quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

[Soteriologia] EVIDÊNCIAS DO NOVO NASCIMENTO

Você pode e deve saber se já nasceu de novo! Aqui estão dez sinais que mostram isto.

"Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito." João 3:7-8.

Sabemos quando o vento sopra, porque podemos ouvir-lhe o som e ver o efeito que causa na poeira, fumaça, palha, árvores e grama. Tudo isto são evidências de que o vento está soprando. A Bíblia também nos dá efeitos e evidências do novo nascimento, e se as tivermos em nossa vida, podemos ter a certeza de que somos nascidos de novo.

A pessoa nascida de novo:

OUVE A PALAVRA DE DEUS

"Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus." João 8:47. As pessoas a quem Jesus falou estas palavras sabiam as Escrituras e ouviam a Palavra de Deus através de Jesus, mas tudo entrava por um ouvido e saía pelo outro. Elas não ouviam com o coração. Faziam ouvido de mercador e endureciam o coração contra a verdade. O filho de Deus não só ouve a Palavra de Deus com a mente, mas recebe no coração. Ele concorda com Ela e está disposto a ser dirigido pela verdade que Ela transmite. Ele reconhece a autoridade de Deus em falar e sua obrigação em ouvir o que Deus diz. Ele crê que Deus falou através dos Apóstolos e dos outros escritores que foram inspirados para escrever a Bíblia e ouve a mensagem que pregam como vindo de Deus. "Nós somos de Deus; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro." I João 4:6.

CRÊ NO FILHO DE DEUS

"Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus." I João 5:1. A Bíblia não diz que nascemos de novo porque cremos, mas cremos porque nascemos de novo. João não escreveu: "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, será nascido de Deus," mas, "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus;" isto é, sua fé é evidência da regeneração. Muitos pecadores perdidos dizem que crêem em Cristo, mas não crêem. Não há convicção nem fé verdadeiras no coração de que Cristo morreu por seus pecados, que ele é o Filho de Deus, que ressuscitou dos mortos, que "convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés," nem que Deus o designou para "julgar o mundo com justiça." Os pecadores perdidos talvez creiam num Cristo falso ou imaginário ensinado por homens, mas não no Cristo da Bíblia, "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus."

AMA A JESUS CRISTO

"Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis." João 8:42. O pecador perdido não ama ao Senhor. Quem já nasceu de novo o ama e fará qualquer coisa por ele. "Se alguém me ama, guardará a minha palavra." João 14:23. "Porque este é o amor de Deus que guardemos os seus mandamentos." I João 5:3.

AMA OS IRMÃOS

"Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus." "Todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido." "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." I João 4:7, 5:1. João 13:35.

É UM PACIFICADOR

"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados de Deus." Mat. 5:9. Os pecadores perdidos são os inimigos de Deus. "Não há paz para os ímpios, diz o meu Deus." Isaías 57:21. Até mesmo os salvos neste mundo ainda lutam contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro: para que não façais o que quereis. Gál. 5:17.

CONSERVA-SE A SI MESMO

"Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca." I João 5:18. A pessoa que já nasceu de novo tem dentro dela um desejo de perseverar na fé, e Deus lhe dá o poder de conservar-se a si mesmo, do mesmo modo como "mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo." I Pd. 1:5.

PRATICA A JUSTIÇA

"Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele." I João 2:29. "Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito." Rom. 8:3-4.

NÃO VIVE NA PRÁTICA DE PECADO

"Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus." "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito." "Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, as o pecado que habita em mim." I João 3:9, João 3:6 e Rom. 7:20.

É CORRIGIDO

"Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos." Heb. 12:5-8.

VENCE O MUNDO

"Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é vitória que vence o mundo, a nossa fé." I João 5:4. A pessoa vencida pelo mundo, que volta ao mundo, talvez tenha um tipo qualquer de religião, mas não tem Cristo. Os filhos de Deus vencem o mundo, em vez de serem vencidos por ele.

Você já nasceu de novo? Examine-se à luz da Palavra de Deus. "Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." João 3:3



Autor: Rosco Brong
Fonte: www.obreiroaprovado.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

[Discipulado] PACOTE BÁSICO OU COMPLETO?

- Olá senhor, posso ajudá-lo? Procurando carros? Nós temos vários modelos!
- Meu amigo, vou ficar com aquele carro preto.
- Ótima escolha! O senhor vai querer o pacote básico ou o completo, com ar condicionado, vidros elétricos e aros de liga leve?
- Hmmm... Certamente consigo viver sem esses acessórios. Vou ficar com o básico!
Foi nisso que transformamos o viver cristão. Resumimos a resposta ao chamado de Jesus, o discipulado, a uma vida cristã medíocre. Em outras palavras, é como se a igreja estivesse dando a opção da vida cristã sem o discipulado de Jesus.
Imaginem a situação: o novo crente chega ao pastor e relata seu desejo de congregar em sua igreja. O pastor, mais do que depressa apresenta as opções ao cidadão: “Muito bem meu jovem, você pode tornar-se um ‘membro’ da igreja. Neste caso, é interessante que você participe dos cultos de domingo, engaje-se em algum ministério, e é claro, seja batizado. A segunda opção, é um pouco mais complexa, é a opção do discipulado. Este caminho é de fato mais complicado. Nele, é necessário que você renuncie a si mesmo, arrependa-se dos seus maus caminhos, ou seja, abandone o velho homem e seus velhos hábitos e entregue o controle, o senhorio da sua vida a Jesus Cristo. Qual será a tua escolha meu jovem?”
Existe cristianismo sem discipulado? Lembro-me de A. W. Tozer: “a salvação sem obediência é algo desconhecido nas Escrituras Sagradas”¹. É a verdadeira transformação da graça preciosa de Deus em graça barata, onde a justificação dos nossos pecados é aceita de bom grado, porém sem a decisão de mudança de vida, da mudança de caráter, da renuncia ao antigo estilo de vida totalmente dominado pelo pecado. A graça barata, como afirma Dietrich Bonhoeffer, “é a pregação do perdão sem o arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem a confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. Graça barata é a graça sem o discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado... é a justificação dos pecados e não do pecador.”²
A salvação pela graça, mediante a fé (Ef 2.8) vista de dessa forma, isenta o individuo da consciência de pecados e da busca por santidade (Hb 12.14). Qualquer resposta, que não a de confiar no perdão de pecados e garantia de salvação seria acrescentar obras à salvação. “A vida pode permanecer como era antes.” Esta é a graça barata.
Graça preciosa é a graça que reconhece o alto preço pago por Cristo na cruz, a graça que justifica o pecador, a graça que chama a uma transformação radical, que chama a um relacionamento íntimo com Jesus, que chama ao discipulado.
Ser cristão sem ser discípulo é impossível.
O preço que pagamos pelo fato de ter a igreja omitido o discipulado e ter dado a opção do cristianismo sem a mudança radical exigida por Cristo é altíssimo. Como é possível explicar a total irrelevância da igreja evangélica brasileira para a sociedade? Como explicar o número crescente de evangélicos paralelo ao aumento da violência, da desordem e da inversão de valores? Como explicar o fato de ser, muitas vezes (na grande maioria das vezes, permita-me dizer), impossível distinguir um crente de uma pessoa do mundo? As nossas igrejas estão repletas de meros espectadores de cultos, de pessoas totalmente incapazes de louvar e cultivar um coração grato, pois não têm a mínima consciência da obra realizada por Cristo Jesus. Vão até a igreja buscando espetáculo, entretenimento. Buscam a multiplicação dos pães, mas ao ouvir as palavras de Jesus, respondem: duro é este discurso, quem o pode ouvir? Procuram as bênçãos de Deus sem vínculo algum com o Deus das bênçãos e sem pretensão alguma de “andar no Espírito e jamais satisfazer as concupiscências da carne” (Gl 5.16). Esse é o preço que pagamos por termos barateado a graça. Esse é o preço que pagamos pela falta do discipulado.


¹ TOZER, A. W.,I Call It Heresy, pag. 5
² BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado, pag. 10

Autor: Lucas Gerard

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

[Soteriologia] DESAFIO DO INCRÉDULO

Certa vez um incrédulo fez a seguinte afirmativa: "Se eu cresse realmente, como milhões dizem que crêem, que o conhecimento e a prática da religião nesta vida influencia o destino na outra, e religião seria tudo para mim. Deixaria de lado as diversões terrenas considerando-as como escória; os cuidados terrenos como tolices, e pensamentos e sentimentos terrenos como coisas vãs. E religião seria meu primeiro pensamento ao acordar e minha última imagem, antes que o sono me mergulhasse na inconsciência. Trabalharia unicamente por esta causa. Pensaria só no amanhã da eternidade. Cada alma ganha para o céu valeria para mim uma vida de sofrimento. As conseqüências terrenas nunca ficariam em minhas mãos nem selariam meus lábios. A terra com suas alegrias e tristezas não ocupariam nem um só dos meus pensamentos. Eu me esforçaria para considerar unicamente a eternidade, e as almas imortais ao meu redor, próximas a ser felizes ou infelizes eternamente. Iria pelo mundo inteiro a pregar a tempo e fora de tempo, e meu texto seria: 'Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?'"

O que há de errado com esta afirmação? Absolutamente nada! Ela é justa e lógica. Se a religião de Jesus Cristo é o que dizemos ser, as conclusões às quais o incrédulo chegou são certas. O que importa o presente, se o futuro é seguro? O presente quando comparado com a eternidade não é mais cumprido do que a ponta de uma agulha.

Este é um desafio a todos os crentes. Paulo o aceitou e colocou Cristo em primeiro lugar. "Para mim o viver é Cristo." Ao pensar no que isto significa com relação ao sofrimento ele disse: "…tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que nós há de ser revelada."

O Sr. C. T. Studd, um grande jogador de críquete em Cambridge, Inglaterra, leu estas palavras, e elas causaram um impacto tão tremendo nele, que desistiu de sua carreira para ir aos lugares mais sombrios da terra como missionário. Ele diz: "Estas palavras me fizeram decidir, na hora, a viver única e exclusivamente para Cristo."

Não procure uma vida longa, a vida de Cristo foi curta. Não viva em luxúria, Cristo viveu e morreu como pobre. Não viva em prazer, Cristo não veio para agradar a si mesmo. Não procure fama, Cristo aniquilou-se a si mesmo. Não procure uma vida de conforto, Cristo sofreu a vergonha e o castigo da cruz.

O que você e eu faremos com o desafio daquele incrédulo?

Sabemos que há céu e inferno. Sabemos que toda raça humana está destinada a passar a eternidade num destes dois lugares. Sabemos que não somos de nós mesmos; que fomos comprados por bom preço. Sempre assinamos qualquer afirmação que apresente a importância de uma vida fiel, consagrada e santa; mas assinar é uma coisa e colocá-la em prática é outra completamente diferente. Por isso, se não praticamos o que pregamos, não iremos escapar de sermos taxados de hipócritas.

Precisamos deste desafio. Precisamos de alguma coisa que nos acorde. Precisamos de algo que nos faça praticar o que pregamos. Precisamos ter firmeza em nossa profissão ou ela não ficará de pé.

Precisamos dar sentido à nossa religião. A maneira como muitos de nós vivemos não faz sentido. Dizemos que confiamos em Cristo para nos salvar, mas não temos a fé que opera o amor. Dizemos que O amamos e passamos o tempo todo provando o contrário.

Deixa-me fazer-lhe um desafio. Há alguma coisa em você que possa ser desafiada? Gostaria de desafiá-lo pelas misericórdias de Deus, você as aprecia? Eu o desafio pela ordem divina de procurar primeiro o reino de Deus, não quer ouvir as ordens de Deus? Eu o desafio pela lógica fria do incrédulo, se houver alguma coisa que professe, então mostre-a! Eu o desafio pela crítica do homem de negócio, não tem medo de dar-lhe oportunidade de blasfemar da religião de Cristo? Eu o desafio pelas necessidades do mundo perdido, será que não faria tudo ao seu alcance, para salvar pelo menos alguns? Eu o desafio pelo valor de sua própria alma, "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma." Mensagem oferecida pela

Autor: C. D. Cole
Fonte: www.obreiroaprovado.com

domingo, 20 de fevereiro de 2011

[Soteriologia] CHAMANDO TODOS OS PECADORES

Só os pecadores são chamados à salvação, as pessoas boas nem são convidadas.

"Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." Mc. 2:17.

Os crentes deixam de representar Cristo, quando não atraem os pecadores. O contexto aqui nos informa que "estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido." É verdade que Jesus nem sempre era um pregador popular. Às vezes as multidões se afastavam, e até discípulos professos rejeitavam alguns de seus ensinos e "já não andavam com ele," João 6:60-66. E chegou o dia quando até os discípulos mais íntimos o abandonaram, ao ouvirem a multidão gritando por seu sangue. Mc. 14:50, 15:11-14.

ATRAINDO OS PECADORES

Assim, seus verdadeiros seguidores, às vezes, terão que ficar sozinhos com Deus, e através dos séculos milhões de crentes fiéis morreram por causa do testemunho que davam sobre aquele que dera sua vida para redimi-los. Mas, do mesmo modo como Jesus ao ser levantado na cruz atrairia "todos" a si, João 12:32, assim também o sangue de seus mártires persuadem pecadores da verdade de seu testemunho, onde menos suaves falharam.

Falando de modo geral, fica a verdade que havia algo na vida e ensinamento de Jesus que atraía os pecadores, de modo que "a grande multidão o ouvia com prazer," Mc. 12:37. E do mesmo modo que é errado para um discípulo perder a coragem de ficar só quando a tarefa o exige, também é errado perder o amor e a compaixão que atraem os pecadores, não só a nós, mas ao nosso testemunho e ao Salvador que fez de nós o que somos, "co-participantes da natureza divina," I Pe. 1:4.

Se os pecadores em nossa geração são atraídos ou distraídos por todo tipo de religião falsa e não pelo testemunho de Jesus Cristo, será que a culpa é só deles? Será que nós não somos culpados também, por não darmos um bom exemplo da vida e do amor que vem de cima?

NEM UM JUSTO

"O justo" de texto na realidade não existe na terra. É claro que há gente que se acha justa, mas Deus afirmou que em toda raça humana "Não há justo, nem sequer um," Rom. 3:10.

Por isso, se quiser se considerar justo, saiba que Jesus chama só os pecadores ao arrependimento. Se se acha certinho, então não existe necessidade de mudança. Mas se, como Jesus ensinou, Deus está certo e você errado, então ele o chama ao arrependimento – a uma mudança de mente, a uma mudança completa em seu modo de pensar sobre si mesmo, sobre o pecado, e sobre Deus.

Jesus veio não "chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento," Mat. 9:13. Note que não há o artigo definido aqui no grego nem em nenhuma tradução correta. Jesus não estava sugerindo que havia alguns justos no mundo. Simplesmente afirmou que o tipo de pessoa que viera chamar ao arrependimento não eram os justos, mas os pecadores.

DEUS ORDENA QUE SE ARREPENDEM

O chamado de Jesus aos pecadores para que se arrependam é portanto tão amplo quanto a ordem de Deus Pai que "agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependem," At. 17:30. O convite que o Filho faz como prova de misericórdia, o Pai ordena como prova de juízo.

Os pecadores que desprezam o convite amoroso de Jesus, enquanto ele lhes oferece misericórdia, um dia cairão sob a ira de Deus no juízo, pois é nele que Deus "há de julgar o mundo com justiça naquele dia determinado," At. 17:31.

Talvez você pense no que é e como é, e sem dúvida deve pensar muito bem de si mesmo; mas no dia do juízo de Deus, você saberá que "…os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, diz o Senhor," Isaías 55:8. Verdadeiramente, nossa mente natural faz parte da corrupção pecaminosa da raça caída de Adão, e nosso pensar precisa ser corrigido pelo Espírito de nosso Criador e Redentor. Esta correção no modo de pensar, esta mudança revolucionária da mente, é o arrependimento neo-testamentário, e é a ordem de Deus aos homens do mundo inteiro.

ARREPENDIMENTO PARA A VIDA

O arrependimento não é um fim em si, mas um meio para um fim. Necessariamente não há nenhuma virtude ao se experimentar uma mudança de mente - especialmente se a mudança é do bom para o ruim, do ruim para o pior, ou de erro para outro. O arrependimento para o qual Jesus chama e o qual Deus ordena a todos os homens é em relação a Deus, At. 20:21; ao pecado, Ap. 9:21; às obras mortas, Heb. 6:1; à descrença e à fé no evangelho de Jesus Cristo, Mc. 1:15.

Mesmo o arrependimento neo-testamentário não é um fim, mas um começo da vida eterna e salvação, como vemos em At. 11:18, "…Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida."

Podemos muito apropriadamente citar Efés. 2:8, "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto" (isto é; a experiência completa de ser salvo pela graça por meio da fé), "não vem de vós, é dom de Deus."

Assim, o arrependimento que é complementado na fé, e sem a qual é impossível, é garantido ou dado por Deus. Ele não só ordena, ele garante, e ninguém sem sua provisão graciosa se arrependeria. Mesmo assim a responsabilidade humana permanece, e "se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis," Luc. 13:3,5.

JESUS O CHAMA

Nosso texto nos informa que Jesus veio chamar os pecadores ao arrependimento. Já que você é um pecador, ele veio chamar, e chama, você. Conhecendo o mal da sua alma, o grande médico o convida a entregar seu caso em suas mãos, com a certeza de que ele nunca perde um só caso entregue a seu cuidado.

"Arrependei-vos e crede no evangelho." Mc. 1:15. "Quem quiser, tome de graça da água da vida." Ap. 22:17. Se você quiser, Jesus o convida e chama ao arrependimento.


Autor: Rosco Brong
Fonte: www.obreiroaprovado.com

sábado, 19 de fevereiro de 2011

[Discipulado] CHAMADO AO DISCIPULADO

Marcos 2.14: “Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu”.

Esta é a única e verdadeira possibilidade de existir discipulado, a relação imediata entre chamado e obediência.
A resposta do discípulo não é uma confissão oral da fé em Jesus, mas sim um ato de obediência.
O que a gente sabe a respeito do conteúdo do discipulado? Jesus tem a resposta: “Segue-me! Vai andando atrás de mim! Isso é tudo! Isso não parece um programa de vida cheio de realização, sucesso , satisfação, não é algo que pelos padrões humanos mereça sacrifício.
O discípulo é chamado a abandonar tudo, tudo mesmo, sua própria existência anterior, o que é velho deve ficar para trás, totalmente abandonado.
Bonhoeffer diz que o discípulo é:
• arrancado de sua relativa segurança de vida, e lançado à incerteza completa (i. é na verdade, para a absoluta segurança e proteção da comunhão com Jesus);
• de uma situação previsível e calculável (i. é de uma situação totalmente imprevisível);
• para dentro do imprevisível (i. é na verdade, para dentro do que é unicamente necessário e previsível);
• do domínio das possibilidades finitas (i. é, na realidade as possibilidades infinitas);
• para o domínio das possibilidades infinitas (i. é, para a única realidade libertadora).
Qual é o conteúdo do discipulado? Não qualquer outro conteúdo, porque Jesus é o único conteúdo. O chamado ao discipulado é, portanto, comprometimento exclusivo com a pessoa de Jesus Cristo.
Concepções e ideias sobre Cristo, um sistema de doutrinas a respeito de Cristo, conhecimento religioso a respeito de Cristo, da sua graça e do seu perdão, não são necessariamente discipulado, na verdade, na maioria das vezes excluem Cristo, são contra Ele.
Saber algo sobre Cristo pode fazer você ter uma relação de conhecimento, de admiração por Ele, talvez até de fazer algo por em nome d’Ele, mas nunca uma relação de discipulado pessoal e obediente.
Cristianismo sem Jesus Cristo vivo, é cristianismo sem discipulado, e cristianismo se discipulado é cristianismo se Jesus Cristo, é uma ideia, um mito. Discipulado sem Jesus é escolha pessoal de uma caminho talvez ideal que talvez possa leva até ao sacrifício, mas discipulado sem Jesus não tem promessa, Jesus vai rejeitá-lo.
Discipulado é viver pela fé, e o caminho para a fé passa pela obediência ao chamado de Cristo. Jesus exige um passo decisivo, senão o chamado de Jesus fica no vácuo, e tudo aquilo que achamos que é discipulado, sem esse passo radical para o qual Jesus nos chama, se transforma em entusiasmo mentiroso.
Só o crente é obediente, e só o obediente é que crê. A fé só existe na obediência e jamais sem ela, e só é fé verdadeira no ato da obediência.
Quem sabe você se queixa de não conseguir crer: ninguém precisa se admirar de não poder crer enquanto se opõe ou se esquiva, em algum ponto, numa desobediência consciente, ao mandamento de Jesus.
Se você não quiser sujeitar ao mandamento de Cristo uma paixão pecaminosa, um rancor, uma mágoa, uma esperança humana, os planos da sua vida, a sua razão, não fique admirado se não receber o Espírito Santo, de não conseguir orar, de continuar a sentir dificuldade em crer.
Seja obediente, ouça o chamado de Jesus, vai reconciliar-se com seu irmão, vai e abandone o pecado do qual você é escravo e você vai poder crer novamente.
Se você rejeita o mandamento de Jesus, você não pode receber a palavra da graça. Como você pode encontrar a comunhão daquele de quem você fica se esquivando conscientemente em várias questões da sua vida? O desobediente não pode crer; somente o crente é que crê.
O desobediente não pode ouvir a Palavra de Cristo, é impossível que ele venha a crer n’Ela.
É como aquele diálogo entre o desobediente e o pastor.
Desobediente: Pastor, eu não consigo crer!
Pastor: Escuta a Palavra que está sendo anunciada à você!
Desobediente: Eu escuto, mas ela não me diz nada, continua vazia, não me atinge!
Pastor: Você não quer ouvir!
Desobediente: Quero sim!
O que dizer a uma pessoa assim? Somente o crente é que é obediente, e somente o obediente é que crê, portanto, o fato é que por trás de todos estes argumentos do desobediente sobre sua incapacidade de crer, se esconde a sua própria desobediência. Então aquele pastor diz ao desobediente:
Pastor: Você é desobediente, porque você se recusa a obedecer a Cristo. Você quer reservar uma parcela de domínio da sua vida para você mesmo. Você não pode ouvir a Cristo por ser desobediente, você não pode crer na graça por não obedecer; lá num cantinho do seu coração você está obstinado contra o chamado de Jesus. O seu problema é o pecado da desobediência!
A única solução de resolver nossos problemas, nossos conflitos com o pecado em nossa vida, é o mandamento de Cristo, é obedecer de uma vez por todas. E não apenas obedecer por obedecer, mas, obedecer para viver na comunhão com Cristo, porque o principal não são os mandamentos, mas Cristo que é o objetivo do mandamento.
Temos que para de se refugiar na mentira do conflito. O mandamento é claro: “Segue-me!”
Mas qual é o caminho a percorre no discipulado? Jesus diz: Eu te chamo, e isto é tudo!
O conteúdo do discipulado é Jesus Cristo, não há outro conteúdo, que não seja a ligação e a comunhão com Ele. Não somos chamados a apenas seguir o bom Mestre, mas viver na obediência ao filho de Deus.
Somos chamados a nos negar a nós mesmos no discipulado, para que Cristo seja o único objetivo do nosso existir e a autonegação consiste em conhecer apenas a Jesus e não mais a si próprio.
Somos chamados a tomar a cruz. Quem não quiser tomar a sua cruz com medo de sofrer as consequências que isto traz, de ser rejeitado pelos homens, de ser exposto ao sofrimento, esse perde a comunhão com Cristo e não é seu discípulo.
Mas quem perder a sua vida no discipulado, no carregar a cruz, este vai encontrar sua verdadeira vida no próprio discipulado, na comunhão da cruz com Cristo.
Você quer vencer? A cruz é a sua vitória!
Se você quiser se livra do fardo da cruz que te é imposto, você não vai se libertar do fardo, ao contrário, você vai levar um fardo maior ainda, pois o fardo de si mesmo é insuportável. Mas quando o discípulo leva por livre escolha a sua cruz, nessa própria cruz encontrará certeza de proximidade e comunhão com Cristo porque é a Cristo que o discípulo encontra ao tomar sobre si a sua cruz.
Somos chamados a ser sal da terra e luz do mundo, a marcar presença, a sermos vistos, a sermos misturados não com o mundo, mas entre o mundo para ser diferença. Aquele que quer fugir ficando invisível ao mundo, nega o chamado. Igreja de Jesus que quer passar despercebida, não é Igreja no discipulado.
Mas como ser discípulo se temos uma carne que luta contra o espírito? Somos tentados a alimentar a nossa carne e não a deixa-la morrer no discipulado.
Por que não consigo crer, por que não consigo orar, por que não consigo servir, alguns dizem!
Porque alimentamos a carne com a desobediência, e a carne bem alimentada não gosta de orar e nem se dispõe a crer e muito menos a servir.
O que é a vida de fé e discipulado senão a infinita luta do espírito contra a carne?
Como alguém pode querer viver na fé, quando orar é algo enfadonho, quando já perdeu o gosto pela leitura da Palavra? Como pode viver na fé e no discípulo aquele para quem o sono, a comida, a vaidade, o dinheiro, o trabalho, o desejo sexual sempre de novo roubam a alegria em Deus?
O “alimento” do mundo querem desviar o coração do discípulo. Para onde está orientado o coração do discípulo? Para a riqueza do mundo, para Cristo e as riquezas do mundo? Ou está orientado unicamente para Cristo? A luz do corpo são os olhos, a luz do discípulo é o coração. Se os olhos estiverem embotados, como deve estar o nosso coração! E se o coração estiver em trevas, que terríveis trevas existem em seu interior! O coração do discípulo, portanto, se entreva quando se apega às coisas deste mundo.
O chamado de Jesus é radical e a única resposta é a obediência! O chamado prevê um relacionamento compromissado, exclusivo, único, de comunhão com Cristo.
O discípulo não pode viver com um pé na Igreja e outro nas coisas do mundo, pois assim não é verdadeiro discípulo.
O verdadeiro discípulo é crente e obediente, e só obedece e crê quem é discípulo?
E você, quem é?

Baseado no livro DISCIPULADO de Dietrich Bonhoeffer

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

[Discipulado/Evangelismo] O CICLO DO EVANGELISMO E DISCIPULADO: UM PROCESSO SEM FIM


Quando Jesus delegou a Grande Comissão para Seus discípulos, não era uma ideia nova para eles. Através de Seu ensino e exemplo, Jesus já vinha preparando seus discípulos para a tarefa.

A missão dos discípulos antes não era a de meramente agrupar outro movimento social religioso. Deveriam participar da atividade divina de Deus no mundo, redimindo a humanidade perdida para Ele. Da mesma forma que os discípulos tinham visto a multiplicação dos pães e dos peixes, deveriam agora participar perpetuando e multiplicando a mensagem para a qual Jesus os havia comissionado.

Cada um dos quatro Evangelhos conclui com uma ênfase sobre a missão para a qual Jesus comissionou Seus discípulos no final de Seu ministério terreno. As passagens sobre a Grande Comissão nos três Evangelhos Sinóticos, bem como em João, claramente apresentam uma missão abrangente que inclui evangelismo e discipulado.

Uma definição acurada e abrangente de evangelismo foi dada por William Temple, o 98º Arcebispo da Cantuária (1942-44): “Evangelismo é tão somente apresentar Jesus Cristo no poder do Espírito Santo de que os homens podem confiar n'Ele como Salvador e servi- LO como Senhor na fraternidade de Sua igreja”.

Tratar o evangelismo e o discipulado separadamente é fazer uma distinção artificial. Da mesma forma que uma linha não pode ser desenhada entre as cores de um arco-íris, o evangelismo não pode ser separado do discipulado nas Escrituras. O evangelismo e o discipulado não são duas partes de uma progressão que começa com evangelismo e culmina no discipulado. Pelo contrário, ambos compõem um ciclo. O evangelismo não deve ser empreendido com o objetivo de discipulado e o discipulado não deve preparar os crentes para o evangelismo.

Evangelismo Pré-Discipulado
Na Parábola do Semeador, Jesus ensinou que a semente — a Palavra de Deus, ou a mensagem — cairia em diferentes tipos de solo. Algumas pessoas que ouvirem a mensagem não irão responder e algumas que responderem não irão permanecer.

Alguns abordam a Parábola do Semeador a partir de uma perspectiva negativa porque três dos quatro tipos de solo falharam em produzir vida duradoura. Porém, a parábola vai além desses empecilhos ao triunfo da Palavra de Deus em produzir o Reino de Deus. Muito embora boa parte da parábola seja dedicada a enumerar os três tipos improdutivos de solo, apenas uma pequena parte da semente lançaria sobre aqueles lugares num campo real. A parábola não implica necessariamente que a maior parte do trabalho do semeador esteja perdida.

Muitas exposições tratam a Parábola do Semeador como tendo quatro tipos de solo: rochoso, arenoso, espinhoso e o de boa qualidade. A parábola pode, no entanto, ser vista como apresentando dois tipos de solo: o produtivo e o não produtivo. Três exemplos são dados para cada tipo de solo. Toda pessoa enfrenta um de apenas dois destinos. O resultado do evangelismo diz respeito ao solo bom — aquelas pessoas cuja vida não apenas começa, mas cresce e multiplica.

Algumas pessoas abordam o evangelismo com o objetivo único de ver um não-crente orar a oração do pecador. Mas o objetivo do evangelismo é mais que a decisão pela salvação. O objetivo do evangelismo é] uma mudança de estilo de vida — uma pessoa seguindo a Cristo em obediência aos Seus ensinos e comandos. O objetivo final é um discípulo — um seguidor de Cristo comprometido e fiel.

Infelizmente, se uma pessoa chegar à decisão pela salvação sem compreender o custo de seguir a Cristo, ela pode até começar bem, mas não logra êxito em continuar O seguindo e servindo. Esta situação é ilustrada pelos três primeiros tipos de solo mencionados na Parábola do Semeador. As pessoas recebem a mensagem, mas os pássaros levam a semente embora, o sol a queima ou os espinhos a sufocam. Jesus explicou que os pássaros, o sol e os espinhos representavam empecilhos na vida espiritual das pessoas. Isto inclui perseguição ou desejo para os ricos. Estes evitam que a mensagem tenha um efeito de longo prazo. O Ciclo do Evangelismo e Discipulado:

Da mesma forma que apaixonadamente queremos ver as pessoas tomando uma decisão por Cristo, é possível empurrá-las para decisões prematuras ao invés de cooperarmos com o Espírito Santo para que Ele as conduza primeiro, a uma decisão e, então, ao discipulado.

Entender que o discipulado precisa ser o objetivo do evangelismo irá afetar como nós partilhamos a mensagem. Jesus ensinou que Seus seguidores devem entender o custo de ser Seus discípulos: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?” (Lc 14.27-28).

Uma pessoa não crente deve entender a significância da decisão de receber o perdão de Cristo e segui-lO. Os crentes devem ser cautelosos para não manipular emocionalmente as pessoas para decisões que não compreendem ou não estão prontas para tomar. Ao orar com uma pessoa para que receba Cristo, devemos assegurar que ela entende o que está fazendo. Isto requer sabedoria e mesmo comedimento.

Nós não somos responsáveis por convencer as pessoas a comprometerem suas vidas com Cristo. O evangelismo não é somente uma persuasão meramente humana; é um trabalho do Espírito Santo. Jesus prometeu que o Espírito Santo convenceria o mundo do “pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8). Somos responsáveis por compartilhar a mensagem com clareza. Mas é o Espírito Santo quem convence e persuade o coração do ouvinte. Ao entendermos que Deus toma a iniciativa e permanece ativo no processo de evangelismo, somos capacitados a sermos corajosos e dependentes do Seu trabalho persuasivo. Conseguimos também ser pacientes e a confiar em Seu tempo, ao invés de tentarmos empurrar as pessoas para uma decisão prematura. Isto permite que não sejamos nem hesitantes e nem precipitados em nosso testemunho.

Discipulado Pre-Evangelismo
O ciclo de evangelismo e discipulado está completo quando os discípulos tornam- se mensageiros que evangelizam e fazem mais discípulos.

A Igreja na América e em outros lugares no Ocidente podem aprender com a Igreja em outras partes do mundo nesse sentido. Nos últimos cinquenta anos, o crescimento em número de membros nas igrejas Assembleias de Deus em muitos países ultrapassou o do Ocidente. Isto é especialmente verdadeiro na América Latina, na África e partes da Ásia. Uma razão para este crescimento explosivo e exponencial é que em muitos países do Terceiro Mundo os crentes são ensinados e espera-se que evangelizem. Países em não dispõem de um número significativo de equipes de colaboradores remunerados, as congregações são muitos mais ativas em matéria de evangelismo.

Ser uma testemunha eficaz não necessariamente depende de quanto tempo a pessoa segue a Cristo ou quão madura esteja. Pesquisas extensas em milhares de igrejas mostram que muito do evangelismo pessoal em qualquer congregação é feito por aqueles que se tornaram cristãos há menos de um ano.

O evangelismo pessoal é uma parte essencial no seguir a Cristo. Precisa ser parte do estilo de vida de cada crente causar impacto sobre os não crentes a seu redor.

O Objetivo
O objetivo do evangelismo e do discipulado é claramente descrito na carta de Paulo aos colossenses: “agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis, se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho” (Cl Ciclo do Evangelismo e Discipulado:l 1.22-23). Paulo prossegue, descrevendo o objetivo de se proclamar o Evangelho: “o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28, ênfase nossa). Observe que o objetivo é para que cada discípulo seja apresentado diante do Senhor santo, inculpável e sem mácula — completo em Cristo — no fim da vida na terra.

À medida que conduzirem as igrejas locais ao evangelismo, os pastores muito frequentemente precisarão tomar decisões no que diz respeito ao quanto de tempo e de recursos serão investidos. Nós, assim como Paulo, precisamos nos comprometer em evangelizar “por todos os modos” (1Co 9.22, ênfase nossa). Porém, devemos priorizar aqueles meios que resultem no objetivo final estabelecido pela Palavra de Deus — discípulos que são “perfeito em Cristo” (Cl 1.28). Às vezes, isto significará optar por métodos que não produzam muitas decisões iniciais, mas que resultem em mais discípulos. 

O enfoque de Jesus está nas consequências eternas do pecado e do destino eterno de cada pessoa. O Evangelho chama cada ouvinte para decidir e responder à proclamação da Palavra de Deus. O foco do Evangelho está na salvação dos indivíduos que irão compor a noiva de Cristo. A missão da igreja é participar
da missão de Cristo de conduzir “muitos filhos à Glória” (Hb 2.10). 

O ciclo de evangelismo e discipulado é processo sem fim de alcançar e reter as pessoas que se tornam cidadãs do reino eterno de Cristo.

Autor: RANDY HURST

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Soteriologia - A BÍBLIA ENSINA SOBRE SEGURANÇA ETERNA?

Podem os cristãos perderem sua salvação ao recusarem o senhorio de Cristo?

Introdução

Em um artigo anterior, eu discuti brevemente a posição doutrinária da perseverança dos santos, segurança eterna, ou, uma vez salvo, salvo para sempre. Aqui, porém, discutirei de forma mais completa.

A doutrina da segurança eterna ensina que uma vez que a pessoa experimenta a salvação, nada pode fazê-la perder esse status. Millard J. Erickson afirma: “A posição Calvinista é clara e decisiva neste assunto: ‘Eles, a quem Deus tem aceitado, que foram chamados, e santificados pelo Seu Espírito, não podem perder nem totalmente nem definitivamente o estado da graça, mas deve perseverar até o fim, e serem eternamente salvos’”. (WESTMINTER CONFESSION OF FAITH, 17.1).

Henry C. Thiessen adiante afirma: “De acordo com a afirmação de que eles ‘não podem perder nem totalmente nem definitivamente o estado da graça’. Isso não é equivalente a dizer que eles nunca poderão ter uma recaída, nunca pecarão, ou nunca deixarão de louvar a Aquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz. Apenas significa que eles nunca perderão totalmente o estado da graça e retornarão ao lugar de onde eles foram tirados.”

Assim como a expiação limitada, Agostinho popularizou no século V a.C. a doutrina da perseverança dos santos. A Igreja Católica Romana finalmente adotou seus ensinos sobre esse assunto como doutrina oficial. Foi a posição comumente aceita no tempo da Reforma Protestante. Líderes da Reforma, como João Calvino, também a aceitou e promoveu juntamente com uma série de outras doutrinas e práticas católico-romanas préreforma. Dessa maneira, a segurança eterna adentrou nos sistemas doutrinários de diversas denominações protestantes modernas de hoje.

A tradição arminiana-wesleyana de santidade e as Assembleias de Deus que cresceram fora disso têm historicamente rejeitado a crença da segurança eterna. O website oficial das AD afirma: “As Assembleias de Deus tomaram uma posição contrária ao ensinamento de que a soberania de Deus substituirá completamente o livre arbítrio do homem para que este O aceite e O sirva. Em virtude disto nós acreditamos que é possível que uma pessoa uma vez salva se afaste de Deus e esteja perdida novamente”.

Muito embora as Assembleias de Deus tenham tomado uma posição forte e inequívoca, as pessoas a quem ministramos podem não entender essa doutrina ou nossa posição em relação a este assunto.

As pessoas em nossas congregações geralmente trabalham com outras que acreditam em segurança eterna. Elas precisam saber como refutar as crenças de seus colegas de trabalho. Por isso, é importante que os pastores ensinem os argumentos usados pelos proponentes da perseperseverança dos santos/segurança eterna, as respostas apropriadas para suas afirmações e a base bíblica da nossa posição: crentes podem voluntariamente perder sua salvação se se afastarem do senhorio de Cristo.

Há, com certeza, crenças diversas com relação à segurança eterna dentro do Calvinismo. Por exemplo, uma visão extrema argumenta que Deus levará um crente para casa porque ele não endireita sua vida e tornou-se um estorvo para Ele. Outros que acreditam em segurança eterna, mas não acreditam que esta dê licença para pecar: “Por outro lado, porém, nosso entendimento da doutrina da perseverança não permite a indolência nem a negligência. É questionável se uma pessoa que racionaliza, ‘Agora que eu sou um cristão, posso viver como eu quiser’, foi realmente convertida e regenerada. A fé genuína surge, ao contrário, no fruto do Espírito.”

Textos usados para sustentar Segurança Eterna e suas próprias interpretações

Crentes podem voluntariamente perder sua salvação se se afastarem do senhorio de Cristo.

Aqueles que apoiam a visão da salvação de Segurança Eterna (SE) geralmente se referem a João 5,24 para sustentar sua posição, “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” Proponentes acreditam que este versículo signifique que, uma vez que passou da morte para a vida, você eternamente terá vida. O contexto gramatical desse versículo, porém, esclarece que a palavra eterna não é um advérbio que modifica o verbo, como quando se diz eternamente terá vida. Ao contrário, é parte do substantivo composto. Assim, a vida é eterna, não a posse dela. Também, as palavras ouvindo e crendo estão no gerúndio, o que significa ação contínua.

Proponentes também argumentam que, uma vez que a pessoa e Deus se unem, esse laço nunca pode ser desfeito; apelam para João 6.37, “Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” Não podemos dizer, porém, que este texto exclua a possibilidade de que alguém possa escolher ir embora (compare com João 17.12).

João 10.27,28 também é usado para sustentar a doutrina da SE: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheçoas, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos.”

A estes versículos podemos também acrescentar Romanos 8.35,39: “Quem nos separará do amor de Cristo? ... Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!”

Deve-se observar também que o tempo presente no grego denota ação contínua. Esse versículo é traduzido literalmente como “As minhas ovelhas continuam ouvindo a minha voz, e eu continuo conhecendo-as, e elas continuam me seguindo; e continuo dando-lhes a vida eterna.” Significa que o fato de não perecermos depende da nossa ação contínua de ouvir e de seguir a Jesus, tema que ecoa em toda a Bíblia. Ao contrário de sustentar a SE, este texto sustenta a possibilidade de um crente se afastar de Deus se rejeitar a continuar a obediência a Cristo.

Usando João 15.1-11, proponentes afirmam “Se os crentes se fizeram um em Cristo e Sua vida flui neles (Jo 15.1-11), nada pode anular essa conexão.” Mas o capítulo 15 inteiro mostra a possibilidade de essa conexão ser quebrada.

A palavra traduzida como permanecer em todo o capítulo 15 é meno, que significa ficar, continuar. Portanto, Jesus diz, “Toda vara em mim que não dá fruto, a tira...Se alguém não permanece [fica, continua] em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.” (Jo 15.2,6). A próxima seção começa com Jesus declarando, “Tenho-vos dito essas coisas para que vos não escandalizeis.” (Jo 16.1). Se afastar-se de Deus não fosse uma possibilidade nítida, Jesus não teria falado sobre o assunto.

Alguns adeptos da SE apontam para as palavras de Paulo em Filipenses 1.6 para apoio, “Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.”

Lendo os versículos 1-11, porém, torna-se claro que o que Paulo estava seguro era o fato do desejo dos filipenses de forçarem a maturidade – a única segurança real do crente. Isto é sustentado pela advertência aos filipenses para “operar a vossa salvação com temor e tremor.” (2.12). Além disso, após notar que mesmo seu próprio destino eterno ainda não estava escrito nas pedras (3.12,13), e para ter certeza de sua vida eterna, Paulo se esforçou para uma maior maturidade e obediência (3.14). Ele exortou os filipenses a seguirem seu exemplo e evitarem seguir o exemplo daqueles cujo fim é a destruição (3.17-19).

As pessoas, às vezes, apelam para Hebreus 7.25, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Defensores entendem que a palavra sempre se refira àqueles que se aproximam de Deus para salvação. O contexto imediato, porém, e a mensagem do livro de Hebreus requerem a frase para se referir a Jesus e a duração de tempo em que Ele, como Sumo Sacerdote, é capaz de prover a expiação a qual faz com que a salvação seja possível não para a segurança eterna do crente (compare também os vv. 3,17,21,25; 5.6; 6.20).

Mas o texto favorito daqueles que adotam a SE é 1 João 2.19, “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.” Adeptos usam essa passagem para afirmar que aqueles que pararam de seguir a Cristo nunca tinham experimentado a salvação. Existem várias coisas que devemos examinar neste versículo.

Primeiro, o texto não afirma explicitamente o que os proponentes de SE asseveram que afirme (que separação significa que a salvação deles não era real). João estava escrevendo depois de sua deserção e observando que o abandono era prova de que eles não pertenciam mais à comunidade dos remidos. João os estava comparando àqueles que tinham resistido aos falsos ensinamentos, continuado a adotar a verdade e persistido em permanecer em Cristo (v. 24).

Segundo, o contraste entre as respostas de ir embora e permanecer/ficar relembram os próprios ensinamentos de Jesus em João 15, onde Ele descreveu membros do corpo de Cristo que falham em permanecer, não continuam a produzir frutos, secam e são finalmente lançados fora.

Terceiro, ambos os AT/NT estão repletos de exemplos de pessoas e grupos que estavam, em algum ponto, claramente ao lado de Deus mas que depois repudiaram Seu senhorio (Gn 4.3-16 [comp. Jd v. 11]; Êx 32.32, 33; Nm 3.2-4; 4.15-20; 16.1-33; 22.8, 12,19,20,32-35; 24.1,2,13; 31.7,8; 1Sm 10.1-7,9-11; 13.8-15; 16.14,31; Jo 6.66 [comp. v. 67]; 1Co 5.1-13; 1Tm 1.19, 20; 2Tm 1.15; 2.17,18; 4.10; Tt 1.12- 16; Hb 12.15-17; 2Pe 2.1; Ap 2.6,15 [comp. At 6.5; HISTÓRIA ECLESIÁSTICA – Eusébio 3.29, 20]).


Argumentos que Advertem os Crentes sobre a Possibilidade da Apostasia

Devemos nos refamiliarizar com passagens que sustentem nossa doutrina.

Às vezes, os adeptos do Arminianismo não têm articulado claramente sua posição doutrinária. Temos usado a expressão perder sua salvação, como se esse ato pudesse ser acidental, não intencional e o resultado de um deslize momentâneo. Os detratores têm justamente atacado essa frase como uma reflexão imprecisa das Escrituras. Por isso, devemos nos refamiliarizar com passagens que sustentem nossa doutrina e então articularmos de uma maneira que reflita apropriadamente o ensinamento da Palavra de Deus.

Os ensinamentos arminianos-wesleyanos sobre santidade e Pentecostes sustentam que os crentes mantêm seu livre arbítrio mesmo após a salvação. As Escrituras ensinam que aqueles que confiam e obedecem a Jesus são ainda mais livres após a salvação do que antes (Jo 8.36; Gl 5.1,13), não menos. Nossa doutrina pode ser descrita pelas frases bíblicas “da graça tendes caído” (Gl 5.4), “apartar do Deus vivo” (Hb 3.12) e “recaíram.” (Hb 6.6).

Deus não invadirá ou violará o livre arbítrio que Ele propositalmente criou no homem.


J. Rodman Williams afirma: “Mas, por causa do fato de que a salvação de Deus opera através da fé – a fé viva – o abandono dessa fé pode levar à apostasia. Ao falhar em permanecer em Cristo, em continuar nEle e em Sua palavra, perseverar em meio a julgamentos mundanos e tentação, fazer com que a fé se firme e fortaleça – desse modo permitindo que a incredulidade entre – os crentes podem se afastar de Deus. Assim poderão tragicamente perder sua salvação."

A palavra apostasia é a transliteração da palavra grega apostasia do NT. Referências observam que essa palavra e sua forma verbal incluem essas nuanças: tomar uma posição, cometer deserção ou traição política, separar de, afastar-se de, induzir a revolta, retirar, desviar, desaparecer, cessar toda interação com, desertar, pôr de lado (como em divórcio). Nenhum desses itens sugere uma perda de pacto como resultado de uma brecha acidental ou temporária de padrões estabelecidos de santidade. Ao contrário, todos eles implicam a previsão, intenção e estado persistente de rebelião contra a autoridade de Jesus sobre a vida de alguém.

Livre Arbítrio

Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Em parte, isto significa que da mesma forma que Deus pensa, planeja, raciocina e decide, o homem também o faz.

Embora a queda tenha parcialmente apagado a imagem de Deus estampada sobre a humanidade na criação, esses outros atributos certamente não o foram. Além disso, Deus não invadirá ou violará o livre arbítrio que Ele propositalmente criou no homem de aceitar ou não a Cristo.

No AT, Deus tratou com os israelitas quase que exclusivamente através de pactos condicionais. Deus continuou a adverti-los para que cumprissem suas obrigações no pacto ou o relacionamento com Ele poderia ser anulado (compare Êx 32.33; Lv 22.3; Nm 15.27-31; Dt 29.18-21; 1Re 9.6,7; 2Re 17.22, 23; 24.20; 1Cr 28.9; 2Cr 7.19-22; 15.2; 24.20; Sl 69.28; Is 1.2-4; 59.2; Jr 2.19; 5.3,6,7; 8.5,12; 15.1,6,7; 16.5; Ez 3.20; 18.12,13; 33.12). A graça estava disponível no AT (Êx 34.6, Nm 6.25; Jr 3.12), mas como no NT, a graça nunca foi uma desculpa para se continuar em pecado e nunca diminui as exigências de um pacto (compare Jo 1.16,17; Rm 6.1,2; 8.7-11; Lc 12.48; compare também Rm 1.31, “incrédulos” ou “pérfidos”).


Os Evangelhos

Jesus ordenou que os membros da comunidade da aliança que persistiam na falta de não se arrepender fossem colocados para fora da igreja e tratados como excluídos da aliança.


João, o Batista, audaciosamente proclamou, “E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo.” (Mt 3.10; Lc 3.9). De fato, Jesus começou Seu ministério reiterando esta mesma mensagem (Mt 7.19).

Jesus também ensinou que se não estivermos predispostos a perdoar, removemos a possibilidade de recebermos o perdão de Deus (Mt 6.15). No contexto histórico original de Jesus e no contexto canônico de Mateus, a nova comunidade em aliança – composta por crentes – Jesus disse que apenas aqueles que resistirem até o fim serão salvos (Mt 10.22; 24.13), e que se O negarmos diante dos homens, Ele nos negará diante do Seu Pai (Mt 10.33). Quando disse, “todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens.” (Mateus 12.31), Ele não fez distinção entre os salvos e os não salvos.

Na parábola do Semeador, a semente caía na terra e começava a produzir frutos, mas várias circunstâncias finalmente a destruíram (Mt 13.3-23). Em Mateus 18.15-17, Jesus ordenou que os membros da comunidade da aliança que persistiam em falta de não se arrepender fossem colocados para fora da igreja e tratados como excluídos da aliança. Jesus também advertiu que, nos últimos dias, falsos messias “enganarão muitos” (Mt 24.5) e, durante a perseguição, “muitos seriam escandalizados” (Mt 24.10). O versículo 24 recorda os ensinamentos de Jesus em que falsos messias e falsos profetas “desviariam, se possível, até os escolhidos.”

Defensores da SE acham que a frase “se possível” aponta para uma situação hipotética e mostra que não é possível que alguém perca a fé. Este argumento, porém, não considera o contexto maior (Mt 24.5,10) ou outros textos (1Ts 4.1,2) que claramente afirmam que alguns crentes nos últimos dias se desviariam da fé por diversas razões.

Lucas relatou que Jesus ensinava que “Ninguém que lança mão do arado e olha [continuamente] para trás é apto para o Reino de Deus” (Lc 9.62). O contexto esclarece o significado da metáfora. O mesmo pode ser dito acerca de Lucas 14.34,35, “Bom é o sal, mas se ele degenerar, com que se adubará? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lança-os fora. Quem tem ouvidos, que ouça” (sobre os ensinamentos de Jesus, ver mais em Mt 7.16,17,21,24,26; 10.38; 18.23-35; Lc 9.23ss; 14.25-33).


Ensinamento Paulino

Paulo advertiu os coríntios que acreditar em uma versão errada das boas-novas poderia pôr em perigo sua salvação.

No campo missionário, após terem “feito muitos discípulos”, Paulo e Barnabé retornaram às igrejas que haviam levantado anteriormente, fortaleceram os discípulos e os encorajaram a continuarem na fé (At 14. 21,22). Poderia ter sido um desperdício de tempo e energia se apostasia não fosse uma opção. Mais tarde, Paulo advertiu os líderes da igreja em Éfeso que “...entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre de vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” (At 20.29,30.)

Nas cartas de Paulo, seu ensinamento não era diferente de suas pregações em Atos. Ele advertiu as igrejas em Roma, “Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, [Israel], que te não poupe a ti também [cristãos em Roma]. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a benignidade de Deus, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira, também tu serás cortado.” (11.21,22). Ele também os desafiou, “Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.” (14.15; compare também 1Co 8.11, onde os mesmos termos aparecem).

Em 1 Coríntios 5. 1-13 (compare também 2Ts 3.6, 14). Paulo desafiou os coríntios a excomungarem as pessoas que vivessem em pecado (compare Mt 18.15-17). Ele repreendeu os libertinos na igreja de Corinto por deixarem com que sua liberdade causasse destruição do “irmão fraco, pelo qual Cristo morreu” (1Co 8.11). “Irmão” indica que todos envolvidos são membros de uma mesma comunidade de aliança. Acreditava que existia a possibilidade de que mesmo ele pudesse ser um náufrago na fé (1Co 9.27).

Paulo, mais adiante, advertiu os cristãos em Corinto de que este poderia ser o destino deles também e que poderiam acabar como os israelitas que morreram no deserto (1Co 10.1-13). “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.” (v. 12).

Paulo também advertiu os coríntios que acreditar em uma versão errada das boas-novas poderia pôr em perigo sua salvação: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão.” (1Co 15.1,2).

Mais adiante, desafiou-os novamente, “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmo, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.” (2Co 13.5). Este desafio é similar àquele que fez à igreja dos colossenses: Jesus os apresentaria inculpáveis perante Deus, mas apenas se [eles] “permanecerdes fundados e firmes na fé.” (Cl 1.21-23).

Às igrejas de Gálatas Paulo exclamou: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho.” (Gl 1.6). Em Gálatas 4.1-11, ele descreveu a progressão em que os cristãos gálatas passaram de escravos para filhos e então para escravos novamente. Na conclusão dessa seção, Paulo disse, “Eu temo por vocês, que talvez, eu tenha trabalhado com vocês em vão.”

Àqueles que haviam sido salvos pelo sangue de Jesus mas aceitado o Evangelho “plus” dos judaizantes que acrescentaram circuncisão ao Ordo Salutis (caminho da salvação), Paulo proclamou, “Separados estais [kataergo: rompido, esvaziado, anulado de, cancelado de, trazido ao fim, destruído, aniquilado] de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído [ekpipto: cair de, confiscar, perder, causar o fim] .” (Gl 5.4).

À igreja dos filipenses, Paulo afirmou ter sofrido a perda de todas as coisas “para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte; para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos.” (Fp 3.10,11). Se a salvação de Paulo fosse decisiva e nada pudesse mudar seu status com Deus, ele não estaria ciente disso. Paulo levou a sério a ruína espiritual na vida de alguns de seus companheiros mais próximos porque, no mesmo contexto, ele falou à igreja de Filipos sobre as pessoas que haviam sido crentes muito conhecidas, mas que lamentava agora por “serem inimigos da cruz de Cristo.” (Fp 3.18).

Quando Paulo instruiu pastores, a mensagem foi a mesma: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.” (1Tm 4.1; compare 2Tm 4.3,4).

As Epístolas Gerais e o Apocalipse

O Livro de Hebreus contém algumas das advertências mais claras contra a apostasia e também exortações urgentes para se permanecer firme até o fim.

A advertência do NT também é clara sobre o fato de o crente poder voluntariamente perder sua salvação. O Livro de Hebreus contém algumas das advertências mais claras contra a apostasia e também exortações urgentes para se permanecer firme até o fim – todas direcionadas a cristãos.

Por causa da revelação maior que veio com a encarnação de Cristo, o autor de Hebreus disse aos cristãos, “Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas” (2.1). Neste texto, o escritor incluiu a si próprio em uma advertência contra se deixar o caminho da salvação. No mesmo contexto, levantou uma questão retórica, “Como escaparemos nós [julgamento, compare v. 2), se descuidarmos de uma tão grande salvação?” (v. 3). Novamente, o autor se incluiu em seu público cristão.

Devemos notar que o verbo é descuidar, não rejeitar. Seus leitores eram cristãos descuidados, e não descrentes rejeitadores. Em 3.6, ele lançou o mesmo desafio feito por Jesus e Paulo: E nós somos Sua “própria casa... se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até o fim.” Ele reiterou além disso, “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até o fim.” (v. 14). Advertiu aos crentes, “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar [apostaenai, apostasia] do Deus vivo.” (3.12, ênfase adicionada).

Os crentes precisam “temer, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fique para trás” (4.1), porque até crentes podem “cair no mesmo exemplo de desobediência [que os da aliança de Israel demonstravam]” (4.11).

Em 6.4-6, o autor declara: “Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõe ao vitupério.”

Reminiscente de Números 15.30,31, Hebreus afirma: “Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo” (10.26,27, ênfase adicionada). E continua, “Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?” (10.28,29, ênfase adicionada). A parte em negrito desses versículos fornece uma evidência incontestável de que o público é cristão. Esses crentes são advertidos a não “rejeitarem” (em oposição a “perder acidentalmente”) sua salvação (10.35).

O escritor de Hebreus deixou ao seu público cristão esta exortação: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura [compare com Dt 29.18-21], brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrima, o buscou.” (Hb 12.15-17).

Tiago nos diz: “se algum de entre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma.” (Tg 5.19,20).

Pedro escreve: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2Pe 2.1). No mesmo contexto, continua: “Portanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estado pior que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado. O cão voltou ao seu próprio vômito; a porca lavada, ao espojadouro de lama.” (2Pe 2.20-22, ênfase acrescentada para demonstrar o fato de que o autor está descrevendo pessoas que haviam sido contadas entre os redimidos).

João descreveu um pecado que é “para a morte” e não pode ser perdoado (1Jo 5.16).

O contexto na primeira metade do versículo, assim como o uso da mesma terminologia em outros lugares nessa carta (1Jo 3.13,14) deixa claro o fato de que se trata de morte espiritual e não física. Essa mensagem não é diferente da de Apocalipse. Lá, ele prometeu vida eterna apenas àqueles que vencerem e perseverarem fiéis até o fim (Ap 2.10,25, 26). Por outro lado, ele garantiu rejeição e perda da vida para aqueles que não o fizerem (Ap 2.5; 3.11,16). Até o final do livro (e, portanto, o NT), ele continuou a alertar sobre a possibilidade de se perder a salvação (Ap 22.19).

Conclusão

A única segurança do crente está atrelada à firme obediência à vontade do Mestre.

É evidente que a Bíblia alerta contra a possibilidade de perda do status com Deus. As Escrituras são claras no que diz respeito a que a única segurança do crente está atrelada à firme obediência à vontade do Mestre.

Essa realidade se encaixa perfeitamente na definição bíblica de salvação, que não é um evento único que sela um crente por toda a eternidade, mas um processo que tem estágio passado (Rm 10.9,10; 2Co 5.17), presente (Lc 9.23; 1Co 1.18; 2Co 2.15; 3.18; Fp 2.12; 3.8-16) e futuro (Rm 8.19-24; 1Co 15.24-28; 1Pe 1.3-7; Ap 12.10; 20.1-10; 21.1 – 22.14).

Os crentes detêm a opção de escolher uma vida de obediência e submissão à vontade de Deus ou de se desviar do relacionamento com Deus e sofrer a separação eterna de Deus como resultado.

Ao ensinar esta verdade às pessoas, você pode encorajá-las a uma vida divina e a responderem aqueles que creem na segurança eterna.


W.E. NUNNALLY, Ph.D.
Professor de Judaísmo Primitivo e Origens Cristãs na
Universidade Evangel
Springfield, Missouri (EUA)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Soteriologia - ARREPENDEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO

"…veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo: O tempo está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho" Mc. 1:14-15.

Não só os mandamentos de Deus devem ser observados, mas a ordem destes mandamentos também.

De todas as perversões satánicas que se fazem da mensagem do evangelho, uma das mais perniciosas é a inversão da ordem bíblica do arrependimento e fé. Juntamente com esta inversão há uma completa falta de entendimento do significado de arrependimento e da natureza da fé salvadora. Não é por acidente que a única vez no Novo Testamento em elas aparecem juntas, são citadas pelo próprio Senhor Jesus Cristo, e o mandamento para se arrepender vem primeiro.

ARREPENDIMENTO E FÉ

Além disso, é necessário se notar que só duas vezes no Novo Testamento os substantivos arrependimento e fé aparecem juntos e nas duas vezes nesta ordem. Os falsos mestres da "fé e arrependimento" falsificados não podem justificar esta ordem inversa pelas Escrituras, e os argumentos que usam para defendê-la são baseados numa interpretação errônea do significado das duas palavras. Os dois lugares no Novo Testamento onde os substantivos arrependimento e fé são usados se encontram em At. 20:21 e Heb. 6:1.

Em At. 20:20-21 o Apóstolo Paulo resume seu ministério dizendo: "Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão (arrependimento) a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo."

Em Heb. 6:1 somos exortados a que "deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus."

"PARA O CRER"

Há um lugar no Novo Testamento, onde na versão corrigida, as palavras arrepender e crer aparecem juntas, e embora no original a palavra arrepender seja diferente da que é usada nas outras passagens citadas, a mesma ordem prevalece. É em Mt. 21:32, onde vemos Jesus falando a "principais sacerdotes e os anciãos: "Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer."

"GRAÇAS INSEPARÁVEIS"

Neste último exemplo (Mt. 21:32) a palavra para "arrependestes" talvez fosse melhor traduzida por :sentistes remorso."

Quanto às palavras geralmente representadas por "arrepender" e "arrependimento" na versão corrigida, a verdade é igual ao que lê na declaração de fé de New Hampshire (Declaração de Fé das Igrejas Batistas do Brasil), que o arrependimento e a fé são "graças inseparáveis". Isto é verdade não só porque está escrito na declaração, mas por ser apoiado por Batistas sãos na fé, como sendo a verdade revelada no Novo Testamento.

A verdade é que oradores e escritores divinamente inspirados do Novo Testamento geralmente consideravam suficiente referir-se ou só ao arrependimento ou só a fé, sabendo que qualquer uma das duas necessariamente implicaria na outra. Foi só para fazer ênfase especial, e talvez, para tornar claro o relacionamento entre elas, que nestas poucas vezes ambos os termos foram usados.

UM ERRO LAMENTÁVEL

Já ouvi pastores batistas, que deviam saber mais, dizer que o carcereiro filipense em Atos 16 ouviu Paulo e Silas dizerem que só precisava crer porque "ele já tinha arrependido." O homem que faz tal afirmação ou não conhece o significado de arrependimento ou não considerou cuidadosamente suas próprias palavras.

O fato é que não pode existir tal coisa como um pecador verdadeiramente arrependido de "suas obras mortas" e :para Deus", sem que também tenha fé salvadora em Cristo. Também não existe um crente salvo em Cristo que não haja se arrependido de acordo com o arrependimento do Novo Testamento.

O arrependimento e a fé não são "passos para a salvação; muito menos a inversão e a falsificação "fé e arrependimento", a não ser ilusão e destruição.

O arrependiemnto e a fé do Novo Testamento são "graças inseparáveis"; dois dos muitos aspectos de uma experiência única da graça salvadora de Deus.

SIGNIFICADO DE TERMOS

O verdadeiro arrependimento é uma mudança de mente, e quando usado em conexão com o evangelho, significa para o pecador perdido uma mudança da descrença para a crença. É óbvio, então, que quando o pecador se arrepende de verdade, ele também passa a crer no que não cria antes, incluindo uma confiança em Quem antes não confiava.

A fé salvadora implica necessariamente numa confiança ou entrega pessoal, como se é ensinado claramente na Bíblia. Já que o pecador perdido está num estado natural de descrença, é óbvio que ele não pode crer sem uma mudança de mente, a qual é o signficado de arrependimento no Novo Testamento.

CREIA NO EVANGELHO

Paulo, em I Cor. 15:3-8, resume o Evangelho: "…que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia segundo as Escrituras, e que foi visto."

Se você ainda não creu nesta mensagem a ponto de confiar em Cristo para a salvação, que possa agora, pela graça de Deus, se arrepender (mudar sua mente) e crer no evangelho para a salvação de sua alma. Heb. 10:39.


Autor: Rosco Brong
Fonte: www.obreiroaprovado.com

Soteriologia - A DOUTRINA DA SALVAÇÃO - A PARÁBOLA DO ARREPENDIMENTO

MATEUS 21:28-32

Um nome igualmente apropriado para esta parábola dos Dois Filhos séria "A Parábola do Arrependimento", porque é nela que temos o ensino e registro mais claro do ponto de vista de Cristo sobre este assunto tão importante.

I. O ARREPENDIMENTO É A PRIMEIRA E UMA DAS MAIS IMPORTANTE VERDADES DO NOVO TESTAMENTO:

A. Foi o teor da mensagem de João Batista: Mc 1:4;
B. Foi mencionado na primeira mensagem de Cristo; Mc 1,14-15;
C. Jesus enviou seus discípulos a pregar e o que eles pregaram? Mc 6,12;
D. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de Cristo, Pedro pede aos ouvintes que se arrependessem; Atos 2,38;
E. Paulo, outro grande pregador da igreja primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17,30;
F. O arrependimento era básico na mensagem primitiva;

II. O ARREPENDIMENTO É O PONTO DE PARTIDA PELO QUAL TODOS QUE ENTRAM NO REINO DOS CÉUS PRECISAM CHEGAR A ENTENDE-LO:

A. Jesus deixa claro que todos os fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam se arrepender da mesma forma que os publicanos e as meretrizes;
B. Essa é uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que podem haver variações de pensamentos;
C. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir dessa realidade; Rm 3,10-19;
D. Professar uma religião ou ter sido criado num ambiente religioso não faz diferença;
E. O fato do filho mais novo ter dito sim ao pai não faz diferença. Ele não obedeceu;
F. Podemos dizer com segurança que o templo da salvação começa no arrependimento;

III. JESUS ENFATIZA QUE O QUE CONDENA OS HOMENS É O FATO DE NÃO SE ARREPENDEREM:

A. Mateus 21,32; Foi o caso dos fariseus mencionados nesta parábola;
B. Ai de ti Cafarnaum... Luc. 10:13;

IV. A FALTA DE ENTENDIMENTO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ARREPENDIMENTO É A CAUSA DE MUITOS PROBLEMAS ENCONTRADOS DENTRO DO CRISTIANISMO NOMINAL:

A. A fraqueza das igrejas;
B. A Falta de um testemunho forte e corajoso;
C. A confusão das massas que mal sabem o que é ser cristão, ou que é uma igreja;
D. Elas não entendem que para ser cristão é preciso haver uma transformação interna, operado pelo Espírito Santo, a qual, transforma-o interna e externamente;

V. O ARREPENDIMENTO EM ALGUM ENSINOS ILUSTRES DO SENHOR JESUS:

A. Na parábola do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais comovente do que a palavras que Jesus usou para descrevê-la: "E tornando em si..."
B. Na parábola do fariseu e do publicano. Toda a oração do publicano é um ato notável de um homem arrependido de seus pecados e que precisa de ajuda;
C. As pessoas perdoadas por Cristo eram pessoas penitentes;

VI. O QUE É O ARREPENDIMENTO - FORMA SIMPLIFICADA:

A. Primeiro: Admitiu o seu erro: a si mesmo; a quem de direito; a Deus; ao mundo;
Êx. O filho pródigo: "Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai tem abundância de pão e eu aqui pereço de fome?" Lc 15:17 ou em outras palavras: "Que bobagem é essa que eu fiz em recusar de viver com meu Pai e achar que este mundo era melhor que sua casa?
B. Segundo: Sentiu vergonha do que fez, achando-se indigno de receber o perdão;
"Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser chamado seu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros..." Lc 15:18-19;
C. Terceiro: Provou e confirmou seu arrependimento, fazendo aquilo que de princípio havia se recusado a fazer; "E levantando-se foi para seu pai" Lc 15:20;
Estes três passos pode ser visto na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho humilhado;

VII. O TERCEIRO PASSO É O MAIS DIFÍCIL

A. É nesse ponto que muitos chegam e desistem. Assumem o erro, envergonham-se mas tem medo de assumir publicamente que "realmente mudou" com suas atitudes;
B. O Jovem Rico é um bom exemplo de como ele foi bem até este ponto;

VIII. A QUEM É CONCEDIDO O ARREPENDIMENTO?

A. Na parábola não fala de religiosos e os beatos;
B. A parábola usa os termos "publicanos" e "meretrizes";
C. Os publicanos eram a pior espécie de homens entre os judeus:
Tidos como ladrões por defraudarem o povo;
Tidos como carrascos por ordenar a prisão dos que não conseguiam pagar os impostos;
Tidos como traidores da pátria. Cobravam impostos a César e não a um rei judeu;
Tidos como os mais indignos de entrarem no reino dos céus;
D. As meretrizes eram a pior espécie entre as mulheres;
A Lei mandava apedrejá-las;
Sinônimo de imoralidade eram tidas como "um nojo" para a sociedade;
Até hoje ser identificada como meretriz é por si uma ofensa à família;
E. Porque Jesus usou dois exemplos tão vis:
Primeiro: Mostrar que para Deus a condição do homem está nivelada em "pecadores"; Romanos 3:23;
Segundo: Que a morte de Cristo é suficiente para tirar os mais vis pecados; 1 Co 6:20;
Terceiro: Que meretrizes e publicanos são capazes de chegar ao arrependimento quando muitos beatos não o são; João 1:1; e Mat. 21:32;

IX. MAS TEMOS AINDA UM ÚLTIMO ENSINAMENTO NESTA PARÁBOLA: ESTÁ NA PALAVRA "DEPOIS"

A. Ela expressa ao mesmo tempo a misericórdia e o amor de Deus;
B. Que seria desse primeiro filho sem está palavra. No começo negou-se a ir, mas "depois", sem depois ele foi;
C. Que seria de Paulo se não houvesse essa palavra após aquele dia que ele segurou as vestes dos assassinos de Estevão; Após ele perseguir a Igreja de Cristo; Graças a Deus temos essa palavra;
D. Quantos já recusaram servir a Deus como a Bíblia ensina e estão tendo a oportunidade de ter em sua vida, neste dia, a palavra "depois";
E. Você pode um dia dizer: "Por muitos anos eu recusei aceitar o evangelho e entregar minha vida a Jesus. Mas "depois", num dia 13 de Janeiro, dia de azar para muitos, e sorte para mim, Ouvi a Palavra da Salvação e me entreguei a Meu Mestre e Senhor Jesus Cristo;


Autor: Pr Gilberto Stefano
Fonte: www.obreiroaprovado.com

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