17:28-32) para que eles fossem prudentes. Paulo lembrou Timóteo de Himeneu e Alexandre (I Tim 1:19,20) para que retivesse a fé e a boa consciência, querendo que ele fosse experiente. Nós temos a Bíblia em nossas mãos e ela foi escrita para nosso ensino (Rom. 15:4). Não há razão de sermos inexperientes. Podemos e devemos aprender com os problemas e com as situações anteriores que provocaram o pecado, tanto em nossas vidas quanto na vida dos outros. O escape da última vez pode ser o mesmo que precisamos em contínuo. Resistir devemos, mas não na carne. Temos que resistir firmes na fé, (I Pedro 5:6-9) sujeitando-nos melhor a Deus (Tiago 4:7,8).

Se queremos mesmo ter a vitória sobre o pecado devemos ser santos. Devemos guardar os nossos corações (Próv. 4:23-26) porque dele procedem as fontes da vida. Os que observam a Palavra de Deus para praticá-la em suas vidas diárias são os que podem resistir nas tempestades que certamente virão na vida de cada um de nós (Mat. 7:24-27). Uma vida que tem a armadura de Deus é uma vida pronta para ter a vitória sobre as ciladas do diabo, (Efés. 6:11-18). A armadura de Deus é tida somente se está convertido e é ativada pelo uso (Efés. 6:18, "orando em todo o tempo"). Somente os que manejam bem a Palavra de Deus não precisam de se envergonhar (II Tim 2:15). Apenas os que estão chegados a Deus (Tiago 4:8) vão lembrar de lançar sobre Ele toda a ansiedade na hora de aperto (I Pedro 5:7). Sendo espiritual na hora da tentação podemos desviar-nos do mal, tiramo-nos do meio do mal, sustentar-nos na aflição e moderar as nossas reações para não complicarmos mais a situação.

Há perigo no pecado para qualquer pessoa, mas especialmente para o crente. Para vos afastares do pecado, chegai a Deus. Tendo feito tudo para resistir, sede firmes.

"Alegrai-vos na esperança
Sede pacientes na tribulação
Perseverai na oração"
Romanos 12:12

Bibliografia

PINK, Arthur W., Sins of the Saints. Chapel Library, Pensacola, sd.
BÍBLIA SAGRADA, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, 1/94



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Hamartiologia - O PECADO NA VIDA DO CRENTE - Parte 1

Introdução

Podem pensar muitos que, uma vez que uma pessoa se torna crente, ela nunca mais peca. É uma verdade que aquilo que é nascido no crente não pode pecar e nunca vai pecar (I João 3:9; 5:18). Esse que é nascido é a natureza divina no crente. A natureza divina no crente não pode pecar, mas o crente pode. O pecado que o crente tem é ligado a ele por ele viver no mundo (I João 2:16) e ter o pecado ainda nos seus membros (Rom 7:23). Enquanto o crente está na carne, terá o problema do pecado (Mat. 26:41; "... o espírito está pronto, mas a carne é fraca."). Se não tivesse a possibilidade do crente ser influenciado pelo pecado, Davi não teria orado: "Expurga-me tu dos que me são ocultos." (Sal 19:12; 119:133) e nem teria dito: "O meu pecado está sempre diante de mim" (Sal 51:3). Jesus também não teria orado ao Pai que "os livres do mal" (João 17:15). Paulo tinha uma luta constante que o provocou a lamentar: "Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?"(Rom 7:24).

É fato bíblico que o crente peca (Prov. 20:9; Ecl. 7:20) pois ele é fraco pela carne (João 3:6, "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito."). Tanto a realidade da presença do pecado na vida do crente quanto a nova natureza é vista claramente na doutrina da santificação que envolve a correção de Deus (Heb 12:5-13). Se não houvesse pecado na vida do crente, nunca haveria a correção. Se alguém que se acha crente não conhece a mão pesada de Deus que corrige seus filhos, levando-os para serem "participantes da Sua santidade" (Heb 12:10), esse tal não tem razão nenhuma de se achar salvo.

Mesmo que haja a capacidade de pecar, o crente é responsável por não pecar (I Ped 1:15, "sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver"; I João 2:1; "estas coisas vos escrevo para que não pequeis"). A possibilidade de pecar nunca é razão de desculpar a ação do pecado, mas uma forte razão de vigiar (Mat. 26:41) para que não entreis em tentação.

É verdade que quem está salvo, e quem tem essa nova natureza feita por Deus em Cristo, tem uma luta com o pecado (Gal 5:17; "e estes opõem-se um ao outro"; Rom 7:23; "que batalha contra a lei do meu entendimento"). Antes de ser Cristão, o salvo não tinha forças nenhumas para dominar o pecado (Rom 8:8). Em Cristo, o Cristão, por Cristo, tem o que é necessário para dominar o pecado (Mat. 26:41; Fil. 4:13; I João 4:4).

Por causa da confusão que existe sobre este assunto e as dúvidas que Satanás pode trazer à mente do pecador e ao crente, seria proveitoso estudar o que acontece e o que não acontece quando o crente peca.

PARTE - I

O QUE NÃO ACONTECE QUANDO O CRENTE PECA?

O Crente Não Cessa de Ser Filho de Deus

Por Deus somos nascidos de novo. Deus usa a terminologia "filhos" para mostrar o relacionamento especial que ele tem com os Seus pelo novo nascimento. A Bíblia, usando o termo "filho" (Rom 8:14-17), revela a realidade do novo nascimento espiritual que mostra a impossibilidade de quebrar os laços permanentes que Deus tem com os seus. Será que existe a possibilidade de alguém fazer destes "des-nascidos"?

Esse relacionamento de "filho", olhado de outro aspecto, é chamado adoção. É um ato judicial, que é realizado na parte de Deus, (Gal 4:4-7), por Jesus Cristo e a obra do Espírito Santo, com aquele que era filho "da desobediência" (Efés 2:2). Esse ato mostra como o crente é feito em uma "nova criatura", (II Cor 5:17), pois este é mudado para uma família nova, com uma natureza nova. Será que uma criação de Deus pode ser desfeita?

O crente é nascido de novo pelo Espírito de Deus, (João 3:3-8) através da semente incorruptível (a Palavra de Deus, I Ped 1:23) que permanece "para sempre". Quando cessa a incorruptibilidade?

Todavia, o pecado na vida do crente tem um efeito, mesmo que não desfaça a condição de ser ele um filho de Deus. O crente que peca tem quebrada a comunhão com Deus. Nunca devemos pensar que Deus coopera ou que tem uma coexistência com o pecado. A Bíblia mostra claramente que "Não há santo como o Senhor é santo" (I Sam 2:2). Pela inspiração do Espírito Santo, a Bíblia estabelece que "Deus é luz e não há nEle trevas nenhumas" (I João 1:5). Amós faz aos filhos desobedientes de Deus, o Israel, uma pergunta que convém ainda hoje: "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3:3). O filho pródigo, mesmo no pecado continuou sendo o filho do pai, mas por causa do seu orgulho, era desobediente e, nessa condição, não andava com o pai (Luc 15:11-32).

A comunhão quebrada, muitas vezes, é a correção de Deus com Seus filhos. Não é a salvação que termina, mas a "alegria" da salvação que é removida (Sal 51:1, 10-12). Existem varias manifestações desta quebra de comunhão: pode ser percebida pela falta de vitória espiritual (Prov. 28:13; II Tess 5:19, "não extingais o Espírito.); "Confusão de rosto" (Dan 9:8) e até mal (Dan 9:12-14). A quebra de comunhão é para o crente verdadeiro uma correção eficaz. Aquele que já saboreou as delícias do fruto do Espírito Santo (Gal 5:22) e o conforto de um caminhar constante com o Santo sabe como é terrível a quebra da comunhão com Deus. Por isso Davi clamou para ter de volta tal alegria, e Pedro quando pecou, "chorou amargamente" (Mat. 26:75).

A solução para o pecado na vida do crente é a confissão. A justificação é feita uma vez e "de tudo" (Atos 13:39) mas a purificação é contínua. A justificação é feita pela graça de Deus, "pela redenção que há em Cristo Jesus" (Rom 3:24) e pela qual temos a "paz com Deus" (Rom 5:1), mas a purificação que faz parte da santificação é feita pelo crente (Lev 26:40-42, "então confessarão a sua iniquidade"; II Cron. 7:14; "se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos"; I João 1:9, "se confessarmos"). Existe uma lavagem constante que é parte da obra de santificação na vida do crente. Essa lavagem é pela Palavra de Deus (Efés 5:26) e nas horas de correção, quando a comunhão com Deus é quebrada, o crente clama por tal lavagem (Sal 51:2).

Se está com a mão de Deus na sua vida e suspeita que haja pecado impedindo as bênçãos preciosas da Sua presença, procure o Deus em oração, que Ele sonda o seu coração, revelando-se qualquer coisa, confesse-a imediatamente, procurando humildemente a Sua misericórdia e aquilo que é necessário para endireitar os seus pés no Seu caminho.

O Crente Não Perde a Vida Eterna

A felicidade eterna do crente é o que a Bíblia enfatiza repetidas vezes: o fato de que o salvo tem vida eterna. Essa salvação eterna é baseada na graça de Deus (Rom 11:6; Efés. 2:4-9; João 3:16; I João 4:19). O pecador, que é o objetivo da graça de Deus, não mereceu tal graça, nem antes de conhecê-la (Rom 5:6-8) nem depois (Rom 7:18).

Não há como enfatizar demais o fato da vida eterna. Essa vida é diferente daquela que Adão conheceu no Jardim do Éden e daquela que o povo de Israel conheceu diante da lei. A vida que Adão conheceu era probatória e a vida que Israel conheceu sobre a lei era condicional. Enquanto Adão não comia da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele gozava paz com Deus e sua permanência no jardim do Éden (Gên. 2:17; 3:6, 22-24). Enquanto Israel não adorava ídolos, enquanto Israel cumpria a lei, gozava das bênçãos de Deus. O salvo é diferente, sendo que ele tem vida eterna baseada na obra de Cristo.

A certeza dessa vida é entendida por palavras sugeridas pela Bíblia. Palavras como "salvar perfeitamente" (Heb 7;24,25), "não pereça" (João 3:16), "nunca" (João 10:28) e "ninguém pode arrebatar" (João 10:28,29) mostram a permanência desta vida em Cristo. É essencial lembrar que "os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Rom 11:29).

Todavia, o pecado na vida do crente tem um efeito, mesmo que não transforme o que é eterno em temporário. O crente que peca perde a segurança da sua salvação. Isso quer dizer que ele perde o sentimento ou confiança da segurança da sua salvação. A segurança da salvação vem com a obediência (I João 2:3).

Jonas conheceu esta perda de confiança com seu pecado, pois nas entranhas do peixe ele disse: "Lançado estou de diante dos teus olhos" (Jonas 2:4), uma condição que revela uma falta de comunhão e a falta de confiança que acompanha tal comunhão (II Pedro 1:4-9).

Jeremias lamentou: "Ainda quando clamo e grito, ele exclui a minha oração" (Lam 3:8). Esse sentimento de abandono é mais usual entre os crentes que têm pecado (Sal 51:3,11; 77:7-9).

A solução para o pecado na vida do crente é Cristo (I João 2:1,2). Aquele que é a salvação do pecador é a solução do crente que peca. 

O Crente Não Perde O Espírito Santo.

Não deve ser uma surpresa para o crente que tudo sobre a sua salvação venha do Senhor (Jonas 2:9). Nenhuma parte da salvação, seja no passado no presente ou no futuro, depende da justiça do homem, principalmente porque o homem não tem nenhuma justiça própria (Isa 64:6; Rom 3:10-18). O Espírito Santo é quem opera as obras de salvação em nós. Ele testifica de Cristo (João 15:26) e nos convence do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8). A fé é fruto do Espírito Santo (Gal 5:22) e também a segurança da própria salvação (Rom. 8:16). Por Deus ser Quem faz toda parte da obra de salvação o cristão pode ser ciente de que ela dura para todo o sempre (Ecl. 3:14; Isa 51:6,8).

O pecador recebe várias promessas e possessões quando Deus o traz à fé em Jesus Cristo. Uma das coisas que ele recebe é o Espírito Santo. O Espírito Santo foi dado para ficar com o cristão para sempre (João 14:16). Será que um pecado por parte do cristão forçará Deus a mudar a Sua vontade? Existe algo que é maior que Deus para forçar que o Espírito Santo não fique mais com o cristão para sempre? Ninguém pode desfazer a obra de Deus por Cristo (Dan 4:35; João 10:28,29)! Nós merecemos perder o Espírito Santo, mas, por causa da promessa e a graça de Deus, não O perdemos (Mal 3:6).

É importante lembrar que o Espírito Santo está na vida do crente por causa da obra de Deus por Cristo e não pela obra do crente. Se for pela obra de Cristo e se Cristo satisfaz Deus em tudo, (Isaías 53:11) o que a Sua obra efetua é eterna, pois Cristo é eterno (João 1:1; 8:58).

A presença do Espírito Santo é tão segura que a Palavra de Deus usa a palavra "selados" para mostrar tal permanência. A palavra "selados" em grego significa "selar" ou "marcar com um selo". Isso seria para proteção, manter em confiança (Apoc 5:1,2), ou para provar (I Cor 9:2) ou confirmar (II Tim 2:19) (#4973, Strong’s, Online Bible). Essa permanência contínua é determinada pela frase "para o dia da redenção" (Efés. 4:30; 1:13,14). O dia da redenção é o dia em que o corpo, a alma e o coração do cristão estarão juntos no céu com Cristo. O cristão é seguro para esse dia. Sabendo que somos selados no Espírito Santo até o dia da redenção somos levados a sermos vigilantes; não por causa de uma possibilidade de poder perder o Espírito Santo, mas para não entristecer o próprio Espírito Santo.

Pela possessão do Espírito Santo, o cristão é tido como sendo salvo (Rom 8:9,14-16). Para entender que a presença do Espírito Santo não se baseia na possibilidade de o crente não pecar, podemos considerar os irmãos na igreja em Corinto. Mesmo com os pecados grossos e a ignorância que existia naquela igreja, os membros foram denominados como tendo o Espírito Santo (I Cor 3:16).

Todavia, o crente pode entristecer o Espírito Santo (Efés. 4:30; I Tess 5:19). Quando o Espírito Santo é entristecido, as vitórias na vida, as conquistas sobre o pecado e o crescimento na graça são prejudicados (Isaías 63:10; Heb 3:10-17). Pergunte ao Himeneu e Alexandre se valeu a pena entristecer o Espírito Santo (I Tim 1:19,20).

A Solução para o pecado na vida do crente é uma limpeza espiritual constante. Note-se que Davi foi sondado por Deus mais de uma vez (Sal 139:1,23,24). É verdade que aquele arrependimento e a fé que trouxeram a salvação é uma atividade contínua para o crente que conhece a sua fragilidade pela carne (Col 2:6). Pelo andar no Espírito, o cristão é santificado para agradar a Deus e conhecer as bênçãos desse andar íntimo (Gal 5:24,25). Quando a carne está incitada na sua vida, seja ela crucificada com as suas paixões e concupiscências. Jamais as defenda.

O Crente Não Se Torna Desqualificado para Ir ao Céu

Nenhum homem nascido de mulher vai ao céu por sua própria justiça. Só podem ir ao céu os que foram feitos idôneos. Por causa de o homem não ter nenhuma justiça própria (Isa 64:6; Rom. 3:10), ele deve ser feito idôneo pela justiça de um outro. Dependendo das qualidades pessoais de quem o faz idôneo, pode o homem participar da herança dos santos na luz. Foi Deus o Pai quem nos fez idôneos para tal participação, nos tirando da potestade das trevas e nos transportando para o reino do Seu Filho (Col 1:12,13). Se foi o mesmo Deus que fez essa obra, como alguém outro pode desfazê-la (João 10:29)?

A obra que o Pai fez, fê-la por Seu Filho Jesus Cristo. Cristo se ofereceu para sempre como um único sacrifício pelos pecados. Pelo sacrifício de si mesmo, Cristo aperfeiçoa para sempre os santificados (Heb 10:12-14). Como é que um aperfeiçoado não conhecerá o lugar onde não há nada que o contamine (Apoc 21:27)? A herança dada por Jesus Cristo é incorruptível, incontaminável, não pode murchar (I Pedro 1:3-5) e de maneira nenhuma o Cristão será feito desqualificado para o céu (Judas 1:1,24).

A obra de Deus feita pelo sangue de Cristo tirou toda a condenação de todo o pecado do crente (Apoc 1:5). Com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, fomos resgatados (I Pedro 1:18,19),e, por isso iremos ao Pai (João 14:6).

A obra que Deus faz é perfeita. É tão perfeita que desde a eternidade Deus conhece o fim da Sua obra. Por isso o Espírito Santo inspirou o Apóstolo Paulo a escrever que os santificados que Cristo aperfeiçoou (I Cor 6:11) serão verdadeiramente glorificados (Rom. 8:29,30). Não há dúvida nenhuma de que os que foram amados com amor eterno e atraídos com Sua benignidade (Jer 31:3) estarão ao redor do Seu trono na glória (Rom. 8:17; Heb 2:10). Pelo poder de Deus, os salvos entrarão na sua herança (Atos 20:32).

Todavia, mesmo que o filho endureça o seu coração à correção que o Pai dá (Heb 12:7) e não se torna desqualificado para ir ao céu, pode ter a sua vida encurtada aqui na terra. Deus é glorificado quando os Seus dão frutos (João 15:8) e os filhos de Deus que não se submetem à Palavra de Deus sofrem uma correção dura, até uma vida curta aqui na terra (I Cor 11:30; Sal 38:3; 89:30-34), mesmo que as suas almas sejam salvas no último dia (Sal 89:30-34; I Cor 3:15,16; 5:5).

A Solução para o Cristão não ter pecado reinando na sua vida é ser vigilante em oração (I Pedro 4:7). É impossível ao Cristão que tenha uma vida de oração ativa viver em pecado. Portanto, vigiai em oração. Lembrando-se das bênçãos que tem em Cristo, o filho verdadeiro, purifica-se a si mesmo para ser como Cristo (I João 3:3). Portanto, lembre-se constantemente das bênçãos que tem em Cristo. Uma obediência ativa da Palavra de Deus faz que o Cristão seja prevenido de praticar o que não deve (Luc 19:13; Efés. 2:10). Portanto, seja intensamente ativa na obra de Deus.

Um Resumo: Nenhum Cristão Nunca Vai ao Inferno para Eternamente ser Atormentado

O Apóstolo Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, enfatizou que houve uma palavra fiel e digna de toda a aceitação. Essa palavra fiel era que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (I Tim 1:15). Se apenas um, entre todos os milhões de pecadores salvos por Cristo Jesus, fosse ao inferno para eternamente ser atormentado, essa palavra não seria fiel nem digna de aceitação. Mas as Escrituras determinam essa palavra fiel e digna. Os pecadores em Cristo são salvos! A beleza do fato de que Cristo é o Salvador dos pecadores é entendida quando se entende que Cristo não só veio para salvar os pecadores mas que também é poderoso para conservá-los (Judas 1:1,24) e guardar o que é depositado nEle até o dia final (II Tim 1:12). A certeza da salvação é baseada na pessoa e poder de Jesus Cristo. Como não há dúvida nenhuma de que o pecado destrói, incita medo, envergonha e engana, também não há dúvida nenhuma que Cristo pagou o preço inteiro para o crente ser apresentado perante a Sua glória irrepreensível e isso, com alegria (Rom. 5:6-8; Judas 24). Graças a Deus pela palavra fiel e digna de toda a aceitação!

A paternidade que o filho de Deus tem por intermédio de Jesus Cristo é razão suficiente para assegurar que nenhum filho vai ao inferno. Pelo amor de Deus (I João 4:19) e pela vontade de Deus Pai (João 1:13) o crente é feito filho idôneo para participar da herança dos santos (Col 1:12). Há algo maior do que o Pai que pode modificar a vontade dEle (Dan 4:35; João 10:29)? Não!

A posição que o filho de Deus tem por Jesus Cristo é razão suficiente para afirmar que o crente não vai ao inferno para eternamente ser atormentado. Nenhum filho de Deus sofrerá no inferno mas estará onde Cristo estiver. Isso é tão confiável quanto a oração e a vontade de Jesus (João 17:24; 14:1-6). Por causa de tal confiança o Apóstolo João afirmou: "Amados, agora somos filhos de Deus" (I João 3:2). Os verdadeiros Cristãos podem ter a mesma confiança. Sendo filhos, somos logo herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rom. 8:17), Quem nos aperfeiçoou para sempre (Heb 10:14). Por sermos nascidos filhos de Deus pela semente incorruptível, (I Pedro 1:23) temos a posição abençoada de filhos de Deus. Para estes não há nenhuma condenação (Rom. 8:1).

A possessão que o filho de Deus tem por Jesus Cristo é razão suficiente para afirmar que o crente nunca perecerá no inferno. O Cristão tem a vida eterna, (Rom. 6:23) por estar em Jesus Cristo. Jamais os que crêem no Filho irão ao lugar de morte eterna pois têm a vida. São os que não têm Cristo que não têm e não verão a vida (João 3:36). Tanto quanto a vida eterna, o Cristão tem o Espírito Santo (Rom. 8:14; Efés. 4:30). Os que têm o Espírito Santo serão salvos no último dia sem dúvida nenhuma (I Cor 3:13-16) e não há nenhuma possibilidade de perecerem no inferno.

Muitas vezes, as próprias boas obras dos Cristãos causam confusão em alguns. Há ênfase na Bíblia para o Cristão andar ao agrado do Pai, e isso, pela obediência. Não há dúvida nenhuma de que há boas obras para serem operadas pelo crente (Efés 2:10) que incluem um andar para testemunhar diariamente a Deus (Mat. 5:14-16) e uma batalha para ser feita pela fé. A confusão vem, quando as obras são interpretadas como sendo a causa e não o efeito da vida nova em Cristo. Pelo amor de Deus somos salvos por Cristo. Por sermos salvos nós amamos a Deus (I João 4:19). Não é o nosso amor que causa Deus nos dar Cristo. A nossa obediência é fruto do Espírito Santo de Deus, nos ensinando, consolando e guiando (João 14:26; 15:26; Gal 5:22,23) e não a causa de recebermos o Espírito Santo. Pode ser entendido por um estudo atencioso da Palavra de Deus que as boas obras, o bom testemunho, a batalha feita pela fé ou a nossa obediência nunca são as causas de obter Cristo ou a graça (I Tim 1:12-14). Devemos lembrar estas duas verdades:

1. Salvação é pela graça - NUNCA é merecida (Rom. 11:6; Efés 2:8,9).
2. Salvação é por Cristo - NUNCA pelo homem (João 3:35,36; 14:6; Rom. 5:6,8).

Em resumo é bom lembrar que é fato que o crente peca. Somente precisamos considerar as vidas de Abraão, de Jacó, de Moisés e de Davi para entendermos que os crentes pecam. Estes que pecaram não foram listados entres os que perecem no inferno, mas foram incluídos entres os que têm a fé verdadeira (Heb 11). Tinham a fé em Cristo (Heb 11:39; 12:2) e por isso alcançaram testemunho, mesmo antes que a promessa (Cristo) viesse. Você tem tal fé em Cristo?

Bibliografia
PINK, Arthur W., Sins of the Saints. Chapel Library, Pensacola, sd.
BÍBLIA SAGRADA, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, 1/94



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Hamartiologia - AS PEQUENAS RAPOSAS - OS PECADOS DOS CRENTES

Os filhos de Deus geralmente não caem nos grandes e bem-conhecidos pecados, mas, segundo a Palavra de Deus, há pecados que elas cometem freqüentemente. Estes pecados, são como pequenas raposas que estragam a uva (nossas vidas), tornando-nos infrutíferos.

Mas quais são estes pecados?

Aqui estão alguns deles.

1. Saber fazer o bem, mas não fazê-lo (Tiago 4:17). Deus nos manda repetidamente, que devemos fazer bem a todos, principalmente aos domésticos da fé (Gálatas 6:9,10; Tito 2:14; Mateus 25:34,35). O Senhor Jesus foi um exemplo para nós, neste aspecto. Nós lemos em Atos 10:38 que "Ele andou fazendo bem." Quão devagar nós estamos no obedecer deste mandamento!

2. Não orar pelos próximos (falta de oração). I Samuel 12:23. Nós freqüentemente oramos por nós mesmos, pelos membros de nossa família, pela nossa igreja, mas nos esquecemos de orar para os servos do Senhor, para os missionários, para as doentes, pelos reis e por todos que estão em autoridade, e também para muitos outros (Efésios 6:17,18; I Timóteo 2: 1,2). Este é uma das "pequenas raposas". Nós devemos orar por todos.

3. O pecado de fazer decisões e seguir o nosso caminho sem fé (Romanos 14:23). Sim, qualquer coisa que não esteja de acordo com a Palavra de Deus, não é de fé (Isaías 8:20). Muitos Cristãos decidem e fazem coisas, sem olhar às Escrituras para conhecer o desejo de Deus. Outros estragam suas vidas, com jugos desiguais ou amizades inconvenientes (II Coríntios 6:14). É uma pena!

4. O pecado de fazer acepção de pessoas, ou o de agradar aos homens mais de Deus (Tiago 2:1-9; Gálatas 1:10). Este pecado é comum em muitas igrejas. Mais cargos ou posições são dadas aos ricos e educados, do que às pessoas espirituais que não são ricas ou educadas. Tenha cuidado de não fazer acepção de pessoas.

5. O pecado de não ser generoso com Deus (Malaquias 3:8,10; Lucas 6:38). Este é um fato em que, o povo de Deus não ofertam o suficiente a Deus. No tempo do Velho Testamento os Israelitas davam dízimos e ofertas a Deus. Agora, nós não damos metade disto. Muitos roubam a Deus dizendo, "Nós não estamos no tempo da Lei." Se no Velho Testamento os santos davam dízimos, poderíamos dar menos? Leia Gênesis 14:20; 28:22; Mateus 23:23. Oremos para que o Senhor livra-nos deste pecado e nos ensine a dar assim como Ele nos mandou a dar (II Coríntios 9:6).

6. Não buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33). Somente temos tempo para as nossas próprias necessidades. Trabalhamos duro para ganharmos mais, algumas vezes deixando de lado as reuniões por isso, mas não temos tempo para o estudo da Palavra de Deus; para orar, para visitar e praticar o evangelho diante os não salvos. Este é um outro pecado que tem arruinado muitas vidas.

7. O pecado de mentir (Colossenses 3:9). Muitas vezes mentimos sem saber o que fizemos. Nós cantamos com vozes altas, "Mais de Cristo" mas não temos a consagração real. Nós cantamos, "Tudo Entregarei" mas a oportunidade vem para ofertar e damos muito pouco. Nós pregamos mas não vivemos a mesma mensagem. Que aprendemos a sermos fazedores da Palavra (Tiago 1:22).

8. O pecado de não amarmos os nossos irmãos como o Senhor nos mandou a amar (João 15:12; Tiago 2:8, I João 3:16,18). O Senhor freqüentemente nos disse, "Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a vós." (João 13:34; 15:12). Muitas vezes amamos apenas de boca, mas não pelas ações. Alguns amam apenas aqueles que os amam ou que estão próximos a eles, mas não têm nenhum amor por aqueles que são diferentes a eles. Que aprendemos a amar nossos irmãos como nos amamos a nós mesmos.

Meu caro irmão, mate estas pequenas raposas, para que elas não façam você infrutífero. Oremos para que o Senhor nos guarde destes pecados, para que possamos viver a glorificar o Salvador Quem nos amou e nos deu a Si mesmo por nós.



Autor: N. Nazarian (Chapel Library)
Fonte: www.obreiroaprovado.com

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Apologética - OS PERIGOS DO ECUMENISMO

INTRODUÇÃO:

Este estudo nasce da preocupação de que, isoladas umas das outras, nossas igrejas possam entrar na corrente geral, influenciadas por agentes deste grande mal que é o Ecumenismo. Ele não é uma novidade, mas vem sendo introduzido lentamente e suas estratégias adaptadas às novas situações encontradas através dos anos. Isto pode fazer com que não o reconheçamos. É como um menino que cresceu longe de nós e por isso não o reconhecemos ao vê-lo tempos depois, por sua aparência mudada.

O significado do termo "Ecumênico" é curioso e importante para que saibamos com o que estamos lidando. Segundo os dicionários, Ecumênico é "mundial, geral ou universal", tendo sua raiz etimológica no grego öikoumene (oicumene) – termo este que, na Biblia é traduzido por J.f. de Almeida por "Mundo", expressando todo o "Universo de pessoas conhecido"ou o "conjunto de todas as coisas existentes". (veja Mat. 24.14; Lc 4.5 e At. 17.31)

SUA ORIGEM E SEU PROMOTOR

Sem dúvida, espiritualmente falando, sua origem e promoção reside em Satanás, o "Pai da mentira", pois o Ecumenismo depende da mentira para existir. Mas, quem está sendo usado para introduzi-lo e difundi-lo no mundo? Quem são os mordomos de Satanás que cuidam de seus interesses com relação a esse assunto?

Para chegarmos à resposta a isto, precisamos antes, desmitificar a idéia de que existe mais de um tipo de ecumenismo ou, o lado "bom" e o lado "ruim". Ele é único, e é todo ruim. Ele não nasceu com este nome e é difícil datar seu nascimento. No entanto, fica claro, históricamente, que desde a Grande Reforma Protestante de 1520, não faltaram episódios que demonstrassem interesses em uma aproximação entre o catolicismo e seus discindentes diretos (anglicanismo, luteranismo e ortodoxos). Entre os evangélicos em 1846 surgiu em Londres, um movimento chamado Aliança Evangélica. Já no nosso século, em l908, várias igrejas protestantes tentaram uma aproximação em torno de uma organização com fins sociais, abrindo mão de posições doutrinarias. Organizaram, então, o Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América. Com o clima sombrio que antecedia a primeira Guerra Mundial, esta organização uniu-se a igrejas protestantes européias, fundando assim em agosto de 1914, a Aliança Mundial para Promover a Amizade Internacional através das igrejas.

Após a Guerra, em 1919, esta organização interdenominacional voltou a se reunir e mudou seu nome para Confederação Mundial Cristã de Vida e Ação. Já em 1937, quando voltaram a se reunir em Oxford, na Inglaterra, participavam dela a igreja anglicana e ortodoxa (católicos discidentes). Um outro movimento surgido em 1910 na Escócia, o Fé e Constituição, que visava unidade doutrinaria, uniu-se em 1938 ao Vida e Ação e, em 1948 deram origem ao Concilio Mundial de Igrejas com sede em Amsterdã na Holanda. Antes mesmo que se reunissem em sua III Assembléia em Nova Delhi na India ( 1961), ao observar a facilidade e rapidez com que se uniram igrejas em um ideal unicionista, o Vaticano adotou a idéia e , em junho de 1959 o papa João XXIII ( 58 – 63) na sua encíclica "Ad Petri Cathedram", lançou as bases do movimento ecumênico, convidando todos os "irmãos separados" a unirem-se a "Igreja Mãe". Durante seu reinado, o papa Paulo VI ( 63-78) visou amplamente este ideal, fortemente demonstrado no Concílio Ecumênico Vaticano II, em seu decreto "Unitatis Redintegratio" cujo, 1º capítulo intitula-se: "Os princípios Católicos do Ecumenismo".

Assim, a partir da década de 60 vimos o monstro ganhar nome. E o seu nome é Ecumenismo ( que como o termo Católico ,vindo do latim, quer dizer Universal). Desde então, quem tomou as rédias do movimento foi o Vaticano, o seu maior interessado, como "mãe de todas as prostituições", contando ainda, com a colaboração de muitas organizações, como o Concílio Mundial de igrejas e as Sociedades Bíblicas.

A RAZÃO DE SER DO ECUMENISMO

Uma igreja acostumada a prevalecer, não pela razão, mas pela imposição de uma religião estatal, desde o tempo de Constantino em 313, nunca pode ver com bons olhos a perda da influência e de poder, o que a levou a terríveis perseguições como a "Santa Inquisição" na Idade Média ( ou a "idade das trevas" como melhor lhe convém), onde quem não era Católico Apostólico Romano, não era cristão ,quem não era cristão deveria ser morto e ainda, quem os matasse, receberia recompensa em indulgências ( perdão de pecados)..

No sec. XX, principalmente após os horrores da II Guerra Mundial, era preciso uma outra reforma, que não pela força, para conter a constante e grande perda de adeptos. Eram anos de forte impulso missionário por parte das igrejas evangélicas e o próprio movimento Anabatista ( ou Batista) retomava grande força após terem sido expulsos da Europa catolicizada e, revigorados na América do Norte, de onde partiam muitas missões.

O movimento Unionista tornou-se o melhor meio de enfraquecer e derrubar o inimigo ou trazer de volta para si, os católicos que, por motivos não dogmáticos, haviam-se separado. Não se pode dizer que o movimento foi um sucesso completo, pois trouxe apenas parte dos resultados ambicionados. O enfraquecimento dos batistas e de algumas outras denominacöes tradicionais é um fato inquestionável e a desaceleração da perda de adeptos também ocorreu. Agora, o movimento começa a conseguir maior sucesso no que se refere à recuperação de adeptos e o retorno dos discidentes protestantes. O papa João Paulo II está propiciando uma sequência ao Concilio Vaticano II com um excelente trabalho, a ponto de ser chamado por alguns como a resposta de Deus ao Vaticano II. Apesar de ser tido como extremamente conservador, ele está permitindo uma abertura a liberdade de ação para o cléro, de forma que a "multifacetada Igreja Una" possa atuar da maneira que mais se aproxima do povo, com grupos de linhas muito diferentes como os da Teologia da Libertação, os Carismáticos, os Tradicionais, etc... Com isto, consegue-se manter o católico tradicional, o católico que entende que a igreja precisa atuar mais nas áreas sociais e na política e os que querem uma modernizaçãoda missa, chegando mais perto do que o povo tem buscado naqueles que mais tem proselitado o povo católico que são os pentecostais e neo-pentecostais.

SEUS MÉTODOS

Nos anos que se seguiram ao Concílio Ecumênico Vaticano II, o padre Anibal Pereira Reis, converteu-se ao evangelho, desvinculando-se definitivamente da igreja romana em l965 e, em exame criterioso e imparcial, sem influências externas, pessoalmente encontrou na Igreja Batista, aquela que defendia e praticava os ensinamentos neo-testamentarios e, nela pediu batismo e serviu até o fim de seus dias. Porém, antes de abandonar a batina, este padre teve a oportunidade de ser "treinado", sobre como agir em suas relações com outras denominações e pode ver mudanças dentro das estratégias de trabalho da igreja, visando atender as diretrizes do Vaticano II. Num brado de alerta, o irmão Anibal desnudou estas coisas em alguns de seus livros (O Ecumenismo; O Ecumenismo e os Batistas e o Papa escravizará os Cristãos?). Vamos resumí-los como segue:

A. Antigamente o Vaticano muito investia em escolas, por serem elas formadoras de pensamentos, podendo assim, influenciar fortemente a sociedade na base da formação de jovens, No entanto, a tendência mundial (e no Brasil não foi diferente) de o Estado assumir o ensino e, ainda a consolidação dos meios de comunicação de massa (jornal, rádio e TV) fizeram com que se fechassem a maioria das escolas e se investisse em emissoras de rádio e TV e também jornais e revistas para ter acesso direto à sociedade e poder vender seu peixe.

B. A atitude de oposição e conflito com os evangélicos e seus líderes, antigamente uma regra, foi mudada por orientação de Roma. A partir do treinamento dado aos padres nos anos 60, a atitude passou a ser de afabilidade, para conquistar a simpatia do povo e do pastor (inclusive batistas). Com essa mudança, conseguiu-se confundir a cabeça de muitos... Afinal, o "seu padre" agora é "amigo" do pastor !??!

C. Os clérigos foram também orientados a cativar especialmente os pastores, pessoas geralmente simples, prestigiando-os na sociedade, se possível, até com cargos em entidades sociais, para o que os padres poderiam indicá-los. Isto surtiria grandes efeitos, especialmente nas pequenas cidades do interior.
Com um terreno devidamente preparado, seria muito conveniente, buscar ocasiões para trabalhos em conjunto na sociedade e , principalmente, com ajuntamentos de cunho religioso, o que configurou os cultos ecumênicos, que hoje vemos, não raramente. Um detalhe que constava nas orientações e no treinamento, é o de que, embora devesse dar-se a palavra a cada um dos líderes religiosos presentes, que o representante católico se colocasse de forma a transparecer sua superioridade sobre os demais, como representante da "igreja mãe".

D. A pregação da idéia de que todos os cristãos são irmãos, filhos de um mesmo Deus, e que apenas estavam alguns separados da igreja mãe (Católica Romana) por divergências a respeito de pontos de menos importância deveria levar a intimidar aqueles que, antes eram combativos. Tornou-se então, ultrapassado, fora de moda, feio mesmo, resistir a um unionisno (o outro nome do ecumenismo). Criou-se a idéia de que não se deve dividir, polarizar, separar, combater, contestar, mas sim, unir, ajuntar, misturar, acomodar, evitar os pontos de discórdia. "TUDO PELO AMOR" – que mentira.

E. A tática ecumenista sabia que, nem todos aceitariam facilmente e abertamente este ajuntamento. Mas, existem bons disfarces e meios-termos que poderiam satisfazer, quebrando o gelo para passos maiores no futuro. Se, por exemplo, o Batista não aceitasse uma atividade conjunta com o Católico, talvez com o Presbiteriano ele o fizesse. (Já que "são muito parecidos"). Como o Presbiteriano se mostrasse mais aberto ao diálogo ecumênico, (veja apêndice) com o tempo, por meio deste intermediário, menos radical, alcançaria-se o objetivo final. As reuniões interdenominacionais são uma abertura que funciona como intermediação do Ecumenismo Pleno.

OS TIPOS DE PRÁTICA ECUMENISTA

Basicamente, encontramos dois tipos de prática:

A. Ampla, geral e irrestrita
B. Interdenominacional ( ás vezes restrita só a um grupo como "tradicionais", "pentecostais/ carismáticos", "fundamentalistas", etc.)

Mesmo que restrita a sua prática entre um destes grupos, ou mesmo entre "evangélicos" em geral, entende-se que, quando se mistura povos de doutrinas diferentes, isto é uma "generalização" ou "universalização", o que vem a ser Ecumenismo. Muitos pensam que quando os evangélicos se reúnem, mostram sua força "contra" o catolicismo. Isto não é verdade, porque estão abrindo mão de suas posições doutrinarias e , embora se mostrem com pujança no tamanho, número e muitas vezes no "barulho", mostram também fraqueza em conteúdo. Se abrem mão de suas crenças para se ajuntar entre sí, até quando não abrirão mão delas para juntar-se ao Romanismo? Aliás, se o fazem com um, por que não com o outro???

Os seminários, acampamentos, passeatas, congressos e cultos interdenominacionais, assim como os shows e consertos e os barzinhos e boates "Gospel"( evangélicos) grandemente contribuem para tais coisas. Não se iluda: "interdenominacional" também quer dizer e é – ECUMENISMO --!!!

PORQUE O ECUMENISMO É PERIGOSO

Ele é perigoso porque não é Bíblico nem Cristão. É afronta a Deus, Sua Palavra, Seu Filho e Sua Igreja e ao Espírito Santo também. Por isso não devemos entrar na onda e termos medo ou vergonha de sermos considerados sectaristas ou Separatistas!

O Ecumenismo não é bíblico, pois não podemos concordar com as denominações sem discordar da Bíblia. É HIPOCRISIA não dar importância as diferenças doutrinarias ou dizer "ele crê errado, mas isto não tem importância...Está bem para mim deste jeito", se sabemos que Deus não pensa assim. Se ele o fizesse, não haveria necessidade da Bíblia e Deus aceitaria a todos de qualquer maneira( espírita, budista, macumbeiro, católico, evangélico...) e desta forma Cristo teria morrido em vão...Se de qualquer jeito está bom, para que Cristo e para que Bíblia???

O Ecumenismo não é Cristão, pois seu promotor não é Cristão e seus parceiros também não o são. Ser CRISTÃO é crer que SÓ CRISTO SALVA. Ele é o único Deus, Salvador, Senhor do universo, O Todo- Poderoso ( v. IS 43.11/At 4.12; Rm 3.24; I Jo 5.10-13 e 20...Gl 1.6-10). Se o promotor do ecumenismo e seus parceiros crêem na salvação por Jesus, mas com a necessidade de complementar com obras boas, cumprimento de Sacramentos, auxílio de santos, etc, não creêm em Cristo como ÚNICO e exclusivo SALVADOR e portanto não são CRISTÃOS! Como partilhar um culto a deus com um povo que nem confia Nele? O Ecumenismo não é Cristão!

O Ecumenismo é afronta a Deus porque prega o ajuntamento igual de todas as pessoas diante de Deus, indistintamente de usas crenças e práticas. Já que todos nós bem sabemos que dentro do chamado cristianismo há todo o tipo de crença, e "cristãos" que nada sabem e nada fazem do que Cristo ordenou, logo, podemos concluir, que isto seria afrontar a Deus, que quer e tem "um povo seu especial, zeloso de boas obras"( Tt 2.14) e "uma geração eleita...nação santa, um povo adquirido ( comprado...pelo sangue...) para anunciar as Suas Virtudes"( I Pe 2.9). O Ecumenismo afronta a Deus porque Deus não quer todo mundo de qualquer jeito, Ele quer o Seu povo comprado por Ele com seu próprio sangue ( At 20.28) e separado (santo).

O Ecumenismo é afronta á Palavra de Deus porque, se doutrina não é importante, a Bíblia ( Palavra de Deus) cai em descrédito. Se doutrina não é importante, logo a Bíblia não é importante. Nossos irmãos no passado não pensavam assim. Os apóstolos e muitos depois deles, foram presos, torturados e mortos, porque insistiam em pregar a verdade ( não parcial, mas total). Se estes tivessem cedido, hoje não teríamos mais nada do que chamamos A BÏBLIA. Não se trata de meros detalhes, mas sim de pontos de suma importância que geram e justificam uma separação ( II Co 10. 5 – Jd 3 ). Não é uma guerra ou um conflito entre pessoas e igrejas que pregamos, mas a separação entre o falso e o verdadeiro, o que vem de Deus e o que vem do homem. Aliás, o apóstolo Pedro já disse: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens"( At 5. 29) . O jeito de obedecer a Deus é guardar o que ele diz em sua palavra e, atender aos apelos ecumenistas é deixar isto de lado e, portanto, é obedecer aos homens. O Ecumenismo é afronta à Bíblia!

O Ecumenismo é afronta ao Senhor Jesus porque Ele perde a sua posição de Cabeça ( chefe/dono/governante) da Igreja, ( Ef 5 . 23 / Cl 1. 18 ) pois o Vaticano diz que a mãe de todas as igrejas cristãs é a Católica Romana e que o seu cabeça ( como chefe e detentor da prerrogativa da infalibilidade) é o Papa. Ele pode mudar até o que Jesus e seus apóstolos ensinaram ( e como tem mudado !?!). O Ecumenismo é afronta ao Senhor Jesus também porque o depõe de sua posição de única fonte de salvação. Se uma igreja que crê e prega que só a Fé em Cristo é que salva, misturar-se a outra que crê e prega que algo mais é necessário para "completar, assegurar ou garantir" a salvação, como poderão conciliar as duas posições? Só há duas alternativas: ou a Segunda reconhece a Cristo como o bastante pela Sua Graça ( Jo 5.24/14.6/Ef 2. 8-9/Rm 3.23-24/I Tm 2.5-6...) ou a primeira deixa esta verdade fundamental do evangelho de lado. O que você acha que vai acontecer neste caso? O Ecumenismo é uma afronta total ao Senhor Jesus!

O Ecumenismo é uma afronta á Igreja de Jesus Cristo porque ela perde a sua identidade de anunciadora do Evangelho de Arrependimento e Fé, missão esta que Jesus destinou a ela na grande comissão ( Mt 28. 18-20), e de defensora da verdade como "coluna e firmeza" dela ( I Tm 3.15). Jesus comprou e resgatou a sua igreja do pecado com seu sangue, mas, será que Ele comprou todas? Imagine que ao nascer um filho seu você fosse vê-lo no berçário da maternidade e que quando chegasse lá, procurando o "seu" filho, enfermeira lhe dissesse que todos são tão parecidos que não faz diferença qual seria o seu bebê. Na verdade todos poderiam ser seus". Você aceitaria isto? Não, é claro! Só um deles é "sangue do teu sangue e carne da tua carne". Por que vai Ter que aceitar todas se só uma foi gerada do Seu Sangue e da Sua Doutrina? As outras foram geradas por homens rebeldes, insatisfeitos que se desviaram da verdade ou que protestaram contra sabe-se lá o que. A Igreja de Jesus Cristo pode ser reconhecida porque tem a "Sua Cara" como dizemos. Não é "protestante" e nem precisou se "renovar" porque é a mesma com a mesma doutrina desde que Ele a gerou quando chamou seus primeiros discípulos e começou seu ministério na terra. O Ecumenismo é uma afronta a esta igreja de Jesus.

O Ecumenismo é uma afronta ao Espírito Santo porque, embora tanto se fale Nele neste meio, seu papel é inconcebível no meio do ecumenismo. Basta olharmos rapidamente para o discurso de Jesus aos seus discípulos, feito para explicar-lhes sobre a vinda do Espírito e o que Ele faria na Igreja e no mundo. Este discurso encontra-se em Jo 16. Vamos ver algumas coisas:

O Espírito convence do pecado (v.8)-. num encontro ecumênico, como o pecado pode ser combatido se o que é pecado para uns não é para outros? Uns têm seu santo de devoção mas outros vêem nisto a idolatria; uns praticam a poligamia mas outros vêem nisto adultério; uns crêem que é pecado a mulher se maquiar ou usar jóias mas outros nada vêem nisto. O que ocorre então nos encontros ecumênicos é que o pecado não é atacado (pelo contrário, muitas vezes é incentivado). Portanto, o Espírito não vai convencer ninguém ali. O servo de Deus prega e o Espírito convence o pecador.

O espírito guia em TODA A VERDADE (v.13) – Num aglomerado de igrejas com doutrinas diferentes e onde cada um tem a sua verdade, é ilusão pensar-se que através de debates e convivência vão-se todos achegar à verdade divina. Na verdade, nos encontros ecumênicos, já não se tenta fazer isto, pois isto os afastaria. Então, fica cada um na sua própria mentira e tudo bem... O Espírito não está lá, pois ele está onde possa estar guiando os servos de Deus em TODA VERDADE e não somente em ALGUMAS VERDADES.

Ainda no capítulo 14 do mesmo evangelho, quando Jesus prometeu a vinda do Seu Espírito Consolador, ele diz que o que O ama guarda e cumpre a Sua Palavra e que o mesmo Espírito os ensinaria ( fazer entender) e faria lembrar de tudo o que Ele ensinou. (v.21-26). Mesmo que alguém queira restringir esta obra do Espirito Santo como dirigida somente aos apóstolos, não se pode negar que seria uma bobagem enviá-lo com esta finalidade, caso não fosse importante que a Igreja de Jesus Cristo guardasse TUDO o que Ele ensinou. Obviamente, no ecumenismo não se pode falar de tudo que Jesus ensinou, pois isto causaria facção entre as partes. Os ecumenístas NÃO SE LEMBRAM, se é que algum dia APRENDERAM o que o Senhor ensinou. Portanto, o Espirito não esta no meio deles e se alguém que está lá, tem o Espirito, logo entenderá que não é possível continuar com aquela farsa e sairá de lá para servir FIELMENTE ao Senhor. O Ecumenismo, é uma afronta ao Espirito Santo.

AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA IGREJA DE CRISTO ENVOLVER-SE NO ECUMENISMO

Precisamos pensar seriamente e medir as consequências, o custo de nos deixarmos ser envolvidos e engolidos por este estratagema de Satanás. O que acontece quando uma igreja adere ao movimento ecumenista?

Somos colocados em IGUALDADE COM OS DEMAIS, fazendo parecer que TUDO É A MESMA COISA , quando não é e não deve ser. Somos colocados como "mais uma igreja crente, evangélica ou protestante" ( e o Batista ou mesmo o estudioso mais dedicado, sabe muito bem que os batistas não são protestantes pois não "sairam de" nem "protestaram contra" ninguém. Colocados como "cristãos separados da Una e verdadeira igreja mãe – Católica Apostólica Romana". Não, não podemos deixar parecer isto, se sabemos que a Igreja Batista é a verdadeira Igreja de Jesus, identificada histórica e doutrinariamente com a igreja primitiva, sobre a qual as portas do inferno não prevalecem jamais, a qual prega o verdadeiro Evangelho da Graça e tem em Jesus o seu ÚNICO SENHOR!

Perdemos a força evangelística, acomodando o nosso próprio povo à idéia de que toda essa gente que se diz cristã já é salva e nós não temos a necessidade ou tanta urgência de evangelizar (afinal, todo mundo é crente...). Esta é a maior causa de nosso atual estado de acomodação. Satanás tem vencido esta batalha, enganando-nos e causando-nos este relaxamento. O crente verdadeiramente Batista precisa ver que a grossa maioria dos que se dizem cristãos ao nosso redor, precisam ainda ouvir o verdadeiro evangelho do Arrependimento e fé na Graça de Deus em Jesus Cristo.

Trazemos indiferença e confusão doutrinaria para a Igreja, quando deveriamos promover a firmeza e zelo dela. Isto, porque é em torno da fidelidade à doutrina (os ensinos) de Jesus Cristo é que a igreja é fortalecida, não em encontros sociais e espetáculos em aglomerações. Uma Igreja que começa a se misturar com outras denominações acaba por não saber em que crer, e começa a confundir tudo o que diz a "multidão de vozes" com que Jesus ensinou. O ecumenismo traz confusão. É confusão de línguas diferentes...lembra muito bem o episódio da Torre de Babel. Não esqueça que BABEL (ou Babilônia) quer dizer confusão.

Infelizmente, a Convenção Batista Brasileira que, em seus primeiros congressos na década de setenta manifestou-se contra o ecumenismo, na prática, tem-se deixado enredar quase que irremediavelmente na onda ecumenísta. Até mesmo em formaturas em suas escolas tem realizado missas e cultos ecumênicos e, muitas vezes tem-se ligado mais a outras denominações do que a sua própria. Uma das consequências graves disto, tem sido a infiltração de Pentecostalismo e outras heresias em suas igrejas, a ponto de dividir e desfigurar a igreja. São muitas as que têm literalmente rachado.

Nós, independentes, devemos estar unidos e firmes no propósito de não misturar o Falso e o Verdadeiro (um pouco de fermento leveda toda a massa) e assumir a responsabilidade de levar o Evangelho de Cristo também aos que pensam ser Cristãos e não o são.



Autor: Pr Waldir Ferro
Fonte: www.obreiroaprovado.com

sábado, 18 de dezembro de 2010

Apologética - JÁ FUI ESPÍRITA

O texto a seguir é ao mesmo tempo um testemunho de vida e um estudo bíblico, de autoria da Dra. Meire Gomes Pontes, que conheceu Jesus Cristo enquanto buscava a verdade no Espiritismo.

JÁ FUI ESPÍRITA

Meu caminho pelo espiritismo foi longo, estudei muito. Meu amor por Jesus sempre foi muito grande, mas não o encontrava nas reuniões. Questionava-me: onde está o Filho de Deus agora? Troquei os Santos da Igreja Católica pelos espíritos que não conheço? A Palavra de Deus se resume em fazer o bem ao próximo? Pra que procurar espíritos se posso ter o Espírito Santo perto de mim? Por que orar a entidades se posso orar a Jesus, meu Salvador? Só quando senti a presença do Cristo vivo em mim, entendi essas coisas.
Passei a estudar a raiz das coisas, voltei-me para a Bíblia. NUNCA ACEITEI O FATO DO ESPÍRITA OU DO MÍSTICO ACREDITAR EM ALGUMAS PASSAGENS DA BÍBLIA E ALEGAR QUE OUTRAS TERIAM SIDO MODIFICADAS. OU SE ACREDITA OU NÃO SE ACREDITA NAS ESCRITURAS SAGRADAS. COMO E COM QUE PARÂMETROS SE CRÊ EM ALGUMAS PASSAGENS E SE JULGA OUTRAS COMO ENGANOSAS OU ALTERADAS PELO HOMEM???

Ao comparar as diferentes cópias do texto da Bíblia entre si e com os originais disponíveis, menos de 1% do texto apresentou dúvidas ou variações, portanto, 99% do texto da Bíblia é puro. Vale lembrar que o mesmo método (crítica textual) é usado para avaliar outros documentos históricos, como a Ilíada de Homero, por exemplo.
Os 39 livros que compõem o Antigo Testamento (sem a inclusão dos apócrifos) estavam compilados desde cerca de 400 a.C., sendo aceitos pelo cânon Judaico, e também pelos Protestantes, Católicos Ortodoxos, Igreja Católica Russa, e parte da Igreja Católica tradicional
Os líderes do judaísmo em Alexandria foram responsáveis por uma tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego, que integraria a Biblioteca de Alexandria, e foi chamada de Septuaginta (LXX), que significa setenta. Esta tradução já estava concluída em 150 a.C. e foi feita por eruditos judeus e gregos, provavelmente para o uso dos judeus alexandrinos. Assim que a igreja primitiva passou a utilizar a Septuaginta como Antigo Testamento, a comunidade judaica perdeu o interesse em sua preservação. Esta versão teve um papel muito importante para o estudo e divulgação do Antigo Testamento em outras línguas, já que os textos hebraicos apresentam grande dificuldade de compreensão.
Os Manuscritos ou Documentos do Mar Morto tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelece que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destacam-se, nestes documentos, textos do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.
A veracidade dos escritos pode ser comprovada historicamente pelos motivos abaixo:
Os Escritos de Marcos datam de 50 a 70 d.C.;
Vários papiros contendo fragmentos do Evangelho de João foram encontrados no Egito, datando do século II, apenas uma geração após os autógrafos;
Os escritos foram redigidos num momento muito próximo aos acontecimentos que os geraram;
Existem cerca de 5400 escritos do Novo Testamento;
O estilo dos escritos confere com aqueles utilizados no século I (grego coiné)
Inscrições e gravações em paredes, pilares, moedas e outros lugares são testemunhos do Novo Testamento;
Lecionários, que eram livros muito utilizados nos cultos da Igreja, continham textos selecionados da Bíblia para leitura, incluindo o Novo Testamento (Séc. IV - VI);
Os livros apócrifos, apesar de não canônicos, apresentam dependência literária dos textos canônicos, chegando a imitá-los no conteúdo e forma literária, e citam vários livros que compõem o Novo Testamento;
Os primeiros pais da Igreja comentam e fazem citações de praticamente todo o Novo Testamento.
Vale lembrar que os Evangelhos, que inauguram o Novo Testamento e contém os ensinamentos de Jesus, o Cristo, foram escritos por testemunhas oculares, à exceção do Evangelho de Lucas. Como sabem, Lucas era meu colega, e como todo bom médico teve espírito de investigador. O próprio Lucas falou no primeiro capítulo:
"1 Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram,

2 segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra,

3 também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem.

4 para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído."

Os conceitos do espiritismo não datam de 1800 e pouco como se propaga via Alan Kardec, mas de centenas de anos antes de Cristo. Cristo veio mostrar a VERDADE em meio a crenças fantasiosas – "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim". A crença na reencarnação é simplista e sem consistência, originária da cultura popular hindu e compartilhada por mais de 765 milhões de pessoas, não cristãs. O Hinduísmo prega três princípios:

a. A identificação: Todos somos filhos dos Deuses ;
b. O carma: lei da ação e efeito - segundo obras boas, reencarnamos com menos atribulações, se por más obras, reencarnamos doentes, desafortunados ou coisa parecida;
c. A Reencarnação: é a terceira verdade para o Hindu - o termo significa "vida que se recorda", que afirma que de nascimento em nascimento temos a oportunidade de melhorar nossa alma, fundindo-a a Deus. Para os Hindus, nada mais lógico, já que a ressurreição para eles, assim como a existência de um Filho de Deus na Terra não é verdadeira. Muitos respeitam o Cristo como um homem "iluminado". Alguma semelhança com a doutrina espirita?... O espiritismo não só induz a negação da ressurreição de Nosso Senhor, como a torna inútil, sem propósito. Vamos estudar:
1. Não há uma só passagem na Bíblia que concretamente afirme a possibilidade de um morto retornar em outro corpo distinto, em outra época ou outro sexo. Existem sim, várias que mostram a ressurreição (Lázaro, outros e o próprio Cristo). O que mais se aproximaria, seria a correlação de Elias com João Batista, o que os espíritas usam sem muita fundamentação. Fiz esse estudo recentemente. Esse estudo foi fundamental para minha firmeza na Palavra, contra a reencarnação. Como Elias poderia ser João Batista se quando João Batista estava preso sob as mão de Herodes, Elias apareceu para Cristo, no deserto ?? Por que quando os fariseus perguntaram a João Batista , "és tu o Elias?", ele disse "Não", firme?!? Disse e não negou - só se nega o que é mentira. Li todas as passagens sobre o assunto, não há convencimento na reencarnação. "... e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu (Eclesiates 12:7)". No espiritismo se diz que o espírito volta à carne tantas vezes forem necessárias. Mas não volta a carne, volta a Deus para na era vindoura ser julgado. Com essa crença, onde fica o poder de Deus? Lendo um pouquinho só você vai observar que espíritos de mortos controlariam todos os planos superiores, "curando" e ajudando os outros espíritos a se elevarem!!!

"Todavia, agora que é morta, por que ainda jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei para ela, porém ela não voltará para mim." (II Sam 12:23) Disse o Rei Davi, com sua sabedoria, ao perder a filha doente. Caso ela reencarnasse repetidas vezes, com que forma ressuscitaria ?!? Como Davi iria ter com ela? Ele irá ter com ela porque ela permanecerá como morreu e ambos ressuscitarão. 

Depois de muitos anos entendi o sentido da morte e Ressurreição de Cristo - "pra que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos é a síntese do Cristianismo. No juízo final, imaginemos um espírita que fez obras e mais obras muitas vezes visando o beneficio próprio, por estar pensando em encurtar seu número de vidas até ser julgado. Imaginemos agora um homem que iria sacrificar seu filho como prova pelo amor do Pai, como Abraão foi provado, quando Deus-Pai solicitou o Holocausto de Isaque. Quem seria salvo? Abrão, por ter amado a Deus sobre todas as coisas. O que Deus quis mostrar foi isso, e não que é preciso matar o filho para ter a salvação !!!

Qual foi o propósito da vinda de Cristo? Provar o amor do pai por nós. Como Deus pediu uma prova a Abraão nos ofereceu na mesma moeda, nos dando seu Filho. Não existe maior prova e nenhuma outra é necessária para buscarmos nossa Salvação. Para quê, Senhor, reencarnarmos se já nos deu Seu filho em sacrifício para provar seu amor por nós?? Como para Abraão, seria o maior dos sacrifícios, para Ti também o foi!!! Que chances precisamos mais? Nós que nascemos depois de Cristo somos abençoados por termos sido presenteados com a verdade, mas também seremos mais cobrados. A verdade está aí, firme. Não precisamos morrer e reencarnar! O fato já está aí, há 2000 anos! Precisamos morrer em vida e nascer de novo! "Quem não crê, perece. Quem crê, terá a vida eterna. Precisarmos de reencarnação para melhorarmos, seria invalidar o propósito da vinda de Cristo. Nada seria maior que a morte de um Filho como prova de Amor, e Deus nos deu. Nos deu e disse; creia em mim!! Eu os amo!!! Para os não-cristãos, a reencarnação é a salvação.

Não existe nenhuma passagem na Bíblia que admita a comunicação com mortos ou benignidade dos espíritos que se comunicam ou a legalidade dessa comunicação.

Leia com oração o que disse Cristo ao orientar os apóstolos para o ministério:

Mateus 10 

"11 Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela é digno, e hospedai-vos aí até que vos retireis.

12 E, ao entrardes na casa, saudai-a;

13 se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz.

14 E, se ninguém vos receber, nem ouvir as vossas palavras, saindo daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.

15 Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade." 

Essa passagem é por demais reveladora: Nela , Cristo dava orientação aos apóstolos como procederem. Observe que foi dada uma linda e rica chance de crer, naquelas cidades. Cristo disse, que se a Verdade não fosse aceita, que os apóstolos saíssem dali sem levar nem pó da casa. Caso a reencarnação existisse, como Cristo poderia dizer de antemão que haverá tanto rigor para aquela cidade no dia do Juízo? Como poderia, se aquelas pessoas da cidade reencarnariam sucessivamente e se tornariam melhores aos olhos do Senhor? Para os espíritas o livre-arbítrio nas boas obras norteia o crescimento espiritual. Para os cristãos, o amor de Deus transborda e as boas obras são conseqüência pura desse amor espiritual. 

Observe a benignidade de Deus: Haverá menos rigor para Sodoma e Gomorra. Por quê, se viviam com más obras e abominações?? Haverá menos rigor por que eles não tiveram acesso a verdade! Serão julgados apenas pelas ações e não pela entrega espiritual ao Nosso Senhor. Se eles voltassem a encarnar sucessivamente por quê teriam menos rigor??????? Se reencarnassem, seriam julgados todos seguindo os mesmos parâmetros. Quem conhece a verdade, quem nasceu depois de Cristo, terá mais rigor. ISSO É QUE É JUSTIÇA. PRA QUE "OUTRA CHANCE" SE O MAIOR SACRÍFICIO QUE PODERIA SER FEITO POR DEUS FOI FEITO: MANDAR SEU FILHO PARA SER PERSEGUIDO, JULGADO E MORTO, MOSTRANDO-NOS COMO AMOU A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E COMO LOUVOU EM SACRIFÍCIO, COMO FOI RESIGNADO E COMO MANTEVE-SE FIRME NA PALAVRA DE DEUS DURANTE SEU MARTÍRIO EM PROVA DE SEU AMOR – E FAZÊ-LO RESSUSCITAR PARA REVELAR-NOS O PROPÓSITO E A REALIDADE DA NOSSA SALVAÇÃO??? PARA TODOS QUE NASCEMOS DEPOIS DE CRISTO FOI DADA ESSA GRANDE CHANCE. A VERDADE ESTÁ AÍ, CLARA E CONSISTENTE. POR QUÊ PEDIR MAIS DE NOSSO SENHOR??? HAVERÁ MENOS RIGOR, NÃO SÓ PARA SODOMA E GOMORRA COMO PARA OS IDÓLATRAS ORIENTAIS, GENTIOS, E OUTROS IRMÃOS A QUEM A VERDADE NÃO FOI APRESENTADA.

UMA AMOSTRA DA VERDADE:

Lucas 10

25 E eis que se levantou certo doutor da lei e, para o experimentar, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu?

27 Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás.

A lei já estava pronta, mas foi necessário um reforço, e que reforço!!! Cristo veio para nos revelar tudo: Viver no Senhor, conhecer sua lei, louvar em Seu nome, morrer e ressuscitar para o juízo e vida eterna. Cristo veio revelar a nova Lei. A crença na reencarnação é coisa do passado, de muito antes do CAMINHO, VERDADE e VIDA.

Mateus 22

37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.

38 Este é o grande e primeiro mandamento.

39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

Deus abomina o contato com espíritos, ou espíritos adivinhadores . Veja essas passagens:
Deuteronômio 10
10 Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro,

11 nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

12 pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.

Levítico 20:6,27

6 Quanto àquele que se voltar para os que consultam os mortos e para os feiticeiros, prostituindo-se após eles, porei o meu rosto contra aquele homem, e o extirparei do meio do seu povo.

27 O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles.

Levítico 19:31

Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus.

I Crônicas 10

13 Assim morreu Saul por causa da sua infidelidade para com o Senhor, porque não havia guardado a palavra do Senhor; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar, 
14 e não buscou ao Senhor; pelo que ele o matou, e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé. 


4. Nessa Passagem - vi, exultante, que tudo está na Palavra - mostra que devemos morrer como cristãos e diz que o Julgamento começará por nós. Reforça que devemos confiar nossa alma ao Criador e praticar o bem. Onde estão os espíritos adivinhos e a reencarnação? Dentre as abominações...

I Pedro 4

15 Que nenhum de vós, entretanto, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se entremete em negócios alheios;

16 mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome.

Passei 8 anos estudando sobre o espiritismo até chegar ao vazio ... Até chegar à questão: Por quê Deus, sendo Bom e Justo, sacrificou seu Filho? Por quê Cristo ressuscitou dentre os mortos, se minha doutrina fala que com boas obras estarei salva - e que se pecar nessa encarnação simplesmente vou nascer de novo... E o Amor do Pai, não me salva - sou apenas eu a responsável pela minha salvação?!? Não, Porque nas orações de abertura e encerramento das reuniões só falam nos espíritos? Onde está o Senhor, nosso Salvador?

5. Outras passagens e breves comentários

a) O espírito solto nesse mundo não é de luz ...

Pedro 5:8

"...vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar."

b) Não existem, mortes e vidas sucessivas. A ressurreição será "coletiva". Muitas passagens atestam isso, muitas:

João 5:28-29

28 Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão:

29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.

"Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados." (I Coríntios 15.52)

I Tessalonicenses Capítulo 4 :16

Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

c) Os mortos não detêm conhecimentos. A comunicação é feita com espíritos malignos disfarçados

Eclesiastes 9:5,10

5 Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. 
10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

"Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio. Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos." (Salmos 146:3-4)

Jó 7:8-10

Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais; os teus olhos estarão sobre mim, mas não serei mais.

Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir.

"Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio; nós, porém, bendiremos ao Senhor, desde agora e para sempre. Louvai ao Senhor." (Salmos 115:17-18)

2 Coríntios 11:13-15

Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo.

E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz.

d) Quem deve ser invocado é Deus, não espíritos ...

Isaías 55:6-9

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. 
Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso em perdoar.

e) Trechos que espíritas usam com freqüência são os seguintes:

Jó 33
27 Cantará diante dos homens, e dirá: Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou.
28 Mas Deus livrou a minha alma de ir para a cova, e a minha vida verá a luz.
29 Eis que tudo isto Deus faz duas e três vezes para com o homem,
30 para reconduzir a sua alma da cova, a fim de que seja iluminado com a luz dos viventes.
Nessa passagem fica claro que ao Homem é dada a chance de se arrepender ANTES de descer para a cova, duas ou três vezes (ou até setenta vezes sete como disse Cristo). Aqui, ver a Luz e ver o amor do Pai e os viventes são os que vivem sob essa Luz. Bom ler o capítulo inteiro, para entender melhor.
João3
3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Os reencarnacionistas usam citam o versículo 3. Basta ir um pouquinho mais adiante para concluir, no versículo 5, que o nascer de novo tem relação com nosso espírito e não tem nada haver com a carne. TEMOS QUE NASCER DE NOVO NO ESPÍRITO.
João 9
1 E passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2 Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
3 Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.
Mesmo quando eu era espírita não via correlação reencarnacionista com essa passagem. Se reencarnação existisse, Jesus teria respondido que a culpa por ser cego seria do próprio cego, pois segundo a regência do carma, mazelas físicas e até psicóticas tem raiz em encarnações anteriores. Mais uma vez, lendo mais um pouco do capítulo, vemos que Cristo cura o cego, a saber,
"10 Perguntaram-lhe, pois: Como se te abriram os olhos?
11 Respondeu ele: O homem que se chama Jesus fez lodo, untou-me os olhos, e disse-me: Vai a Siloé e lava-te. Fui, pois, lavei-me, e fiquei vendo."
Vocês, que detêm muito mais conhecimento que eu, entendem como Cristo manifestou a Sua graça diante da cegueira do mendigo. Passou a ver a Luz e a crer no Cristo. Assim, estava salvo. Essa passagem me inspirou para aquela mensagem sobre cura ...
Usam também versículos soltos sobre o Binômio Elias e João Batista, que já estudamos
f) Uma passagem que resume toda a verdade:
"O homem está destinado a morrer uma só vez e, depois disso, enfrentar o juízo." (Hebreus 9:27)

Para fechar, uma cópia do que disse nosso amigo Caelo: Trechos como Ec. 12:7 (7 e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.) reforçam essa idéia; indo a Bíblia ainda além, dizendo que aquele que fecha os olhos aqui os abre na presença de Deus (1Rs. 17:17-23; 2Sm. 12; Lc 16:30-31).

Estas e outras narrativas bíblicas impossibilitam totalmente a compatibilidade entre Cristianismo bíblico e crença em reencarnação. Não há como deduzir tal compatibilidade de meros indícios resultantes de interpretações [humanas] extensivas de outras partes da Bíblia, quando nestes trechos as Escrituras são taxativas. As interpretações que levam à conclusão da compatibilidade carecem de profundidade hermenêutica.

Peço a todos que passem este texto adiante. Eu ainda estava organizando, ia dividi-lo e fazer comentários mais completos, desculpem-me as falhas de digitação ou português, tá ?

"1 Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada como também o é entre vós,

2 e para que sejamos livres de homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.

3 Mas fiel é o Senhor, o qual vos confirmará e guardará do maligno." (1 Tessalonicenses Cap 3)

Referências bibliográficas:

1. Bíblia Eletrônica da Europa Multimedia : Utiliza a tradução revisada de João Ferreira de Almeida, com referências históricas retiradas dos seguintes livros:

- Esboço da História Bíblica (Batistas RJ)
- Manual Bíblico (H. H. Harlley - Editora Vida Nova)
- Teologia Elementar (Emery H. Bancroft - Imprensa Batista Regular)
- Introdução Bíblica (Norman Geiser e William Nix - Editora Vida) 

2. Bíblia de Referência Thompson
3. Minha vida ...


Fonte Original
TEXTOS DA REFORMA 

Fonte: www.obreiroaprovado.com

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