sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Práticas Devocionais - PRÁTICA DA VIGILÂNCIA

A prática da vigilância é a arte de estar atento, estar de sobreaviso, estar de sentinela, estar apercebido contra qualquer perigo que põe em risco a perfeita comunhão com Deus. Depende primeiramente de uma avaliação pessoal nem muito otimista nem muito pessimista. Ordenada por Jesus Cristo, é um exercício de natureza preventiva, que associa a humildade com a prudência: "Aquele que julga estar em pé, tome cuidado para não cair" (l Co 10.12, BJ.) A vigilância não pode ser confundida nem com o medo nem com a ansiedade. É apenas uma dose equilibrada de cuidado com a soberana e completa vontade de Deus.

Para proteger o gado, a lavoura e os centros urbanos, os judeus construíam as chamadas torres de vigia nos pastos (Mq 4.8), nas vinhas (Is 5.2) e nas cidades (Sl 127.1). Em alguns casos, uma torre distanciava da outra apenas trinta e dois metros, para melhor segurança da população. De forma paralelepipedal ou cilíndrica, as torres eram construídas dois metros à frente do muro ou em cima dele. Na época de Esdras e Neemias, havia uma torre em Jerusalém chamada a Torre dos Cem — talvez porque tivesse cem côvados de altura, ou porque fosse alcançada por uma escada de cem degraus, ou ainda porque reunisse uma guarnição de cem homens (Ne 3.1). As torres serviam de proteção contra animais selvagens, ladrões e exércitos invasores. A vigilância era de dia e de noite e os guardas ansiavam pelo romper da manhã (Sl 130.6). A necessidade de vigilância estava tão arraigada que, ao plantar uma vinha, era costume construir não só a cerca e o lagar, mas também a torre de vigia, assegurando assim a posse dos frutos (Mt 21.33).

VIGILÂNCIA ESPIRITUAL

Jesus insiste muito na prática da vigilância. O imperativo vigiai aparece três vezes na parábola da figueira (Mc 13.33, 35, 37), uma vez na parábola das dez virgens (Mt 25.13) e duas vezes na cena do Getsêmani (Mc 14.34, 38). O texto de Mc 13.37 é muito enfático: "O que, porém, vos digo, digo a todos: Vigiai!"

A ordem para vigiar não está apenas no ensino de Jesus. Paulo dirige-se aos presbíteros de Éfeso (At 20.31) e às igre¬jas de Corinto (l Co 16.13) e Tessalônica (l Ts 5.6). Aos cristãos judeus expulsos de Jerusalém e espalhados pelo Ponto, pela Galácia. Capadócia, Ásia e Bitínia, Pedro escreve: "Sede sóbrios e vigilantes" (l Pé 5.8). A igreja em Sardes recebe a mesma exortação (Ap 3.2). Depois de glorificado, Jesus declara que é "bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha" (Ap 16.15).

TORRES E CISTERNAS

Jesus associou o verbo vigiar com o verbo orar. "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26.41). São duas atividades que se misturam e se completam. Não basta orar: é preciso vigiar cuidadosamente. Não basta vigiar: é preciso orar para alcançar sabedoria e poder para vencer tentações e provações.

A Bíblia diz que o rei Uzias edificou torres de vigia no deserto e cavou muitas cisternas, porque tinha muito gado, tanto nos vales como nas campinas (2 Cr 26.10). Esta associação entre torres e cisternas coincide com a associação entre vigiar e orar. O gado de Uzias precisava de proteção e de água. O rebanho de Deus também precisa de vigilância e comunhão. Precisa de vigilância para não ser despedaçado por lobos vorazes (At 20.29) nem levado por ladrões que roubam, matam e destroem (Jo 10.10). Precisa de comunhão para que sua profunda sede de Deus seja saciada (Sl 130.6). Vigiar sem orar seria muito cansativo e poderia redundar em perniciosa arrogância. Orar sem vigiar seria uma temeridade.

ÁREAS DE VIGILÂNCIA

1. É preciso vigiar a passagem obrigatória da palavra: "Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios" (Sl 141.3).

2. É preciso vigiar a mente-. "Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4.8).

3. É preciso vigiar o olhar. "Não porei uma coisa vil diante dos meus olhos" (Sl 101.3, BJ).

4. É preciso vigiar o patrimônio religioso-. "Segura com firmeza o que tens, para que ninguém tome a tua coroa" (Ap 3.11,BJ).

5. É preciso vigiar o trato dispensado ao sexo oposto-. "Trate [...] as mulheres [...] mais moças como irmãs, com toda a pureza" (l Tm 5.2, BLH).

6. É preciso vigiar o tempo-, "Aproveitem bem o tempo porque os dias em que vivemos são maus" (Ef 5.16, BLH).

7. É preciso vigiar as oportunidades-. "Se você pode se tomar livre, então aproveite a oportunidade" (l Co 7.21, BLH).

8. É preciso vigiar o amor-. "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor" (Ap 2.4).

9. É preciso vigiar a fé: "Examinem-se para verem se es¬tão firmes na fé. Façam a prova vocês mesmos". (2 Co 13.5, BLH.)

10. É preciso vigiar as intenções, os meios, a qualidade do trabalho, a correção doutrinária e o zelo-. "Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15).

11. É preciso vigiar as coisas tidas de somenos importância-. "Peguem as raposas, apanhem as raposinhas, antes que elas estraguem a nossa plantação de uvas, que está em flor" (Ct 2.15, BLH).

12. É preciso vigiar especialmente os calcanhares de Aquiles, aquelas áreas mais vulneráveis que estão no fundo do coração humano: "O que sai do homem, isso é o que o contamina" (Mc 7.20).


Autor: Elbem M. L. Cesar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eclesiologia - A RESPONSABILIDADE DA IGREJA PARA COM SEU PASTOR.

I. RESPONSABILIDADE DE SUSTENTAR SEU PASTOR.

A. Os que recebem o fruto do serviço do pastor são os que sustentam o Pastor.

1. Gal. 6:6
a. Quem são os que recebem as instruções na palavra pelo Pastor?
b. São estes mesmo que devem repartir, "de todos os seus bens" com o Pastor?

2. I Cor. 9:7-14.
a. A lei cuida do boi que debulha o trigo melhor do que algumas igrejas cuidem do seu Pastor. Mas a lei diz isso acerca do boi, justamente para nos ensinar cuidar dos nossos servos na Fé. (I Tim. 5: 17-18).
b. v. 11, Se O Pastor semeia as coisas espirituais (eternas, de Deus) é mal de receber o fruto da sua vida material (suor, concentração, esforço físico).
c. v. 12, Missionários, e outras obras recebem do seu suor; prefeituras, governos, governos, então porque não o pastor?
d. v. 12, Não é para ser vergonhosamente imposto, mas através dum reconhecimento em amor carinhoso da honra do servo do Senhor e na obediência em o que ordena, "o Senhor".

B. É pela fé. Heb. 11:6. Só pela fé podemos agradar o Senhor Deus. Rom. 1:17, "o justo viverá da fé..."

1. Na parte do Pastor – Ele dependerá no povo à quem ele ministra.
2. Na parte da Igreja – Ela dependerá:
a. Um ao outro membro.
b. Em Deus com tudo que precisa.

3. A pergunta não é: Temos suficiente para obedecer o Senhor?
4. A pergunta é : temos fé suficiente em obedecer o Senhor e depender NELE, para ELE cuidar de nós?
5. Faz o que pode....e crescer "de fé em fé...."


II. OS BENEFÍCIOS DA IGREJA QUE CUMPRA A SUA RESPONSABILIDADE PARA COM SEU PASTOR.

A. Terão um pastor que apascenta rebanho.

1. Um Pregador só prepara mensagens para pregar.

2. Um Pastor ore e cuida com vigilância o seu rebanho.
a. Visita em casa, hospitais.
b. Mais cultos em casa
c. Mais presença e força física nas necessidades do seu povo.

3. Um Pastor que cresça na fé.
a. Mais tempo na Palavra. Rom 10:17
b. Mais tempo na oração.
c. Mais dependência no Senhor.

B. Terá uma Igreja que cresça em amor.

1. Amor para a Palavra.
a. O Pastor ensinará melhor.
b. O povo crescerá em obediência na palavra.

2. Amor para com Deus.
a. Conhecerá ELE melhor:
(1). Pelo estudo na Igreja
(2). Pela obediência da Igreja em tudo que Deus manda
b. Fé terá obras de obediência que cuida de trazer mais amor para quem está obedecendo.

3. Amor para com os outros.
a. Todos esforçando-se concientimente para o mesmo alvo.
b. Com mais fé, mais obediência, mais aprendizagem da palavra, mais amor para Deus segue que amará os outros salvos por ELE que estão obedecendo ELE também.

4. Amor pelos de fora:
a. O povo que cresça mais na palavra, com uma fé que tem obras, brilharão mais ao que estão fora também. A sua pregação será mais certa, mais veloz, mais eficiente!
b. Mat. 5: 16.

Que Deus ti abençoe de ver a sua responsabilidade para com seu pastor pela Palavra e que Deus te abençoe graciosamente de obedecer com uma fé amorosa zelosamente essa responsabilidade para a glória de Deus aqui na terra.


Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

Eclesiologia - O HOMEM NA IGREJA QUE CRISTO ESTABELECEU

I Cor. 11:2-3; Efes. 4:11-12; João 1:6.

I. A POSIÇÃO DO HOMEM É MAIOR DO QUE A DA MULHER OU A DA CRIANÇA.

A. Pela ordem da criação: Gên. 2:7 e 20-23; I Cor. 11:8-9.
1. Homem criado primeiro.
2. Mulher veio do homem.

B. Pelo exemplo no Velho Testamento.
1. Patriarcas – O começo de Israel.
a. Gên. 12:1-3 – Abraão (Gên. 12-24).
b. Gên. 26:1-5 – Isaque (Gên. 24-27).
c. Gên. 28:1-3 – Jacó (Gên. 28-36).
d. Gên. 48:16 – José (Gên. 37-50).
e. Jó (o livro).

2. O Êxodo e a Lei – para governar Israel
a. Êxodo. 3:9-10 – Moisés.
b. Aarão.

3. As conquistas –A terra para Israel. Deut. 6:23.
a. Josué
b. Caleb
c. Rahab

4. Juizes – Quando o povo se recusa de ser guiado por Deus. Juizes, Rute, I Sam. 1-7.
a. Juizes 3: 9-11 – Otniel – 40 anos.
b. Juizes 3:15-30 – Eúde – 80 anos.
c. Juizes 3:31 – Sangar.
d. Juizes 4:4-9 – Débora e Baraque – 40 anos.
e. Juizes 6:11 – Gideão – 40 anos.
f. Juizes 10:1-2 – Tola – 23 anos.
g. Juizes 10:3 – Jair – 22 anos.
h. Juizes 12:7 – Jefté – 6 anos.
i. Juizes 12:8 – Ebsã de Belém – 7 anos.
j. Juizes 12:11 – Elom – 10 anos.
k. Juizes 12:14 – Abdom – 8 anos.
m. Juizes 13: 3-5 e 24 – Sansão – Juizes 16:31 – 20 anos.

5. Reis – do reinado unido.
a. Saul – I Sam. 8:6; 9:2; 10:19-24 – 40 anos.
b. Davi – II Sam. 2:7 – 40 anos.
c. Salomão – I Reis 1:37 – 40 anos.

6. Reis – do reinado dividido
Duas tribos – Sul Dez tribos – Norte
Capital – Jerusalém Capital – Samaría
Terra – Judá Terra – Israel
931-606 A.C. 931-721 A.C.
Reis e reinado. Reis e reinado.

a. Reboão, 17 anos a. Jeroboão, 22 anos
II Reis 11:43 – 14:31 I Reis 11:26 – 14:20
II Crôn. 9:31 – 12:16 II Crôn. 9:29 – 13:22

b. Abião, 3 anos b. Nadabe, 2 anos
I Reis 14:31 – 15:8 I Reis 15:25-28
II Crôn. 13:1-22

c. Asa, 41 anos c. Baasa, 24 anos
I Reis 15:8-14 I Reis 15:27-16:7
II Crôn. 14:1 – 16:14 II Crôn. 16:1-6

d. Josafá, 25 anos d. Ela, 2 anos
I Reis 22:41-50 I Reis 16:6-14
II Crôn. 17:1 – 20:37

e. João, 8 anos e. Zinri, 7 dias
II Reis 8:16-24 I Reis 16:9-20
II Crôn. 21:1-20

f. Acazias, 1 ano f. Onri, 12 anos
II Reis 8:24 – 9:29 I Reis 16:15-28
II Crôn. 22:1-9

g. Atalia, 6 anos g. Acabe, 22 anos
II Reis 11:1-20 I Reis 16:28 – 22:40
II Crôn. 22:1 – 23:12 II Crôn. 18:1-34

h. Joás, 40 anos h. Acazias, 2 anos
II Reis 11:1 – 12:21 I Reis 22:40 - II Reis 1:18
II Crôn. 22:10 – 24:27 II Crôn. 20:35-37

i. Amazias, 29 anos i. Jorão, 12 anos
II Reis 14:-120 II Reis 3:1 – 9:25
II Crôn. 25:1-28 II Crôn. 22.5-7

j. Azarias, 52 anos j. Jeú, 28 anos
II Reis 15:1-7 II Reis 9:1 – 10:36
II Crôn. 26:1-23 II Crôn. 22:7-12

l. Jotão, 16 anos l. Joás, 17 anos
II Reis 15:32-38 II Reis 13:1-9

m. Acaz, 16 anos m. Jeoás, 16 anos
II Reis 16:1-20 II Reis 13:10 – 14:16
II Crôn. 28:1-27 II Crôn. 25:17-24

n. Ezequias, 29 anos n. Jeroboão II, 41 anos
II Reis 18:1 – 20:21 II Reis 15:23-29
II Crôn. 29:1-32:33

o. Manasses, 55 anos o. Zacarias, 6 mês
II Reis 21:1-18 II Reis 14:29 – 15:12

p. Amom, 2 anos p. Salum, 1 mês
II Reis 21:19-26 II Reis 15:10-15
II Crôn. 33: 21-25

q. Josias, 31 anos q. Menaém, 10 anos
II Reis 22:1 – 23:30 II Reis 15:14-22
II Crôn. 34:1 –35:27

r. Joacaz, 3 mêses r. Pecaia, 2 anos
II Reis 23:31-33 II Reis 15:22-26
II Crôn. 36:1-4

s. Joaquim, (pai), 11 anos s. Peca, 20 anos
II Reis 23:34 – 24:5 II Reis 15: 27-31
II Crôn. 36:5-7 II Crôn. 28:5-8

t. Joaquim, (filho), 3 meses t. Oséias, 9 anos
II Reis 245:6-16 II Reis 15:30 – 17:6
II Crôn. 36:8-10

u. Zedequias, 11 anos II Reis 24:17 –25:30
II Crôn. 36:11-21

Wilmington’s Guide to the Bible
Tyndale House Publish, INC.
Wheaton, Illinois (1981)

7. Profetas – para avisar os reis de Israel da Palavras de Deus. Os profetas que só falaram:

a. I Reis 17:1-7 – Elias
b. II Reis 2:1 e 12-13 – Eliseu

8. Profetas que escreveram, as datas, e a nação ou pessoa que foi dada a profecia.
a. Odadias 850 – 840 A.C. Edom
b. Jonas 785 – 750 A.C. Ninive
c. Naum 650 – 620 A.C. Ninive
d. Amós 760 753 A.C. Israel (norte)
e. Oséias 760 – 700 A.C. Israel (norte)
f. Joel 841 – 834 A.C. Judá (sul)
g. Isaías 681 – 739 A.C. Judá (sul)
h. Miquéias 735 –700 A.C. Judá (sul)
i. Sofanias 640 – 620 A.C. Judá (sul)
j. Habacuque 609 – 606 A.C. Judá (sul)
l. Jeremias 627 – 575 A.C. Judá (sul)
m. Lamentações de Jeremias 586 A.C. Judá (sul)
n. Ezequiel - 597 A.C. Não à pessoas, nação em particular.
o. Daniel 605 – 536 A.C
p. Zacarias 520 A.C
q. Ageu 520 A.C
r. Malaquias 435 – 396 A.C

(Wilmington’s)

C. Pelo Exemplo no Novo Testamento

1. João 1:16 – João Batista
2. João 3:16 – Cristo
a. A Lei foi cumprida por ELE.
b. ELE é o Mediador.
c. Salvação agora NELE!

3. Mat. 10:1-4 – Doze discípulos. Efes. 4:11-12.
4. I Cor. 3:4-7 – A posição é maior, mas nem por isso o homem há de Ter o lugar de Deus. Deus há de ser glorificado.


III. A OBRA DO HOMEM NA IGREJA. EFES. 4:12

A. Querendo o aperfeiçoamento dos santos. Aperfeiçoamento – significação:- Complementar em tudo, (fazer mais perfeito) Strongs.

1. A vida Cristã cresce para mais santificação sempre e assim somos mais completos.
Prov. 4:18 , "a luz da aurora".
II Cor. 5:17, "nova criatura é..."
II Ped.3:18, "Cresci na graça e no conhecimento do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo."

a. Isto vem pela Palavra de Deus. Rom. 10:17; I Ped. 2:2; Mat. 4:4; Heb. 5:13-14; Efes. 4:15.
b. Isto vem pela oração. I Tess. 5:17; Mar. 9:29; Efes. 6:18-19.

2. Para este crescimento Deus "deu" os homens na Igreja. Efes 4:11.
a. A mulher tem a sua parte na Igreja,....mas;
b. Para que o corpo seja forte na verdade, unidos na fé, e no conhecimento do filho de Deus, ter homens completos, para não ser levados pela doutrina falsa, Deus deu apóstolos, profetas, evangelistas e doutores.

B. Para a obra do mistério. Efes. 4 :12. Obra – significação: trabalhar com força. Strongs. (Nota: A maior parte da obra é aos membros, ovelhas filhos e irmãos.)

1. Mat. 25:36-40 – Servir Cristo nas necessidades dos membros.

2. II Cor. 11:28 – O cuidado das Igrejas. Efes. 4:11-16
a. Ver os membros unidos na fé.
b. Ver os membros unidos no conhecimento do Filho de Deus.
c. Ver os membros fortes, maduros em Deus.
d. Ver os membros indoutrinados.
e. Ver os membros crescendo na verdade com o amor.
f. Ver o corpo aumentando para a glória de Deus.

3. O resultado é para ver os membros ativos.
a. Na obra;
b. No mundo;
c. No lar;
d. Com Deus.

C. Para a edificação do corpo de Cristo. Edificação – significação: Confirmação da arquitetura de um edifício. Strongs.

1. Cresçamos de dia em dia, de pouco em pouco.
Rom. 1:17, "de fé em fé..."
Isa. 28:10, "mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, um pouco aqui um pouco ali."

2. É crescer como um edifício.
I Ped. 2:5, "...cresça para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo."

3. Para crescer, Deus "deu" os homens na Igreja.
Os homens na Igreja estão cumprindo o seu propósito?

a. Contigo mesmo – você está crescendo, aperfeiçoando-se, fazendo a obra de dia em dia?
b. Com a sua família?
c. Com os membros?

Que Deus ti abençoe para cumprir aquilo pelo qual Deus lhe "deu" na Igreja.



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Práticas Devocionais - PRÁTICA DA INTROSPECÇÃO

A prática da introspecção é a arte de investigar-se acuradamente a si mesmo com o propósito de localizar os erros e os acertos, as boas qualidades e as más qualidades, a virtude e o pecado, o sucesso e o fracasso, sempre sob a perspectiva cristã. Embora a Bíblia ensine e reforce o valor da auto-sondagem, não se pode dispensar a sondagem realizada pelo próprio Deus, em resposta à oração.

Depois do Pai Nosso talvez a oração mais repetida pelos cristãos seja a famosa oração do rei Davi: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno" (Sl 139.23, 24). É bom notar que no início do salmo. Davi reconhece a plenitude da onisciência de Deus e por essa razão faz as seguintes asseverações: "Tu me sondas e me conheces"; "Sabes quando me assento e quando me levanto"; "De longe penetras os meus pensamentos"; "Ainda a palavra me não chegou à língua, e Tu, Senhor, já a conheces toda"; "Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim" (Sl 139.1-6). É muito provável que esse pedido de sondagem esteja intimamente relacionado com a tremenda dificuldade do salmista em admitir plenamente o grave pecado que ele cometeu contra Urias, contra a família, contra o povo e contra Deus por ocasião de seu adultério com Bate-Seba (2 Sm 12.1-15). A prática da introspecção é em extremo necessária por causa da dificuldade nata que todos temos de admitir e nomear as próprias faltas: "Quem há que possa discernir as próprias faltas?" (Sl 19.12.)

OS VERBOS DA INTROSPECÇÃO

Há pelo menos quatro verbos nas Sagradas Escrituras que expressam a ação da investigação do conteúdo humano, de seu comportamento, de suas tendências, de seus desejos e de seus segredos. Embora não sejam sinônimos perfeitos, todos eles levam à introspecção.

O primeiro é examinar e denota a ação de considerar, investigar, observar, analisar atenta e minuciosamente. É usado nas instruções para a celebração da Ceia do Senhor: "Examine-se, pois o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice" (l Co 11.28). O mesmo verbo aparece nesta exortação: "Concentra-te e examina-te, ó nação, que não tens pudor [...] Antes que venha sobre ti o furor da ira do Senhor" (Sl 2.1).

O segundo é esquadrinhar e denota a ação de investigar a área toda miudamente, pedaço por pedaço, quadrinho por quadrinho. No salmo 10, lê-se que Deus esquadrinha a maldade do perverso até nada mais achar (v. 15). O autor do famoso salmo 139 diz: "Esquadrinhas o meu andar (o homem na posição vertical, na parte clara do dia) e o meu deitar (o homem na posição horizontal, na parte escura do dia), e conhece todos os meus caminhos" (v. 3).

O terceiro é sondar e denota a ação de examinar profundamente todo o interior, como se fosse com o auxílio de uma sonda, aparelho com o qual é possível conhecer o fundo do mar, o subsolo, a atmosfera (sonda meteorológica), o espaço (sonda espacial), a lua (sonda lunar) e o organismo (sonda uretral, sonda vesical etc.). Daí a súplica do salmista: "Sonda-me [enfia uma sonda dentro de mim], ó Deus, e conhece o meu coração" (Sl 139.23.) Salomão ensina que a sondagem de Deus é mais válida que a autocrítica: "Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o Senhor sonda os corações" (Pv 21.2).

O quarto verbo é provar e denota a ação de submeter a pessoa a um teste para ver como ela pensa, sente e reage. Assim como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, o Senhor prova os corações (Pv 17.3). O que aconteceu com Abraão no monte Moriá foi uma prova gigantesca, da qual o patriarca saiu vencedor e tremendamente fortalecido: "Pela fé Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque" (Hb 11.17).

ÁREAS DE SONDAGEM

Para você se conhecer a si mesmo, a sondagem tem de ser ampla e profunda. Nenhuma área de sua vida deve ser poupada desse exame meticuloso, porque numa delas pode estar alojado o foco da infecção moral de que você é possuidor. Faça um exame completo, sem medo, sem reservas. Sem diagnóstico não há tratamento e sem tratamento não há cura.

1. E preciso sondar a nascente de tudo
Na linguagem do profeta Jeremias, Deus é capaz de provar "o mais íntimo do coração" (Jr 11.20). É dele que "procedem as fontes da vida" (Pv 4.23). Daí a conhecida oração: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração" (Sl 139.23).

2. E preciso sondar as razões pessoais
Por que penso assim? Por que falo assim? Por que me comporto assim? Por que ajo assim? Nem sempre a motivação é pura. Nem sempre conhecemos a verdadeira motivação. Por exemplo, os que pregam o evangelho nem sempre o fazem por amor a Cristo ou por causa da condenação eterna dos que se perdem, mas "por inveja e porfia", como registra o apóstolo Paulo (Fp 1.15).

3. É preciso sondaras reações a que estamos sujeitos
De acordo com o Aurélio, reação é a resposta que você dá "a uma ação qualquer por meio de outra ação que tende a anular a precedente". O estudo de nossas reações revela o conteúdo de nossa espiritualidade. Veja a reação de Caim quando Deus não se agradou de sua oferta (Gn 4.5), a reação de Lameque quando um rapaz lhe pisou (Gn 4.23), a reação de Moisés quando viu a adoração do bezerro de ouro (Êx 32.11) e a reação do jovem rico quando Jesus ordenou que ele vendesse os seus bens em favor dos pobres (Mc 10.22).

4. É preciso sondar a consciência
Nem sempre é seguro apoiar-se na consciência. Com o apoio dela você pode fazer bobagens e cometer erros graves. Lembre-se que a consciência pode ser boa (l Tm 1.5), limpa (l Tm 3.9) e pura (2 Tm 1.3), mas também fraca (l Co 8.7), corrompida (Tt 1.15) e cauterizada (l Tm 4.2).

5. É preciso sondar o caráter
O seu modo tradicional de ser, de sentir e de agir inclui só boas qualidades? Não havia em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza e perfeição física quanto Absalão, mas esse filho de Davi tinha um péssimo caráter (2 Sm 14.25). Já Timóteo não parecia fisicamente muito saudável (l Tm 5.23), mas possuía um caráter provado (Fp 2.22).

6. É preciso sondara fé
Veja a exortação: "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé" (2 Co 13.5). Pode dar-se o caso de você ter fé sem obras (Tg 2.14), pequena fé (Mt 6.30) ou fé nenhuma (Mt 13.58). Também pode acontecer o caso contrário, de você ter fé sem hipocrisia (l Tm 1.5), grande fé (Mt 15.28) ou estar cheio de fé (At 6.5). Investigue a qualidade e o nível de sua fé.

7. É preciso sondar o amor
O amor a Deus e ao próximo é de suma importância. Dele dependem "toda a lei e os profetas" (Mt 22.40). Deus nos submete a testes para provar a sinceridade, o tamanho e a força de nosso amor. O amor não pode ficar só em palavras — o próprio Deus diz que ama e prova esse amor "pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Deixe que de vez em quando Jesus lhe faça a mesma pergunta que dirigiu a Pedro: "Tu me amas?" (Jo 21.16.)

8. É preciso sondar o trabalho
Por vezes há mais palavras do que ação, há mais planejamento do que execução, há mais promessas do que esforço, há mais relatórios do que atividade, há mais dispersão do que concentração, há mais foguetório do que amor, há mais ambição do que prestação de serviço. São riscos a que você está sujeito. Daí a validade da exortação: "Prove cada um o seu labor" (Gl 6.4). Essa sondagem deve ser levada muito a sério tendo em vista a seleção que Deus há de fazer de nossas obras no dia de Cristo. O que for comparado à madeira, feno e palha há de ser destruído pelo fogo, e o que for comparado a ouro, prata e pedras preciosas há de ser preservado (l Co 3.10-15).

9. É preciso sondar o comportamento diário
O que você pensou hoje, o que você viu e ouviu hoje e o que você fez hoje — foi tudo do agrado de Deus? A santificação progressiva depende desse cuidado, dessa avaliação, dessa sondagem. Sem ela não pode haver confissão de pecado e restauração. É a sondagem bem feita que nos transporta do caminho mau para o caminho eterno (Sl 139.24).

SONDAGEM DE CIMA

A Bíblia atribui o exercício da sondagem especialmente à atuação de Deus. É Ele quem esquadrinha (Sl 139.1-6), quem sonda (Ap 2.23) e quem prova (Sl 11.5). A sondagem de Deus é a mais séria, mais profunda, mais completa, mais justa e mais confiável. Deus é o sondador por excelência: "Todas as igrejas conhecerão que Eu sou aquele que sonda mente e corações" (Ap 2.23). Ele provoca, incita, excita e leva a cabo a prática da introspecção. Deus é extremamente sábio, eficiente e. original no exercício desta misericórdia.

Às vezes, uma simples pergunta de Deus é suficiente para levar alguém a conhecer-se a si mesmo. Foi assim com Adão: "Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?" (Gn 3.11.) Foi assim com Caim: "Por que andas irado? E por que descaiu o teu semblante?" E ainda: "Onde está Abel, teu irmão?" (Gn 4.6, 9.) Foi assim com Elias, quando o profeta estava profundamente desanimado no interior de uma caverna no monte Horebe: "Que fazes aqui, Elias?" (l Rs 19.9, 13.) Foi assim com Jonas: É razoável essa tua ira? (Jn 4.4.) Foi assim com o leproso agradecido: "Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?" (Lc 17.17.) Foi assim com Pedro: "Amas-me mais do que estes outros?" (Jo 21.15.)

Outras vezes, Deus produz o mesmo resultado por meio de uma ordem qualquer, aparentemente sem muito nexo. Foi assim com a mulher samaritana: "Vai, chama teu marido e vem cá". E deu certo, pois a mulher trouxe à baila a sua vida irregular: "Não tenho marido". (Jo 4.16-18.) Foi assim com o jovem rico: "Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; então vem, e segue-me". E deu certo, pois o moço deve ter enxergado a distância que ainda o separava da vida eterna, não obstante o seu compromisso moral com o Decálogo (Mc 10.17-22).

AUTO-SONDAGEM E SONDAGEM ALHEIA

O homem, porém, não está isento da auto-sondagem. Tem a obrigação de examinar-se a si mesmo (l Co 11.28), esqua¬drinhar os seus caminhos (Lm 3.40) e provar o seu labor. (Gl 6.4.) Para tanto, é necessário parar de mentir a si próprio, acabar com as eternas desculpas, confessar tudo que sabe de errado, cultivar a capacidade de ouvir repreensões, preocupar-se primeiro com a trave que está em seu próprio olho e depois com o argueiro que está no olho de seu irmão (Mt 7.3), e dar-se ao trabalho de conhecer o seu íntimo.

Em alguns casos a sondagem se inicia e até mesmo se desenrola por meio da participação de um parente, amigo, irmão na fé ou guia religioso. Davi precisou do profeta Natã para tomar conhecimento de sua grave crise espiritual (2 Sm 12.1-15). Daí a validade da mútua exortação preconizada na Epístola aos Hebreus: "Exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que ne-nhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado" (3.13).

Precisamos temer o endurecimento progressivo. Ele provoca a perda da sensibilidade espiritual. E o caso do pastor da igreja em Laodicéia, que se dizia rico e abastado quando, na verdade, era "infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu". Essa personagem foi aconselhada a usar colírio para enxergar-se, antes que fosse definitivamente vomitado da boca de Deus (Ap 3.14-22).


Autor: Elbem M. L. Cesar

Compartilhe

Leia também

Related Posts with Thumbnails