domingo, 30 de janeiro de 2011

Soteriologia - A DOUTRINA DA SALVAÇÃO - O PREÇO PAGO NA SALVAÇÃO

INTRODUÇÃO

Se Deus, na eternidade, escolheu homens em particular para os salvar, os pecados destes devem ser pagos. É lógico que o assunto do preço pago na salvação siga o assunto da escolha que Deus fez na salvação.

A postura que devemos ter em relação os pontos que seguem deve ser a mesmo que temos neste estudo inteiro. Não devemos esperar de entender o que a Bíblia ensina nessa área doutrinária dependendo somente na lógica humana. A lógica do homem é bem inferior aos princípios divinos (Prov. 14:12; Isa. 55:8; Rom. 11:33; I Cor. 1:19-25). Se esperarmos entender algo da Palavra de Deus devemos exercitar a mente de Cristo que o crente tem (I Cor. 1:18; 2:14-16; Heb 5:14). Devemos exercitar a fé pois somente por ela podemos aceitar o que a Bíblia ensina (Rom. 1:17; Heb 11:1,6). Também qualquer tentativa de explicar o mistério do preço pago exclusivamente com lógica humana seria fútil e igual de virar da luz às trevas.

Convém enfatizar novamente o primeiro ponto deste estudo: o desígnio da salvação, em todas as suas partes, é a glória de Deus na face de Jesus Cristo. Mesmo que os assuntos abordados neste parte do assunto afeitam o homem em várias maneiras, o preço pago não foi em benefício primário ao homem mas para Cristo fazer a vontade do Pai e assim receber a glória (João 6:38,39).

Convém termos um temor adicional nesta parte do estudo pois estamos abordando um assunto que excede qualquer outra obra que pode ter no céu ou na terra. Múltiplas profecias de Gên. 3:15 a Malaquias 4:6 tratam repetidas vezes Aquele que viria pagar o preço do pecado. Por ter tanta ênfase pela profecia pelo Velho Testamento, uma atenção deve ser dada. Não foi somente no Velho Testamento que a atenção sobremaneira foi dada mas no Novo Testamento também. Pelo Novo Testamento sinais indiscutíveis foram apresentados na conceição (Luc 1:30-35), no nascimento (Luc 2:8-14), durante o crescimento (Luc 2:46-52), e durante o ministério público deste Cristo que pagou o preço (Luc 4:17-21). Também foram sinais abundantes na Sua morte (Luc 23:44-47; Mat. 27:50-55), na Sua ressurreição (Luc 24:1-7; I Cor. 15:4-8), na ocasião da Sua ascensão (Atos 1:9-11), pelo Seu ministério agora com o Pai (Heb 7:25), e pelos ministrantes Teus na terra que pregam a Sua mensagem (Mar. 16:16,17). Nenhuma outra pessoa ou ser tem tanto destaque quanto aquela atenção dada pela Palavra de Deus a pessoa e a obra de Jesus Cristo. Por isso devemos ter um cuidado extra quando entramos neste assunto. Quando estudamos o preço pago estamos examinando a obra dAquele sobre Quem foi estabelecida a Sua igreja (Mat. 16:18), Aquele que tem todo o poder no céu e na terra (Mat. 28:18), que aniquilou quem tinha o império da morte (Heb 2:14) e tem as chaves da morte e do inferno (Apoc 1:18). Por isso devemos dar a dignidade merecida a este assunto. Não existe outro tema como o tema deste estudo pois é a mensagem única para ser anunciada pelos séculos (Mat. 28:19,20; I Cor. 2:1-5) e é aquela eternamente declarada nas alturas (Apoc 5:12). Por ter superioridade de tal medida sobre qualquer outra matéria convém que tenhamos o temor de Deus em consideração neste estudo do preço pago na salvação.

No decorrer deste estudo definiremos a causa do preço a ser pago (o pecado), exaltaremos quem pagou o preço necessário (Cristo) e entenderemos por quem o preço foi pago (os eleitos).

A Causa do Preço Ser Pago

É necessário entender o que necessitou um preço a ser pago na salvação. Menos entendido o que necessitou o preço a ser pago, menos valor será dado a Quem pagou o preço. É importantíssimo entender o que provocou que convinha (próprio e útil - Luc 24:26) o Filho de Deus "a entristecer-se e angustiar-se muito" (Mat. 26:37); ter as suas costas feridas, os cabelos da sua face arrancado e para Ele receber a afronta e cuspo dos atormentadores (Isa. 50:6). A beleza do preço pago é vista somente quando é examinado por perto aquilo que fez que fosse importante (um dever - João 3:14,15) o Santo e Eterno Deus Pai ferir, oprimir, moer e desamparar o Seu Único e Amado filho (Salmos 22:1; Mat. 27:46; Zacarias 13:7; Isa. 53:4,5). Somente percebendo a razão do desprezo constante dos pagãos, religiosos (Isa. 53:1-3), das aflições e inimizade de Satanás (Gên. 3:15; Mat. 4:1-11) podemos admirar o preço que foi pago. Pode ser que algo diferente do que o sacrifício tão cruel do Filho de Deus fosse possível a Deus ("todas as coisas te são possíveis", Mar 14:36), mas nada menos do que a completa humilhação e a afronta da morte maldita na cruz pudera satisfazer o que era proposto pela vontade de Deus (Heb 12:2; Mar 14:36).

A opinião do homem sobre o preço que precisa ser pago pelo pecado é mínima. O preço necessário a ser pago é comparado, ao homem, a uma fonte doce na qual ele pode beber quando precisa refrescar-se do tormento que o pecado provoca à sua consciência (Gên. 3:11-13; 4:9; Rom 2:14). Ele medita um pouco do mal que fez, e ele determina um ato, pensamento ou uma intenção mínima de retribuição para apaziguar a sua consciência. Para o homem, aquilo que causou o preço a ser pago na salvação foi apenas uma fraqueza moral que foi herdada de Adão. É um mal que pode ser resolvido facilmente por um jeito esperto agora ou no fim da vida. Infelizmente a opinião do homem do preço necessário a ser pago pelo pecado não é a mesma dAquele que julga o pecado segundo as suas obras (Apoc. 21:13).

O que é pecado e o que é que causou um preço a ser pago por ele é entendido pelas descrições claras do pecado que a Bíblia fornece. Na Bíblia o pecado é descrito como sendo nenhuma justiça ou bem (Sal 14:1-3; 53:1-3; Rom 3:10-18); toda a imundícia e superfluidade de malícia (Tiago 1:21). O pecado é descrito como um recém nascido abandonado na sua imundícia (Ezequiel 16:4,6); um corpo morto (Rom 7:24), um enfermo com doenças abertas e imundas (Isa. 1:5,6), a gangrena (II Tim 2:17) e um sepulcro aberto (Rom 3:13). O desprezo de Deus pelo pecado é compreendido em que a Bíblia descreve-o como tendo nenhuma verdade nele (João 8:44), sendo comparado ao vomito de cães e à lama dos porcos (II Pedro 2:22) e até ao pano imundo de uma mulher menstruada (Isa. 30:22; Lam 1:17). A Bíblia abertamente diz que apenas o pensamento do tolo é pecado (Prov. 24:9) nos dando o entender que o pecado é tolice. A Bíblia revela que qualquer coisa sem a fé é pecado (Rom 14:23) nos ensinando que o pecado é o oposto da fé. A Bíblia ensina que o não fazer o bem que se sabe e deve fazer é pecado (Tiago 4:17) nos ensinando que a maldade do pecado é desobediência. Somos instruídos pela Palavra de Deus que o pecado é claramente descrito como sendo "iniquidade" (I João 3:4; 5:17) nos ensinado que o pecado é contra a lei de Deus. Para ninguém ter uma dúvida sobre este assunto, o Apóstolo João diz, pela inspiração do Espírito Santo, que quem peca "é do diabo" (I João 3:8) nos claramente convencendo que o pecado, em todas as suas considerações, é terrível, abominável e diabólico. Pelas descrições claras e marcantes da Palavra de Deus, entendemos bem o que causou um preço divino a ser pago para que a salvação fosse uma realidade.

O que é pecado e o que é que causou um preço a ser pago por ele pode ser melhor entendido pela observação dos frutos podres dele. Jesus disse: pelos frutos conhecerá a árvore pois "não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons" (Mat. 7:16,18). Tiago pergunta: "Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?" e também, "pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos?" Na face da evidente clareza da lógica, Tiago resuma: "Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce?". (Tiago 3:11,12). Na face de tais verdades podemos examinar os frutos podres e as obras vergonhosas do pecado e, com isso, entender melhor a sua natureza e o tipo de preço que foi pago por ele. As obras do pecado estão listadas varias vezes pela Bíblia (Gal 5:19-21; Apoc 21:8, 27; 22:15) nos dando um entendimento da podridão do que é o pecado. Aquele ser que foi feito pela própria mão de Deus na Sua própria imagem (Gen. 1:27; 2:7), o superior de tudo que achava na terra (Heb 2:7,8) é agora, sendo um resultado do pecado, um adúltero e homicida (II Sam 11:4,17; 12:4,7) e aquilo que acha uma alegria entregar o Filho Unigênito de Deus por dinheiro (Zacarias 11:12; Mat. 26:15). O pecado trouxe este ser glorioso a ser uma vergonha (Prov. 14:34) e ter nenhum traço da glória de Deus (Isa 64:6; Rom 3:23, "destituídos estão da glória de Deus"). Aquela criação criada pela mão divina na imagem de Deus, que gozava da voz do SENHOR que passeava no jardim pela viração do dia (Gen. 3:8; Prov. 8:31), por causa de um só pecado (Gen. 3:6), tornou ser um inimigo abominável contra este mesmo benigno e poderoso Deus, chegando a negá-lO (Jó 21:14; Sal 10:4; 14:1; Prov. 1:25; Rom 1:21, 28) e se tornou impossibilitado a agradar Ele nem entender a Sua palavra (Rom 8:6-8; I Cor 2:14). Aquela criação nobre em cujo coração foi escrita a lei de Deus (Rom 2:14,15), agora, por causa do pecado, vive diante de Deus sem lei (Oséias 8:12; Rom 1:21, 28) fazendo somente o que se acha correto nos seus próprios olhos (Deut 12:8; Juízes 17:6; Prov. 21:2). O homem que o digno Deus fez na Sua própria imagem (Gen. 1:27) agora, pelo fruto do pecado, resiste o Espírito Santo (Atos 7:51; Rom 7:21-223; Gal 5:17), é contra a soberania de Deus (Rom 9:18-20; Apoc 16:21) e resiste a mensagem de Cristo (Deut 32:15; Prov. 1:25; Jer 32:33; Atos 7:54; 13:50) como resiste até o próprio Cristo (Sal 2:3; Mat. 27:20-26). Foi por causa de pecado que o homem que Deus fez reto e bom tornou a ser maldito e cheio de astúcias (Gen. 1:31; Ecl. 7:29). O homem, por ser criado por Deus, tem um dever de temer, honrar, obedecer e dar glória a Deus (Ecl. 12:13; Apoc 4:11) mas, agora, por causa do pecado, é servo de Satanás e da sua própria concupiscência (João 8:44; Rom 6:16; II Tim 2:26). Em vez de dar ao Criador toda a honra que lhe é divida, o homem pecador anda em auto-suficiência (Gên. 11:4; Daniel 4:30; I João 2:16, "soberba da vida"). Uma conseqüência do pecado em a criação de Deus feita para O dar glória é entendida pois agora essa criação anda em uma completa estupidez pois tal criação gloriosa de Deus ridiculize-se da mensagem da salvação (I Cor 1:23) e de tudo o que é santo (I Pedro 4:4). O efeito do pecado é visto em que aquilo que o Deus santo criou, mata os que eram santos (Atos 7:54; 9:1,2) e menospreza as misericórdias e benignidade divinas (Rom 2:4). O pecado trouxe o homem a desejar mais as trevas (João 3:19) a podridão e a imundícia (II Pedro 2:22, vômito e espojadouro de lama) do que a gloriosa luz. Foi o pecado que fez aquele que foi feito para gozar a presença de Deus com a vida eterna chegar a conhecer a morte e a separação de Deus (Gen. 2:17; 3:22,23; Rom 6:23) e causou que este homem tornasse uma afronta à santidade de Deus (Judas 14,15). O que é o pecado é claramente entendido quando os efeitos do pecado são examinados. Estes efeitos deploráveis do pecado não são reservados para alguns dos homens mas afeitam integralmente todos os homens do mundo todo (Rom 3:23; 5:12). Se pelos frutos a árvore é conhecida, pelas conseqüências que o pecado causou, a sua natureza abominável é entendida

O que é pecado e o que causou um preço a ser pago por ele pode ser entendido melhor pelo estudo do fim terrível do pecado. Aquilo que é contra a justiça e a santidade divina; aquilo que opera ativamente contra o onipotente Deus, pode apenas provocar o antagonismo do justo e poderoso Deus (Ezequiel 18:24). É esse fim que o pecado gera: a ira do eterno e santo Deus. Aquele que é o amigo do mundo tornou-se automaticamente o inimigo de Deus (Tiago 4:4). É esse o fim do pecado: a "inimizade contra Deus" (Rom 8:6). Aquele que resiste a justa autoridade de Deus será, sem misericórdia, reduzido a pó (Mat. 21:44; Luc 20:18). Esse "pó" é nada mais do que uma afrontosa morte aos maus (Mat. 21:41). Quando o pecado é consumado, a morte é gerada (Tiago 1:15). Não deve pegar ninguém de surpresa pois o resultado, ou fim, do pecado é conhecido desde o começo (Gen. 2:17, "no dia em que dela comeres, certamente morrerás."). A lei avisou do perigo do pecado (Lev 5:17, "E, se alguma pessoa pecar, e fizer, contra algum dos mandamentos do SENHOR ... será ela culpada, e levará a sua iniquidade;"; Tiago 2:10, "Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos."). Os profetas repetiram o aviso (Isa 3:10,11, "Ai do ímpio! Mal lhe irá; porque se lhe fará o que as suas mãos fizeram." ). O Novo Testamento não deixou o povo menos avisado (Rom 6:23, "Porque o salário do pecado é a morte"; I Cor 15:56, "o aguilhão da morte é o pecado"). Somente os que negam o que declara a Bíblia, a testemunha pela natureza (Rom 1:19,20) e da lei escrita no coração de todo homem (Rom 2:14,15) estão em dúvida ainda hoje sobre o que merece todo pecado. A verdade resumida é: "A alma que pecar, essa morrerá" (Ezequiel 18:20). O homem tem responsabilidade em agradar o seu criador, o Supremo Deus, o infinito (Ecl. 12:13). O pecado é contra este Deus. Deus é o eterno e infinito ser (Rom 11:33-36). Por ser contra tal Deus, a morte é mais do que uma cessação de existência. A morte, o fim do pecado, é uma eterna e infinita separação de Deus. O primeiro pecado, praticado por Satanás, resultou em separação imediata da benção de estar aceita na presença de Deus com alegria (Isa 14:11-15; Ezequiel 28:17). Essa separação continua até hoje e será para toda a eternidade. Quando o homem pecou pela primeira vez ele foi lançado fora do jardim onde ele gozava a presença contínua e abençoada de Deus (Gen. 3:8, 23). Quando a época da graça se finda, entendemos pelas Escrituras o eterno fim do pecado. Para todo pecador que não tem os pecados lavados pelo sangue de Cristo, o seu fim é: ser lançado fora da presença misericordiosa de Deus no lago de fogo (Apoc 20:12-15). Estes nunca poderão entrar na cidade celestial (Luc 16:26; Apoc 21:27). Essa separação é uma separação da misericórdia e da benignidade de Deus, que agora está no mundo (Rom 2:4; Isa 48:22, "Mas os ímpios não têm paz, diz o SENHOR."). Essa separação é de ter uma existência eterna conhecendo somente a ira eterna, a maldição e o juízo justo de Deus. A eterna e infinita ira de Deus é "sobre toda a impiedade e injustiça dos homens (Rom 1:18; Efés. 5:6). A eterna e infinita maldição de Deus é para "todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las" (Gal 3:10). O juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que fazem a abominação do pecado (Rom 2:1,2). Pelo fim terrível do pecado podemos entender o que é o pecado e o que necessitou um preço a ser pago por ele.

Resumo: Tendo uma percepção clara do que é o pecado, e, entendendo que o homem voluntariamente se tornou um pecador, a salvação de tal pecado, em um único pecador, nunca pode ser vista como qualquer obrigação de justiça na parte de Deus. Contrariamente, a misericórdia e a graça de Deus, em Jesus Cristo, são exaltados por Ele salvar até um único pecador qualquer. Se você não conheça essa misericórdia e graça de Deus, olhe a Jesus Cristo. Deus salva todos os que venham a Ele pelo Seu Filho (Mat. 11:28-30; João 5:24; 14:6; Atos 4:12).

O Preço Pago Pelo Pecado

Pelo estudo das descrições do pecado, o seu fruto e o seu fim, podemos entender o que o pecador merece. Aos pecadores, Deus não deve a Sua misericórdia, a Sua graça, o Seu perdão ou a Sua presença bondosa e eterna. O pecado merece somente a justiça divina. Todo o pecado merece aquela justiça de Deus que julga o pecador à morte e à maldição eterna. É a justiça e Deus que prescreve que o pecador seja separado da Sua presença misericordiosa eternamente (Gên. 2:17; Ezequiel 18:20; Rom. 6:23; Jó 36:17, "o juízo e a justiça te sustentam").

Entendendo que o pecado não é apenas um defeito na personalidade humana ou somente uma simples insuficiência de esperteza espiritual, o preço que deve ser pago pelo pecado tem que ser muito mais do que somente uma ‘ajuda, ‘chance’, ou ‘jeito’ divino para o pecador. Pela estudo da Bíblia podemos entender melhor, não somente o que é que causou um preço ser pago pelo pecado mas o próprio preço pago. Entenderemos esse preço pelo estudo de II Cor. 5:21.

"Àquele" – característicos da pessoa dada como preço do pecado, são apontados pela palavra "aquele" usada em II Cor. 5:21. Não foi qualquer pessoa dada como preço do pecado mas um em particular. Os títulos daquele que foi dado como o sacrifico pelo pecado revela muito. Quem foi dado foi "o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu" (Apoc. 5:5; Isaías 11:1,2), o "Rei dos reis, e Senhor dos senhores" (Apoc. 19:16), o "Raboni"(João 20:16), o "Cordeiro de Deus" (João 1:29). Quem pagou o preço do pecado é determinado pela simbologia da pedra rejeitada que Deus colocou por "cabeça de esquina" (Atos 4:11). Este é comida espiritual (João 6:54, 63) e água viva (João 7:37,38). "Aquele’ que foi dado é nada menos do que o eterno "Verbo" (João 1:1; João 8:58), Quem é "um" com o Pai (João 10:30), o "Deus conosco" (Mat. 1:23), o "SENHOR" (Jeová) do Velho Testamento revelado no Novo Testamento (Joel 2:28-32; Atos 2:16-21; 16:31). O preço pago pelo pecado não foi um preço qualquer. O preço pago foi o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo (João 1:18; Judas 25).

O sacrifício dado pelo pecado deve ser homem/Deus. Essa maneira é representada pela Bíblia em maneiras diferente: um parente (Lev. 25:25-27) e um remidor bem chegado (Rute 3:12; 4:7,8). Cristo é este sacrifício homem/Deus (Gal. 3:20; I Tim. 2:5,6; I Cor. 15:21; Heb. 2:11,17, "semelhante aos irmãos") que pode morrer no lugar do homem e satisfazer todas os requisitos divinos. Somente Cristo é o representante qualificado dado no lugar do homem, o verdadeiro parente e o remidor bem mais chegado. A representação de Cristo sendo o "último Adão" (Rom. 5:14; I Cor. 15:45; Heb. 2:11-15) indica somente Ele o único que pode ser o sacrifício ideal pelo pecado do homem. Além dEle, não há outro (Atos 4:12; I Cor. 3:11).

"que não conheceu pecado" – a divindade de Cristo é apontado por este frase: "que não conheceu pecado" em II Cor. 5:21. Cristo é sem pecado. Ele é o "Santíssimo" (Daniel 9:24; Isaías 53:9; Luc. 1:35; Heb. 7:26; 9:13,14; I Pedro 2:22,23), aquele em quem "não há pecado" (I João 3:5), o "Justo" (I Pedro 3:18; I João 2:1). Pela qualidade de Cristo ser imaculado (I Pedro 1:18,19), Ele é chamado "Luz (João 8:12; 9:5; 12:46), a Verdade, e a Vida (João 11:25; 14:6; I João 5:12). A Sua qualidade de divindade é apontada por Ele ser o "filho de Deus" que não nasceu, mas foi dado (divindade). O que nasceu foi o "menino" (humanidade, Isaías 9:6). A divindade de Cristo é entendido por Ele ser ‘eterno’ (Luc. 1:32,35; João 1:1; Apoc. 21:6, "o Alfa e o Ômega"; 22:16), um atributo do divino. Cristo não foi criado mas é o Criador (Col. 1:16,17; João 1:3). Outros atributos de Cristo que revelam a Sua divindade são: onipotência (Sal 2:9; Mat. 28:18; João 10:18), onisciência (Mar 2:8; João 2:24,25; 16:30) e onipresença (Mat. 18:20; 28:20). Por Cristo não conhecer pecado, Ele é exaltado (Sal 89:27; Daniel 7:14; Atos 2:36; Col. 1:18,19; Fil. 2:7-11; Heb. 7:26; Apoc. 19:16) e designado como soberano (João 3:35; 13:3; 17:2; Atos 10:36, "o Senhor de todos"; I Cor. 15:57; I Pedro 3:22). O preço que foi dado pelo pecado foi o próprio Deus na pessoa de Jesus Cristo. Cristo é o único nome dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12; I Cor. 3:11). Se misturamos a salvação com qualquer outra obra, angélica ou humana, ou com outra pessoa alguma, a não ser unicamente a pessoa de Cristo, desprezamos "Aquele que não conheceu pecado" que o Pai deu (João 3:16).

"o fez pecado" – a humanidade de Cristo é apontado por este frase: o fez pecado" (II Cor. 5:21). Mesmo que Cristo foi gerado pelo Espírito Santo (Mat. 1:20), ele nasceu de mulher, sob a lei (Isaías 9:6, " um menino nos nasceu"; Luc. 2:7,11; Gal. 4:4). Cristo tinha uma mãe humana e também irmãos na carne (Mat. 13:55,56; Luc. 8:19) e cresceu em estatura e conhecimento como qualquer outro menino (Luc. 2:40,52). Ele submeteu-se aos seus pais humanos (Luc. 2:51), caminhou (João 4:3-6) e se cansou pelo caminho (João 4:6). Cristo mostrou-se humano por ter fome (Mat. 4:2), sentir sede (João 19:28), experimentar tristeza (João 11:33), a ira (Mat. 21:12; João 2:17), o desprezo (Mat. 13:57) por chorar (João 11:35) e por alegrar-se no Espírito Santo (Luc. 10:21). Por ser homem Cristo foi tentado em tudo (Heb. 4:15) e foi limitado no conhecimento das coisas de Deus (Mat. 24:36; Mar 13:32). A prova maior que Cristo foi homem é entendido em que Ele foi feito pecado (II Cor. 5:21; Isaías 53:4-6), em conseqüência de tal, foi pendurado corporalmente na cruz (Mat. 27:38, 42; João 19:31), furado por lança (João 19:34; 20:27) da qual ferida saiu água e sangue (João 19:34). O sofrimento de Cristo foi até a morte (Fil. 2:7,8; João 19:30) depois de qual, foi sepultado (João 19:38-42). O preço pago pelo pecado não foi pouco, mas foi a vida do próprio Filho de Deus, o homem, Cristo Jesus.

Ai daquele que rejeita tal sacrifício pelos pecados. Se você ainda não é salvo, não espera por um outro maior sacrifício ser dado pelos pecados. Não há maior sacrifício do que o filho dado por Deus e o menino nascido por mulher que é chamado Jesus Cristo. Venha a Ele já.

Por Quem este Preço foi Pago

"por nós" – por quem o preço do pecado foi pago é entendido pelas palavras "por nós" de II Cor. 5:21. Cristo é "aquele" que representa os "seus". Os pecadores são feitos pecadores por serem em Adão (Rom. 5:12). Os salvos são feitos santos por estarem em Cristo, antes da fundação do mundo (Rom. 5:19; Efés. 1:4). Como Adão representa todos os homens, sem a exceção de nenhum, assim Cristo representa todos "os que são de Cristo", sem a exceção de nenhum (I Cor. 15:22,23; II Cor. 5:14,15). A obra de Cristo foi uma substituição legal para os seus em particular (Heb. 2:11).

A Bíblia claramente mostra por quem o preço pelo sacrifício do Divino/humano Cristo Jesus foi pago usando várias terminologias específicas. Quem foi os alvos para receber as bênçãos do sacrifício de Cristo são os por quem Deus decidiu a compadecer-se e pelos quais Ele quis ter misericórdia (Rom. 9:15,16). Estes crêem no Evangelho por serem os que são "ordenados para a vida eterna" (Atos 13:48). Estes ordenados ou, como temos visto já, os escolhidos ou os elegidos, são anteriormente determinados por Deus (Efés. 1:4; II Tess. 2:13) e, são nomeados "povo seu" (Tito 2:14), "seu povo" (Mat. 1:21, Sal 110:3 – os judeus), "os seus" (João 13:1 – seus discípulos) ou "meu povo" (Êx. 8:23; II Cor. 2:15,16 – os judeus). São particularmente por estes que Cristo veio a salvar (Mat. 1:21). Os homens que serão salvos são chamados "ovelhas", e são estas ovelhas somente por quais Cristo deu a Sua vida (João 10:11,14-16; Isaías 53:4-6,8). Estes homens que hão de crer, que são os do mundo que o Pai deu a Cristo, são pelos quais Cristo se santificou e orou particularmente e ainda ora (João 17:6, 9, 11, 19, 21; Heb. 7:25). Estes, por quais Cristo se deu, em outras passagens são chamados "amigos" (João 15:13,14), "meus irmãos" (Heb. 2:12) e os "filhos que Deus me deu" (Heb. 2:13; I João 3:1) enfatizando ainda mais a relação particular que têm os que foram dados pelo Pai ao Filho. São estes mesmos que são os "chamados" (Heb. 9:15) que foram conhecidos intimamente e predestinados antes (Rom. 8:28-30). Estes predestinados, uma vez salvos pela mensagem da pregação da Palavra de Deus e pela obra do Espírito Santo, quando ajuntados em obediência pública, são chamados o "corpo de Cristo" ou a Sua "igreja" (Efés. 5:23, 25). É neste sentido de coletividade dos que serão salvos e ajuntados no céu que entendemos um sacrifício particular pois é dito que é "Ele próprio o salvador do corpo" (Efés. 5:23) e que pela igreja "a si mesmo se entregou por ela" (Efés. 5:25). É determinado que foi por estes ajuntados biblicamente que "Ele resgatou com seu próprio sangue" e não os fora do seu ajuntamento [o ajuntamento futuro no céu de todos os salvos de todas as épocas e os ajuntamentos representantes atualmente na terra] (Atos 20:28). Foi o propósito de Cristo de cuidar particularmente o Seu "pequeno rebanho" (Luc. 12:32). Um propósito que Ele efetua na salvação pelo Seu sangue e na santificação pelas Suas igrejas (Efés. 4:11-16). Estes, quem o Pai concede vir a Cristo (João 6:65), pela obra do Pai e do Espírito Santo (João 6:45; Isaías 54:13) e pela Palavra de Deus (Rom. 10:17; I Pedro 1:23) são os que recebem Cristo pela fé (João 1:12). Estes mesmos "que crêem no Seu nome" são, os que passivamente "o receberam" (João 1:12), os que nasceram espiritualmente da vontade de Deus (João 1:13) e não pelo esforço nenhum do homem (Rom. 916). Por estes Cristo se santificou (João 17:19). Não é dúvida nenhuma que Cristo foi feito pecado por certas pessoas em particular (II Cor. 5:21). Foi por somente estes Ele morreu (Rom. 5:8; Tito 2:14) e todos os pecados que Ele levou sobre si serão verdadeiramente cobertos no dia do julgamento (Heb. 9:12; Apoc. 5:9).

Exatamente o que Cristo fez "por nós" é entendido por palavras várias pela Bíblia, tais como redenção, propiciação, salvação e expiação. Um estudo detalhado sobre cada uma destas palavras, considerando as suas naturezas, qualificações, contextos e usos, ensinará claramente tanta a natureza da obra salvadora de Cristo quanto por quem a Sua obra foi feita.

A obra de Cristo "por nós" é uma obra federal ou representante. Como na aliança do Velho Testamento era englobado o povo de Deus pelas promessas, os eleitos são representados por Cristo na Sua obra de salvação (Gal. 2:20, "Já estou crucificado com Cristo"). Como o primeiro Adão representava todo homem na humanidade (Rom. 5:12; I Cor. 15:47), assim o Segundo Adão representa todos os salvos (I Cor. 15:22,23, "os que são de Cristo"). Por Cristo ser feito "semelhante aos irmãos" (Heb. 2:17) "contado com os transgressores" (Isaías 53:12) e uma "alma vivente" (I Cor. 15:45), Ele, junto com Seu povo, identificou-se como uma unidade diante da ira de Deus. Por Cristo representar todos os seus é dito que os seus são "crucificados com Cristo" (Gal. 2:20), mortos com Ele (Rom. 6:8), sepultados com Ele (Rom. 6:4), vivificados com Ele (Col. 2:13), ressuscitados juntamente com Ele (Efés. 2:6) e os fez assentar nos lugares celestiais Nele (Efés. 2:6). A obra que Cristo fez, verdadeiramente representa "nós".

A obra de Cristo "por nós" também foi vicária ou, em substituição (I Pedro 3:18, "o justo pelos injustos"). Cristo não fez algo simplesmente bom para o beneficio de um outro, mas Ele tornou a ser, no próprio lugar, exatamente o que o outro era (Gal. 4:4; Fil. 2:7). Cristo, sendo feito como nós diante da lei (Gal. 4:4) ficou sujeito à pena da justiça de Deus. Cristo, sento feito "pecado por nós" (II Cor. 5:21) foi sujeito à morte. Sendo feito "semelhante aos irmãos" (Heb. 2:17) a Sua obra absolveu "nós" da lei do pecado e da morte (Rom. 8:3,4). Deus moeu Cristo pois Ele era "o castigo que nos traz a paz" (Isaías 53:4-6). Portanto, não há mais nenhuma condenação para os em Cristo (Rom. 8:1). A obra de Cristo para a salvação verdadeiramente foi em substituição "por nós".

A obra de Cristo "por nós" foi penal. Cristo, como representante de "nós" e sendo "feito pecado por nós" tem que sofrer as conseqüências do Seu povo (Isaías 53:4-8, "pela transgressão do meu povo ele foi atingido"; Mat. 1:21, "Ele salvará o seu povo dos seus pecados"; João 17:9, Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus."). Entendemos isso pela Sua morte. Cristo foi obediente em tudo (Fil. 2:7), e, portanto, não deve ser castigado. Cristo foi sem pecado (II Cor. 5:21), e, portanto, não deve morrer. Cristo é justo (I Pedro 3:18), e, portanto, não deve ser desamparado pelo Pai. Todavia, Cristo foi castigado, morto e desamparado por Ele ser "feito pecado" pelos Seus (Lev. 16:21; Isaías 53:6,12; Heb. 9:28). Pela vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, os Nele são feitos justos diante de Deus (Rom. 8:1,2). Verdadeiramente, a obra salvadora de Cristo foi penal "por nós".

A obra de Cristo "por nós" foi sacrificial (I Cor. 5:7, "...Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós"). Cristo foi a expiação do próprio pecado (Isaías 53:10) e, isso, voluntariamente (João 10:18; Heb. 7:27). Cristo fez essa obra sacrificial como o Pai propus (Rom. 3:25) pela obra do Espírito Santo (Heb. 9:14; Isaías 61:1). Essa obra sacrificial de Cristo foi uma obra redentora, uma compra de um rebanho em particular com Seu próprio sangue (Atos 20:28; I Cor. 6:19,20). Também foi uma obra sacrificial como sacerdotal. Como os sacerdotes no Velho Testamento ministravam diante de Deus para homens em particular, Cristo ministrou diante de Deus para todo os Seus (Heb. 9:11-15, 25-28; 10:12-18). Não há dúvida nenhuma que a obra de Cristo como salvador "por nós" foi sacrificial.

Portanto, todos em Cristo são feitos, mais cedo ou mais tarde, justos diante de Deus. A todos os homens (sem a exceção de nenhum) deve ser declarado publicamente e zelosamente a mensagem do Evangelho que Cristo é o Salvador de todos os pecadores arrependidos e crentes Nele (João 3:16). Portanto, se você é convencido dos seus pecados e entenda que merece a ira e o julgamento de Deus, a mensagem é: Venha a Deus pela fé na obra completa de Cristo. Por Cristo, Deus é grande em perdoar (Isaías 55:7). Venham, tome de graça da água da vida, todos que querem (Apoc. 22:18), todos que tenham sede (Isaías 55:1-3), e, todos que sejam oprimidos e cansados dos seus pecados (Mat. 11:28-30).

Objeções

Existem as pessoas que querem dizer que Cristo morreu por todo e qualquer homem no mundo sem uma exceção de nenhum. Creio que há versículos que aparentemente ensinem essas doutrinas. Todavia, se o que eles aparentem for correto, todos os versículos já citados como prova que Cristo veio morrer e salvar por alguns em particular, ficarão sem explicação alguma. Os versículos que aparentam a fornecer um entendimento para uma expiação geral para todo a humanidade por Cristo podem ser entendidos melhor se o contexto de cada um fosse levado em consideração e não apensas o que aparentam a ensinar.

II Pedro 3:9 é um versículo usado geralmente para provar que Deus quer que todos os homens de todo lugar no mundo e todos os tempos venham ao arrependimento. Se o próprio versículo fosse lido com calma e sem uma emoção exaltada, seria entendido por quem Deus é desejoso. O desejo de Deus é para "conosco", os a quem Pedro escreve a sua epístola ("aos que igualmente alcançaram fé igualmente preciosa", II Pedro 1:1). São estes em particular que Deus não quer perder e pelos quais Ele é desejoso que venham ao arrependimento.

Adicionalmente, com II Pedro 3:9, podemos estabelecer o fato que a palavra "todos" não significa a absoluta totalidade das pessoas que podem existir. Existe na definição da pronome indefinido "tudo" no Dicionário Eletrônico Aurélio o sentido: 4. Todas as pessoas de quem se trata; todos: "e os amigos sem nome (tantos), / em alegria companheira, / tudo se junta, oferecendo-se, / numa rosa, a Manuel Bandeira." (Carlos Drummond de Andrade, José & Outros, p. 111). Os léxicos do grego permitem a mesma (#3956, individualmente, cada um, ou, coletivamente, uns de todos, Strong’s). Esse sentido cabe bem com o "todos" de II Pedro 3:9. O "todos" trata com os "alguns" que tem ligação com aqueles representados com o pronome "conosco". Quer dizer, Deus tem os Seus entre quais alguns são salvos já e outros que ainda não são. Os que ainda não são, Deus não quer que nenhum destes se percam senão que todos destes venham a arrepender-se.

O versículo I João 2:1,2 que parece enfatizar uma expiação geral, em verdade não ensina isso. O apóstolo João está escrevendo aos judeus e ele relata a verdade que a salvação por Cristo não é somente entre os judeus mas para os de "todo o mundo". Quer dizer: os gentios podem ser salvos também. O apóstolo João, pela revelação em Apocalipse, revela que de "todo o mundo" há salvação, sim, ‘uns de todos’ (Strong’s) ou, quer dizer, "homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação" (Apoc. 5:9). O versículo Romanos 3:9, usa os dois, "tantos judeus como gregos" no sentido de "todos" da mesma forma de I João 2:1,2. Na verdade, poucas são as vezes, entre as 1,234 usos da palavra ‘todos’ no Novo Testamento (#3956 no Strong’s, Concordância Fiel), que a palavra "todos" significa a totalidade das pessoas. Geralmente o próprio texto torna evidente a sua limitação.

João 3:16 é um outro versículo usado por muitos para estabelecer o pensamento que Deus ama igualmente todos os homens e se empenha de igual forma a salvar todos eles de igual forma. Essa premissa fundamenta-se na suposição que quando a palavra "mundo" é usada, quer significar ‘todo mundo’ sem a exceção de nenhuma pessoa. Uma consideração de João 1:10 revelará três maneiras diferentes de usar essa única palavra (o "mundo" na terra em oposição ao céu; o "mundo" como o universo; o "mundo" apontando aos homens que não creram nEle). A palavra "mundo" pode ser usada para representar o universo (Atos 17:24), a terra (João 13;1; Efés. 1:4), o sistema mundano (João 12:31; I João 5:19), toda da raça humana (Rom. 3:19), toda a humanidade exceto os crentes (João 5:24; 15:18; Rom. 3:6), e os gentios em contraste com os judeus (Rom. 11:12). A palavra "mundo" também pode ser usada para representar os crentes (João 1:29; 3:16,17; 6:33; 12:47; I Cor. 4:9; II Cor. 5:19). Portanto, quando a palavra "mundo" for aplicada para ensinar a doutrina, deve ser levado em consideração esses usos também. O estudo bíblico não deve ser baseado numa suposição criada da lógica humana.

Em resumo, é necessário lembrar o que a doutrina declarada pelas palavras "eleição" e os seus derivativos, juntamente com as evidencias múltiplas e bíblicas que apontam à uma expiação particular ensinem quando é determinado o significados das palavras "todos" e "todo o mundo". Com estudo bíblico será entendido que Cristo, que não conheceu pecado, foi feito pecado por todos quem o Pai anteriormente deu a Cristo, e somente estes.

O Efeito do Preço Pago

"para que Nele fôssemos feitos a justiça de Deus" – Os por quem Cristo pagou o preço dos pecados são verdadeiramente feitos a "justiça de Deus" (II Cor. 5:21). Como Cristo foi feito igual aos seus "irmãos" (Heb. 2:17) os "Seus" são feitos membros do "seu corpo, da Sua carne, e dos Sues ossos" (Efés. 5:30). Deus é satisfeito pelo trabalho da alma de Cristo (Isaías 53:11). Sendo "por nós" quem Cristo trabalhou e ainda intercede (Rom. 8:33,34), estes mesmos serão todos junto com Cristo à direita de Deus. Não há nenhum elegido, por quem Cristo morreu, que não se apresentará justo diante de Deus um dia. Os que são chamados (Rom. 8:28,29) são os mesmo que são perdoados (Sal 85:2-10; Isaías 1:18), reconciliados (II Cor. 5:20), sarados (I Pedro 2:24; Isaías 53:4-7, 11), lavados (Apoc. 1:5; I Pedro 1:18,19) e regenerados (Tito 3:5). Pelo poder de Deus estes são desejosos a virem a Cristo (Sal 110:3) e serão feitos vivo (I João 5:12; Efés. 2:1; João 5:24) e justificados (Isaías 53:11; Rom. 3:24-26; 8:1; 10:4; Fil. 3:9) quando venham a Cristo. Todo o que o Pai tem dado a Cristo, virá a Cristo eventualmente (João 6:3, 39, 45) e serão estabelecidos (II Tim. 1:7), conservados (Judas 1, 24, 25; João 10:27,28), feitos aceitável a Deus (Efés. 1:6) protegidos (I João 2:1) e, sem a menor dúvida, glorificados (João 6:44; 17:2; Rom. 8:30). A certeza disso é tão firme quanto a vontade de Deus (João 6:38; Sal 115:3; 135:6). Não há limitação nenhuma para a vontade de Deus (Daniel 4:35). Os que eram longe, estão agora perto (Efés. 2:13; Heb. 7:25); os que eram filhos da ira praticando todo e qualquer pecado, são agora, em Cristo, feitos filhos de Deus (Efés. 2:2; I João 3:2; Rom. 8:14,15); os que eram inimigos agora são embaixadores da verdade (Rom. 8:6-8; II Cor. 5:20) pela obra de Cristo. O que tem acontecido no passado com os "em Cristo" continuará a acontecer para os "seus" que ainda não nasceram pois "todo o que o Pai" tem dado a Cristo "virá a Mim" (João 6:37, 39; 17:2; Mat. 24:24).

Que Deus tenha misericórdia dos Seus a trazer todos os Seus elegidos à salvação por Cristo (II Tess. 2:13). É o nosso desejo e oração que estes mesmos creiam e sejam trazidos a tais posições de benção espiritual em lugares celestiais por Cristo. Também é o nosso desejo que todos estes salvos vivam em todo o santo trato e piedade diante de um mundo em trevas por ter tal salvação (II Tim. 2:19).



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Soteriologia - A DOUTRINA DA SALVAÇÃO - OS NECESSITADOS DA SALVAÇÃO

No relatório bíblico, somente antes do pecado, é dito que tudo que Deus fez foi considerado "muito bom" (Gên. 1:31). Depois que o homem desobedeceu o mandar de Deus de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gên. 2:7) e comeu dela (Gên. 3:6) não se acha nada na Bíblia referendo-se ao homem como ‘bom’. Isso mostra o quanto o pecado destrua, é universal e total.

Que o homem necessita a salvação é claramente evidente por uma olhada às noticias dos acontecimentos do homem ao redor do mundo pelos meios de comunicação. Assassinatos, corrupções, ameaças, injustiças, preconceitos, mentiras, roubos, fornicações, desrespeito do seu próximo e do próprio Deus e a poluição verbal e moral são constantes de todos os povos do mundo todos os dias. A Bíblia evidencia a dimensão do pecado no homem claramente (Ezequiel 16:4,5; Isa 1:6; Rom. 3:10-18). Essa condição detestável e pecaminosa não é adquirida pelo ambiente ou causada pela falta de oportunidade social ou educacional, mas contrariamente, todo homem é pecador desde o ventre (Gên. 8:21, "a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice" Sal 51:5, "em iniqüidade fui formado, e em pecado concebeu minha mãe."; 58:3, "Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras; Isa 48:8, "chamado transgressor desde o ventre."). OBS: Não é o ato de procriação que causa o pecado, nem é a relação conjugal, dentro dos seus limites bíblicos, pecaminosa, mas pela a procriação ser feita entre pecadores, o homem pecador é gerado (Rom 5:12).

O pecado destruiu totalmente a imagem de Deus no homem que existiu por criação especial, ao ponto do homem, universalmente (Rom. 3:23; 5:12), não querer ter nenhum conhecimento de Deus (João 5:40; Rom. 1:28; 3:11,18). Por isso o homem pecador é "voluntariamente" ignorante da verdade (II Pedro 3:5). A vontade do homem não foi a única parte do homem influenciada pelo pecado, mas a sua capacidade de agradar Deus também foi destruída (Rom. 8:8; Jer 13:23). A condição do homem pecador é tão deplorável que ele não pode vir, pelas suas próprias forças, a Cristo (João 6:44,45) e jamais, na carne, pode agradar a Deus (Rom. 8:6-8). O entendimento do homem foi deturpado ao ponto de ser descrito como "entenebrecido" no entendimento (Efés. 4:18; Rom. 1:21). Por isso as verdades santas e boas de Deus não são compreendidas ao homem natural e são, para ele, escandalosas e loucuras (I Cor 1:23; 2:14). A responsabilidade da condição pecaminosa do homem é do próprio homem. Ele mesmo busca muitas "astúcias" (Ecl. 7:29). Que os homens não são capacitados com desejo nem com poder para o bem em nenhuma maneira é entendido pela denominação "mortos em ofensas e pecados" (Efés. 2:1). Por isso "nenhum homem, pela sua natureza, crê que necessita Cristo. Ele está cegado pelos seus morais, suas intenções, sua sinceridade, sua bondade. Ele não vê a impiedade do seu pecado nem que o seu caso é sem esperança" (Don Chandler, citado em Leaves, Worms ..., p. 129).

O coração do homem, a fonte da vida (Prov. 4:23), é tão enganoso que é impossível que nem o homem conheça a sua própria perversidade (Jer 17:9). Por isso o homem é completamente "reprovado para toda a boa obra" (Tito 1:16) fazendo que o homem tenha inimizade contra o próprio Deus, o seu Criador (Rom. 8:7). O pecado reina em todos os membros (físicos, mentais, emocionais, espirituais) do homem (Rom. 7:23).

A prova que todos os homens são pecadores é dada pelo fato que não há ninguém que obedeça sem nenhum defeito ou omissão todos os mandamentos, e, não existe ninguém que pode manter-se puro de todo e qualquer pecado em pensamento, palavra, ação em coração e vida. Se o homem fosse tão onisciente quanto Deus, o homem declararia o que o próprio Deus declarou quando olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Deus, na aquela ocasião declarou: "Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um." (Sal 114:2,3).

A condição deplorável do pecador não quer dizer que ele não tem uma consciência, nem da possibilidade de exercitar a sua mente e a sua vontade ou determinar ações pelo seu raciocínio. Assim que o pecado apareceu no mundo, a consciência do homem foi ofendida ("conheceram que estavam nus") e, sendo assim, operou segundo a sua própria deplorável determinação e lógica pecaminosa, e, em prova disso, escondeu-se de Deus. Apesar da presença do pecado e toda a sua natureza de destruição no homem, "os olhos" que enxergam a condição da alma (a consciência), não somente existiram, mas eram ativos (Gên. 3:7,8). O Apóstolo Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, ensina que os pagãos tenham uma consciência ativa e por ela acusa suas ações ou defenda-os (Rom. 2:14,15). Veja também João 8:9 para um exemplo que o homem pecador tenha uma consciência e é capaz de agir conforme o seu raciocínio. Mesmo que existem tais qualidades (uma consciência viva), a condição deplorável do pecador influi a operação da sua consciência, da sua lógica e da sua vontade ao ponto de não buscar a Deus (Rom. 3:11), não amar a luz (João 3:19) e não compreender as coisas do Espírito de Deus (I Cor 2:14). A consciência existe mas ela é influenciada pelo que o que o homem é, um pecador.

A condição abominável do pecador não quer ensinar que o homem não pode fazer uma escolha livre. O homem pecador pode determinar o que ele quer escolher. Somente pelo fato do homem uniformemente preferir a iniqüidade em vez do bem não quer ausentar o fato que ele tem uma escolha. O homem tem uma escolha sim e ele faz a sua escolha continuamente. Mas devemos frisar que a mera possibilidade de fazer uma escolha não automaticamente ensina que o homem tem a capacidade necessária a fazer uma escolha santa ou aquilo que agrada a Deus. Todos de nós temos a livre escolha de trabalhar e ser milionários, mas essa liberdade não nos faz capazes. Mesmo possuindo a qualidade da livre escolha, o homem pecador é incapaz de escolher o bem para agradar a Deus pois a inclinação da sua carne é morte (Rom. 8:6-8). O arbítrio do homem, contudo, não é livre. Mesmo que a capacidade do homem escolher é livro, contudo, o seu arbítrio (Resolução que depende só da vontade, Dicionário Aurélio Eletrônico) é servo da sua vontade, e, portanto, não é livre. O arbítrio do homem faz o que a sua vontade dita. Mas, falando da sua escolha, essa é livre. O homem indo a uma sorveteria tem livre escolha entre os sabores. Essa situação mostra que ele tem livre escolha. Todavia, o homem somente pede o sabor predileto pois o seu desejo, a sua vontade pessoal leva ele assim a escolher, e, o seu arbítrio, que é servo da sua vontade, pede aquele sabor. Nisso entendemos que a escolha é livre mas não o arbítrio.

A condição depravada do pecador não quer significar que homem nenhum pratica boas obras. Os homens não regenerados são verdadeiramente capazes de fazer tanta religião quanto os fariseus que dizimaram até as mínimas coisas para com Deus (Mat. 23:23; Luc 11:42). Todavia, todas as boas obras que o pecador faz é somente para dar "fruto para si mesmo" (Oséias 10:1) e não para a glória de Deus. O homem pode se ocupar esforçadamente no guardar dos mandamentos, ser sincero para com tudo que é religioso e ser generoso nas obras da caridade (Mar 10:17-20, "tudo isso guardei desde a minha mocidade"). Todavia, a sua condição depravada faz que nada disso se torna a ser agradável a Deus (Isa 64:6; Rom. 8:7,8).

A condição terrível de pecador não quer insinuar que todos os homens revelam todo o pecado que podem manifestar. Há os que rejeitem Cristo que jejuam duas vezes na semana (Luc 18:12). Há os pecadores que Deus nunca conheceu mas dizem "Senhor, Senhor!" e profetizam no nome do Senhor Jesus (Mat. 7:22). Existe os outros pecadores que escarnecem do Santo (Mar 15:29-31) ou são malfeitores (Luc 23:41). Comparando pecador com pecador alguns parecem mais refinados e outros mais bárbaros. Todavia todo o homem é pecador e qualquer pecado merece a separação eterna da presença de Deus (Ezequiel 18:20; Rom. 6:23; Tiago 2:10). "A manifestação do pecado aumenta a medida que os pensamentos ímpios são guardados, os hábitos imorais são praticados e os ensinamentos da verdade são ignorados" (Rom. 1: 28; Boyce, p. 245).

A condição detestável e completa do homem pecador também não minimiza a responsabilidade do pecador para com Deus. Todo homem é responsável para com Deus porque a sua incapacidade não veio por uma imposição ou causa divina mas porquê ele mesmo voluntariamente pecou e trouxe sobre si a condenação divina (Gên. 2:17; 3:6,17). Todo o homem deve ocupar-se em não pecar e deve preocupar-se em agradar o seu Criador e juiz. Essas ocupações são exigidas por sua condição de ser a criatura e por Deus ser o Criador (Ecl. 12:13). Alguns podem duvidar se somos responsáveis pessoalmente por termos uma natureza pecaminosa vindo de Adão (Rom. 5:12), mas, de fato, somos responsáveis pela expressão dela (Ezequiel 18:20; I João 2:16; 3:4). A responsabilidade para com Deus é entendida em que não somos forçados a pecar mas pecamos pela ação da nossa própria vontade (Gên. 3:6,17; João 5:40). Não é a incapacidade de obedecer tudo que nos separa de Deus mas os próprios pecados do homem que fazem a separação dele de Deus (Isa 59:1-3; Efés. 1:18). A incapacidade natural (Rom. 3:23) e moral (Tito 1:15) nunca descarta a responsabilidade particular de nenhum a não pecar. Qual cidadão racional escusa o homicídio culposo pela razão de ser praticado quando bêbedo; ou desculpa um crime por ser praticado por um desequilibrado pela raiva; ou justifica os crimes por serem simplesmente pela paixão, etc.? A bebida, a ira e a paixão podem levar o homem a agir irracionalmente, mas é ele que bebe descontrolado, se ira e deixa-se a ser levado pela paixão. Por isso o homem é responsável pelas suas ações quando nestas condições se encontra. O fato que o homem deve se arrepender (Mat. 3:2; Atos 17:30) revela que Deus sabe que o homem é responsável a responder positivamente a Ele. O primeiro homicídio foi castigado (Gên. 4:11) como todos os pecados serão (Apoc 20:11-15), convencendo todos, com isso, que a expressão do pecado é da responsabilidade daquele que comete tal ação (Ezequiel 18:20; Rom. 3:23; 5:12). Não obstante a sua responsabilidade de amar a Deus de todo o coração e de se arrepender pelo pecado cometido, o homem natural, o primeiro Adão, é tão desfeito pelo pecado que não pode fazer, com seu próprio poder, o que ele sabe que deve fazer para agradar a Deus (Rom. 8:7; II Cor 2:14). Mas, mesmo sendo incapaz, ele é, completa e universalmente responsável pela obediência da Palavra de Deus em tudo (Ecl. 12:13, "o dever de todo o homem").

A incapacidade do pecador não desqualifica os meios que devem ser empregados tanto pelo pecador para sua salvação quanto pelo salvo em pregar aos perdidos. Tanto o pecador quanto o salvo devem ocuparem-se de usar todos os recursos que biblicamente têm à mão. A impossibilidade de produzir um efeito não é razão suficiente para ser irresponsável no dever. O fazendeiro jamais pode produzir uma safra qualquer nem efetuar a chuva cair na terra ou fazer o sol brilhar. Essa incapacidade não desqualifica-o de semear e regar a semente. O mandamento de Deus é que o pecador deva se arrepender e crer (Atos 17:30). O mandamento de Deus é que o crente ore e pregue (Sal 126:6; Mat. 28:18-20). Por serem mandados, os mandamentos devem ser obedecidos não obstante a condição natural do homem. Os meios têm um fim. Para ceifar é necessário primeiramente semear (Gal 6:7-10). É verdade que Deus dê o crescimento, mas é somente depois de semear e de regar (I Cor 3:6). O receber depende do pedir; o encontrar depende do buscar; o abrir vem somente depois de bater (Mat. 7:7). Portanto, os meios devem ser empregados apesar da incapacidade total do pecador ou das fraquezas dos salvos. Os meios são a única maneira ao fim esperado. Apenas existe o receber enquanto haja o pedir (Mat. 7:7). Paulo pergunta: "como crerão naquele de quem não ouviram?" (Rom. 10:13-15). Por ter fruto somente depois de semear; por ter a salvação somente depois de crer, os meios bíblicos devem ser empregados se quer ter o fim esperado. Também devemos usar os meios disponíveis por ter a promessa de Deus. Deus promete fruto se a semente for semeada. A promessa de Deus anima o semeador de ter longa paciência na sua esperança de uma safra eventual (Tiago 5:7). A promessa diz que eventualmente haverá uma safra (Sal 126:5,6) e um aumento (Efés. 4:11-16). Apesar da incapacidade do homem pecador a crer e da impossibilidade do pregador convencer qualquer dos seus pecados existe a necessidade de empregar zelosamente todos os meios que Deus designou nas Escrituras Sagradas.

A incapacidade do homem pecador não deve incentivar a sua demora em vir a Cristo ou deve desculpar a sua desobediência aos mandamentos de Deus. Quanto incapaz o homem a crer mais ele deve procurar a graça de Deus em misericórdia para crer (Mar 9:24). O doente precisa do medico é fato. Quanto mais severa a doença mais urgente o socorro. Se o pecador entenda a sua situação deplorável, pode se prostrar diante de Deus clamado pela sua ajuda (Mar 9:4) pedindo de Deus: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" (Luc 18:13; 11:13). O mandamento não é de esperar por uma sensação, visão ou qualquer outro sinal. Cristo já foi dado e declarado (I Cor 3:11). O mandamento de Deus é: "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações" (Heb 3:13,15). Se o salvo entenda a sua responsabilidade, o mandamento de Deus é: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura" (Mar 16;15), ame a Deus de todo o coração (Mar 12:30) e "crescei na graça e no conhecimento de Cristo" (II Pedro 3:18). Quanto mais que sentirmos fracos em obedecer, mais esforçadamente devamos procurar a Sua graça. É Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar segunda a sua vontade (Fil. 2:13). Isto deve encaminhar-nos a Ele a buscar a Sua graça para obedecermos o Seu mandar.

Somente a salvação pela graça capacitará o pecador a entrar no reino de Deus (João 3:3,5; II Cor 3:5). A própria condição deplorável do homem mostra a sua necessidade da salvação. O homem é sem a justiça necessária (Rom. 3:10), sem Cristo, separado de Deus, sem nenhuma esperança (Efés. 2:12) e sem esforço (Rom. 5:6; 7:18). Ele está com a maldição da lei (Gal 3:10) e sobre ele permaneça a ira de Deus (Rom. 3:36). A condição abominável do homem assegura que ele necessita de salvação, aquela que vem exclusiva e completamente de Deus. Por isso pregamos a salvação somente pela graça. Se o homem tivesse uma mínima condição para ajudar-se, a sua salvação não seria totalmente de graça. A depravação da sua condição totalmente e universalmente pecaminosa, estabeleça o fato que a salvação eterna é, em todas as suas partes, divina e inteiramente graciosa (Efés. 2:8,9). Assim Cristo ensinou quando comparou a relação que existe entre Ele e o Seu povo usando a videira e as varas. E ele disse: "sem mim nada podeis fazer." (João 15:4,5). Que Deus abençoe os salvos a pregar tal graça e os pecadores a buscá-la antes que seja tarde demais.

Que a mensagem clara da condição abominável do pecador, da realidade da sua incapacidade de fazer o bem e a verdade que todos são responsáveis diante de Deus incentive todos os pecadores a clamarem pela misericórdia de Deus para o perdão dos seus pecados e pela fé necessária para crerem em Cristo Jesus para a salvação! E, que clamem até conhecerem Cristo pessoalmente. Tal salvação é a sua responsabilidade e necessidade e o encontro de tal salvação é o nosso desejo para com você.



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Soteriologia - A DOUTRINA DA SALVAÇÃO - O DESÍGNIO DA SALVAÇÃO

INTRODUÇÃO

A doutrina da salvação, na maioria das igrejas e centros de crença existentes hoje, é nebulosa ou, nos casos piores, contraditória. A confusão que existe sobre esta doutrina é tremenda. Tal confusão pode vir por ela tratar muitos tópicos em uma ordem que as vezes é difícil de seguir. Mesmo que o assunto contém aspetos que são impossíveis de entender por completo, convém um estudo sobre este vasto assunto que quase todos os livros da Bíblia tratam. O termo teológico deste assunto é soteriologia. Essa doutrina abrange as doutrinas da reprovação, a eleição, a providência, a regeneração, a conversão, a justificação e a santificação entre outras. Também envolve a necessidade de pregação, de arrependimento e de fé. Inclui até as boas obras e a perseverança dos santos. A salvação não é uma doutrina fácil de entender pelo homem. É uma atividade divina em que participam as três pessoas da trindade agindo no homem. Por ela tratar da obra de Deus que resulta no eterno bem do homem para a glória de Deus somos incentivados a avançar neste assunto com temor e oração para entendê-la na forma que é do agrado de Deus.

Que Deus nos guie com entendimento espiritual pelas maravilhas da Sua Palavra no decorrer deste estudo. Que Deus nos traz à convicção verdadeira, e, pela Palavra de Deus, nos dá um conhecimento individual de Jesus Cristo (Efés. 1:17-23).

O DESÍGNIO DA SALVAÇÃO

Pela eternidade passada e pela eternidade futura Deus deseja receber toda a glória de tudo que Ele faz (Êx. 34:14; Isa 42:8; 48:11; Rom. 11:36; I Cor 10:31). Na realidade a ninguém outro, senão a Deus o Todo Poderoso, é devido toda a glória nos céus e na terra. A glória de Deus é a prática dos seres celestiais agora (Sal 103:20; Isa 6:1-3) e para todo o sempre (Apoc 4:11; 5:12). Essa glória não vem de uma necessidade de Deus pois Ele não necessita de nenhuma coisa (Atos 17:25) mas é simplesmente um desejo e direito particular (I Cor 1:26-31; Efés. 2:8-10).

A obediência é abençoada gloriosamente pois ela glorifica Deus (Rom. 4:20,21). A obediência desejada é entendida tanto antes do pecado (Gên. 2:16,17) quanto depois (Deut. 10:12,13). Pela obediência da Sua Palavra, Deus é glorificado. Essa observação contínua é o dever de todo o homem (Ecl. 12:13).

A desobediência da lei de Deus é pecado (I João 3:4; 5:17) e é o que provoca a separação eterna da presença de Deus (Gên. 2:17; Rom. 6:23). O pecado é uma abominação tamanha justamente por não intentar dar glória a Deus (Núm. 20:12,13; 27:14; Deut. 32:51). O pecado é iniqüidade a Deus e em nenhuma maneira glorioso.

Desde o começo da Sua operação com os homens, Deus requer uma obediência explícita. Essa obediência desejada tem o fim de O glorificar. A maldição no jardim do Éden (Gên. 3:14-19, 22-24) foi expressada por causa do homem não colocar o desejo de Deus em primeiro lugar (Gên. 2:17; 3:6). A destruição da terra pela água nos dias de Noé (Gên. 6:5-7) foi anunciada sobre todos os homens por eles servirem a carne e, nisso, não glorificaram a Deus (Mat. 24:38). A história bíblica mostra o povo de Deus sendo castigado repetidas vezes, um castigo que continua até hoje, por uma razão maior: adorar outros Deuses (Jer 44:1-10). A condição natural do homem é abominável diante de Deus justamente por ele não ter o temor de Deus diante de seus olhos (Rom. 3:18). A condenação final do homem ímpio será simplesmente por causa do homem não ter Deus nas suas cogitações (Sal 10:4), desprezar toda a Sua repreensão (Prov. 1:30) e por não se arrependerem para dar glória a Deus (Apoc 16:9). Foi dado outro tanto de tormento e pranto à Babilônia por causas de glorificar a si (Apoc 18:7). Deus nunca dará a glória devida a Ele a outro (Isa 42:8). Ao Deus da glória (Atos 7:2), o Pai da glória (Efés. 1:17) é devida toda a glória para todo o sempre (Fil. 4:20; I Tim 1:17).

Quando chegarmos ao assunto da salvação não podemos procurar de modificar o desígnio eterno de Deus. Na doutrina da salvação Deus não está procurando dar uma glória ao homem. Pela salvação tratar dos seres humanos e o estado eterno deles não quer dizer que Deus não deseja receber a glória deste tratamento.

A salvação tem o propósito de trazer glória eternamente a Deus, e, essa glória na salvação, é por Jesus Cristo para todo o sempre (Rom. 16:27; II Cor 4:6; I Pedro 5:10). Pelo decorrer deste estudo entenderemos melhor como cada fase da salvação exalta Cristo desde a eleição que foi feita em Cristo (Efés. 1:3,4) à santificação que traz os eleitos a serem semelhantes a Cristo (I João 3:2). Cristo é a semente incorruptível pela qual os salvos são gerados de novo (I Pedro 1:23-25). Cristo é o caminho sem o qual ninguém vai a Deus (João 14:6). Cristo é a verdade em qual o pecador deve crer para ser salvo (João 3:35,36). É a imagem de Cristo a qual os salvos são transformados (Rom. 8:29) e por Cristo os salvos são conservados (Judas 1). Os frutos de justiça, são por Jesus Cristo, e, por isso, para a glória e louvor de Deus (Fil. 1:11). Não existe uma operação sequer na salvação que não glorifica Deus pelo Filho unigênito. Não deve ser segredo, tanto na realização da salvação quanto na condenação dos pecadores, Deus é, e sempre será, eternamente glorificado por Cristo (João 5:23; 12:48; II Cor 2:15,16; Fil. 2:5-11).

Existem muitos erros nas crenças de muitas igrejas e crentes já neste ponto inicial sobre o propósito da salvação. Muitos querem colocar as bênçãos que o homem recebe pela salvação como sendo os objetivos divinos na salvação. Mesmo que é uma verdade que a criação nova feita na salvação é maior e mais gloriosa do que a primeira criação relatada em Gênesis; mesmo que é verdade que a salvação é de uma condenação horrível; mesmo que é verdade que pela obra de Cristo na salvação Satanás é vencido e, mesmo que pela salvação moradas celestiais estão sendo feitas no céu, todas estas verdades são resultados da salvação e não as causas dela. Muitos confundem o eterno lar, o fruto do Espírito Santo, a vida cristã diante do mundo ou a igreja cheia de alegria como os desígnios da salvação. Mas, o estado final da salvação não deve ser confuso com o objetivo dela, nem os efeitos com as causas. Deus não tem propósito de dar a sua glória ao outro, inanimado, animado ou mesmo um salvo, mas, somente a Ele (Isa 42:8). Como em tudo demais que Deus faz, a salvação centra em Deus e em sua glória e não nos benefícios do homem. Os efeitos que a salvação produz não são as causas da salvação ser programada por Deus.

Se, em nosso entendimento desta maravilhosa doutrina da salvação, a ênfase for colocada em qualquer maneira nas bênçãos que o homem recebe e não na glória de Deus, o nosso entendimento é falho neste respeito e devemos buscar as bênçãos de Deus para que Ele nos endireita para adorarmos a Ele como Ele deseja, em espírito e em verdade (João 4:24).



Autor: Pastor Calvin Gardner
Fonte: www.obreiroaprovado.com

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