quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Esboço para pregação - SINAIS DE IGREJAS QUE SE DESVIAM

A igreja contemporânea está seguindo a Palavra e os caminhos do Senhor, detestando todos os outros caminhos? O temor do Senhor, o amor à verdade e à glória de Deus e o desejo de andar de acordo com todos os mandamentos do Senhor prosperam na igreja de Deus? Diante de Deus e dos homens, temos de confessar, honestamente, que a resposta é não. Sim, ainda existe uma verdade exterior, um crescimento visível e privilégios espirituais públicos em um nível que a igreja das eras passadas dificilmente possuía. Israel podia reivindicar possuir estas coisas — verdade exterior, crescimento visível e privilégios espirituais públicos — enquanto, ao mesmo tempo, se desviava do Senhor...
Uma igreja tende a desviar-se de um fundamento seguro. Por isso, Deus convoca a sua igreja a conscientizar-se de como se inicia, floresce e termina o desvio. Temos de conhecer bem os ardis e os planos metódicos de Satanás que procuram levar a igreja a uma abominável condição de desvio. À luz da revelação do Espírito Santo, a história de Israel e da igreja mostram um padrão claro de desvio gradual, um padrão que consideraremos em detalhes.

1. Quando a igreja começa a desviar-se, o primeiro sinal visível é, comumente, um aumento do mundanismo. Na vida diária, na conversa e, inclusive, no vestir e na moda, o espírito do mundo começa a infestar a igreja. Aquilo que se introduziu com vergonha na igreja começa a andar com liberdade, sendo freqüentemente encoberto ou ignorado, em vez de exposto e admoestado. A linha nítida de separação entre a piedade e o mundanismo começa a se tornar obscura.
Em vez de andarem em direções diferentes, o mundo e a igreja começam a ter mais coisas em comum, trazendo maior detrimento para a igreja. Alguns dos membros da igreja começam a ir a lugares mundanos, tomar parte nos entretenimentos do mundo e fazer amigos das pessoas do mundo. Alguns crentes introduzem em seu lar todos os tipos de meios de comunicação sem avaliar que controle exercerão. Por conseqüência, logo se tornam habituados à mentalidade contemporânea do mundo.

Pessoas mundanas, entretenimentos mundanos, costumes mundanos, lugares mundanos — não foi sobre essas coisas que Oséias advertiu, quando o Espírito Santo o guiou a escrever: “Efraim se mistura com os povos” (Os 7.8). O pecado de mundanismo crescente é o primeiro passo da igreja em direção ao declínio e um passo trágico espiral do desvio.

2. O mundanismo inclina a igreja a desviar-se cada vez mais e a uma condição insensível de incredulidade. O próprio Senhor Jesus lamentou a respeito de sua geração: “Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes” (Mt 11.16-17).
Isso não é um retrato da igreja de nossos dias? Se o tom fúnebre da lei é pregado, quantos pecadores choram? Se o tom nupcial do evangelho é proclamado, quantos pecadores infelizes são trazidos ao regozijo? Em geral, podemos dizer que a lei parece não causar tremor, e o evangelho parece não despertar anelo... Cada um de nós poderia confessar: “Tornei-me insensível à lei e ao evangelho — temo o próprio inferno”?
Até a pregação sobre a condenação do inferno está causando menos e menos impressão. E a pregação sobre o céu? Por natureza, não queremos nem uma, nem outra. Um ateísta disse certa vez: “Pode ficar com o seu céu e o seu inferno; dê-me apenas esta terra”. Não ousamos dizer tal coisa, mas será que vivemos com isso em nosso intimo? A incredulidade nos torna ateístas. O inferno não é mais inferno, o céu não é mais céu, a graça não é mais graça, Cristo não é mais Cristo, Deus não e mais Deus, e a Bíblia não é mais a eterna Palavra de Deus.
A incredulidade também nos torna insensíveis à verdade. Podemos saber a verdade em nosso intelecto, mas ela não nos mudará eternamente, se não for enxertada em nosso coração.

3. A incredulidade leva a igreja a desviar-se rumo a uma condição insensível de indiferença. A incredulidade nos leva a perder todo o interesse pela verdade. Quantas pessoas estão realmente interessadas em ouvir a verdadeira doutrina sendo proclamada do púlpito, a fim de aprenderem sobre a morte em Adão e a vida em Cristo? Estamos interessados em guardar as doutrinas fundamentais da soberania de Deus e da responsabilidade do homem? Sentimos deleite em ouvir ambas sendo pregadas por completo, à medida que fluem do texto bíblico que está sendo exposto?
Devemos ter desejo de ouvir todas as ricas doutrinas das Escrituras sendo pregadas em sua plenitude, todas elas fundamentadas no âmago do evangelho — Jesus Cristo, e este crucificado —, assim como os raios estão firmados no cubo de uma roda. Estamos interessados nas doutrinas do amor infinito de Deus e da redenção completa por meio do sangue de Cristo? Cuidamos em entender a necessidade do Espírito Santo, da justificação, da santificação, da perseverança?
Precisamos estimar a doutrina experimental, em vez de nos tornarmos indiferentes para com ela. Temos interesse em ouvir sobre a necessidade da graça salvadora, a plenitude dessa graça e os seus frutos?
Finalmente, não podemos ser indiferentes em relação a ouvir sobre as marcas da graça — marcas que fazem distinção entre a obra de Deus e a obra do homem, a fé salvadora e a fé temporária, o verdadeiro tremor (Fp 2.12) e o tremor demoníaco (Tg 2.19), as convicções inalteráveis e as convicções comuns.
Vivemos em uma época terrivelmente descuidada e indiferente. O interesse pela verdade está desaparecendo, e muitas das distinções que acabamos de mencionar estão se tornando desconhecidas, cada vez mais, até mesmo para os membros de igrejas... Alguns não podem mais ver a diferença entre as marcas bíblicas da graça manifestadas na experiência diária e as marcas da graça demonstradas na história. Não tomam tempo para ler as obras de nossos antepassados e estudar as diferenças; não ouvem sobre as distinções e se tornam apáticos.
Por natureza, não nos preocupamos com nenhuma dessas coisas. Vivemos no mesmo nível das bestas. Nossa vida parece não ser mais do que trabalhar, comer e morrer. Somos inclinados a desviar-nos, por amor à nossa reputação e à nossa vida. Colocamos o “eu” acima da doutrina, e essa é a razão por que podemos continuar vivendo sem nos convertermos.
Os filhos de Deus amam a pregação perscrutadora, experimental e discriminatória, não importando quão difícil ou estressante ela seja. Por natureza, preferimos uma falsa segurança ou uma reivindicação presunçosa, mas os filhos de Deus preferem ser mortos a serem enganados. Por experiência, eles sabem que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Sabem que é muito mais fácil alguém ser enganado do que conhecer a verdade. Portanto, nem choro intenso, nem noites de oração a sós com Deus, nem mensagem falsificada (embora pareça-se muito com a mensagem genuína), nada disso os satisfará. Eles precisam de mais do que lágrimas, orações, arrependimento, indignidade e humildade. Precisam de algo e alguém de fora deles mesmos. Precisam de Cristo. Necessitam de Cristo e da verdadeira doutrina ardendo em sua alma por meio do Espírito Santo. E nunca experimentarão isso de modo suficiente. Eles clamarão: “Senhor, confirma essa mensagem com o Teu selo divino de aprovação, para que eu saiba que é a Tua doutrina inscrita nos recessos de minha alma, e não a minha própria doutrina —a minha própria inscrição, lágrimas e obras”.
A vida dos filhos de Deus é caracterizada por buscarem, cada vez mais, a doutrina produzida pelo Espírito Santo, experimentada na alma e abençoada pelo céu. Eles anelam pela verdade que os libertará e banirá toda dúvida com seu poder dominador — a verdade que lhes enternecerá e abençoará a alma. Esse é também o seu desejo? Ou a sua religião não passa de tradição misturada com convicções comuns e ocasionais? Um cristianismo trivial e um conhecimento diminuto satisfazem a sua consciência? E, por isso, você coloca a sua alma em segundo plano? Você está contente com a estrutura da religião, sem o conhecimento no coração?
Se você pode sinceramente responder “sim”, então está se desviando a cada dia, a cada sermão, a cada domingo. É uma verdade severa, mas autêntica: por natureza, estamos pedindo ao Senhor o caminho mais curto para a condenação. Somos inclinados a nos desviar, rumando diretamente ao inferno. Que o Senhor abra os nossos olhos, antes que seja tarde demais!

4. A indiferença produz seu companheiro mais próximo no percurso do desvio: a ignorância. Quando olhamos para trás, pensamos em Edwards, Whitefield, Owen, Bunyan e outros de nossos antepassados e consideramos que os sermões deles eram entendidos pelas pessoas comuns, precisamos temer que as palavras do Senhor ditas a Israel também são verdadeiras quanto à igreja de hoje: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os 4.6).

5. A ignorância intelectual e espiritual da verdade leva à praga da morte espiritual na igreja. O povo de Deus tem de começar consigo mesmo. O que aconteceu com aquelas épocas em que as pessoas eram comovidas, abaladas e convencidas pelo Senhor semanalmente? Os filhos de Deus deveriam confessar hoje: “Oh! que isso acontecesse uma vez por mês ou uma vez por ano!” Onde estão os fervorosos exercícios da vida espiritual? “Oh!”, eles confessam, “estão mortos! E o que sobra é maná deteriorado!”

6. A morte espiritual tende a desviar-se para a centralidade no homem. Se o homem é o centro da igreja, ele se torna o objeto de toda conversa, quer seja idolatrado, quer seja criticado; e Deus e sua Palavra são colocados de lado. Multiplica-se a conversa centralizada nos oficiais e ministros da igreja, e julgamos uns aos outros. Um pastor é bom; o outro, razoável; e um terceiro, não é bom de maneira alguma. Vivemos em dias em que os pastores são avaliados de acordo com escalas criadas pelo homem, e não pela escala divina da Palavra e do testemunho de Deus... A centralidade no homem é uma maldição na igreja, uma blasfêmia contra o nome de Deus, o fruto de morte espiritual e a garantia de nenhuma bênção pessoal, a menos que o Senhor a destrua! Isso é ilustrado claramente pela história de uma mulher que recebeu uma bênção no primeiro sermão que ouviu de Ebenezer Erskine... ela viajou muitos quilômetros para ouvi-lo novamente, mas não recebeu nenhuma bênção. Erskine teve graça e sabedoria para responder: “Senhora, isso é fácil de explicar. Ontem, a senhora ouviu a Palavra de Jesus Cristo; hoje, a senhora veio para ouvir as palavras de Ebenezer Erskine”.

7. Isso nos leva ao último passo de uma igreja que se desvia da verdade: a centralidade no homem produz o fruto de uma expectativa secular em relação a Deus. A expectativa secular se baseia nas atividades de homens, criadas por se vincular a elas o nome e a bênção de Deus. Nisso, não compreendemos que temos falsificado toda a expectativa de nossa parte. Nenhuma expectativa santa é fruto de uma indignidade piedosa centralizada no homem, que rebaixa a Deus ao nível do homem.
Oh! que as igrejas transbordem de pessoas que estão cheias de expectativa santa em Deus e de uma compreensão adequada de sua própria indignidade! Somente o Espírito Santo opera essa expectativa, cujo olhar se fixa muito além do “eu” e do homem. Embora nossos pecados se acumulem até aos céus, essa expectativa santa percebe que a justiça vicária e satisfatória de Cristo ascende até ao trono de Deus e recebe o selo de sua aprovação. Com base nisso, a expectativa santa recorre ao trono da graça e ali intercede — não diante de um deus insignificante, e sim diante do grande Deus trino, do céu e da terra! A expectativa santa não pode se contentar com mundanismo, incredulidade, indiferença e ignorância. Ela abomina a apostasia e busca a honra de Deus, a conversão dos pecadores e o bem-estar da igreja!
A única esperança da igreja é Deus, pois somente Ele pode reavivar sua igreja desviada. Peça-Lhe que se lembre de nós em Cristo Jesus, o único fundamento de apelo e expectativa! Que Ele envie seu Espírito e receba tanto a sua igreja como a nós mesmos... que o homem seja crucificado, Satanás, envergonhado, e multiplicados os intercessores perante o trono da graça. Que Deus receba o seu lugar legítimo entre nós, por conquista divina. “Ele, tudo em todos; nós, nada em nada”.


Extraído do livro Backsliding: Its Disease and Cure (Desviar-se: Sua Condição e Cura), publicado por Reformation Heritage Books.


Autor: Joel R. Beeke

Joel Beeke é pastor da igreja Heritage Reformed Congregation, em Grand Rapids, MI, EUA. É presidente, Deão acadêmico e catedrático de Teologia Sistemática e Homilética do Seminário Reformado Puritano. Possui Ph.D pelo seminário Westminster em Teologia Reformada e Pós-reforma. Pr. Beeke atua como preletor em diversas conferências em várias partes do mundo, inclusive o Brasil; é autor e co-autor de mais de 50 livros, alguns já em português, como o livro “Vencendo o Mundo” (Editora Fiel) e outros em processo de tradução. É casado com Mary Beeke com quem tem 3 filhos.


Esboço para pregação - HÁ ALGO PIOR DO QUE A MORTE

Nunca entenderemos a Bíblia, a missão da igreja ou a glória do evangelho, se não entendermos este aparente paradoxo: a morte é o último inimigo, mas não é o pior.

É claro que a morte é um inimigo, o último inimigo a ser destruído, Paulo nos diz (1 Co 15.26). A morte é o resultado trágico do pecado (Rm 5.12). Deve ser odiada e repudiada. Ela deve suscitar nossa ira e indignação lamentável (Jo 11.35, 38). A morte tem de ser vencida.

No entanto, por outro lado, ela não deve ser temida. Repetidas vezes, as Escrituras nos instruem a não temermos a morte. Afinal de contas, o que a carne pode fazer conosco (Sl 56.3-4)? O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e são salvos (Pv 18.10). Portanto, ainda que sejamos entregues aos nossos inimigos, nem um fio de cabelo cairá de nossa cabeça sem que Deus tenha ordenado (Lc 21.18). Como cristãos, vencemos pela palavra de nosso testemunho, e não por nos apegarmos à vida (Ap 12.11). De fato, não há nada mais fundamental no cristianismo do que a firme convicção de que a morte será lucro para nós (Fp 1.21).

Por isso, não tememos a morte. Antes, “estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2 Co 5.8).

O testemunho consistente das Escrituras é que a morte é grave, mas não é o último desastre que pode sobrevir a uma pessoa. Na verdade, há algo pior do que a morte. Muito pior.

TEMEI ISSO

Em geral, Jesus não queira que seus discípulos ficassem temerosos. Ele lhes disse que não temessem seus perseguidores (Mt 10.26), nem temessem aqueles que matam o corpo (v. 28), nem temessem por seus preciosos cabelos em sua preciosa cabeça (v. 31). Jesus não queria que eles temessem muitas outras coisas, mas queria realmente que temessem o inferno. Jesus lhes advertiu: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (v. 28).

Muitos falam freqüentemente como se Jesus estivesse no céu intimidando as pessoas com cenas de juízo. Mas esse sentimento expõe preconceito insensato, em vez de exegese cuidadosa. Jesus proferiu várias advertências quanto ao dia do juízo (Mt 11.24; 25.31-46), falou sobre condenação (Mt 12.37; Jo 3.18) e descreveu o inferno com termos vívidos e chocantes (Mt 13.49-50; 18.9; Lc 16.24). Precisamos apenas ler as suas parábolas sobre os lavradores maus, ou sobre as bodas, ou sobre as virgens, ou sobre os talentos, para compreendermos que Jesus motivava freqüentemente os seus ouvintes a atentarem à sua mensagem por adverti-los quanto ao juízo vindouro. Não era apropriado Jesus amedrontar as pessoas.

Obviamente, seria inexato caracterizar Jesus e os apóstolos como nada mais do que fanáticos propagandistas ambulantes, de olhares inexpressivos, os quais gritavam que as pessoas deviam arrependerem-se ou perecer. Deformamos o Novo Testamento se o transformamos em um grande panfleto a respeito de como salvar almas do inferno. Retratar Jesus e os apóstolos (sem mencionar João Batista) como que rogando fervorosamente às pessoas que fugissem da ira por vir e não imaginá-los como que delineando planos para uma renovação cósmica e ajudando as pessoas em sua jornada espiritual – isso seria mais próximo da verdade. Qualquer de nós que lê os evangelhos, as epístolas e o Apocalipse, com mente aberta, tem de concluir que a vida eterna após a morte é a grande recompensa pela qual esperamos e que a destruição eterna após a morte é o terrível julgamento que devemos querer evitar a todo custo. De João 3, Romanos 1, 1 Tessalonicenses 4 e Apocalipse..., bem, de todas esses passagens, não há nenhum capítulo que não mostre a Deus como grande Salvador dos justos e reto juiz dos ímpios. Há uma morte para os filhos de Deus que não deve ser temida (Hb 2.14-15) e uma segunda morte para os ímpios que deve ser temida (Ap 20.11-15).

FIRME ENQUANTO AVANÇA

Embora seja bastante impopular e desejemos abrandar suas implicações desagradáveis, a doutrina sobre o inferno é essencial ao testemunho cristão fiel. A crença de que há algo pior do que a morte é, evocando a figura empregada por John Piper, lastro para nossos navios ministeriais.

O inferno não é a Estrela Polar. Ou seja, a ira de Deus não é a luz que nos guia. Não estabelece a direção para tudo que diz respeito à fé cristã, como, por exemplo, a glória de Deus na face de Cristo. O inferno também não é o leme de fé que guia o navio, nem o vento que nos impele ao longo da viagem, nem as velas que captam as brisas do Espírito. Contudo, o inferno não é incidental ao navio que chamamos igreja. É o nosso lastro, e o lançamos fora ao custo de grande perigo para nós mesmos e para todos os que se afogam no mar.

Para aqueles que não são familiarizados com termos de navegação (e para mim, que os acho misteriosos), lastro se refere aos pesos, colocados geralmente na parte de baixo, no meio do navio, que são usados para mantê-lo estável na água. Sem lastro, o navio não se assentará apropriadamente na água. Ele sairá do curso mais facilmente ou será lançado de um lado para outro. O lastro mantém o navio em equilíbrio.

A doutrina sobre o inferno é como lastro para a igreja. A ira divina não pode ser um mastaréu decorativo ou a bandeira que erguemos no mastro. Essa doutrina pode estar por baixo das outras doutrinas. Pode até não ser vista. Mas sua ausência sempre será sentida.

Visto que o inferno é real, temos de preparar as pessoas para morrerem bem, muito mais do que nos esforçamos para ajudá-las a viver confortavelmente. Visto que o inferno é real, nunca devemos pensar que aliviar os sofrimentos na terra é a coisa mais amável que podemos fazer. Visto que o inferno é real, a evangelização e o discipulado não devem ser marginalizados como tarefas importantes que são equivalentes a pintar uma escola ou produzir um filme.

Se perdermos a doutrina sobre o inferno, sentindo-nos tão embaraçados que não a mencionamos ou tão sensíveis à cultura que não a afirmamos, podemos ter certeza disto: o navio vagueará. A cruz será destituída da propiciação, nossa pregação perderá a urgência e o poder, e nossa obra no mundo não mais se centralizará em chamar as pessoas à fé e ao arrependimento e em edificá-las para a maturidade em Cristo. Perder o lastro do juízo divino causará, por fim, mudança em nossa mensagem, nosso ministério e nossa missão.

PERMANECENDO NO CURSO

Toda a vida deve ser vivida para a glória de Deus (1 Co 10.31). E temos de fazer o bem a todas as pessoas (Gl 6.10). Não precisamos justificar o preocupar-nos com nossas cidades, o amar o nosso próximo e o trabalhar duro em nossa vocação. Essas coisas são, também, “obrigações”. Contudo, tendo a doutrina sobre o inferno como lastro em nossos navios, nunca zombaremos dos velhos hinos que nos exortam a resgatar os que perecem, nem escarneceremos da obra de salvar almas, como se isso fosse nada mais do que um glorioso seguro contra incêndio.

Há algo pior do que a morte. E somente o evangelho de Jesus Cristo, proclamado pelos cristãos e protegido pela igreja, pode livrar-nos daquilo que devemos temer verdadeiramente. A doutrina sobre o inferno nos lembra que a maior necessidade de cada pessoa não será satisfeita por instituições como Nações Unidas, Habitat para a Humanidade ou United Way. É somente por meio do testemunho cristão, da proclamação do Cristo crucificado, que a pior coisa do mundo não recairá sobre todos os que estão no mundo.

Portanto, a todos os pastores admiráveis que se sacrificam, assumem riscos, amam a justiça, preocupam-se com os que sofrem e anelam renovar suas cidades, Jesus diz: “Muito bem, mas não esqueçam o lastro, rapazes”.



Autor: Kevin DeYoung

Kevin DeYoung é o pastor da University Reformed Church em East Lasing, MI, EUA. Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado pelo Gordon-Conwell Theological Seminary. É autor de diversos livros, preletor em conferências teológicas e pastorais, é cooperador do ministério “The Gospel Coalition” e mantém um Blog na internet “DeYoung, restless and reformed”. Kevin é casado com Trisha com quem tem 4 filhos.

Traduzido por: Wellington Ferreira.
Copyright:
© 9Marks
© Editora FIEL 2010.
Traduzido do original em inglês: There’s something worse than death.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eclesiologia - O PROPÓSITO DA ORAÇÃO NA IGREJA

Mat. 6:5-13

I. A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO.

A. Orar é falar com Deus.

1. Neemias 1:4-11 (2:4).
a. Não era uma palestra
b. Não era um ato ou mostra do talento de sua oratória – quem fala com grandíssimas palavras – era falar a Deus o que estava sentindo no coração.

2. Mat. 14:27-32. De acordo com as necessidades, assim fale ao Senhor. "Senhor, Salve-me".

3. Rom. 8:26, 27.
a. Falar ao Senhor, falar do nosso coração, com a ajuda do Espírito Santo.
b. Orar é falar com Deus.

B. A oração é para ser feita só no nome de Jesus.

1. João 14:13, 14 (16: 23, 24). Não a Ele, mas "em" Seu nome.

2. Heb. 4:14-16.
a. Não sabemos como devemos orar, então o Espírito nos ajuda.
b. Não temos o direto de entrar na presença de Deus fora de Cristo.
c. Temos Cristo, o Sumo Sacerdote, que pode compadecer-se das nossas fraquezas, um que, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Por isso, as orações são feitas no nome dele.

3. I Tim. 2:5, "... um Mediador... Jesus Cristo...!".

C. Nós Precisamos de Quem é maior do que nós.

1. Salomão, I Reis 3:5-9, "... sou ainda menino pequeno; nem sei como sair, nem como entrar".

2. Davi, Sal. 55: 1-4, "... O meu coração está dorido dentro de mim."

3. Jeremias, Jer. 1:6, "... Não sei falar; porque sou uma criança".

4. Deus é quem é sábio, justo, bom, santo, poderoso e vivo. Nós precisamos dele. Dan. 4: 34-35 e 37.

D. A Oração nos conforta.

1. Fil. 4:6, 7, "em tudo conhecidas diante de Deus".

2. I Ped. 5:7, "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade...".

"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus" .Fil. 4:7.

Há alguém entre nós que não precisa de Deus? É através da oração que falamos desta necessidade e recebemos o que falta.


II. A ORAÇÃO MODELO EM SEIS PETIÇÕES. MAT. 6:5-15; LUC. 11:1-3.

A. "Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu Nome...".

1. Aqui somos ensinados a orar para que o Nome de Deus seja honrado por nós, e por todos os homens. Sal. 72:17-19; 113:1-3; 145:21; Isa. 8:13.

2. Ele é quem deve ser honrado, e nós quem devemos honrar a Ele.
a. Ele é o Criador – Nós, os criados. Isa. 64:8; Apoc. 4:11.
b. Ele é o Deus – Nós, os homens. Rom. 11:34-36.
c. Ele é Santo – Nós, os pecadores remidos. Apoc. 4:8.
d. Ele é o Salvador – Nós, os salvos. Apoc. 5:12.

3. Importa mais a obediência do que sacrifícios. Miq. 6:6-8; Mat. 12:7; Sal. 37:4; "Deleita-se" de coração.

B. "Venha o Teu Reino...".

1. Aqui somos ensinados a orar para que o Evangelho seja pregado no mundo inteiro e que nós e todos os homens cresçamos e obedeçamos a Ele. Atos 8:12, II Tess. 3:1, Rogai para que a Palavra seja glorificada quando estiver sendo pregada.

2. É necessário que seja pregado o reino de Deus para que os homens cresçam. Rom. 10:17; 1:16; II Tim. 3:15; Atos 8:12-13; I Cor. 4:3-4.

3. É necessário que Ele reine no coração dos homens. Mar. 7:21-23, Assim as suas ações são afetadas.

C. "Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu...".

1. Aqui somos ensinados a orar, para que os homens na terra sirvam ao Senhor Deus como os anjos o servem no céu. Da mesma maneira que a Sua Vontade é feita no céu com anjos, que também seja feita na terra com os homens.
a. Sal. 103:19-22, Como é que os anjos o servem, "que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da Sua Palavra".
(1). Pela Palavra somos santificados. João 17:17.
(2). Pela Palavra somos lavados. Efes. 5:26.
(3). Pela Palavra a fé nasce. Rom. 10:17.
(4). Pela Palavra lutamos contra o mal. Efes. 6:17.
(5). Pela Palavra os pensamentos são discernidos. Heb. 4:12.
(6). Pela Palavra o homem de Deus é perfeito. II Tim. 3:16-17.
(7). Pela Palavra conhecemos Deus por Cristo. João 1:1; 14:6.

Os anjos obedecem à voz da Sua Palavra, e ficam louvando a Deus sempre. Que os homens façam o mesmo! Sal. 67.

b. Só os que fazem a Sua vontade são abençoados por Deus.
(1). João 9:31. Quando tememos o Senhor Deus, é que fazemos a Sua Vontade, é assim que:
(a). Fazemos como os anjos no céu.
(b). Glorificamos a Deus, louvando ELE.
(c). A Sua vontade está sendo feita na terra para o bem dos nossos corações.

(2). Mat. 7:20-24 "Todo aquele... que escuta estas minhas Palavras e as pratica..." (Fé sem as obras é vã. Tiago 2:20).
(a). Não obrigamos Deus a fazer nada. Quando os nossos corações são voltados para O escutar, e O obedecer, somos mudados para podermos ter as orações que Lhe agrada.
(b). Que todos os homens na terra sejam mudados de coração. Para ouvir a Tua Palavra. Para praticar a Tua Palavra. Para ser ouvido por Deus. Para Deus ser glorificado por todos sempre.
(c). Que sejamos as primícias deste fruto na terra.
(d). Esta mudança de coração é feita através de: Arrependimento dos pecados – Perdão para com Deus. Fé no Filho de Deus – Jesus Cristo.

D. "O Pão nosso de cada dia nos dá hoje".

1. Aqui somos ensinados a pedir a Deus todas as coisas necessárias para o nosso corpo. Mat. 6:11; Luc. 11:3.

2. Deus é glorificado quando realizamos e reconhecemos que dependemos DELE para tudo.
a. Sal. 145:15-16 – Todos esperam no Senhor por tudo (mesmo não reconhecendo isto).
b. Prov. 30:8-9. – Procure de Deus o suficiente para cada dia.
(1). Não com tanta abundância para que não pense que não precise mais DELE.
(2). Não com tanta falta que o faça vir sujar o nome DELE.

c. I Tim. 4:4-5
(1). Mesmo que temos tudo, pelas orações as coisas são santificadas.
(2). Pela oração, as coisas terrestres são vistas como dadas por Deus.
(3). Deus é glorificado quando dependemos conscientemente DELE para tudo.

3. O Pão é dado diariamente.
a. Isa. 43:2 – Quando enfrentamos os problemas, as preocupações, os apertos...Quando andamos pelas águas...Aí é que ELE nos dá a medida certa para nós atravessarmos as águas. (Exemplo: Daniel não cova dos leões. Ele era fiel com Deus sempre, mas quando estava na cova, precisava de uma força a mais, e aí Deus estava, na medida que ele precisava para aquele dia).
b. Mat. 6:34, "... Basta a cada dia o seu mal.". Todos os dias têm a exigência de nós dependermos DELE para a "graça suficiente" (II Cor. 12:9), para aquele "poder que aperfeiçoa na fraqueza". Por isso somos ensinados a buscar ELE todos os dias, para Ter tudo o que precisamos todos os dias.
c. O pecador precisa agora o Salvador.

E. "E perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores".

1. Aqui somos ensinados a orar para que Deus nos perdoe dos nossos pecados e que Ele nos ajude a perdoar os que pecam contra nos.
a. O pecado é transgressão da lei de Deus. Sal. 51; I João 3:4 (Tiago 2:9-11).
b. Conforme o nosso andar na luz, podemos ver o nosso pecado mais e mais e mais, I João 1:8-9.
(1). Então precisamos de uma limpeza diária.
(2). Só assim podemos SERVI-LO certo. Mat. 5:23-24.

2. Errar é humano, Perdoar é divino. Precisamos da graça de Deus para perdoar os outros.
a. Fil. 4:13 – Só por Cristo.
b. Perdoando os outros mostramos nossa fé no perdão de Deus para nossos próprios pecados. Ou seja, por mais que reconheçamos o perdão de Deus por nossos pecados, o mais fácil é perdoar os outros. I João 4: 20-21; Efes. 4:32. (Mat. 18:21-22).

F. "E não nos induzas à tentação, mais livra-nos do mal..." induzas: fazer cair, inspirar; incitar.

1. Aqui somos ensinados a orar para que Deus nos afaste do pecado.
2. De onde vem a tentação e o pecado?
a. Tiago 1:13-15.
(1). Não de Deus (ELE é Santo! ELE prova, e manda tribulações que purifica-nos; mas, ao pecado, ELE não nos tenta).
(2). Vem de dentro de nós. Mat. 4:3; I Tess. 3:5. Satanás é o tentador, ele usa nossa própria concupiscência para nos enganar.
(3).Por isso temos que orar a Deus, O Santo, para não nos deixar ser induzidos à tentação, e para sermos por ELE libertos do Mal, porque dentro de nós, só temos a fraqueza e a inclinação de morte. Rom. 8:6.

3. Todos nós temos tentações a pecar
a. I Cor. 10:13. Sendo humano, tem tentação.
b. Efes. 2:2-3, "... noutro tempo... todos nós também antes andávamos...".

4. A vitória sobre o pecado é com Deus e não só conosco.
a. I Cor. 10:13, Deus nos dá o escape.
b. O escape é correr a Deus. Tiago 4:7-8.
c. É uma batalha espiritual. Efes. 6:12-18. A vitória não vem senão com oração e jejum. Mat. 17:21; I Cor. 7:5 (Tiago 1:2-12).


III. A ORAÇÃO MODELO EM CONCLUSÃO. MAT. 6:13, "PORQUE TEU É O REINO, E O PODER, E A GLÓRIA, PARA SEMPRE. AMÉM".

A. A razão de orar a Deus.

1. Teu é o reino – Rei Soberano. Para sempre. Rom. 11: 3-36, "... porque DELE, e por ELE, e para ELE, são todas" as coisas..."Efes. 1:20-23", Acima de todo..."Dan. 4:35",...E segundo a Sua vontade ELE opera...Não há quem possa estorvar a Sua mão..."Sal. 115:3",...Faz tudo o que LHE apraz..."".

2. Teu é o poder, para sempre. Gên. 1:3, "E disse Deus... Heb. 1:3"; "sustentado todas as coisas, pela Palavra do Seu poder..." (Rom. 1:6) Dan. 4:37, "... pode humilhar aos que andam na soberba". Gên. 18:14, "Haveria cousa alguma difícil ao Senhor?..." (a natureza é sujeita a Deus). Apoc. 1:8, "Todo-Poderoso..." (Fil. 4: 13, Eu posso fazer o certo com ELE operando em mim. Porque ELE é Poderoso).

3. Tua é a glória, para sempre. Rom. 11:36, ". Glória, pois a ELE eternamente. Amém". Apoc. 4:11, "Digno és...".

B. A necessidade de orar a Deus.

1. Deus será honrado por nós e por todos os homens só através do Seu poder nos Homens. João 6:44, "Ninguém pode vir... se o Pai... o não trouxer..." João 1:13, "... mas de Deus..." Fil. 2:13, "Deus é o que opera..." Sal. 139:24, "... e guia-me pelo caminho eterno". João 17:17, "Santifica-os na verdade...".

2. O Evangelho será pregado no mundo inteiro, e os homens nele capacitados a obedecer e crer NELE só através do Seu poder. Heb. 4:12, "... Palavra de Deus é viva e eficaz..." Mat. 28:18, "É me dado todo o poder... por tanto..." Atos 1:8, "... recebereis a virtude do Espírito Santo... e ser-me-eis testemunhas..." João 16:7-8, "O Espírito Santo convencerá o mundo do pecado..." João 15:26, "Espírito de verdade.... ELE testificará de MIM". Efes. 6:18-20, "orando... no Espírito... para que possa falar... como me convém falar".

Este Estudo foi preparado em 1989 enquanto o Pastor Calvin G. Gardner trabalhava de missionário na Zona Leste de São Paulo. Depois dessa data a obra foi expandida para incluir outros aspectos da igreja, especialmente sobre as ordenanças.


Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

Eclesiologia - A NATUREZA DA IGREJA QUE CRISTO COMEÇOU

Mat. 16:18, "... e sobre esta pedra edificarei minha igreja..."

I. A IGREJA ESTÁ EDIFICADA SOBRE CRISTO.

A. Sobre a pessoa de CRISTO.

A palavra pedra, Mat. 16:18, (em grego, linguagem original) significa uma massa de rocha (literalmente ou simbolicamente). A palavra ‘Pedro’ (em grego) origem caldônico significa uma pedra oca (vazia); Cefas (João 1:42), vem desta palavra.

1. O ministério de Jesus começou com a pregação do "reino dos céus". Mat.4:17.

a. Depois Seu batismo por João. Mat. 3:13-17.

b. Com a autoridade de Deus, á autoridade foi vista no batismo, Mat.3:17; João 3:28-31; é vista na tentação; Mat. 4:1,7,11 "Espírito o conduziu" (v.1); "Ele se proclamou que era Deus" (v.7); "Os anjos ministravam á Ele" (v.11).

c. A pregação era de "arrependimento" por causa do "reino dos céus".Mat.4:17; Sem Cristo, a "salvação", não existe razão a arrepender-se, Mar. 1:14-15 , "Arrependei-vos, e crede no Evangelho". (Efés. 1:13 o Evangelho da nossa salvação). Mas há salvação por Cristo, por isso deve ser por arrependimento, abandone os pecados e abraça a Cristo – o Evangelho.

Nota: o que o João Batista pregou, e que Cristo pregou, e que os apóstolos pregaram – devemos também pregar agora.

2. O seu batismo era na mesma forma de João.

a. O batismo de Cristo era na mesma forma de João, mas o significado do batismo de Cristo era maior do que o de João. Luc. 3:16; 16:16; João 1:17. Cristo é esposo, João era o "amigo do esposo". João 3:28-29; Efés. 5:25-27 e 32. Cristo "vem do céu, vem de cima" João 3:31. O batismo de Cristo era para ser com "o Espírito e com fogo". Mat.3:11; Mar 1:8; Luc. 3:16. O batismo de João era só "de arrependimento e de água". Atos 19:4; 11:16.

b. Mais tarde este batismo foi dado aos discípulos, Atos 11:16. O Espírito acompanharia os discípulos como acompanhou o Senhor Jesus. Os discípulos agiram com o Espírito, Atos 11:12. Os discípulos lembraram que tal batismo era o sinal do batismo de Jesus, Atos 11:16. Para os apóstolos, o batismo por Jesus era com Espírito Santo (era completo), os sem o batismo de Jesus, no nome DELE, era sem o batismo certo, e sem o Espírito Santo na Sua plenitude (Atos 19:1-7) "era incompleto". Os discípulos tinham um batismo completo. Foi Jesus quem foi mandado por Deus após João. Jesus tinha o sinal do céu (O Espírito Santo) e portanto quem ministrava o batismo certo. Depois de João, o batismo certo era somente segundo a ordem de Cristo. O Batismo de João, depois que Cristo veio, era inválido. O Espírito Santo foi mostrado, naquela época, só com batismo verdadeiro. Atos 19:5-7.

c. Paulo, o apóstolo, falou do seu batismo, Rom.6:3-5. Depois da ressurreição de Cristo podemos entender que a formula que Jesus Cristo começou continuou.

d. Os apóstolos batizaram e isso era contado como o batismo de Jesus, João 4:1-2. O batismo dos discípulos e dos apóstolos era com a mesma autoridade como se estivesse feito pelo próprio Jesus, João 4:2. Todos reconheceram isso, João 4:1.

e. Não temos um relatório do batismo por imersão dos apóstolos, como não o temos do batismo de João o Batista. É certa que os discípulos, por nome, não estão constados como sendo batizados. Mas, João veio para preparar o caminho, veio pregando o Reino dos Céus, e batizando. Estes batizados expressaram pelo batismo a concordância de coração da mensagem de João. Quando Cristo veio, João O apontou. Os discípulos de João então seguiram Cristo. Destes discípulos de João, Jesus escolheu doze. Assim entendemos que os doze foram batizados (João 1:28-40). O que temos é que o batismo pela imersão na água pelos discípulos era reconhecido como sendo por Jesus, João 4:2. A maneira para receber a marca do batismo de Cristo é primeiramente ser um Cristão. A presença especial do Espírito Santo era a marca que este batismo era de Deus (Atos 19:2-7). Foi reconhecido assim até o dia de Pentecostes, quando a presença do Espírito Santo veio em geral sobre todos os Cristãos de todas as nações. O batismo ainda é a sua marca publica de crer em Cristo. João Batista não foi imergido, pois ele não foi membro da igreja, mas Jesus era batizado, os discípulos e apóstolos eram batizados e também os, no Novo Testamento, que vieram a Cristo com arrependimento e fé, foram batizados. Então podemos entender que Cristo, com autoridade, deu ordem de batizar aos discípulos e aos apóstolos e estes continuavam com o batismo. A Igreja verdadeira continua ainda hoje o que Cristo começou.

B. A mensagem é Cristo!

1. Primeira mensagem de João o Batizador: Mat. 3:2; "E dizendo: Arrependei-vos, porque é "chegado o reino dos céus."

2. Primeira mensagem de Cristo: Mat. 4:17, "desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: "Arrependei-vos porque é Chegado o reino dos céus".

3. Não temos outra coisa de pregar! Mar. 16:15, "...pregai o evangelho..."; I Cor. 15: 1-18, (v.1) "o evangelho..."; (v3). "...queCristo..."; I Cor. 2:2, "...só Cristo é Este crucificado..."

4. Ai do tal que mexe com outras coisas! Gal. 1:6-9, I Cor. 16:22; Apoc 2:4.

C. A igreja é o corpo de Cristo - feito "por Cristo".

1. A igreja não é um clube social, nem mesmo um clube cristão, mas o corpo de Cristo. Efés. 1:22-23; 3:6.

2. Mesmo que gostamos de ser juntos aqui, temos comunhão porque estamos ativos nEle, (I João 1:17) não vice-versa. o gozo é o efeito de obedecer, não a causa; o obedecer é a causa do gozo, não o efeito. Quando "andamos em Espírito temos o fruto do Espírito". Gal. 5:16 e 22. Quando reunimosnoSeu nome, Ele está em nosso meio, e não vice-versa. Mat. 18:20.

3. Não é obra de homem qualquer, "É por Cristo", "nEle".

a. ELE usa meios na Sua obras como profetas, discípulos, apóstolos, bispos, professores, doutores, diáconos, músicos, evangelistas, missionários, oração, suplicas, dízimos, ofertas, e a Igreja ......mas...... "dEle, e por Ele e para Ele, são todas as coisas; glória pois a Ele eternamente. Amém". Rom. 11:36; Apoc. 4:11.

b. Devemos então ser individualmente separados do mundo, e a igreja, coletivamente separado do controle das leis civis que interfiram ou entrem em conflito com a lei maior de Deus. Rom. 13:1-7; I Pedro 2:13-17; Atos 4:17:31.

D. A Igreja tem um começo: Não temos a data exata mas a Igreja começou durante a vida de Cristo aqui na terra, antes da Sua crucificação.

1. I Cor. 12:28- "primeiramente apóstolos " A chamada dos apóstolos já era durante a Sua vida na terra. Mat.10:1-4.

2. Tinha cargos na Igreja já antes da Sua crucificação: Tesoureiro, Mar.6:37; João 12:6; 13:29, e tinha Discípulos/Apóstolos, Mat. 10:1-4; Mar. 3:13-19.

3. Observaram as duas ordenanças antes da crucificação (Veja os capítulos que tratam destas ordenanças)

4. Foi um bom numero, logo após a crucificação. Atos 1:15-20 mostra um agrupamento esperando, antes da descida do Espirito Santo. Em Atos 2:40-44 "agregaram-se" depois da descida do Espírito Santo aumentou ao que já tinha. Nota: isso era somente 50 dias após da morte de Cristo

5. Reuniram antes da Sua morte, para observar a ceia, Mat. 26:17-30 e para ouvir e pregar mensagens, Mat. 23:1; 25:46.

6. Antes do dia de pentecostes, realizaram uma reunião para tratar os negócios da igreja Atos 1:15-26.

(1). Tinha ordem. v. 17-21.
(2). Foi necessário. v. 21
(3). Seguiram as qualificações de apóstolos v. 21, 22.
(4). Foi democrática. v. 23,26.
(5). Foi com oração. v. 24.

A igreja que Cristo estabeleceu nEle, foi antes da sua crucificação. Para conhecer se uma igreja existe hoje é uma que vem da igreja que Cristo estabeleceu, pode olhar na data que ela foi estabelecida.

E. A Igreja tem localidade:

Lembre-se:

A Igreja foi estabelecida por Cristo,
A Igreja foi estabelecida sobre Cristo,
A Igreja foi estabelecida antes da Sua crucificação,
A igreja foi estabelecida em Jerusalém.

1. Jerusalém – a primeira cidade mencionada de ouvir a pregação do João o Batizador. Mat.3:1-6; Mar. 1:5; João 1:19. Alguns foram convertidos, Mar. 1:5 e alguns duvidaram, João 1:9.

2. Jerusalém – na história de Israel era a cidade dos profetas, a cidade dos reis que eram descendentes do Rei Davi e, I Reis 14:21, "a cidade que o Senhor elegera de todas as tribos de Israel para por ali o Seu nome...". Nomes na bíblia que se refere a esta cidade: ( Jerusalém usada 600 vezes no Velho Testamento ).

a. Salém – Gên. 14:18; Ageu 2:9; Sal. 122:6, Isa. 66:12.
b. Sião – II Reis 19:21; Mat. 21:5; João 12:15; Romanos 9:33; 11:26; I Pedro 2:6; Apoc.14:1;
c. A Cidade de Davi – II Sam.5:7-9; 6:10-16; Neemias 3:15; 12:37; Isaías 22:9 (a cidade de Davi usada uma vez para referir á Belém, Luc.2:4-11 ).
d. A Cidade de Deus – Sal. 46:4; 48:1-8; 87:3; Heb. 12:22; Apoc.3:12.
e. A Cidade de Jeová – Isa. 60:14.
f. O monte do Senhor – Isa. 2:3; 30:29.
g. O monte do Senhor dos Exércitos – Zac. 8:3.
h. Meu Santo Monte – Isa. 66:20.
i. A cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel – Isa. 60:14.
j. "Minha Cidade" – Isa. 45:13 ( só em referencia á Jerusalém).
k. O monte da Minha Santidade – Isa.11:9; 65:25.
l. Santa cidade – Isa. 48:2; Mat. 4,5; Apoc. 11:2; 21:2; 22:19.
m, A nova Jerusalém-Apoc.21:2.
n. Hefzibá – O Senhor se agrada de ti; Beulá – a tuas terra, Isaías 62:4
o. Ariel – Talvez significa: "O Leão de Deus " Isa.29:1,2,7
p. Isa.1:10,26. Jerusalém sendo referida como sendo igual ao Sodoma e a Gomorra, e também sendo chamada, de justiça, cidade fiel. Nota: Antes da salvação somos como povo de Sodoma e como os de Gomorra: depravados, perversos, contra Deus, Rom. 3:10-18. Depois da salvação somos feitos a ser fiel, II Cor. 5:21, e como o povo na sua Jerusalém. Se Jerusalém é cidade Santade Deus, você tem direito a ir a Nova Jerusalém?

3. Jerusalém – Na história da Igreja .

a. Primeira cidade mencionada de ouvir a pregação do João o Batizador e ter os primeiros convertidos. Mat. 3:1-6 ( Mar.1:5; João 1:19).
b. A cidade onde uma grande parte das obras de Deus foi feita.
c. A apresentação de Jesus. Luc. 2:21-24.
d. Jesus com doze anos foi a festa da Páscoa em Jerusalém. Luc.2:41-52.
e. Jesus purificou o tempo pela primeira vez. João 2:13-15.
f. Cura dum paralítico. João 5:1-5.
g. Parábolas e dizeres sobre Jerusalém – Luc.10:30; 31-35.
h. Crucificação, Julgamento, Ressurreição, Mat.27:1-66, João 12:12-19:42.
i. Depois crucificação, o lugar para a Igreja esperar. Atos 1:4 e 12-13
j. Onde a Igreja foi empossada com o Espírito Santo. Atos 1:4; 2:1-6.

F. A Igreja tem Membros atuais, é visível e local. A igreja foi estabelecida por Cristo, nEle, com pessoas num lugar atual. A Igreja, desde começo era num Local e Visível. Ela tinha reuniões e pessoas atuais num lugar real. Quando essa Igreja estabeleceu outras, aquela outra era chamada "Igreja", e as duas chamadas "Igrejas" (I Cor. 7:17) significado que cada uma era uma igreja independente num Local e feita de pessoas Visíveis.

1. É local pois tinha um lugar exato (Romanos 16:1; Col. 4:15; Apoc 1:11 e as sete igrejas na Ásia; Atos 13:1); podia ouvir um assunto por completo (Mat. 18:17; Atos 15:4); tem o seu próprio pastor (Atos 20:28; Apoc 1:20; I Tim 3:5); era chamada por termos que distinguem uma soma de muitos num lugar só (rebanho – Atos 20:28; irmãos – Atos 15:36; corpo – Col. 1:18; castiçal – Apoc 1:20) e pode fazer ações diferentes em tempos diferentes bem como Atos 13:3, uma igreja pus as mãos sobre Barnabé e Saulo sem que todas elas fizeram isso no mesmo tempo e Atos 15:22, uma igreja elegeu irmãos para uma obra sem que todas delas fizeram isso na mesma hora.

2. É Visível pois a palavra "igreja" no grego é igual à palavra hebraica traduzida "congregação"(Sal. 22:22; Hebreus 2:12) e tem membros em particular com nomes (Atos 13:1; 5:1,11) e com pessoas particulares (Atos 8:3). Quando os membros são juntos é a "igreja" (I Cor. 11:18,22) e um membro pode ser cortado da assembléia (Mat. 18:17; III João 1:10). A igreja é visível por ter os seus ministrantes particulares (Apoc 1:20) e por ser chamada por termos de algo visível: corpo (Col. 1:18); rebanho (Atos 20:28), irmãos (Atos 15:36); castiçal (Apoc 1:20); vos (Romanos 16:16; I Cor. 1:1-3) uns aos outros (Romanos 16:16); esposa (Apoc 22:17); casa (I Tim 3:5,15); inscritos (I Tim 5:9,16), um relacionamento de marido e esposa (Efés. 5:23-25); deu assistência financeira (Atos 15:3; Fil. 4:15,16) em qual uma deu e a outra recebeu (Romanos 16:5).

3. Existem casos na Bíblia em quais a palavra igreja é determinada como uma instituição. Estes casos são poucas e são definidos em particular: Mat. 16:18; Efés. 1:22; 3:10; I Cor. 10:32; II Cor. 8:18,19,23). Mas mesmo como instituição se ajuntaram num local e eram visíveis.

Nota: Pode conhecer a Igreja de Cristo existente hoje pela sua doutrina, sim, pela doutrina se a Igreja é Local e Visível.

G. A Igreja é evangelistica - quer dizer que ela tem o propósito de levar as verdades da palavra de Deus às outras pessoas no mundo: Atos 13:3; Mat. 28:19-20; Mar. 16:15; Luc. 24:47; João 20:21; Atos 1:8. Para ser as testemunhas corretas, só pode ser com o Espírito Santo.

H. A Igreja é Independente – I Cor. 6:4. A igreja não é um corpo legislativo mas somente é livre de executar a vontade de Deus como ela é revelada na Palavra de Deus. Cristo é a cabeça, então Ele que governa ela. Uma outra organização humana ou angélica não tem esse direito.

II. COMO AGIR NA IGREJAS QUE CRISTO ESTABELECEU?

A. Sua presença – Heb. 10:25.

1. Preparada:

Corpo pronto. Sal. 122:1.
Família pronta. Deut. 11:18-21.
Coração pronto. Sal. 139:23.

2. Testemunhando:
Atos 1:8; João 4:39.

B. Seu dinheiro:

O Deus Soberano, Todo Poderoso, Uniciente, não precisa de nós; mas, ELE nos usa e até ordenou que a manutenção da Sua casa e as despesas de proclamar o Evangelho seja feita com os dízimos e ofertas da Igreja. Mal. 3:10; Fil. 4:10 e 15-19.

É a maneira também de Ter as bençãos. Mal. 3:10-12.

C. Suas orações:

Em prol do Pastor. II Cor. 11:28; Heb. 13:17.
Em prol membros. I Ped. 4:8; Heb. 10:25.
Em prol de você mesmo. Mat. 26:41; I Ped. 4:7.
Em prol dos outros. Mat. 9:35-38.

Deus usa as orações como um instrumento para fazer a Sua Obra aqui na terra. Quando você ora, você está sendo usado por Deus na Sua Obra. Seja disposto a ser usado na mão de Deus nessa Obra Grande DELE aqui na terra, usando a sua presença, bens e orações para o desenvolvimento dela.

Isso nos dá o sentimento de servo, pois dar glória a Deus é a razão de estarmos aqui.

Este Estudo foi preparado em 1989 enquanto o Pastor Calvin G. Gardner trabalhava de missionário na Zona Leste de São Paulo. Depois a obra foi expandida para incluir outros aspectos da igreja, especialmente sobre as ordenanças.


Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

Eclesiologia - O PROPÓSITO DA MULHER NA IGREJA

I Cor. 11:3.

I. O LUGAR É DE RESPONSABILIDADE, MAS SUA AUTORIDADE É SUJEITA AO HOMEM.

A. Criação:

1. Deus criou o homem primeiro, e depois criou a mulher para o homem. I Cor. 11:7-9; Gên. 2:20-25.

2. O homem tem a posição de maior autoridade, mas a mulher tem uma divina responsabilidade. Gên. 2:20, "adjutora do homem" I Cor. 11:9, a razão da mulher está no homem, desde a sua criação.

B. Exemplos no Velho Testamento

1. Eva, Gên. 2:20, adjutora ao homem, Gên. 4:1-2, reproduzir, o lugar da mulher é abençoado, pois a responsabilidade que ela tem é:
a. Divina – Deus a fez assim.
b. Importante ao homem em particular e ao mundo em geral. Gên. 3:16, "…o teu desejo será para o teu marido e ele dominará." O lugar da mulher é sujeição ao marido.

2. Mulher de Noé e suas noras, Gên. 6:18.

a. Gerou três filhos. Gên. 6:10.
b. Foi incluída no pacto que Deus fez. Gên. 6:18.
c. Não só gerou os filhos, mas tinha a parte dela na educação espiritual deles.

(1). Heb. 11:17, A arca foi preparada para a salvação da sua família. O concerto era com Noé , mas incluiu a esposa dele e das noras.
(2). O fato dos filhos serem visa o fato, que a mulher de Noé era obediente ajudou no treinamento dos filhos.

a) Depois do diluvio, a mulher tinha a sua responsabilidade. Gên. 9:1-7.
b). Mas a autoridade dela era ser sujeita ao homem. Por isso o concerto era falado aos homens, v. 1-9, mas incluindo a Mulher também, v.1-17.

(3). A mulher tem uma divina responsabilidade que é só dela, mas a autoridade é sujeita ao homem.

3. Sara, Gên. 11:29; 17:15-16 e 21 .

a. O concerto de Deus à Abraão era com ele primeiro, mas incluindo a sua esposa por tratar de produzir filhos.
b. As bênçãos do concerto estenderam à ela Deus mostrou isso em particular, v.16.
c. A responsabilidade de Sara era gerar o filho que Deus prometia. Isto Deus chama de ser abençoada, v.16.

(1). É uma benção que o homem não tem na mesma forma.
(2). É uma benção que só a mulher pode reproduzir os filhos que Deus quer que sejam produzidos na terra.

d. Os homens tem uma responsabilidade direta com Deus pelo concerto, v.15, "disse Deus mais a Abraão"
e. As mulheres tem a responsabilidade com Deus, mas só através dos homens, em sujeição aos homens. Quer entender que as mulheres servem o Senhor Deus pelo trato que dão aos maridos.

(1). A mulher está sujeita ao marido? Então ela está sujeita `a Deus. I Ped.3:1-2; Efes. 5:22-24.
(2). A mulher está reverenciando o marido? Então ela esta reverenciando a Deus. Efes. 5:23.
(3). A mulher está servindo o marido? Então ela está servindo a Deus. I Ped. 3:6.

f. Estamos vendo a mulher que tem responsabilidade para com Deus em particular e que esta responsabilidade esta cumprida na medida em que ela se sujeita ao serviço dos outros; ao marido em primeiro lugar, e depois, aos filhos, a igreja e as irmã novas na igreja, e onde ela tiver oportunidade.

4. Jezebel. I Reis 21:1-29.

a. Jezabel foi alem da sua posição, v. 17 "....Eu ti darei a vinha..."
b. Em vez de ela servir os outros, ela só quis servir a si, e nada no mundo pode impedir a conquista que ela quis. Ela mentiu, enganou, incitou assassinos, e em palavra e em ação blasfemou o Senhor Deus, v. 10-25 (19:2).
c. Deus amaldiçoou o Acabe por causa da sua mulher, v.19-22.
d. Jezebel também foi amaldiçoada. V.23.

(1). A mulher que sai da sua responsabilidade não só traz problemas para si mesmo mas traz maldições ao marido também Prov. 12:4.
(2). Na medida que a mulher obedeça a ordem que Deus tem estabelecida, Deus derrama bençãos nela, nos seus filhos e no marido I Cor. 7 :14.

5. A Mulher Sunamita, II Reis 4:8-10

a. v. 9-10. Ela preenche o lugar de responsabilidade em servir Deus pelo serviço à outros.
b. Ela não fez o serviço para ganhar algo em troca, mas só serviu pelo amor dele à Deus. Foi isso que motivou a sua ação, v. 10 "…tenho observado…" "…é um santo homem de Deus…."
c. Em nenhum caso ela se impus acima do lugar que Deus deu à ela.
d. O serviço trouxe bençãos a ela, seu marido, e por último ao seu filho que Deus os deu, v. 17-26 e 36-37, e Deus ficou glorificado.

6. A mãe do Rei Lemuel. Prov. 31:1-31.

a. Serviu o Senhor Deus pelo serviço de ensinar palavras sábias ao filho, v.1.
b. Não usurpou o lugar do marido, nem o lugar do filho mesmo; só preencheu o seu lugar divinamente dado em cumprir a responsabilidade de servir os outros para a glória de Deus.
c. Nós podemos, até, hoje, receber instruções dessa mulher que era sábia e sujeita no seu serviço à Deus.
d. A mulher abençoada é aquela que teme ao Senhor (v. 30) em cumprir a sua posição para a qual Deus a preparou.

Nota: O homem recebe bênçãos por servir Deus em obediência no que Deus ao homem diz. A mulher recebe bênçãos por servir Deus em obediência ao que Deus tem dado à ela para servir.

C. Exemplos de mulheres no Novo Testamento.

O homem foi colocado no mundo para receber as ordens diretamente de Deus e para obedecer essas ordens. Essas ordens incluem as responsabilidades na Igreja para a perfeição dos santos, a obra do ministério, a edificação do corpo de Cristo, e para ser a cabeça da mulher para a amar proteger e a guiar. Como é o homem no cumprir destas responsabilidades com um coração de obediência à Deus para ele receber as bençãos de Deus, quanto é a mulher no cumprir das suas responsabilidades com um coração de obediência à Deus.

1. Isabel – Mãe de João Batista. Luc. 1:5-7 e 24:25.

a. outra vez Deus falando com o homem diretamente e dando premesses que inclui a mulher, v. 13.
b. mulher justa é aquela que anda (viva) sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor, v. 6 repreensão – censurar, advertir admoestar com força (castigar), precitos – regra, doutrina. Aurélio – 1ª edição.

(1). Não é fora de possibilidade duma mulher agradar Deus.
(2). Deus nota mulheres que vivem com consciência limpa.
(3). A quantidade de dinheiro, ou o seu sucesso na vida não foi mencionado. Foi mencionado aquele de maior valor que agradou Deus. Ela temeu o Senhor, e era obediente à ELE!
(4). A benção que Deus deu à este casal era através de Isabel – um filho.

(a). Toma seus filhos, cada um, como a herança do Senhor. Sal. 127:3; Sal. 128:3-4 (Gên. 33:5).
(b). Cuide de cada um com um ensinamento (e exemplo) Bíblico que honra o Senhor. Ensina os filhos do Senhor de Quem é a herança.

c. Isabel era quieta. V. 24, "...cinco meses se ocultou..."

(1). A Bíblia fala muito mulher que não é quieta – alvoroçada. Prov. 9:13 – agitada, pressa, sobressaltar, perturbação (confusão). Prov. 10:8 – insensato de lábios, falar muito, tagarelar, emitir sons vazios. Aurélio – 1ª edição.
(2). Ser quieta é, à Deus um adorno precioso. I Ped. 3:4.

d. Como Deus usou essa mulher justa para cumprir a Sua em trazer o João Batista – este que tem o Espírito Santo desde o ventre, que tem o Espírito de Elias – Deus usa ainda hoje, a mulher justa para cumprir a Sua vontade aqui no mundo. Luc.1:13-17.

(1). Para ganhar os maridos para Cristo. I Ped. 3:1-2.
(2). Para os filhos ser santificados. I Cor. 7:14.
(3). Para trazer ao mundo os filhos que Deus dá como benção aos justos Sal. 128:3-4.
(4). Para servir outros. I Cor. 7:34, Atos 9:39; Prov. 31:20.


II. AS RESPONSABILIDADES DA MULHER NA IGREJA.

Temos visto que o lugar das mulheres é de responsabilidades, mas com a sua autoridade sujeitada ao homem.
Isso não que dizer que a mulher é menos que o homem, pois:

  • Os dois foram criados por Deus. Gên. 1:27
  • Os dois são igualmente por arrependimento e a fé. Rom. 10:13.
  • Os dois são julgados, duma maneira justa e igual, pelos pecados. Rom. 3:23.
  • Diante de Deus, um não é sem o outro. I Cor. 11:11-12. Mas, o que isso quer dizer é:
  • A criação de Deus dos dois foi com propósito diferente para cada um. Gên. 5:7 e 20.
  • A posição do homem é de dominar com amor e receber as instruções diretamente de Deus, e a posição da mulher é de sujeitar-se ao servir através dos filhos e marido, ou com os que Deus ele a dá. Gên. 3:16; Efes. 5:22-28.


Como, o homem tem responsabilidades distintas para exercer, a mulher também privilégios nas quais ela cumpra o propósito que Deus tem para ela.

Essas responsabilidades mencionadas no Novo Testamento são:

A. Com os maridos.

1. Sujeição. Efes. 5:22-24 (Col.3:18; I Ped. 3:1-5).

a. É uma comparação de Cristo e a Igreja.
b. Isso mostra a posição de bençãos no qual Deus tens colocado a mulher, é uma honra de ser comparado com Cristo e a Igreja.
c. A razão da sujeição é evidente, v. 23.
d. Na Igreja é a mesma. I Cor. 14:34-35.
e. I Ped. 3:6, "…chamando-lhe Senhor…" Efes. 5:33

a. necessita uma ação de amor:

(1). À Deus – Quem mandou.
(2). À Cristo – Que explicou.
(3). À marido – Quem é o objeto do amor, e à quem ela prometeu de reverenciar.
(4). Aos filhos – quem recebem instruções de amor verdadeiro pelo exemplo da mãe, ensinar os filhos palavras sábias Ter o seu desejo ao homem; Se fosse para a mulher Ter: uma posição de sujeição ao homem um atitude de obediência e reverência ao homem; Se fosse a mulher que pode ser uma ajuda ao homem: observando como ela possa seguir ao marido ao servir o Senhor melhor com a sua casa; Então a sua casa, o seu lar, seria o seu reino, o seu lugar, para exercer os seus privilégios e as suas responsabilidades.

2. Governar. I Tim. 5:14; Governar – significado, ser a cabeça do (como governar) uma família. Strongs.

a. O marido é a cabeça da mulher (I Cor. 11:3), mas é para a mulher governar a casa, ser como um que reina.
b. Na ausência do marido, é a mulher que cuida das coisas necessárias do Marido, é a mulher que cuida das coisas necessárias na casa, que decida a roupa, a comida e as atividades para as crianças. É ela que deve ver se tem o que precisa na casa, que determina onde os moveis são colocados etc. Ela governa a casa.
c. A casa é o lugar para a mulher exercer completamente tudo o que Deus preparou para ela ser e para ela fazer. Não há um lugar melhor disso, nem há um lugar melhor disso, nem há um lugar igual a isso.

3. Outros lugares para mulher ficar (trabalhar fora, responsabilidades fora) são menos abençoados em relação à mulher e para o que ela foi criada.

(1). Quero dizer que a mulher que governa a casa, e tudo o que há nela, está no lugar das benção de Deus, do marido e dos filhos na medida maior possível.
(2). Qualquer coisa que leva a mulher fora da casa, leva ela a exercer num grau menor as suas capacidades e responsabilidades.

4. Boas donas de casa. Tito 2:4-5; Significado, (um lugar que habita), um que "fica" no lar; ser domesticamente inclinada (como uma "boa dona de casa"). Strongs.

a. É para ser uma "boa" dona de casa.

(1). Isso leva imaginação e criatividade.
(2). Isso leva oração com uma tentativa sempre de ser o melhor possível em tudo que refere a casa. (I Cor. 7:34).

(a). Foi assim que a mulher sumanita foi abençoada. II Reis 4 :8-10.
(b). Foi por falta disso que a Jezebel entrou em problemas. Ela cuidou dos negócios de fora e não da sua casa. I Reis 21:1-29.

(3). Há exceções na história e do mundo.

(a). Débora – Juizes 4:4.
(b). A Rainha Sabá (I Reis 10:1).

Mas é de lembrar que estes são exceções, e não a regra para todas.

(4). A regra normal é:

(a). Ana, mãe de Samuel. I Sam. 1:9-28. Uma mãe ideal que não procurava fama mas cuidou de servir ao Senhor pelo cuidado a família no lar.
(b). Eunice, mãe de Timóteo. II Tim. 1:5; 3:15. Uma mãe que treinou seu filho nas Sagradas Letras desde a sua meninice.
(c). Maria de Betânia, irmã de Lázaro. Mat. 26:6-13; João 11:1-2. Uma mulher que serviu ao Senhor em sua casa com ungüento nos Seus pés, e assim, "praticou uma boa ação para Comigo…"

(5). Tem mulheres:

(a). Boas que ensinem nossos filhos nas escolas.
(b). Honestas que ajudem os executivos no comércio como secretárias.
(c). Justas que ganham o pão como funcionárias nos supermercados, etc.
(d). Mas, o lugar de responsabilidade que Deus deu para a mulher não são estes lugares, e sim o Lar, trabalhando com boa vontade para cuidar do marido, tratar e ensinar os filhos e servir o senhor por eles.

É para ser uma boa dona de "casa". O lar é o lugar para ela governar.

(1). Ela que faz isso muito bem. Melhor do que qualquer babá, governante, avó ou empregada.
(2). Deus formou ela para ser boa dona de casa, e sendo isso, ela é a mulher que é melhor para isso.
(3). Nada melhor no seu lugar tentando de servir os outros no seu lar com toda a imaginação que ela tem. É mesmo o lugar das bençãos. É o lugar da sua responsabilidade.

B. Com as Pessoas outras. As outras responsabilidades que Deus deu a mulher para ela levar e através destas ela torna ser abençoada e uma benção aos outros são:

1. Com os aflitos (pobres) Prov. 31:20; Heb. 13:16; Gal 2:10 (Atos 9:39).
2. Com os no comercio. Atos 9:30; Prov. 31:24.
3. Com as mulheres novas na igreja. Tito 2:3-5, "Para que ensinem as mulheres novas a servem prudentes."; (I Tim. 2:9-12).
4. Com os servos de Deus.

a. Fil. 4:3, "mulheres que trabalharam comigo no evangelho..."
b. Atos 12:12, "foi à casa de Maria...onde muitos estavam reunidos e oravam."
c. Mat. 25:35-36, fazendo aos pequeninos, tem feito à MIM.

5. Com Cristo. No seu sepultamento. Luc. 23:55-56.
Então a posição é abençoada tanto no propósito da criação, quanto no agir dela com os da sua casa, Igreja e na sociedades.

A mulher tem deveres e capacidades que só ela tem, e quanto mais ela entrega essas capacidades no temor do Senhor, tanto mais ela é abençoada como os outros que por ela são servidos.

A Igreja, o lar e a sociedade precisam abundantemente dessas mulheres

Este Estudo foi preparado em 1989 enquanto o Pastor Calvin G. Gardner trabalhava de missionário na Zona Leste de São Paulo. Depois a obra foi expandida para incluir outros aspectos da igreja, especialmente sobre as ordenanças.


Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eclesiologia - O PROPÓSITO DA SANTA CEIA DO SENHOR

João 6:31,47-63

I. O QUE A CEIA NÃO É

A. NÃO É UM SACRAMENTO

"Um sacramento é um sinal visível ou ação instituída por Cristo para dar graça" Catecismo Católico

1. A Graça de Deus por Cristo é sem mérito algum (imerecida)

Rom 6:23, "o dom gratuito de Deus é…"; 3:24, "sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus."; I Tim 1:15, "Cristo…veio ao mundo, para salvar os pecadores."

2. A Graça de Deus por Cristo é sem obras

Rom 11:6. "Mas se é por graça, já não é pelas obras;..."; Efés 2:8,9; II Tim 1:9; Tito 3:5,6

B. Não é um sacrifício real (atual)

1. Transubstanciação é invenção romana

a) Transubstanciação "só foi feita uma doutrina firme para a Igreja Romana em 1215 d.C." (Doutrina Católica na Bíblia, p.31.)

b) "na missa, no momento em que o sacerdote pronuncia as palavras de consagração do pão e do vinho, estes mudam no sagrado corpo e sangue de Cristo." Vincent Hornyold (por T.P. SIMMONS, p.467,468)

2. Cristo fala palavras "são espírito e vida." João 6:63
Os Católicos levam isto literalmente. Mas é para ser entendido espiritualmente. (v. 63, "a carne para nada aproveita;)

Se já tem Cristo como Salvador pessoal pela fé, já, espiritualmente, comeu da Sua carne, e bebeu do Seu sangue.

Mat. 26:28, "É Meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados." Aqui, Cristo era presente literalmente quando falou estas palavras. Como então o pão pude ser ele? Ou os suco Seu sangue?

João 6:47,53-58 Se ainda não entrou em Cristo pela fé, ainda está sem Cristo, sem vida eterna. Para ter vida eterna é necessário crer em Cristo! Isto é de comer da Sua carne e beber do Seu sangue. v. 63

A ceia foi instituída durante as festas da Páscoa. A páscoa não era a páscoa verdadeira, atual, mas um memorial da primeira. A ceia do Novo Testamento for instituída para ser "em memória de Mim" (I Cor. 11:24,25). Então a ceia não é de comer literalmente o Cristo verdadeiramente, atualmente, mas um memorial da sua morte que lembramos; é uma festa espiritual.

C. Não é uma repetição do sacrifício de Cristo.

1. Um sacerdote qualquer não pode repetir ou acrescentar a expiação feita já uma vez por Cristo.

Heb 9:28, "oferecendo-se uma vez"; 10:9-18, v. 10, "feita uma vez"; v. 12, "oferecido para sempre um único sacrifício"; v. 14, "Uma só oblação"; v. 18, "Não há mais oblação pelo pecado."; Ver também: Rom 6:9,10; Heb 7:27; I Ped 3:18

2. No Velho Testamento, os sacerdotes eram "de contínuo" "junto ao altar" é certo. Mas os sacerdotes do Novo Testamento, devem pregar o "Evangelho" I Cor 9:13,14; Heb 10:9, "Tira o primeiro, para estabelecer o segundo."

3. "O Justo viverá da fé" Heb 10:38 (Heb 11:6; Rom 5:1)

Cristo já se ofereceu fazendo salvação por muitos. Se não está nEle, não espera Ele vir e se oferecer uma outra vez. A próxima vez que Ele vier, virá como juiz. A primeira vez, veio como Salvador. Crê já em Cristo! Entre já nEle se arrependendo dos seus pecados.


II. O QUE É A CEIA DO SENHOR?

A. É uma ordenança
O que significa ordenança?
1. Definida.
Ordenança - Regulamento, lei decreto. Aurélio (ordenação)
Ordenança - cerimônia divina que simbolicamente ensina verdade. Huckabee, D. W.

2. Usada.

Rom 13:2 - palavra grega significa: arrumar em ordem, institucionalizar. Tradução em português: ordenação de Deus.
I Ped 2:13 - Em grego significa: formação original. Port.: ordenação..
Lu 1:6; Heb 9:1,10 - Grego: decisão justa; estatuto. Port.: preceitos, ordenação, justificação..
Efés. 2:15; Col. 2:14 - Grego: lei. Port.: ordenação.
Col. 2:20 - Grego: submeter às leis em particular. Port.: ordenação.
I Cor 11:2 - Grego: preceito; as leis tradicionais dos Judeus (como são passadas duma geração a outra.) Port.: preceitos.

3. Natureza.

Dever moral e mandamento divino não são as mesmas coisas.

a. Natureza; Dever moral é mandado a nós por ser certo (Ex. Lei), Mandamento é certo por ser mandado (Ex. Ordenança).

b. Existência; Dever moral vem de princípios (algo inquestionavelmente certo), Mandamento vem de preceitos (regra ou norma).

c. Limites; Dever moral é para todo mundo (Ex. . a lei de Moisés), Mandamento é para pessoas qualificadas (Ex. Lei de transito).

d. Duração; Dever moral é obrigação eterna (nunca é certo matar outro), Mandamento é temporário (Mat. 28:20, enquanto houver igreja)

B. É Uma Ordenança dada à Igreja Local
A Ceia foi uma ordem de Cristo à Igreja local para observar até a Sua vinda. I Cor 11:26
É para ser celebrada só com os membros daquela igreja que está administrando a ceia.
1. O Exemplo de Cristo com seus discípulos, os 12
Mat. 26:17,20; Mar 14:12,17; Luc 22:11,14

É fato que tinha outros crentes de Jesus na cidade, mas a ceia era só com os doze. Tinha em Jerusalém, por exemplo, a mãe de Jesus, o dono do cenáculo, e outros seguidores de Jerusalém: Nicodemus, o cego curado (João 9). Tinha naquela época de Páscoa, muitos judeus em Jerusalém para observar a páscoa.

2. É pratico ser só com os membros
Só temos confiança que estamos observando a ceia como o Senhor a observou se estamos observando-a com os discípulos. Não podemos discernir sobre os membros das outras igrejas.

I Cor 11:31, "se nós nos julgássemos a nós mesmos"; 5:11, "com o tal nem ainda comais."; 5:12, "Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro?"; João 13:30, Judas "saiu logo" e não participou do memorial da ceia que Cristo instituiu.

Se alguém não está ajustado para estar na igreja, ajustado não está para participar da ceia do Senhor.

3. É na ordem da Igreja que Cristo Estabeleceu. Atos 2:41,42
1.) Fé 2.) Batismo 3.) Comunhão com a Igreja 4.) a Ceia 5.) Orações

"Que fica entendida que Batistas não negam que membros de outras denominações estão salvos. Só afirmam que eles não tenham recebidos um batismo valido." (T.P. Simmons, p.399 - Edição em Inglês)

4. Pode ter pessoas de crenças diversos juntos, mas "não é para comer a ceia do Senhor." I Cor 11:19,20

C. É Um Memorial de Cristo

1. Um memorial é simbólico

Um símbolo não tem poder de efetuar. Só serve de representar, evocar ou designar uma realidade. "fazer isto em memória de Mim." (Lu 22:19; I Cor 11:24,25)
I Cor 11:24,25, "é meu corpo" "é meu sangue" (Mat. 26:26,28)
João 6:63, "...as palavras que Eu vos disse são espírito e vida."

2. É memorial de Cristo

Lucas 22:19, "fazei isto em memória de mim"

I Cor 11:24, "fazei isto em memória de mim."; 25, "todas as vezes que beberdes, em memória de mim."

Mat. 26:26, "é meu corpo" (Mar 14:22; Luc 22:19); 28, "é meu sangue" (Mar 14:22; Luc 22:20 "o novo testamento no meu sangue")

Nota: Não é para entrar em Cristo mas para ser observado pelos que já conhecem Cristo. Como os discípulos já entraram em Cristo antes que observaram a primeira ceia.

Sendo que a ceia é um memorial - é simbólica.

Sendo que a ceia é um memorial de Cristo - é simbólica de Cristo.

"fazei isto em memória de Mim."

Este Estudo foi preparado em 1989 enquanto o Pastor Calvin G. Gardner trabalhava de missionário na Zona Leste de São Paulo. Depois a obra foi expandida para incluir outros aspectos da igreja, especialmente sobre as ordenanças.



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

Eclesiologia - O PROPÓSITO DA IGREJA QUE JESUS ESTABELECEU

I. A SUA EXISTÊNCIA – A QUANTO TEMPO DEVE FICAR FUNCIONANDO

Mat. 16:18; I Tim. 3: 15; Col. 1:18.

A. A Igreja tanto quanto Cristo existe, pois ELE é a sua cabeça. Col.1:18.

1. Cristo é eterno – Heb.13:8.

2. E é imutável. Mal. 3:6; Tiago 1:17.

B. I Tim. 3:15, "… a igreja de Deus vivo…"

1. A Igreja não é de homem; é de Deus.

2. Não amaldiçoe essa instituição; é de Deus com Cristo sendo a Sua cabeça. Desprezar a Igreja é desprezar a Deus. Atos 5:1-10; I Cor.3:17.

3. A Igreja não deve ser organizada como as instituições de homens, mas como Deus fez e nos deu exemplo na Sua Palavra.

4. Tanto você ama e respeita Deus, quanto deve amar e respeitar e temer a Sua Igreja.

5. É de Deus vivo – até a sua morte a igreja ficará.

C. Mat. 16:18, "...as portas do inferno não prevalecerão contra ela..."

1. De 450 A.D. até 1.570 a Igreja foi perseguida na maneira mais bruta. Mas, na verdade ela multiplicou.

2. Teremos aflições e perseguições ainda. I João 3:1-13; João 16:33.

3. Se a Igreja existirá assim que Cristo existe, e se a Igreja é do Deus vivo, e se Ele prometeu que as portas do inferno não prevaleceram contra ela, então pode saber que ela existirá eternamente, progredindo para a frente com a doutrina que ELE deu a ela e na maneira que foi por ELE. Então: pode se dedicar em servir a Deus pela Igreja, não vai s arrepender por causa da Igreja parar de existir. 4. Ela vai continuar – vamos continuar com ela.


II. A SUA COMISSÃO

Mat. 28:19-20; Mar. 16:15; Luc. 24:47-49; João 20 21; Atos 1:8.

A. Ide à todo mundo – até os confins da terra. A essa Cidade – Jerusalém; Ao esse Estado – Judéia; Aos outros Estados – Samaría; Aos outros países – confins da terra.

1. Cristo, o nosso primeiro exemplo. João 20:21

a, Enviado por Deus. Gal. 4:4.

b. Veio dos céus para terra. Heb. 1:8; 2:16.

c. Veio anunciado a salvação. Heb. 2:3.

d. Veio fazer vontade de Quem o enviou. João 17:4; Heb.3:1-2

e. Pregou à todos em todos os lugares: Casamento – João 2:11; Ao Príncipe dos Judeus – João 2:11; À Prostituta de Samaría – João 4:7; Ao Paralítico de Betsda – João 5.; Aos Judeus – João 5:16-47; No monte com multidões – Mat. 5:1; 7:27; Ao centurião de Capernaum – Mat. 8:5-13.

2. Os apóstolos – o exemplo da Igreja.

a. No dia de Pentecostes pregavam Jesus aos povos de pelo menos treze países diferentes Atos 2:8-11 e 14-36.

b. Nos templos dos Judeus: (a). Pedro – Atos 3:1. (b). Paulo – Atos 17:1-3.

c. Com os gentios. Atos 21:19.

d. A Igreja em Antioquia envia Barnabé e Saulo (Paulo) a pregar Cristo em outros países. Atos 13:1-3.

3. A Primeira Igreja – pregando á todos. Atos 8:1-4, os membros "foram dispersos pelas terras da Judéia e da Samaría ..." "... iam por toda parte, anunciando a palavra..."

4. O nosso mandamento. Mar.16:15.

a. Qual é o seu costume?

b. Com oração procure o poder para pregar à todos. I Tess. 5:17-25.

c. Com uma vida limpa Ter um testemunho fiel da sua pregação. I Ped. 2:11-17.

d. Com a Palavra, Procure a sabedoria de como pregar.

e. Com a sua boca, deixe que Deus fale por você as maravilhas de Cristo.

f. Com seu coração sentir a situação dos não salvos. Mat. 9:35-38.

g. Com seu dinheiro, procure manter a obra missionária pela igreja. Fil. 4:10 e 14-19.

h. Com seu tempos, procure empregá-lo no que vale a pena – as coisas eternas. I Ped. 4:7-11. A evangelização de todos com a mensagem de Cristo vai ser feita através da Igreja. Você vai ser usado nesse ministério?

Que Deus nos abençoe à termos uma visão correta do mundo e da Palavra de Deus ao ponto a sermos usadas grandemente na evangelização de toda a criatura. Só assim essa Igreja vai conseguir a cumprir o propósito da Igreja que Cristo estabeleceu.

B. Fazer discípulos de todas as nações. Mat. 28:19.

1. A nossa vida prega o evangelho. Atos 1:8; João 13:35.

a. Requisito dum que "deseja o episcopado..." I Tim. 3:7."Convém também bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo." I Tess. 4:11-12.

b. As Boas obras glorificam o Deus. I Ped. 2:11-17; (v.12) "… glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observam." Atos 12:17; Fil.2:14-16.

Que evangelho a sua vida está pregando? A convivência com o mundo ou a separação do mundo? As ações da sua maneira de viver podem glorificar Deus?Se a sua vida fosse a única bíblia que alguém lesse, poderia essa tal chegar ao conhecimento da verdade do Evangelho.

2. A nossa boca prega o Evangelho. Mar. 16:15; Luc 24:47 – Pregai, anunciar. Mat. 28:19 – Ensinar.

a. A transmissão da Palavra de Deus de um para um outro é indispensável na salvação! Rom. 10:13-14 e 17.

b. É necessário que preguemos o Evangelho – que sejamos testemunho DELE!

c. O Evangelho não são as boas obras, uma casa limpa, filhos disciplinados, bons costumes, boas maneiras, sentimentos religiosos, …

É Cristo, o nosso Evangelho. I Cor. 15:2-10; Rom. 5:6-8; 10:9; Efes.2:8-10.

Só quando fazemos de todos as nações (não tendo preconceitos) seguidores de Cristo, e isto vai acontecer só pela pregação do Evangelho pela nossa vida e a nossa boca, só assim podemos dizer ou pensar que somos obedientes à comissão de Cristo no propósito DELE com Sua Igreja. Luc. 24:47.

C. Batizando-os em do Pai, e Filho, e do Espírito Santo. Mat. 28:19; Mar.16:16; Atos 2:41-42; 8:26-40. Vejam as distintivas dos Batistas.

1. Ensinando-as guardar todas coisas que Eu vos tenho mandado.

"… ensinando-as a atender cuidadosamente, segurando firmemente, e observando tudo, qualquer coisa que Eu tenho mandado à vocês." Wuest. The New Testament Expanded Translation. Eermans 1980.

A guardar – vigiar (para não perder algo, ou para não deixa algo se machucar) prop. Ficando de olho. Strongs. 5083.

Se estamos ativamente entrando em contato com os outros, Amém!

Se estamos proclamando publicamente as noticias de Cristo com as nossas vidas e bocas, Amém!

Se estamos batizando os que são salvos numa maneira certa, de acordo com a Bíblia, Amém!

Mas isso não é o fim da nossa missão. Isso não completa o propósito de Cristo para a sua Igreja.

Tanto a vida espiritual do crente não acaba com o batismo, quanto a missão da Igreja a não é preenchida no batizar do convertido.

a. A necessidade do povo: o ensinamento daquela Igreja ocupa-se de ensinar com cuidado para que o crente aprenda e que o crente observe as coisas de Deus por Cristo.

(1). Os descrentes precisam de ensinamentos. Rom. 10:1-2; Rom. 10: 13-15 parte (a) do versículo.

(2). Os crentes precisam de ensinamento. Atos 18:24-26.

b. O propósito da Igreja: a nossa congregação, o nosso ajuntamento, tem o propósito de cuidar uns dos outros, ensinando à segurar firmemente o que Jesus tem mandado. E é gostoso amar uns aos outros uns aos outros nessa maneira. Heb.10:19-25.

(1). É obra principalmente do Pastor:

(a). Atos 20:28. Apascentar – cuidar como Pastor de ovelhas, supervisor. I Ped. 5:2.

(b). Atos 20:28. Olhar – segurar a mente, ter atenção de ser cuidadoso nisso, aplicar à si.
(2). É obra de todos os membros para com os outros. Heb. 10:25; Fil. 2:1-4; Gal. 6:1-2.

c. A fonte do ensinamento – Isso vem da Palavra de Deus.

II Tim. 3:16. Mas só quando é ensinado "tudo que Jesus tem mandado."

Precisamos dos que nos amam olhem pela palavra para nos ajudar.

Precisamos das orações, os conselhos, e os encorajamentos dos outros para nos reanimar de andar nos caminhos da Bíblia para agradar a Deus. Parar andar certo é preciso saber, "tudo que Jesus tem nos mandado."

Se você precisa ensinamentos, de ser reanimado de tomar a sério as coisas de Deus – é bem provável que os outros nas Igrejas precisando de tal ajuda dos outros também.

Então: Venha na congregação dos santos! Não despreze o ajuntamento dos membros!

Procure a Igreja que ensine tudo que Jesus tem nos mandado! Procure saber andar em obediência e para poder ajudar o outro a andar em obediência.

Quando ensinamos os outros a guardar tudo, estamos cumprindo a ultima parte do nosso dever, ir pregar, batizar ensinar.


III. A SUA INTIMIDADE

A Igreja como a Esposa de Cristo - Efes. 5:25-28. A Sua intimidade mostra o Seu amor e as ações para a Igreja com particularidade.

A. A base deste relacionamento é Amor.

Versículo 25, "...como também Cristo amou a Igreja."

I João 4:8, Deus é o Amor. As Suas ações não podem contradizer o que Ele é. A amor de Deus levou Ele á agir, "...e Se entregar." versículo 25.

Em todas as ações de Deus pelos séculos com os seus santos, o amor DELE pode ser visto.

1. O castigo de Adão e Eva mostra: Seu Amor para a santidade, Seu Amor com arrependimento, E o Seu Amor de misericórdia;

a. Para os que crêem NELE. Gên. 3. O diluvio: Gên. 6 até Gên. 9. Mostra: Seu Amor de justiça; Seu Amor por seus (Noé e sua família); Sua compaixão aos errantes – 100 anos de pregação antes de destruir o mundo com água.

b. A matança das nações contra Israel. Josué, Reis Mostra: Seu amor para os seus a sua nação; Seu amor de adoração pura; Sua Ira contra as imagens; Contra as festas aos deuses falsos; Contra os povos que blasfemem Ele e os seus.

B. Deus tem este mesmo amor para com os seus hoje, que estão representados nas suas Igrejas (isso nos dá, como maridos, um exemplo de como nós devemos agir para as nossas esposas.) Está vendo o amor de Deus para seus?

1. As ações de amor dele é para beneficiar os que ele ama com particularidade. V. 25, "… por ela …"

a. A igreja de Deus, "… que Ele resgatou com Seu Próprio sangue." Atos 20:28. O preço dado (Sangue). O que foi dado (Ele, Cristo). Para quem foi dado (Sua igreja).
b. Os que "… hão de crer em Mim. " A oração de Cristo á Deus era para particulares. João 17:20. (V. 21-26, "estes," "lhes", "eles ")

"mistério que esteve oculto mas foi manifesto aos seus santos." Aos Santos Seus Deus quis conhecer as suas riquezas, que éCristo. V. 26,27.

2. Vendo o que ele tem feito para nós, os salvos e membros da sua igreja, em particular; Vendo até que ponto ele sofreu, tinha aflições, derramou seu sangue, orou em particularidade pelos seus…

a. Leva os que são dele, parte da sua igreja, á servir ele com particularidade em amor especial, reservado só para Ele.

b. Como o esposa cuidada, serve com um amor especial o marido que é fiel e protetor, assim nós que faz parte da sua igreja, a sua esposa, queremos servir Deus com um amor reservado e especial só para ele. Rom. 12:1, 2; Efes. 5:27.

C. A sua intimidade leva a Igreja ser santificada, "purificando-as pela palavra." Efes. 5: 25, 26.

Santificação- é de separar algo do mundo e consagrar o á Deus. Para santificar qualquer coisa é para declarar que está coisa pertence á Deus. Pode referir-se a pessoas, lugar, dias e estações do ano, e objetos usados, lugares, dias e estações do ano, e objetos usados para louvor. Traduzido do Zondervan Bible Dictionary.

Santificar- V.T.1. Tomar santo, sagrar. 2. Canonizar. Aurélio, Minidicionário. 1. Coisas santificadas á Deus na Bíblia.

a. No velho testamento

1) Ex. 13:2- Primogênito de homens ou de animas.

2) Ex. 29:44 (v. 36). A tenda da congregação e o altar.

3) Núm. 3:12, Os levitas.

4) Ex. 19:27, A oferta alçada.

5) Ne. 19:5,6, A nação de Israel.

b. No novo testamento

1) João 17:19 – Cristo, ELE se dedicou à obediência completa para fazer toda a vontade de Deus até morrer.

2) Efes. 5:26 – A Igreja DELE.

3) I Ped. 3:15 – O Senhor, Cristo.

2. Cristo, por causa do Seu amor para com Sua Igreja, leva-a ser santificada, ou separada do mundo para ser consagrada à Deus.

Deus não permitiu pecado ativo, intenções secundárias, propostas distorcidas, na Sua Igreja.

1) Atos 5:1-11 – Mentir acerca de dinheiro na Igreja ao Deus foi punido com morte.

2) Lucas 19:45-46 – Usando o templo e os sacrifícios como meio de ter lucro. Não era para louvor: só comercialização. Cristo expulsou todos. Mar. 11:15.

3) I Cor. 5:1-7 – Seja entregue à satanás os que pratiquem o pecado ativamente com conhecimento da Igreja.

4) Efes. 5:26 – O Seu propósito é para santificar a Igreja.

b. Deus é desejoso para os Seus santos (os salvos dedicados à ELE) que sejam de uma mente para com ELE, limpos de coração, mortos a si e vivos a ELE.

1) Tiago 4:6-10 – Seja dedicado ao Senhor, complemente.

2) I Ped. 3:15 – Tenha Cristo como o Senhor da sua vida. Todo pensamento com escravo é a aprovação diante do seu senhor. Cada ação purificada com a comparação ao que Ele faria na mesma situação.

3) I Tess. 5:23- Ser santificado à Deus em tudo: Espírito, Alma e Corpo, irrepreensíveis à ELE. Prontos para encontrá-lo qualquer momento.

c. A maneira de ser santificada à Deus é ser lavada com a Palavra de Deus. Efes. 5:26.

1) João 17:17 – Santificação é só pela Bíblia, a verdade.
2) I João 5:7-8 – A Palavra é essencial para a santificação.
a) Não há outra maneira ser salvo senão pelo sangue de Cristo.
b) Não há outra pessoa aqui na terra que nos convicta do pecado senão o Espírito de Deus.
c) Não há outra coisa que nos mostra a Verdade senão Deus pela Sua Palavra.

Você está gastando tempo no Sua Palavra? Você está crescendo no conhecimento de Cristo pela Palavra? O propósito de Deus para com a Sua Igreja é de, "apresentá-lo a Si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa irrepreensível." Efes. 5:27.

3. É para ser apresentada à Cristo Igreja gloriosa. Efes. 5:27.

a. Ele tem direito a tê-la apresentada à ELE.

1) Por ser o Fundador dela. Mat. 16:18; João 1:33-36.

2) Por ser o Instruídor dela. Mat. 28:20. Jesus ensinava doutrina. João 7:16-17; Mat. 7:28-29 (Mar. 1:22; Luc. 4:32). A Igreja DELE deve Ter doutrina. A Igreja DELE deve Ter Sua doutrina. A Igreja não deve desenvolver qualquer outra doutrina.

3) Por ser o Salvador dela. Atos 20:28; Efes. 5:23. Pelo sangue de Cristo somos salvos. I Ped. 1:18-19. Pela vida DELE temos a vitória do pecado, da morte, do mal. I Cor. 15:55-58.

b. A igreja é para ser apresentada á Ele como ele é : Efes. 5:27

1) Gloriosa significa: em glória, esplendida, nobre. Strongs Concordance of the Whole Bible. A igreja como Cristo na beleza. Lembre-se: A maneira de ser apresentada á ele gloriosa é pela lavagem da palavra!

2) Sem mácula – significa: Mancha na roupa ou no pele. Strongs. As obras da carne sujam o corpo. Efés. 5:19-21, "não herdarão o reino. " Apoc. 21:8,27_ "não entrará nela..." Por isso deve ser limpada sempre!

3) Sem ruga : significa uma dobra como ruga na face. Strongs. As coisas de Deus são simples e também é a Sua doutrina. Deus importa as coisas pequenas. Não mete a mão em mudar as Suas coisas nem um pouco. Seja fiel nas coisas pequenas. Luc 16:10.

4) Nem coisa semelhante: I Tess. 5:22. Ninguém pude convencer Cristo de nenhum pecado, nem coisa semelhante. João 8:46. Vamos ser a mesma diante do mundo e de Cristo!

5) Santa: Observar as coisas pequenas não gera santidade. Não tendo ruga ou coisa semelhante não faz nos ser santos. Santidade é um estado de ser. Que Deus gera em nós e que é manifestada por fora. Não é resultado de obedece leis ou fazer coisas para Deus. É resultado duma operação divina em nós. Não pode ser santo com manchas, mas só o fato de tirar as manchas não significa que somos santos. Devemos ser separados, sim, mas Separados á Ele! Separados do mundo, para Ele nos usar! Separados até da aparência do mal, para Ele viver em nós completamente! Limpos, sim, bem limpos, para andar no seu caminho eterno.Sal. 139:24-26. Mas, nunca ser separados para nos glorificar-nos. Nunca ser separados para nos louvar á nós. Separados, sim, sem duvida nenhuma, mas também, santos, santificados á Ele e por Ele!

6)Irrepreensíveis – significa: Sem mancha, defeito, limpo. Strongs. Aqui entra o nosso testemunho diante dos outros. Como é a nossa vida vista nos olhos do mundo? Somo tão "espirituais" que não prestamos para a sociedade? A Igreja (os membros) não podem viver para agradar á todos, nem aquietar todas as duvidas que a mente humana pode criar; mas devemos Ter uma vida que não dá apoio as duvidas do mundo. O mundo vai acusar (Mat. 5:11), mas vive para que ela seja uma acusação falsa. I Ped. 2:11-12 e 15. A obra da santificação está sendo feita não sua vida? Tem mancha? Procure a morte ao prazer que a causou e busque ELE para reinar completamente no seu coração. Deixe ELE prepará-lo para ser apresentável à ELE, uma noiva para o noivo.


IV. A SUA IMPORTÂNCIA

I Tim. 3:15, "...na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da Verdade."

A. A Igreja é como:

1. Uma construção espiritual. Hebr. 3:6.

a. Pedra da Esquina, Alicerce – Cristo. I Ped. 2:6; Efes. 2:20.

b. Pedras na construção – vós, os salvos, I Ped. 2:5.

1) Um corpo. Efes. 4:15-16.

2)A cabeça é Cristo e o corpo funciona muito bem com todas as partes seguindo a Cabeça, ou a Verdade.

2. A verdade é força da Igreja. Efes. 4:14-16; João 4:17:17.

3. Nos membros Deus conserva a verdade como em nenhum outro.

a. Governo – ordenado por Deus, mas não é a coluna e firmeza de verdade.

b. Família – ordenada por Deus, mas não é a instituição onde a verdade reside em si.

c. Igreja – fundada, instituída e salva por Cristo é coluna e a firmeza da verdade. I Tim 3:15.

(1). Então, Fique convicta da verdade! Escapa atenção! resiste o diabo, firme na fé. I cor. 10:13; I Ped. 5:9.

(2). Então, Estude a Palavra, Medite na Palavra, e viva a verdade. Sal. 1:3; Gal. 2:20; I Ped. 3:15.

(3). Então, Não deixe a congregação. Heb. 10:25. Reunidos, somo a Igreja. Os blocos para uma construção, não são a construção quando são espalhados, mas juntos são. Nós precisamos a comunhão e o fortalecimento da verdade, e isso é juntos!


V. A SUA PROXIMIDADE

O Seu Corpo. Efes. 5:29-30.

A. A Igreja é o Seu Corpo,

Efés. 1:20-23, "Que é o Seu Corpo..."
Efés. 4:12, "...corpo de Cristo...."
Col. 1:24, "Seu corpo, que é a Igreja..."
Col. 2:17, "...mas o corpo é de Cristo..."
1. Por isso a Igreja é visível.

a. A igreja é a reunião das pessoas salvas e batizadas segundo a Sua Palavra.

b. Os símbolos ao que Deus comprara a Sua Igreja são coisa que explicam a natureza da Sua Igreja.

1) Construção, edifícios. I Ped. 2:5-6; Efes. 2:20-21.

2) Corpo, Efes. 5:30.

2. Por isso a Igreja é local.

a. Um corpo pode ser um ser humano que existe no mundo, mas cada corpo é visível a existir num local só.

1) Existe a família de Deus que é geralmente os santos vivos no mundo inteiro. Efes. 2:19.

2) Existe o reino de Deus que é os santos mortos e vivos e os que serão Seus no futuro. Mat. 18:1-2.

Mas, quando fala da Sua Igreja, falamos duma assembléia visível e local. I Cor. 12:27.

3) Mais do que 115 vezes apalavra grega "EKKLESIA" está usada na Bíblia no Novo Testamento, e sempre se refere à uma congregação num lugar que poderia ser vista.

B. Cristo é o Cabeça do Corpo. Efes. 4:14 – 16; Col. 1:15-19, "...foi do agrado do Pai..." "é para crescer em tudo naquele que é a cabeça." É para crescer na graça e no conhecimento de Cristo. II Pe. 3:18. Cristo é o objetivo, alvo, propósito, compromisso de todos nós corpo!

1. Não é de nenhum homem, é claro. Mat. 16:18; Col. 1:19 "...toda a plenitude NELE habita-se." Se fosse de homem louvaríamos o homem, mas é de Cristo, então à ELE seja toda a glória!

2. Por isso o corpo funciona. Efes. 5:29.

a. Para a Glória de Deus, "vem aumento de Deus".

b. Todos os membros obedecendo Cristo, pela Palavra, operam numa maneira organizada ‘...organizados pelas juntas e ligaduras..." Rom. 12:4-5.

c. A força da Igreja vem de Deus, "… provido…"

3. Como entrar na Igreja.

a. Ser salvo por Cristo. Atos 16:31.

b. Ser batizado segundo o exemplo e ordem de Cristo. Atos 2:40-42.

4. As bênçãos de ser membro do Seu Corpo.

a. Somos alimentados e sustentados. Efes. 5:29. "...como também o Senhor à Igreja..."

1). Deus cuida de nós. Quando a Palavra está aberta e estamos lendo-a, ELE nos:

a) Aconselha – Prov. 8:14; Sal. 119:105.

b) Ensina – I Ped. 5:10.

c) Reprova – II Tim. 3:16-17.

d) Corrige – João 17:17

e) Instrua – II Tim3:16-17.

2). Deus nos alimenta para que possamos crescer em ser um corpo maduro e ativo em as boas obras que agradam Ele!

b. Somos disciplinados. Heb. 12:5-11.

1) É feita pela Palavra. Quando a Palavra está pregada através do seu pastor, e quando a Palavra é lida e estudada na Igreja ou na casa, Ele, por ser a cabeça do corpo, limpa, santificada, purifica e castiga tudo em sujeição à Ele... para nosso bem e alegria. V. 10-11.

2) É da responsabilidade da Igreja fazer disciplina. I Cor. 5:6-7 e 12-13.

3) A disciplina de Deus é diferente a do mundo.

(a). O mundo diz: Não bate! Não fale dura! Não discipline, isso faz mal. Não é que quer mostrar o seu amor?

(b). A Bíblia diz: Quem ama seu filho, castiga ele. Prov. 13:24. Disciplina por bater (no lugar) não faz mal. Prov. 22:15; 23:13. Fale dura! Discipline! Assim o seu filho será uma benção. Prov. 29:15-17

4) Deus nos disciplina, e por isso, Cristo morreu. Isa. 53:6-9.

(a)Somos protegidos.

Deus é um Deus Zeloso. Êx. 20:5; 34: 14. Zeloso – significa: ser feito zeloso, invejoso, ciumento. (Strongs.) Deut.4:24; 5:9; 6:15 – Um fogo consumidor. Quando o emprego, esposa, filho, negócio qualquer, ou coisa qualquer vira mais atraente a você, já virou um deus, e Deus não deixa passar em branco. Josué 24:19-20, Serviremos Deus com santidade. Naum. 1:2; Guarda nos de perigo. Mat.16:18, As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Igreja).

Comprou-nos com Seu sangue. Atos 20:28. Somos preciosos nos olhos DELE.

Ele lutará para Seu povo, e sustentará o Seu povo. Mat.16:18; Isa. 40:28; 54:17; Sal. 121.

(b) Temos comunhão e responsabilidade.

I Ped. 1:22, vigiar uns com os outros em amor.

I Cor. 5:12, "não julgais vos os que estão dentro?"

Tiago 5:16, orar uns pelos outros.

Efes. 4:16, "ligado pelo auxílio de todas as juntas.

Este Estudo foi preparado em 1989 enquanto o Pastor Calvin G. Gardner trabalhava de missionário na Zona Leste de São Paulo. Depois a obra foi expandida para incluir outros aspectos da igreja, especialmente sobre as ordenanças.


Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

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